TNT @ 15:18

Qui, 21/05/09

Rara é a mulher que aos 20 anos gosta de sexo. Gostam tanto de sexo como de naperons de crochet manhosos para o enxoval feitos pela tia viúva de pilosidades faciais indesejadas… Porém, por essa altura, os homens andam sempre com as hormonas aos saltos e com as armas em riste, prontos para o combate seguinte com intervalos máximos de 15 minutos. Isto para uma miúda de 20 anos é quase uma tortura… Conclusão: as mulheres ficam com a fama de não gostarem de sexo. Solução: elas têm de arranjar homens mais velhos cujos intervalos de acção são bastante mais prolongados e eles arranjarem mulheres mais velhas que estão quase sempre prontas para a dança.

Ali para os 20 e muitos 30 e poucos, o mulherio começa a despertar para as coisas boas da vida e suponho que seja a única altura em que ambos os sexos estão em sintonia no que respeita às actividades sexuais. Elas já estão mais dispostas a abraçar a actividade e eles já não andam sempre aos pulos, os intervalos são médios e dedicam-se q.b. à coisa.

Aos 40 a coisa fica difícil para as mulheres. Elas já sabem do que gostam e sabem que gostam muito e muitas vezes. Os homens de 40… nem por isso. Acham que gostam, mas a coisa deixou de ter o interesse que tinha aos 20. Os intervalos são cada vez mais longos e acham que o dever se cumpre apenas uma vez. Elas começam a desenvolver apetites por tenrinhos e eles por pitinhas de 20 anos. Como as quarentonas já dominam todas as técnicas, não precisam de grandes engenharias. Querem é energia e fulgor que só os tenrinhos têm.

Ora então, isto está tudo mal organizado! Não sei quem é que organizou as coisas para as pessoas emparelharem com outras das mesmas idades. Os ciclos são completamente opostos e raramente funcionam. Anda tudo destrambelhado e desencontrado.

Para a procriação funcionar, até percebo que emparelhem o pessoal da mesma idade. Mas o sexo não serve só para procriar, pois não?
 

TNT




TNT @ 14:05

Qui, 14/05/09

Parece doença venérea, mas não. É igualmente prejudicial, senão mais. Pode dar cabo da vida das pessoas, das relações e das almas.

Numa situação de crise, A pressiona B para escolher um caminho. Ficar na relação com convicção ou desaparecer com a mesma convicção. B pensa e diz que já tomou uma decisão e que quer comunicá-la. Encontram-se e A começa logo por dizer “Olha, estive a pensar e é melhor seguirmos cada um o seu caminho…” receando a resposta de B que, eventualmente, poderia ser diferente.

As precipitações nem sempre correm bem. E raramente nos ficam bem.

Conhecia um tipo que, ao telefone, se precipitava e insistia em acabar as frases e os pensamentos do interlocutor, como se fosse sempre dono da verdade. Quando se lhe dizia “Olha, vamos jantar a…?” ele, sem deixar acabar a frase, dizia logo “Mas vamos jantar onde? Em casa ou fora? Vai mais alguém? E a que horas? Não sei a que horas me despacho! Achas que podemos combinar lá prás 22h00?”. Eh pá, tem lá calma contigo! Uma canseira! Lá se ia a vontade de jantar ou fosse o que fosse. Apetece logo desligar-lhe o telefone e responder asperamente por sms, só para não se ouvir tanta alarvidade… Aliás, essa “relação” acabou por acabar por causa de tanta sobreposição. Houve uma conclusão precipitadamente tirada sobre um assunto mais sério e a coisa morreu logo ali.

Bem sei que todos nós – uns mais que outros - nos achamos donos da verdade e da razão. Mas também acho que não nos fica nada mal ouvirmos o que o outro tem para dizer. Quem sabe, às vezes, até podem surpreender-nos com rasgos de clarividência e razão...
 

TNT




TNT @ 15:22

Qua, 06/05/09

Sempre que me contam uma história do género “nós não somos de ninguém, somos do universo…” torço sempre o nariz.

Noutro dia uma amiga explicou-me que estava farta de homens melga. Daqueles que andam sempre atrás e que telefonam trezentas vezes ao dia sem nada de jeito para dizer. Que são peganhentos em casa, na rua, na escola e no trabalho. Que estão sempre em cima. E que custa a respirar por não haver espaço suficiente. Farta desta situação começou uma relação à distância – daquelas que aqui a vossa menina não conseguia ter, nem durante uma semana, por não ter alma de Penélope – e que agora a conversa era outra.

