Esta madrugada, ao ver um episódio antigo de “O Sexo e a Cidade” reparo numa observação de uma das personagens ao dizer “as mulheres implicam com os homens quando gostam deles. É genético, está-nos no sangue.”
Achei a observação curiosa e assaz pertinente por ser tão fantasticamente verdadeira! A maioria das mulheres implica ou embirra com os homens de quem gostam. Por que eles devem fazer assim e assado ou por que não devem fazer assado ou cozido.
Será que é por sermos chatas? Será que é para nos armarmos em boas? Ou será que o nosso sentido protector em relação àqueles que gostamos nos impele de forma completamente irresistível a querermos que eles estejam melhores, mais preparados e sejam mais felizes?
O meu caso é, definitivamente, este último.
Não suporto ver as pessoas de quem gosto em maus lençóis. E, mesmo que não me peçam, mas se as posso ajudar – nem que seja embirrando no sentido de as “obrigar” a fazer coisas que aparentemente não vêem como solução – é isso que faço. Não é inteligente, eu sei. Sei que as pessoas devem aprender a virar-se sozinhas e no máximo deveríamos adoptar aquela história da cana de pesca e tal. Mas eu não resisto!
Para mim, é muito fácil ajudar quem amo. E isto não se reduz apenas a caras-metades. É extensível a amigos, família, amigos de amigos, etc. Estou sempre pronta a arranjar soluções para toda a gente, a ter ideias para melhorar a vida dos outros.
Tudo isto pareceria muito bonito, se eu não me esquecesse de mim... Esta é a parte idiota da coisa. Ou seja, tenho o péssimo hábito de pôr o bem-estar das pessoas que gosto à frente do meu próprio. Mas, vendo bem, creio que esta é a tal parte genética que assiste às mulheres e a que a Miranda da série se referia!
De todas as mulheres que conheço, só uma põe os seus interesses à frente dos de toda a gente. E de que maneira! E, curiosamente, não embirra nem implica nada com o marido...
Será que a implicância e o altruísmo andarão de mãos dadas?
Eu não tenho nada contra as pessoas que deixam de trabalhar para criar os filhos, dedicar-se ao marido ou ajudá-lo nos seus negócios. É uma opção e acredito que seja até uma experiência muito enriquecedora, visto que, na sua maioria, as mulheres sentem um grande prazer em ajudar. Desde que (e esta é a questão essencial) o marido tenha capacidade de lhe proporcionar uma situação económica e um futuro semelhante ao que ela teria se não estivesse a dedicar-se a ele.
Quando o meu avô se casou com a minha avó, ela era professora primária. Ela deixou de trabalhar para se dedicar à família, mas o meu avô sempre fez questão de descontar a sua segurança social, de lhe fazer um plano de poupança reforma e de criar uma conta poupança só em nome dela. Hoje, que o meu avô já não está cá, a minha avó tem o privilégio de ter duas boas reformas e viver bem. As viúvas, mesmo que não tenham descontado, também podem receber uma reforma de viuvez. Mas e aquelas que se dedicaram anos ao marido e, de repente, o vêem fugir, não para o céu, mas para outras paragens? Ficam sem nada.
Ainda noutro dia li que uma grande parte da população que vive abaixo do limiar da pobreza é constituída por mulheres idosas que nunca descontaram e que foram abandonadas.
Para além destes casos mais drásticos, protagonizados por mal agradecidos imbecis, há ainda outros mais camuflados como, por exemplo:
1. Os que conseguem que as mulheres que trabalham dentro e fora de casa paguem as despesas da casa e o supermercado com o seu ordenado e vão amealhando (ou divertindo-se com) o seu ordenado. Dentro deste grupo, ainda há aqueles que têm a lata de, no dia do divórcio, passar todas as poupanças para a conta do irmão;
2. Os que que não ajudam nada em casa, por trabalharem horas a mais, e por isso conseguem ter um ordenado muito superior ao dela (que tem que sair do trabalho às 17h para ir buscar o miúdo à creche e tratar da vida dos dois) e que dividem as despesas a meio e usam o seu chorudo ordenado para fazer uma conta poupança ordenado só para eles;
3. Os que pedem às mulheres para trabalharem em negócios deles (às vezes, sem lhes pagar) e depois desaparecem; etc.
Por estes e outros casos que tenho ouvido ultimamente, só tenho a dizer:
O amor é muito lindo, dar sabe muito bem, mas o futuro é incerto. Não tenham vergonha de exigir o que merecem e não se esqueçam de fazer uma poupança só em vosso nome.
Porque, cada vez mais, é raro ouvir um caso como o do meu avô. Parece que o agradecimento e a compaixão estão fora de moda. O futuro está nas vossas mãos.
