tsetse @ 17:17

Ter, 19/05/09

Todas as relações passam por momentos altos e baixos. Algumas, têm momentos baixos tão prolongados, que acabam por gerar o desinteresse de um ou dos dois intervenientes.

Certo dia, fui a casa de uma amiga e vi a mãe dela a pintar um galo de Barcelos, com várias tintas de cores diferentes. Perguntei se era uma antiguidade. Era. Pelos vistos, em certas zonas, é tradição oferecer às noivas um galo de Barcelos, com a seguinte premissa: O casamento é como um galo de Barcelos: com o tempo, vai perdendo a cor. É preciso pintá-lo com cores garridas, sempre que isso acontecer.

A grande questão é: como pintar uma relação que já está tão enfadonha que só nos apetece abanar o tipo que está à nossa frente? Primeiro, não deixar chegar ao estado em que já não se percebe as "cores originais". Aos primeiros sinais de "cor carcomida", pegar na tinta. Segundo, analisar a razão do desinteresse, para escolher a melhor solução.

Em geral, as causas mais comuns são:

1. Os homens gostam de desafios. Alguns mais do que outros. Se ele anda a mostrar sinais de querer atenção de terceiras, então já encontraram a causa. Solução? Se estão gordas, ponham-se magras; Se estão desleixadas, ponham-se bonitas; Se estão sempre em casa, comecem a sair. Qualquer coisa que lhes crie uma dúvida. Pode ser um "Assim tão gira, ela pode arranjar alguém mais estimulante num piscar de olhos", "Para quem é que ela se anda a arranjar?" ou um "Será que ela se diverte mais sem mim?". Mas o efeito vai ficar à vista.

2. Demasiadas "cúnfias" distanciam um casal. Para uma relação funcionar, tem que haver intimidade. Mas intimidade não é sinónimo de "cúnfia". A "cúnfia" diminui outros factores muito importantes: o respeito, a admiração e a gentileza. Se ele está sempre a resmungar, mal disposto e a chamar à atenção para os vossos defeitos em público, então é porque estão a sofrer as consequência da espiral de "cúnfias". Soluções: Explicarem que não são compinchas, mas companheiras; Não dar atenção quando ele insistir nas piadinhas desagradáveis; Arranjar programas divertidos; Incentivar o carinho, ser atenciosa e dar um bom exemplo.

3. Falta de sexo abana qualquer relação. Se esta é a causa, vocês já o sabem muito bem. E não me venham com desculpas de falta de tempo e cansaço! Se querem melhorar a relação, não há volta a dar.

Agora, vão lá "pintar" as vossas relações. Se não tiverem companheiro, "pintem" os banhos-marias ou os conhecidos interessantes. Mas "pintem"!

P.S.: Se já tentaram tudo isto e não funcionou, façam um pré-aviso e comecem a ponderar a separação.




tsetse @ 18:00

Qua, 29/04/09

Falámos com o João sobre o romantismo, os namoros vs casos e sobre a experiência das autoras:

 


(download)

 

O próximo entra às 19h00!

 

TNT & Tsetse




TNT @ 14:15

Sex, 04/01/08

Em épocas natalícias, grande é a tendência para lembrar e relembrar pessoas a quem mandamos a sms da praxe ou de quem a recebemos.

Passam-se meses e meses sem sabermos delas, mas é limpinho que nos dias que antecedem o natal ou o fim-de-ano, recebemos aquelas mensagens da tanga em catadupa, muitas vezes tiradas a papel químico, o que muito nos apraz saber que aquela pessoa, para nós, apenas se deu ao trabalho de carregar na tecla reencaminhar.

Ou para saber o que andamos a fazer – não vá o diabo tecê-las que um gajo nunca sabe o dia de amanhã – ou apenas porque faz parte da tradição como a árvore e o presépio, todos os anos somos bombardeados por notícias de gente que não interessa, já não interessava no ano passado e que muito dificilmente interessará no ano que vem.

Em variados jantares de natal com amigos, houve sempre alguém que ao ouvir o Pi-Pi no telemóvel (não conspurcar a palavrinha pi-pi que aqui não passa de uma onomatopeia) comentou: “olha-me, esta! Deves querer, deves...!” ou ainda “a lata do bicho! Querem lá ver...?”

Será que as pessoas não se enxergam e acham que lá por ser natal temos o coração mais aberto e tal e tal e que vai na volta ainda damos uma abébia só por causa do nascimento do “menino”?