“Ah e tal, nós não somos de ninguém, não pertencemos a ninguém, apenas ao universo…” Tradução: não me chateies muito, ando por aqui, mas se me surgir alguma coisa melhor nem hesito.

Que a coisa seja assim quando temos oceanos ou alguns países a separar-nos, até engulo! Quando esta conversa é com um tipo que mora a 3 km de distância cheira a tanga que ferve!

Estas conversas de esoterismos até podem funcionar com algumas mulheres. O universo, o cosmos, a natureza, a Maya – a astróloga, não a abelha -  o Paulo Coelho e o raio que os parta… Elas até podem papar esta conversa da treta durante algum tempo. Duvido, mas admito que haja gente capaz de tudo, pelo menos, enquanto der jeito. Manter a coisa infinitamente é que já acho que é passar um atestado de estupidez. Aceite, assinado e reconhecido notarialmente.

Bem sei que há gente que acha um piadão ao mistério. Eu também gosto. Em filmes e livros.
Já para a minha vida… não obrigada! O realismo já me dá um trabalhão e não me apetece nada andar a gastar tempo e energia com quem ainda não percebeu que as luas e as marés não nos resolvem os problemas, não vão jantar fora connosco, não nos dão bom sexo nem nos fazem companhia.

Querem mistério? Aconselho Agatha Christie…
 

TNT




TNT @ 00:12

Qua, 22/04/09

O 3º aniversário do Interno Feminino aproxima-se. Este blog foi criado com o intuito de abrir os olhos femininos e as mentes masculinas. Um dos principais problemas que nos levou a fazer este blog foi o da auto-estima feminina que parece teimar em andar sempre por baixo. E não, não tem só que ver com os quilos a mais. Tem que ver com a essência feminina que é constantemente posta à prova, especialmente por esses seres do cromossoma Y que ainda insistem em espezinhá-la.

Continuamos a ouvir histórias lamentáveis de abuso. E não falo apenas do abuso que tanto se vê nos órgãos de informação. Falo daquele abuso velado, encapotado, disfarçado por lindos olhares, que acabam por convencer as mulheres. A culpa é do mulherio? Sem dúvida. As mulheres, à força de querer agradar, vão esticando a corda dos limites e tendem a esquecer as fronteiras do razoável, do decente e do aceitável. Deixam-se arrastar para situações que não concordam e quando acordam, já não há possibilidade de regressar.

Se não há dinheiro para contratar uma empregada, as tarefas têm de ser, necessariamente, partilhadas. Se elas estão um pouco mais gordinhas eles terão de ser ainda mais atenciosos. Se elas não dominam uma área, eles têm de dar uma mãozinha. As relações são um trabalho de equipa, em que os dois têm de participar.

Ninguém gosta de se sentir sozinho numa relação. Desamparado. Abandonado. Preterido. Não temos de andar sempre com paninhos quentes, é certo. Mas temos de amar a pessoa que amamos. E se já não a conseguimos amar, é porque já não a amamos. Podemos passar por fases mais difíceis e aí o outro tem de intervir. Hoje estou eu bem, amanhã podes estar tu. Hoje estou eu mal, amanhã podes estar tu.

Team work. Auto-estima. Massagem no ego. As três regras simples e de ouro.

 

TNT
 




TNT @ 13:45

Dom, 15/03/09

Almoço com um amigo que já não via há mais de vinte anos. Ele, virtuoso dos seus votos matrimoniais, eu, solteira convicta. Ao pormos a escrita em dia com comentários mais ou menos bem-dispostos sobre o estado civil dos demais, a bomba é apresentada por esta vossa menina ao pôr na mesa o assunto que mais casais separa, traduzido pelo mijar fora do penico, o pular a cerca, o apanhar ar por outras paragens. Digo-lhe que as mulheres, quando o fazem, fazem-no consciente e convictamente, planeiam a coisa ao pormenor e sabem exactamente com quem, como, quando e porquê. Quando as mulheres dizem “ah e tal, perdoa-me, aconteceu...” é treta! O que acontece às mulheres é irem na rua, tropeçarem e caírem. Isto são coisas que acontecem. Trocarem fluidos ou algo mais, quando são comprometidas, não acontece. É planeado. Ao pormenor.

Para quem está no mercado, isto não é novidade. Para os mais arredados destas andanças poderá até ser.

Então, mas afinal, as mulheres são umas cabras!? – questiona-se o macho. Bom, serão ou não, já lá dizia o outro. Se ser-se cabra é sinal de se ser organizada, eu, cabra, me confesso!