Existe um aforismo que reza mais ou menos assim: a vida é feita de pequenas coisas. E estas “pequenas coisas” podem ajudar a constuir ou a destruir relações.
A rotina de uma relação é quase mortal, sendo que está apenas nas nossas mãos dar-lhe espaço para crescer ou não permitir que se desenvolva. É óbvio que é difícil, muito difícil mesmo, perdermos hábitos que adquirimos com as nossas mãezinhas que nos deixavam fazer tudo e mais alguma coisa. Se para alguns, deixar a toalha molhada depois do duche em cima da cama é o trivial, outros há, que se passam com isso e vêem tudo branco. E vêem tudo branco uma vez, duas e três, começam a olhar de lado para o animal em questão e é chegada a altura de lhe explicar a vida em verso. Se a coisa se repete, o panorama começa a azedar, toma proporções hercúleas e temos um problema de relação. Pormenores que todos sofremos quando decidimos juntar os trapinhos com alguém...
A continuidade destas diferenças, a teimosia em permanecermos com hábitos de sempre, é directamente proporcional à quantidade de amor nutrida pelo mais-que-tudo e à vontade férrea de querermos ou não, aquela pessoa nas nossas vidas.
Se por alguns já fiz sacrifícios, por outros fiz só sacrifíciozinhos. Com uns, queria ficar, com outros, não me importava muito. Claro que falo em cedências do dia-a-dia, detalhes incomodativos, e não de questões base, de princípios e valores. Porque se disso não gostam, azar! Querem clones, falem com a ovelha...
Pôr as coisas em perspectiva e relativizar as questões são as chaves para uma vivência a dois. Se a um incomoda não se substituir o rolo de papel higiénico quando este acaba, porque não fazer-lhe a vontade? Afinal, é apenas um rolo de papel comparado com a pessoa que temos ao lado. Se ela fica mais feliz assim, o que é que nos custa? Basta pôr as coisas na balança e ver para que lado é que se pende mais. Se o papel higiénico for mais pesado, é melhor fazer as malinhas ou pô-las à porta. Nestes casos, nada a fazer!
Flexibilidade e cedência não são defeitos nem máculas no orgulho. Não nos caem os parentes na lama. E podemos salvar algo de muito importante.
Agora resta saber se estamos mesmo dispostos a entrar no salva-vidas ou se por outro lado, apenas nos contentamos em esperar que o barco afunde...
atraiçoar; enganar por traição; falsear; ser infiel a; denunciar; revelar; não cumprir;
v. refl.,
descobrir involuntariamente o que se pretendia ocultar; delatar; comprometer-se.
Todas estas definições e tantas outras que se encontram em manuais enciclopédicos não são suficientes para mostrar como é o sabor da traição. Nem para o traidor, nem para o traído. Curiosamente, é amargo em ambos os casos. O acto de trair nunca é doce, por mais que o traído mereça.
A traição nas relações amorosas heterossexuais – que são as que conheço de gingeira – tem, para além dos óbvios pontos de vista diferentes na perspectiva do traidor e do traído, dois outros, que na minha opinião são completamente distintos: o feminino e o masculino.
As mulheres, quando o fazem, é mesmo a sério. Traem com convicção. Sabem muito bem o que estão a fazer e têm plena consciência da sua traição. Numa mulher, estas coisas não acontecem. São planeadas ao detalhe. Desenganem-se aqueles que já ouviram a história do “aconteceu”. Às mulheres, acontece irem na rua, tropeçarem e caírem. Não acontece trocarem fluidos com terceiros.
As mulheres, quando traem é porque lhes falta algo na relação. Atenção, na maioria dos casos. E é essencialmente isso que vão buscar noutros lados. Atenção, apenas. O sexo vem por acréscimo. Começam por ser seduzidas – normalmente por um colega de trabalho – sentem-se estimadas e agradadas e acabam por prevaricar, por só verem aquilo como solução para os seus dias entediantes. Entregam a alma provavelmente a quem não merece.
Não pretendo com isto, minimizar a intencionalidade convicta de quem se meteu noutros lençóis! Pretendo apenas explicar as diferenças nos comportamentos de cada género.
Já os homens... são capazes de o fazer só porque sim! Porque beberam uns copos; porque precisam de se afirmar; porque a testosterona atacou em massa; porque a rapariga lhes encheu o ego; para mostrar aos amigos; para não ficarem para trás; porque sim e porque...
Eles raramente planeiam e a coisa com eles, na maioria dos casos, simplesmente acontece. O flirt é quase inexistente e passam logo ao passo da cama sem criação de intimidade. Não entregam a alma porque nem sabem muito bem o que é isso. E no fundo, o que interessa é um gajo ser homem, comer todas as gajas que puder comer ao longo da vida, e deixar-se dessas “paneleirices” do amor e da alma e da atenção e mais não sei o quê.