Se querem alguma coisa de jeito, pelo menos dêem-se ao trabalho de nos mandar umas sms com uma periodicidade mais assídua, sei lá, uma vez por mês... Acham que é pedir muito? Tipo tarefa mensal: comprar a Maxmen; pagar a tv cabo; ligar àquela gaja; limpar o frigorífico...

Eu compreendo que se houver muita gaja a quem mandar mensagens, a coisa ainda sai carota. Mas têm de encarar isto como um investimento, como se de um certificado de aforro se tratasse. No fundo é comprar acções daquela grande empresa em expansão que é o Vale dos Lençóis!

Meninos e meninas, actualizem-se. Sejam periódicos. Invistam. Porque como diz o outro “se eu estiver parado, não rendo...”

TNT



TNT @ 15:40

Seg, 03/09/07

Confidenciava-me um amigo que a namorada tinha feito umas trombas até ao chão depois de ele lhe ter contado umas coisas de peito aberto, e que não compreendia e tal...

Contava-me que por andar de sorriso de orelha a orelha, os colegas de trabalho tinham comentado e perguntado qual a razão de tanta felicidade. Ele, rapaz discreto e educado, fechou-se em copas, mas um dos colegas que o conhecia desde os tempos de liceu, comentou que ele devia ter namorada nova, pois ele ficava sempre com aquele sorriso parvo quando tinha um novo amor... E foi isto que ele foi contar à namorada!


Há homens que dão óptimos amigos... mas péssimos namorados!


Então este animal basicamente o que disse à namorada foi: "Querida, fazes-me muito feliz. Ando sempre a sorrir. Tal como acontecia quando andava com a Maria, com a Sofia e com a Vanda..." E depois admira-se de ela ter ficado de trombas. Ai, ai, ai...


As pessoas que entram nas nossas vidas querem ser únicas, querem ocupar um papel de destaque, e mesmo que não sejam melhores, pelo menos querem marcar a sua diferença. Podemos dizer "és das melhores coisas que já me aconteceu na vida" – não estamos a mentir, e não estamos a equipará-la às outras que passaram pelas nossas vidas e que de vez em quando até podem ensombrar a nossa relação actual. Ou será que os homens gostariam de ouvir algo como "querido, és tão bom na cama como o Tiago era..." ou "fazes-me vir como o Francisco fazia..."? Acho que isto dava direito a pelo menos três meses de terapia! É que há verdades que devem ficar apenas connosco e devemos terminar a frase a meio: "querido és tão bom na cama..." ou "fazes-me vir...". É tudo verdade e não se magoa a outra pessoa com comparações inúteis e escusadas.


Os homens – com sensibilidades de rinocerontes em loja de porcelana – não têm o menor tacto a dizerem as coisas. E não percebem que as mulheres alimentam muitas vezes as suas emoções de palavras... boas e más! Pensar antes de falar é uma qualidade que só a alguns assiste, mas não seria nada má ideia pensar que podem ficar a "pão e água" caso lhes saia este tipo de comentários pela boca fora... Como já referi em posts anteriores, os preliminares para as mulheres, começam muito antes de chegarmos à cama.

Depois não digam que não vos avisei!

 

TNT




TNT @ 00:01

Qua, 14/02/07

Bom... cá estamos nós em mais um Dia dos Namorados, Dia de São Valentim que pelos vistos casava o pessoal às escondidas e que por isso ficou padroeiro dos namorados que querem casar. Acho bem, casem-se para aí e convidem-me porque gosto de festarolas!

Eu acho piada a namorar. Só namorar. Curtir, sair, fazer loucuras, sei lá... Porém é esperável – e quantos mais anos passam, pior – que se queira mais do que só namorar. Parece que o conceito namorar tem validade e que se chega a um certo ponto em que deixa de ser permitido. Parece que tem de se tirar a renovação da licença o que não é nada fácil – “...Hum, tem mais de 35 anos? E quer renovar a licença para namorar? Só? Tem a certeza que não quer tirar a licença para casar ou viver junto?... Hum, isso é muito estranho... Vai ter de ir para os casos de estudo e apreciação. Daremos uma resposta em breve....” Bendito Simplex me valha!

Noutro dia num jantar de meninas diziam-me, “mas não vês que isso não tem futuro?!... mas qual futuro, pergunto eu! Já pensaram que eu posso não estar a pensar em futuro? Já pensaram que alguém pode ter uma visão diferente da vossa e não lhe apetecer partilhar já casa, intimidade e outras? Querer namorar primeiro, aproveitar o que de bom a vida nos dá? Sem stresses de maior?”