Lá porque os homens são atabalhoados e deixam tudo ao deus-dará, metem os pés pelas mãos, não se aguentam à bomboca e publicitam aos sete ventos as suas conquistas, é lá com eles!

Da mesma maneira que as mulheres organizam a sua agenda de forma a conciliar todas as vidas que a vida feminina comporta - carreira, casamento, filhos, amigos, idas ao cabeleireiro, pedicure, manicure, depilação, compras de supermercado, outras compras, vida doméstica, organização das agendas da canalha com as agendas das mães das outras canalhas – também o fazem na mui valiosa arte de enchifrar.

Há que dar mérito a quem o tem. E as mulheres têm-no!
 

TNT




TNT @ 15:31

Qui, 26/02/09

Bem sei que me vão lixar a cabeça com esta minha provocação. Mas tem mesmo de ser! Eu tenho mesmo de dizer isto: os homens, ao contrário do que se pensa, querem é compromissos!

A partir dos 30, bem que uma pessoa tenta levar as coisas na desportiva. Mas eles? É o levas! O que eles querem é a alegre casinha com os filhotes aos pulos e pouco sexo, que isso dá muito trabalho. Pantufinhas, jantar na mesa, futebol na TV, há lá coisa melhor? Conversas de aventura, emoção e outras que tais, isso é coisa para meninos.

Quando uma mulher se dispõe a ter uma relação sem compromisso, amizades coloridas ou como lhes queiram chamar, é um sarilho. Um homem não percebe. Não consegue perceber por que carga de água é que a moçoila não quer mais… Então mas ela não quer juntar os trapinhos? Não quer mais nada que não seja rir-se e vir-se? Serei eu um homem objecto? Ai que lá se vão os pergaminhos da família!

Agora os caros leitores irão dizer “Ah e tal! Quem me dera ser homem objecto! Logo vias!”… Treta! Tudo uma grande patranha!

Os homens não suportam ser reduzidos à sua essência. Não suportam que uma mulher lhes diga: “tu és o que eu agora quero para a minha vida. Quero rir. Quero sexo. Quero divertir-me. Apenas! Tem lá os filhos e os problemas domésticos com outra. Comigo é assim uma coisa mais leve… “. Morrem por dentro e visualizam todos os antepassados masculinos às voltas na tumba tipo frango no espeto.

São gerações e gerações de menininhos que ainda não sabem que as mulheres já não são o que eram! Todas metidas nas veias do homem ocidental do XXI!

Yeah, right…
 

TNT




TNT @ 14:03

Qui, 12/02/09

Com tanta reflexão sobre a obesidade e problemas que daí advêm, ainda ninguém se terá lembrado de um tipo muito específico de obesidade que ocorre nas mulheres mal alimentadas?

Pois é… As mulheres quando não andam de barriguinha cheia de bom sexo tendem a refugiar-se na comida. Já várias vezes devem ter ouvido que a Rita, desde que casou, se deixou engordar. As Ritas desta terra deixam-se engordar porque procuram no frigorífico aquilo que não encontram na cama.

As mulheres, de uma forma geral, quando têm bom sexo andam felizes da vida e elegantes que é um mimo. Se virem a mulher de um amigo engordar a olhos vistos, já sabem que ele não anda a cumprir com as suas obrigações. E das duas uma: podem gozar com ele até à imoralidade ou começarem a ser responsáveis pelo emagrecimento da pobre moça negligenciada!

Aconselhá-lo a cumprir com o seu papel é que já não vale a pena. Acreditem que ela já lho disse milhões de vezes, mas ele continua a preferir a Liga dos Últimos…
 

TNT




TNT @ 10:42

Qua, 28/01/09

Confidenciava-me uma amiga que tinha decidido fazer uma surpresa ao tipo que andava a engatar. Tudo muito giro pelo telefone, ânimos e outros apêndices perfeitamente levantados. E quem diz telefone, diz Messenger, Facebook e afins. É então que ela decide chegar-se à frente e marca um daqueles motéis cheios de surpresas agradáveis para as mulheres, mas, pelos vistos, problemáticas para o cromossoma Y.

Depois de feitas as apresentações ao local, vamos lá ao que interessa que já se faz tarde. E eis que senão quando… power off! Power off??? Não é possível! Depois de tanta conversa do “Ah e tal, nem consigo estar” e do “não vejo a hora”, eis que a hora se apresentou como uma grande carga de trabalhos. Desculpa para aqui, desculpa para ali, mas o que é certo é que a coisa não se concretizou.

