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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Príncipes, Princesas, Sapos e Osgas...

Avatar do autor TNT, 12.03.08

A busca no Vale Encantado pelos príncipes e princesas que nos correspondam já me começa a chatear.

Bem sei que todos achamos que deve haver alguém com poderes quase divinatórios que nos acordem com um beijo da astenia e aborrecimento em que muitas vezes se transformou a nossa vida. Porém, creio que um príncipe só serve para reconhecer uma princesa, mesmo que esta última esteja temporariamente e por obra dos deuses maléficos, leia-se rotinas, transformada em osga!

Os príncipes e princesas são-no sempre. E reconhecem-se sempre. Mesmo que por manhas do destino se encontrem camuflados. São pessoas honestas, que não jogam com os sentimentos dos outros, que se dedicam e apreciam que se dediquem, que admiram e têm orgulho no outro, que não temem mostrar-se. São gratos, bonitos por dentro e consequentemente, atraentes por fora.

Os sapos e osgas são o contrário disto tudo. Dissimulados, usam artifícios para conquistar os mais incautos, distribuem jogo ao outro e a mais não sei quantos, exigem dedicação canina do oficial e dos outros todos, são egoístas, ardilosos e sub-reptícios. São ingratos, feios por dentro e, mais tarde ou mais cedo, revelam-se repugnantes por fora.

O que me chateia nesta história toda é que os sapos e osgas deste mundo acham que merecem para si princesas e príncipes. Oh répteis! Façam-se à vida! Nunca um palácio será construído num pântano! E nunca um réptil poderá percorrer os corredores imaculados de um castelo. Pode até tentar. Mas rapidamente deixará um rasto de lama e podridão e será desmascarado.

O seu a seu dono. Para se ambicionar o melhor, tem de se ser o melhor.

 

TNT

Homens Made in Taiwan

Avatar do autor TNT, 05.11.07

Se a Primavera é época de acasalamento e o Verão de declínio – dada a desmesurada oferta! – assumo que o Outono seja a de game over... Não só pela evolução natural das coisas, mas acima de tudo, pelas histórias que me têm vindo a contar e algumas outras que tenho presenciado. E desculpem que vos diga, por parecer demasiado tendenciosa, mas a verdade é que todas as histórias têm um elo comum: homens made in taiwan...

E perguntarão vocês, o que são homens made in taiwan?

São homens que não prestam para nada, que são de durabilidade e consistência a prazo, e têm a etiqueta tão escondida, minúscula até, que só passados uns tempos é que se consegue perceber a bela aquisição.

São cheios de bom aspecto mas depois é tudo de plástico. Muito bem intencionados mas depois o reservatório fica vazio num instante. Não há peças de substituição porque é tudo tão rasca que como se sabe, o melhor é sempre adquirir outro. Até as pilhas são made in taiwan, ou seja, não há recarregamento de energias.

E o que me entristece é que até os nossos amigos mais chegados, falham redondamente e ficamos completamente incapazes e impotentes de os defendermos, perante tamanhas alarvidades. Conseguem deitar fora relações aparentemente fantásticas por causa do par de pernas – fechadas ou abertas, não sei bem... – da recepcionista.

De facto, há coisas que não consigo perceber... como se pode trocar uma relação – aparentemente fantástica - por uma promessa velada? Alguém me pode elucidar? Só porque alguém se insinuou e fez alguns afagos no ego... Só um homem made in taiwan é que se mete numa destas e depois se fica pelos cantos a chorar! As mulheres hoje em dia põem-lhes as malas à porta ou fazem as delas. Eles que não esperem que as mulheres fiquem eternamente a achar que não merecem melhor!

Queremos homens made in EU! E não nos contentamos com imitações baratas, a não ser para uma aventurazeca de umas noites.

Pensem nisto e façam o upgrade se quiserem....

TNT

Não quero ter filhos! Ponto!

Avatar do autor TNT, 08.10.07

Um pouco na linha d’ “O Cantinho do Inimigo 3” tão detalhadamente explanado pelo Mike, tiro algumas conclusões acerca da pressão a que nós mulheres, somos expostas. Relativamente ao que respeita à moda ou à manutenção da linha, parece-me que é uma questão genética. As mulheres são naturalmente vaidosas, adoram ver-se ao espelho, gostam de roupa, de cremes e de perfumes, adoram ter o cabelo lindo e tal e tal e para que isto tudo assente como uma luva, é preciso ter um corpinho a condizer.

Enfim... nada de novo! Para as mulheres, estas são realidades tão óbvias como a nossa própria existência.

