TNT @ 16:53

Sab, 02/01/10

Todos nós fazemos balanços das nossas vidas nestas alturas do ano. Olhamos para trás e arrependemo-nos do que fizemos e, principalmente, do que não fizemos. Olhamos para o presente e, para além de sentirmos a ressaca consequente do espumante marado da noite anterior, propomo-nos a objectivos mais ou menos concretizáveis.

Desejamos o Euromilhões, aumento de salário, coberturas em Manhattan e outras coisas que não dependem directamente de nós. Apenas porque são mais fáceis de pedir e não temos de nos esforçar para que a coisa aconteça. Um bocado como aquela história do tipo que se está a afogar e com a sua fé em deus recusa todos os recursos marítimos e aéreos para o salvar, uma vez que acredita que o criador há-de tratar do assunto. Acaba por se afogar e quando chega à presença de deus pergunta-lhe porque é que ele não o salvou. Deus responde: Estás parvo? Até helicópteros te mandei!

Proponho que façamos um exercício sincero no que respeita às nossas relações. Será que temos a relação que queremos? Será que podemos fazer algo para a melhorar? Será que realmente fazemos aquilo que está ao nosso alcance para atingirmos o que queremos?

Muitas vezes, deixamos que o orgulho, a preguiça, a rotina ou as pressões sociais/familiares nos prendam a algo que não queremos. Autorizamos a que dominem e controlem a nossa vida. E habituamo-nos... até ao dia! Até ao dia em que percebemos que não se aguenta mais viver assim.

Vamos lá pensar... Somos mesmo felizes? O que é que queremos verdadeiramente? E, acima de tudo, o que podemos fazer para sermos felizes?
 




convidado @ 15:47

Seg, 20/07/09

A semana passada, durante um jantar, conheci uma rapariga que dizia que nunca provou uma bebida alcoólica e que achava deprimente ver outras pessoas que beberam demais. Achava que não tinha perdido nada por nunca ter experimentado a sensação de estar inebriada e que sempre se divertiu na mesma. Enquanto ela falava, eu ia recordando algumas peripécias que passei por ter bebido demais e que ainda hoje me fazem rir imenso. A verdade é que não consegui esconder um sorriso e tive a certeza de que, se nunca tivesse bebido, a minha vida não teria sido tão divertida.

No dia seguinte, fui jantar com um rapaz que contava uma série de aventuras que passou, devido à sua descontracção no que toca a relacionamentos, e era perceptível que ele se divertiu e ainda diverte imenso à custa disso. Quando lhe disse que nunca tinha tido uma relação de um só dia, nem sequer algo que se aproximasse, vi nos olhos e lábios dele a mesma expressão que tinha feito à rapariga do dia anterior.

Eu não acho que me tenha divertido menos por isso, mas a verdade é que não posso ter a certeza. No entanto, tenho a certeza absoluta de que desfrutei muito mais por ter estado à vontade para beber e lembro-me muito bem das histórias hilariantes que acrescentei à minha vida graças a esse "exagero" mais ou menos controlado, pelo menos no que toca à frequência.

A verdade é que é muito fácil saber se algo que experimentámos correu bem ou mal, mas muito difícil saber quais teriam sido as consequências do que não chegámos a fazer e saber definir o que nos levou a escolher esse caminho. Ou seja, é difícil distinguir entre ética, gosto pessoal, medo de errar e medo de não ser aceite pela sociedade.

Bee



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