TNT @ 14:43

Qui, 12/05/11

 

Trabalho num local onde há muito homem. Muito homem mesmo. Há-os de todas as idades, modelos e marcas, mas a grande maioria são geeks que devem andar ali pelos 25-35 anos. Como geeks que são, estiveram fechados na cave grande parte das suas vidas. Quando saíram da cave foram para ali trabalhar e, hoje, estão fechados numa sala com mais 30 geeks iguais a eles, com as mesmas t-shirts, o mesmo ar alienado, sempre a pensarem na próxima linha de código.
 
Claro que a convivência com a espécie feminina tem sido rara e nalguns casos, que não devem ser tão poucos como isso, inexistente. Não dá sequer para criticar grande coisa, pobres, eles nunca tiveram acesso, excepto via web. Por isso, nem me chateio especialmente quando eles dizem alguma coisa fora do sítio. A verdade é que eles não sabem onde é o sítio, nem que raio de sítio é.

Não sei se eles lêem o Interno Feminino. Sei que há um grupinho 2.0 que já subiu alguns degraus na escada evolutiva e que nos lêem. Ainda bem para eles e para a Humanidade de uma forma geral, uma vez que estes meninos de quem falo são muitos dos grandes cérebros deste país. E não há nada mais sedutor que um crânio que também se interessa por coisas terrenas. Delicioso.

Porém, este é um grupinho muito restrito… uns 10 no máximo. Os restantes 356 são uns absolutos trapalhões.

Mesmo não tendo grande jeito para salvar o mundo sem me lixar, e sabendo que o Nobel da Paz também não me vai bater à porta tão cedo, acho que o meu papel no mundo pode começar perfeitamente junto dos 356 trapalhões que se atravessam nas portas, que comem de boca aberta, cujo banho é algo que não deve ser praticado amiúde e que ruborizam sempre que uma mulher lhes dirige a palavra.

Educar estes moçoilos e prepará-los para a vida é uma missão tão nobre como a de qualquer ONG. Vai na volta, o Nobel não está assim tão longe. Se o Arafat o sacou, não há-de ser assim tão difícil.

Sei que alguns são casos perdidos, somente dignos de estudos antropológicos. Mas se puder ‘salvar’ uma ou outra alminha, terei com toda a certeza 70 rapazinhos bronzeados e bem cheirosos à minha espera quando esticar o pernil.

 

 




TNT @ 14:46

Ter, 16/06/09

Como já falei aqui noutras circunstâncias, a tecnologia é amiga. A tecnologia é amiga das relações, pode apimentar alguns momentos, torná-los inesquecíveis e passíveis de visionamento posterior para prazeres futuros e repetíveis. Porém, como em tudo, existe sempre o dark side da coisa. E está sempre ali à espreita… quando menos esperamos.

As pessoas revelam-se nos piores momentos. Não é quando estão in love que nos vão dizer “ah e tal, quando acabarmos vou-te fazer a vida negra e lixar-te com F grande”. Não são raras as vezes que sofremos vinganças de cariz variado, dependendo da imaginação de cada um. E se existem fotografias, filmes e afins, as vinganças tornam-se mais fáceis e eficazes. Podem destruir famílias, carreiras, auto-estimas e por aí fora…

Que a tecnologia e captação diversa de imagens seja um turn on para muito gente, nem sequer discuto. Manter essas imagens em arquivo é que já me parece francamente estúpido. Não se consegue prever se nos vão roubar o telemóvel ou se o deixamos no táxi. Acontece às melhores famílias. Mas nestes casos, o único prejuízo deve ser o do aparelhómetro propriamente dito e não o de uma vida inteira. Ou será agradável os nossos familiares ou colegas de trabalho receberem um mail com fotos altamente reveladoras tiradas num momento incauto de paixão, excitação ou outras coisas terminadas em ão? Para os familiares não será com certeza! Para os colegas de trabalho pode dar origem a várias horas de risota e parvoíce. E são coisas que nunca desaparecem.

Meninos e, principalmente, meninas: querem apimentar as noites loucas? Apimentem! Querem ter paz depois disso? Apaguem as imagens logo depois do cigarrinho pós-coito!

Nestas coisas é melhor antecipar os cenários negros. Porque a entrega ao dark side tem piada, mas é no Star Wars!
 




TNT @ 15:03

Seg, 09/02/09

Ora cá vamos nós para mais um post de serviço público sem recebermos um cêntimo do Estado. Mas como somos raparigas dedicadas à causa e com espírito de missão, sempre vamos fazendo a coisa à borla.

Não sei se sabem, mas existem por aí vários miúdos chamados João, Pedro ou Rita, mas que na verdade verdadinha se deveriam chamar Clamoxyl, Bactrim ou Clavamox. São os filhos dos antibióticos. Claro que estas coisas não devem ser ditas às criancinhas… “Ah e tal, na verdade o menino é fruto de uma infecção”. Não soa bem e poupam-se anos de terapia.

Quase toda a gente já passou por uma dor de dentes. E quase toda a gente tomou Clamoxyl. O que nem toda a gente sabe é que os malditos antibióticos interferem (e de que maneira) com a pílula anticoncepcional. Pois é. Da mesma maneira que o álcool potencia o desejo sexual, também anula o efeito do antibiótico no que respeita às infecções. O pior é que o antibiótico anula a acção contraceptiva da pílula, mesmo com álcool à mistura. Está tudo ligado para nos lixarem!

Meninas, se não querem ter um filho do antibiótico tomem medidas protectoras adicionais.
Meninos, se elas estiverem a antibiótico assegurem-se que o vosso desejo é ter mesmo um rebento aos berros passados nove meses. Se não for, já sabem o que fazer, não? Ou é preciso um desenho?
 

TNT



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