Foi o primeiro ponto – o que diz respeito ao casamento e filhos – que me causou alguma brotoeja. A minha experiência não me diz propriamente que são as mulheres quem mais deseja ter filhos. Ou as coisas mudaram radicalmente na minha geração, ou sou eu que tenho pontaria e tenho encontrado ao longo da minha vida homens sempre prontinhos para assumir a paternidade com todos os apitos e flautas. Só um, até hoje é que não mostrou qualquer interesse pelo assunto, nem ficou transtornado por eu não andar aqui com o relógio biológico aos pulos!

Li numa revista de actualidade, há uns meses atrás, um estudo feito nos EUA e em França onde se media a felicidade dos intervenientes através de umas pulseiras que usaram ininterruptamente durante seis meses. A felicidade – ou os seus sinais físicos – era medida em todas as situações, sendo que os resultados se revelaram um pouco constrangedores para os ditos cujos. Estas cobaias sentiam uma imensa felicidade quando viajavam, jantavam com amigos ou falavam dos seus filhos... Porém, os níveis de felicidade medidos aquando do convívio com as crias, era exactamente igual ao sentido quando desenvolviam as lides domésticas. Ou seja, brincar com os filhos ou aspirar a casa, inspiravam a mesma emoção... Como dizia Miguel Esteves Cardoso: O Amor é F*****!

Recentemente uma escritora francesa saiu-se com uma autêntica bomba no mercado editorial europeu: 40 Razões para não se ter filhos. Ela verbaliza o que muita gente pensa, mas que ninguém tem tomates para dizer em voz alta. Porque é feio. Porque vão pensar que somos uns insensíveis. Porque é impensável. Porque é pecaminoso. E porque no fim de contas, parece que andamos por esta terra só com o fito de perpetuar a espécie.

Mas sou alguma galinha de aviário ou quê? Será que não tenho o direito de escolher sem ser mal vista, se quero ou não perpetuar os meus genes? Sou propriedade do capitão KFC para passar a vida a pôr ovos indiscriminadamente só porque os outros acham que esse é o meu papel na vida? Não!

Não se é melhor por se ser mãe ou pai!
Não quero ter filhos e recuso-me a ser vista como menos pessoa por causa disto...!
Com tanta adolescente a procriar, não vão precisar dos meus ovinhos para povoar a terra, pois não?

TNT

As Sonsas são as Piores

Avatar do autor TNT, 19.09.07

Desde miúdas que ouvimos esta expressão. Ah e tal, as sonsas são as piores, fazem-na pela calada, o que elas querem sei eu...! Tendemos então, a afastar-nos das ditas sonsas como diabo da cruz. Não vá aquilo pegar-se ou sermos conotadas de sonsas também.

Como a toda a gente, suponho, passaram algumas sonsas pela minha vida. Daquelas que não pareciam ser sonsas. Das sonsas que tentam parecer normais, para serem aceites pelas não sonsas. Mas depois, mais tarde ou mais cedo, a sonsice acaba por ser mais forte, ganhando a batalha e revelam-se mais sonsas que nunca. Muitos já fomos enganados, por aquelas que pareciam normais ou até a roçar o louco e que depois acabam por ser umas belas sonsas. Contra esta espécie, temos de estar sempre muito atentos, porque embora, seja uma raça que predomina essencialmente no género feminino, também há em homens. Normalmente tendemos a encontrá-los no trabalho. Não sei se estão a conseguir identificar... sim esses mesmo! Os tipos que parecem amigos e dedicados e nos andam a fazer a folha junto do chefe. Mas adiante, voltemos à vaca fria!

Uma vez precavidos contra a sonsice encapotada, facilmente identificamos as que nem se dão ao trabalho de se esconderem. As sonsas assumidas estão sempre rodeadas de criancinhas, de flores, de vestidinhos de folhos, de passarinhos e outras paneleirices afins. São as Floribelas do nosso descontentamento. Que apesar de serem insuportavelmente sonsas, são mais genuínas que as outras, porque não escondem o que são. Todos sabemos o que esperar dali. São espertas que nem um alho, e do alto da sua sonsice, são estrategas implacáveis. Aproximam-se cheias de flores, rodeadas de boas intenções, sempre dispostas a ajudar, para depois, quando já têm o público hipnotizado, darem o golpe final.

Estes golpes traduzem-se normalmente em grandes empregos, grandes casamentos (vulgo golpe do baú), contratos milionários... Olhem à vossa volta e digam lá se não têm uns belos sonsos e sonsas aí mesmo ao lado? Ah pois é, bebé!