Ela, cheia de problemas de consciência tipicamente femininos – estarei gorda, será da depilação e outros mimos que nos damos quando há problemas de funcionalidade – entrou numa espiral por ali abaixo a achar que era a culpada de tudo e mais alguma coisa, incluindo a crise financeira mundial e o empate do SLB com o Belém.

O que se passa é muito simples: há homens que gostam imenso de música, mas que nunca vão aos concertos por acharem que há muita confusão! Ouvem os disquinhos em casa, apreciam a coisa, fazem as suas críticas, mas vê-los nos concertos? É o vês!

Há gente que só funciona com o audiovisual e quando o presencial é exigido, vão-se as virtudes.

 

TNT
 




TNT @ 18:05

Seg, 26/01/09

Vou eu muito bem num centro comercial, quando avisto um casalinho de vinte e muitos anos. Ele, bastante mais alto que ela, abraçava-a quase que a espreguiçar-se. Quando passo por eles oiço o macho do casal comentar o seguinte: “… aquilo ficava mesmo bem era com a minha camisa azul-bebé…”. Saí dali rapidamente antes que começasse a distribuir tabefe pelos dois.

Meus amigos… um homem não fala de roupa. E um homem, muito menos fala de conjugações de cores de roupa. Aliás, um homem à séria até devia ser daltónico. E o que é mais deprimente é ter de ouvir um homem dizer “azul-bebé”. Um homem não diz azul-bebé, não pode. Diz azul-claro, azul-escuro e até consigo admitir que diga azul forte. Mais do que isto e temos claramente um piquinho a azedo. E uma mulher que aceite mais do que isto, também deixa muito a desejar!

Que um tipo ligado às artes chame às cores de magenta e cyen, até aceito. Agora se me falam em rosa choque e azul-turquesa, tenham lá paciência! Já foram ultrapassados os limites da boa convivência heterossexual!

Eu já acho mal que homens heterossexuais falem de roupa, sapatos e coisinhas a condizer e mais não sei o quê. Quando a coisa chega às cores só consigo ter pensamentos violentos do estilo de lhes mandar com a cabeça à parede várias vezes ao dia, até aprenderem. Ou, pelo menos, um par de bofetadas todos os dias ao acordar. Pelo sim, pelo não. Só para garantir…
 

TNT




TNT @ 13:43

Qui, 15/01/09

Situação:
A é solteiro.
B é comprometida com C (casada, vivente, algo assim).
A e B embrulham-se.
O resto do abecedário culpa o A… que é um malandro, que se fez à rapariga, que o C está todo lixado e que isso não se faz. Pois, eu até acredito que não se faça. Mas continuo a achar que quem é comprometido é que tem de ter juízo. Contra mim falo, que já fui uma sem juízo. Sim, porque, hoje em dia, sou uma rapariga cheia de pergaminhos e boas intenções. Yeah right!

Noutro dia, uma amiga confidenciava-me que andava meio enrolada com um tipo casado. Ah e tal, o casamento é só de fachada, a mulher dele também tem outras pessoas e só não se separam por causa dos miúdos. Pois, pois…

Vamos lá ver aqui uma coisa. Grande parte da população solteira já trocou fluidos (ou algo mais) com a população comprometida. O que é fundamental saber, nestas coisas, é que não se deve acalentar esperanças. Pessoas comprometidas – na sua grande maioria – são para o que é que é, e nada mais. No caso específico a que me referi (A e B) são das poucas excepções que conheço. Acabaram por ficar juntos. Mas nem todas as pessoas são excepcionais… a maior parte são perfeitamente comuns com todas as coisas boas e más que isso acarreta. A impaciência (esta para mim é fatal!), a espera (olha outra que é letal para mim!), as impossibilidades, a comunicação combinada, a falta de espontaneidade… enfim, mais tarde ou mais cedo, tudo isto se transforma numa enorme trabalheira sem retorno, quando há emoção envolvida.

E aqui é que mora o perigo. No raio das emoções. No desatino do envolvimento. E a parte difícil da coisa é evitar que estes elementos venham ao de cima. Já alguém conseguiu? Duvido…

Encarar a troca de fluidos (ou algo mais) como um negócio, não é para todos. Bem sei que é a profissão mais velha do mundo, porém, ainda não é a mais comum ou transversal. Então vejamos: se não considerarmos a coisa de forma meramente mercantilista, como fazer?

Alvíssaras a uma resposta convincente!

 

TNT
 



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