Será assim tão condenável pensar apenas no momento?

No fim de contas temos de pensar permanentemente no futuro em todos os outros aspectos da nossa vida. Trabalho, dinheiro, investimentos, empréstimos. Será que na parte emocional é tão estranho querermos ter a liberdade de dizer “sei lá, logo se vê... por enquanto sinto-me muito bem assim...”?

Neste dia 14 de Fevereiro vou jantar com uma data de solteiros convictos, outros não tão convictos. Mas pelo menos, sem vergonha de assumir o seu estado livre e descomprometido. Vamos a um restaurante “couple’s free” (espero eu), beber uns copos e celebrar o facto de estarmos sem namorados só porque sim!

Para quem fica em casa, com os seus mais que tudo, tenho uma das minhas receitas infalíveis para sexo bombástico. Confiem em mim que nunca vos enganei!

TNT


Sex Sangria

10 morangos
10 framboesas
½ romã
Açúcar a gosto
Raminho de hortelã
Champagne ou espumante (aconselho Murganheira ou Quinta Cabriz que têm uma excelente relação qualidade/preço)

Esmagar os frutos vermelhos com um pilão (hummm...) até saírem os sucos
Misturar o açúcar e mexer
Colocar a hortelã e esmagar novamente

Misturar o champagne/espumante, mexer suavemente e deixar repousar durante 5 minutos. Provar e ajustar sabores (mais açúcar para os mais gulosos, mais espumante para os menos gulosos)

Beber a dois e esperar 10 minutos pelos efeitos. Enquanto esperam, vão-se embrulhando para não perderem a pedalada...




tsetse @ 15:32

Qua, 31/01/07

A maior parte das relações tendem a perder o interesse ao fim de algum tempo. As pessoas já conhecem quase tudo sobre o outro, já estão cansadas dos seus defeitos e os temas de conversa começam a faltar. Há, no entanto, quem encontre um ou mais caminhos para adiar este destino.

As estratégias mais comuns para combater este flagelo são:

1. A estratégia dos projectos
A ideia é estar sempre a arranjar projectos, para ocupar o tempo e ter novos temas de conversa. Normalmente, o primeiro projecto é a compra da casa. Depois, vem a decoração da mesma. A seguir, vêm os filhos, a casa de praia, o lar. Tudo serve para adiar a falta de assunto.

2. A estratégia de evitar o outro
Passam o dia sem fazer quase nada, para ficar no trabalho até mais tarde. Ao final de semana, combinam festas com mais pessoas, idas ao futebol e mais trabalho. Assim, vão adiando o contacto com o parceiro, na esperança que o outro não descubra que já não há assunto.

3. A estratégia dos moinhos de vento
Aqui a estratégia é manipular o outro e arranjar conflitos imaginários. Assim, têm sempre assunto e apoio. O mais comum é começarem por transformar pessoas críticas ou indiferentes à sua relação, em inimigos. Depois, inventam uma cruzada contra os infiéis que ousaram não acreditar naquele amor, na esperança de o fortalecer. A seguir, arrastam o seu Sancho Pança contra outros moinhos de vento. Muito simples e eficaz, principalmente entre parceiros, digamos que, pouco inteligentes ou sem opinião própria.

4. A estratégia das discussões
A ideia de quem a pratica é, primeiro, arranjar mais assunto e, depois, criar interesse com as reconciliações. Esta, sinceramente, não percebo muito bem. Só sei que há quem a pratique e, pior, que tenha sucesso.

5. A estratégia das actividades
A ideia é estar sempre a arranjar coisas interessantes para fazer a dois. Há dois tipos de actividades: as que se repetem e que ocupam muito tempo e as surpresas. Dentro do primeiro grupo estão: danças de salão, ranchos folclóricos, idas frequentes ao cinema, torneios de bridge, escalada, etc. A ideia é encontrarem coisas que ambos gostem de fazer e que lhes tragam mais assunto. As surpresas servem para contrariar a rotina e, mais uma vez, para aumentar os temas de conversa. Exemplos de surpresas: ir à praia ver o pôr-do-sol e levar uma caixa de sushi para comer a dois; deixar de ser forreta e oferecer bilhetes para uma viagem ao Japão; etc (que o resto das ideias ficam para mim... ou deixariam de ser surpresa).

Qual a mais correcta? Qual a que funciona? Isso depende dos princípios morais e do gosto de cada um. Há quem misture todas. Eu, prefiro a última, como devem ter notado. Gosto de animação e de companhia.

Tsetse


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