TNT

Ou entra mosca...

Avatar do autor TNT, 03.09.07

Confidenciava-me um amigo que a namorada tinha feito umas trombas até ao chão depois de ele lhe ter contado umas coisas de peito aberto, e que não compreendia e tal...

Contava-me que por andar de sorriso de orelha a orelha, os colegas de trabalho tinham comentado e perguntado qual a razão de tanta felicidade. Ele, rapaz discreto e educado, fechou-se em copas, mas um dos colegas que o conhecia desde os tempos de liceu, comentou que ele devia ter namorada nova, pois ele ficava sempre com aquele sorriso parvo quando tinha um novo amor... E foi isto que ele foi contar à namorada!


Há homens que dão óptimos amigos... mas péssimos namorados!


Então este animal basicamente o que disse à namorada foi: "Querida, fazes-me muito feliz. Ando sempre a sorrir. Tal como acontecia quando andava com a Maria, com a Sofia e com a Vanda..." E depois admira-se de ela ter ficado de trombas. Ai, ai, ai...


As pessoas que entram nas nossas vidas querem ser únicas, querem ocupar um papel de destaque, e mesmo que não sejam melhores, pelo menos querem marcar a sua diferença. Podemos dizer "és das melhores coisas que já me aconteceu na vida" – não estamos a mentir, e não estamos a equipará-la às outras que passaram pelas nossas vidas e que de vez em quando até podem ensombrar a nossa relação actual. Ou será que os homens gostariam de ouvir algo como "querido, és tão bom na cama como o Tiago era..." ou "fazes-me vir como o Francisco fazia..."? Acho que isto dava direito a pelo menos três meses de terapia! É que há verdades que devem ficar apenas connosco e devemos terminar a frase a meio: "querido és tão bom na cama..." ou "fazes-me vir...". É tudo verdade e não se magoa a outra pessoa com comparações inúteis e escusadas.


Os homens – com sensibilidades de rinocerontes em loja de porcelana – não têm o menor tacto a dizerem as coisas. E não percebem que as mulheres alimentam muitas vezes as suas emoções de palavras... boas e más! Pensar antes de falar é uma qualidade que só a alguns assiste, mas não seria nada má ideia pensar que podem ficar a "pão e água" caso lhes saia este tipo de comentários pela boca fora... Como já referi em posts anteriores, os preliminares para as mulheres, começam muito antes de chegarmos à cama.

Depois não digam que não vos avisei!

 

TNT

Raios Partam este Vírus!

Avatar do autor TNT, 21.07.07

Este é um tema muito delicado para mim e tenho evitado falar nele o mais possível. Mas pronto, cá vai! Quer se goste, quer não se goste, vamos tratar de um tema muito complicado: o ciúme...
 
Interrogo-me porque haverão pessoas ciumentas e outras que não estão nem aí... Analiso o tipo de pessoas de cada lado da barricada e verifico que nada tem de ver com aspecto físico, segurança, auto-estima ou outro estilo de características normalmente referidas em dissertações sobre o tema. Concluo no entanto, e aqui vai uma bomba, que o ciúme é propriedade exclusiva do prevaricador.
 
Quem não prevarica nem se apercebe dos perigos. Não tem a noção do que se é capaz. A inocência é a sua melhor arma. A ingenuidade é um descanso e a ignorância, a total tranquilidade.
 
Quem prevarica é ciumento. Todos os ciumentos são prevaricadores e todos os prevaricadores são ciumentos. Sofrem horrores porque sabem do que são capazes. Desconfiam de cada passo, de cada toque, de cada sorriso, de cada ausência. Eles sabem o que isso tudo quer dizer, mesmo que não queira dizer nada! É um cansaço, um desassossego permanente. Por se pensar que todos são iguais. Que todos são capazes do mesmo...
 
Tranquilizem-se algumas mentes... Há pessoas que não são infiéis! Que conseguem manter uma relação durante anos sem a bela da facadinha! Por incrível que pareça, eles existem! São aqueles que trazem tranquilidade no olhar e que sorriem só por amor. Sem outras intenções de se fazerem perdoar ou de agradar por antecipação, não vá o diabo tecê-las.
 
O nosso narcisismo impede-nos de achar que existem pessoas diferentes. A raça julga-se toda um reflexo de si própria pelo que os ciumentos/prevaricadores acham que a filha-da-putice é uma característica global. E do mesmo mal sofrem os tranquilos/fiéis. Esta raça não é ciumenta, porque acha que o resto do mundo é todo assim.
 
O ciúme é como um daqueles vírus marados criados em laboratório. Deveria ser contido em ambiente controlado, porque se reproduz à medida da comunicação inter-racial. Um tranquilo/fiel ao cruzar com um ciumento/prevaricador, vai sentir o sabor da infidelidade e do consequente ciúme. Passa então a ser ciumento e com o tempo, infiel. É uma verdadeira praga, sem remédio, sem vacina, que se propaga a uma velocidade estonteante.
 

Solução? Só vejo aquela do apuramento da raça... Nada de misturas e pode ser que assim alguém se safe!

 

TNT

Um Problema de Identidade...

Avatar do autor TNT, 10.06.07

Estava eu na fila para a bilheteira do cinema do El Corte Inglés quando passa um casalito do qual eu conhecia o macho. Param para os respeitosos cumprimentos e diz ele “É a minha namorada...”; “Mas tem nome ou chama-se mesmo assim...??” pergunto eu. Risos meio embaraçados e lá acabaram por me revelar o nome da criatura.

Já não é a primeira vez que me apresentam uma pessoa que se chama namorada ou namorado, mulher ou marido. Nomes aparentemente muito na moda...

Que as pessoas apresentem “É a Sónia, a minha mulher” ou o “António, o meu namorado” ainda vá que não vá! Agora dizerem só o “estado civil” das criaturas é diminuí-las à mais baixa e pobre condição a que se submetem na intimidade.

Mas a questão é que nós não temos nada que ver com a intimidade deles! Quero eu lá saber que alguém por ali, anda de gatas com uma cauda de pónei? Por favor...! Não sei, nem estou nada interessada nisso! A submissão num casal deve permanecer privada ou nos autos da PSP se for caso disso.

Vamos lá saber porque é que há gente que tende a apresentar os respectivos dessa forma...
 
Será porque nunca tiveram ninguém, nunca ninguém os quis e agora têm de bradar aos céus que têm alguém? Mesmo que seja alguém sem nome? Um John Doe? Um indigente? É que nesta linha de pensamento, podem perfeitamente andar a passear-se de boneca insuflável e apresentá-la como namorada. Está bem que tem a boca aberta, mas assim como assim, não diz nada mesmo... Ou será que pensam que todo o restante mundo quer possuir à bruta e por trás os seus respectivos, e por isso tratam logo de dizer que estão devidamente marcados com o ferro do proprietário? Ou será ainda uma questão de bondage e que os respectivos gostam mesmo é de serem humilhados em público?

Seja qual das opções for, acho que da próxima vez, pergunto: Animal, vegetal ou calhau com olhos?

TNT

Os Interesseiros sem Interesse

Avatar do autor TNT, 22.05.07

No jantar do Interno Feminino com o Sus, vencedor dos passatempos mil e dez mil, foram abordados imensos temas e dúvidas para ambos os sexos, revelações de alguns mistérios, esclarecimentos e aconselhamentos para eles chegarem lá (cá) mais rápido e melhor, etc... No meio da conversa surge um tema assim meio constrangedor e permaneceu aqui algum desconforto ou uma pulguita atrás da orelha.

A pergunta quase em tom de afirmação foi: “As mulheres são muito interesseiras, não são?” Embora eu e a Tsetse tenhamos a maior parte das vezes opiniões divergentes, a nossa resposta foi mais ou menos consensual. Acabámos por dizer que não há mulheres nem homens interesseiros. Há pessoas interesseiras. Há pessoas mal formadas. Há pessoas sem carácter.

Confesso que fiquei a remoer o assunto e chego à conclusão que todas as pessoas que conheço que são interesseiras, são também igualmente desinteressantes.

São parasitas que se alimentam das pessoas com interesse ou interesses. Ou até, que se alimentam das pessoas que têm parentes ou amigos famosos ou interessantes. Porque por vezes, só isso lhes basta, já é suficiente, tal é a falta de interesse que possuem.

Os interesseiros são movidos e atraídos pelo interesse dos outros como as traças pela luz ou as moscas pela m****. Sentem-se irremediavelmente hipnotizados pelo dinheiro, pelo carisma, pelo poder, pela beleza ou por tudo isto ao mesmo tempo. São seguidores e nunca chegarão a líderes. São fascinados e não fascinantes. São, no fundo, insectos incomodativos que sugam o sangue dos outros e que nunca irão parar. Não porque o sangue não seja bom, mas por uma insatisfação interior que não os larga.

A isto chama-se vazio.
Sem conteúdo. Sem recheio. Sem sabor. Sem graça. Sem nada.

TNT

As Coutadas de Caça e os Registos de Propriedade

Avatar do autor TNT, 07.05.07

Em conversa com a minha esteticista, revela-me que o negócio esteve mal durante o Inverno mas que agora com os primeiros dias de sol que a coisa se vai equilibrar, porque vem aí a praia e que as mulheres voltam à depilação e tal... “Dizem-me elas, ah o meu marido não se importa, ele gosta de mim de qualquer maneira... Tá bem, tá. Depois admiram-se que as brasileiras e ucranianas lhes roubem os maridos... Se tiverem de escolher entre umas pernas depiladas e outras cheias de pêlos, quais acha que eles vão escolher??”

À noite num bar com amigos, comento esta conversa como possível tema para um post, quando uma amiga que trabalha num bairro social, me diz que lá é fácil diferenciar as mulheres solteiras das casadas. As solteiras andam todas produzidas (dentro do género) e as casadas andam todas de bata... Mesmo que tenham 18 aninhos.

Enquanto andam à caça, enfeitam-se de plumas para chamar a atenção dos possíveis parceiros. Assim que a coutada de caça já se encontra registada na conservatória como propriedade privada, vá de usar fato de treino, bata e nada de cuidados mais privados, digamos...

Aparentemente, tanto homens como mulheres, na sua grande generalidade, deixam-se andar após a conquista dos seus troféus.

Que os homens o façam, ainda admito. É esperável, dada a sensibilidade de rinocerontes em lojas de porcelanas... Agora as mulheres??
Nós que somos incomensuravelmente mais sensíveis, perspicazes, atentas e subtis, como podemos não perceber que a beleza e cuidados exteriores são fundamentais nas conquistas pessoais a todos os níveis? Por sermos melhores, temos de nos capacitar que temos também mais deveres e responsabilidades do que eles. Que temos de ser mais abrangentes, mais globais, fecharmos os círculos. Para nós próprias. Para quem importa. A embalagem tem de acompanhar o conteúdo, senão passamos a ser uma fraude. Não estou a dizer para andarmos todas feitas Barbies... mas há o mínimo!

Embonecarem-se para a praia para uma cambada de desconhecidos, enquanto andaram o resto do ano a fazerem figuras tristes para si próprias e para quem lhes é importante, não me parece muito inteligente...

Contrariem-me nesta linha de pensamento! Por favor, desta vez não quero ter razão... mesmo!

TNT

Os direitos iguais mataram o cavalheirismo?

Avatar do autor tsetse, 13.04.07

Quem lê este blog com alguma frequência sabe que eu sou uma forte defensora dos direitos iguais. Sei que outras autoras não concordam comigo, mas a graça deste blog está também na diferença de opiniões. Defendo direitos e deveres iguais e gosto de pagar os jantares a meias.

No entanto, defendo alguns comportamentos que, para mim são apenas cívicos, mas que para os outros são muitas vezes considerados discriminatórios. Por isso, já tive que ouvir várias vezes comentários como: "Se queres a igualdade, porque esperas que os homens te abram a porta?"
A resposta é simples: porque aprecio as pessoas civilizadas e atenciosas. Na realidade, eu não peço mais do que eu dou. Eu também abro a porta à minha avó, quando ela anda comigo de carro. Eu também deixo passar as senhoras mais velhas, à entrada dos elevadores. Eu também fico à espera que as minhas amigas entrem em casa. Eu também me baixo para apanhar o que alguém mais velho deixou cair.

Ou seja, há uma série de regras que nos ajudam a viver de forma civilizada e, se as seguirmos, escusamos andar todos aos empurrões e a pensar na melhor maneira de ser atencioso.

Alguns exemplos:
- Quando estão várias pessoas à espera para passar por uma porta, deixa-se passar primeiro as mulheres e depois os homens. Entre pessoas do mesmo sexo, deixa-se passar primeiro as pessoas mais velhas. Assim, não há empurrões nem tempos mortos de espera, do tipo "ai será que ele passa ou não, espero ou não... e entretanto já aqui estou a aqui a fazer figura de parvo".
- Quando várias pessoas vão entrar num carro, em vez de se discutir quem vai à frente, já se sabe como escolher: prioridade para a mulher mais velha.
- Quando se vai sair com uma pessoa mais (ou igualmente) frágil, deve-se acompanha-la a casa e garantir que a mesma entre em segurança.
- Quando um homem leva no seu carro uma senhora (ou uma senhora leva no seu carro alguém bastante mais velho), deve sair para abrir a porta e certificar-se de que esta sai em segurança.

E tudo isto não é discriminação, é civismo!

Tsetse