Posto isto, a conclusão que tiro é que, embora os homens se embrulhem com outras com mais frequência, as mulheres traem mais vezes!
Sou um bocadinho inconstante, como os caros leitores já devem ter percebido. Como qualquer mulher que se preze, tenho oscilações de humor, de vontades e de disposição. Vou no entanto desvendar um segredo: estas oscilações ocorrem de acordo com estímulos exteriores.
Quando eles nos perguntam: “O que é que tens?” e nós respondemos “Nada...” queremos realmente dizer, “...Ó meu ganda palhaço, não sabes o que fizeste? Ficaste de ligar para irmos ao cinema e nem ligaste, nem justificaste, nem te lembras, nem coisa nenhuma... Palhaço!...” Isto é o que nada quer dizer.
No meu caso pessoal, quando sou bem tratada, lembrada, mimada, pela pessoa que me interessa, fico disponível, bem-disposta, pronta. Caso isso não aconteça, começo a achar que os outros meninos (vidé post Homens em Banho-Maria) ganham vida. Até porque esses, de uma forma ou outra dão sempre uma mãozinha aqui e ali.
Nós até queremos que “aquela” pessoa nos mime. Queremos... Para sermos umas meninas lindas e nos portarmos bem. Mas, grandes malandros, de vez em quando esquecem-se que nós existimos. No entanto o universo e a lei das compensações, acabam sempre por actuar. Quanto menos nos ligam de um lado, mais disponibilidade temos para nos mimarem de outro. E se repararem, isso acontece sempre!
Não podemos é andar a chorar pelos cantos armadas em desgraçadinhas e pobres abandonadas. Estamos sozinhas, é verdade, mas também estamos disponíveis! E aí, é vê-los tombar! Aparecem, telefonam, convidam e depois o único problema com que ficamos, é o da escolha!
Sou uma rapariga muito descontraída. Mas claro que tenho umas manias estranhas como toda a gente.
Em tempos vivi com um rapazinho durante uns anos. Eu modelo, ele músico. Um enjoo, portanto!... Mas o amor é lindo e o estereótipo era esquecido porque nos dávamos realmente muito bem e éramos muito divertidos juntos. A alma da festa! Havia porém um pormenor que causava espécie a toda a gente que nos rodeava. Nós tratávamo-nos por você.
Como nós éramos muito cool, as pessoas achavam aquilo tudo muito estranho e chegavam até a perguntar se nos momentos íntimos o tratamento se mantinha. Enfim...
Passados uns anos esta vossa querida ficou com a testa enfeitada. O tratamento por você terminou. A partir dali começámos a tratar-nos por tu como o resto dos mortais. E como o resto dos mortais, começámos a ter uma relação boring, previsível, boring, rotineira, boring... A falta de cerimónia foi dando lugar a uma “cúnfia”, que a meu ver degradou mais a relação, que o peso que eu senti na cabeça... (peso esse que foi devidamente retribuído, que eu sou uma rapariga que agradeço sempre em conformidade...)
Esta questão do tratamento por você é apenas um reflexo do respeito que se sente pela outra pessoa. E o respeito é fundamental. Tome a forma que tomar. Senão é o degredo total. A intimidade fortalece as relações. A “cúnfia” destrói-as.
As atenções são essenciais. Nunca se podem esquecer. Quando forem esquecidas é porque já não existe nada para lembrar.
Noutro dia, um amigo e leitor deste blog, comentou-me que existem “meninas com potencial” algumas tornam-se “grandes mulheres” mas só poucas atingem a classe de uma “grande senhora” (sic). Eu respondi-lhe prontamente: e é isso que os homens querem?
O que a vida me mostra é que os homens até podem ter fascínio por mulheres com classe, mas muito raramente ficam com elas... Ele justificava que a maioria dos homens se desculpa com o facto de não terem estado no local certo, na altura certa e de terem passado ao lado de uma grande carreira, etc...
Conheço homens absolutamente fascinantes que escolheram ficar com mulheres completamente insípidas, tontas ou demasiado vulgares que só podem ser levadas à tasca da esquina. E que passam a vida a lamentar-se que não são compreendidos, que a vida é injusta, que nem imaginamos o sofrimento, a solidão e parvoíces do género.
Os que ainda têm uma réstea de dignidade e capacidade mínima de raciocínio, saem dessa enquanto podem. Dos outros, temos pena. Azarito. Se não mudam a situação é porque não querem. Gostam de levar na corneta, de escandaleiras de mão na anca, gritaria e outras cenas lamentáveis dignas de actores secundários de peças mal encenadas em teatros amadores obscuros. Ou daquelas que estão sempre prontas a concordar com eles, que não têm opinião nem convicções, que moldam a sua personalidade à deles como se de uma relação quase parasita/hospedeiro se tratasse. Ou ainda das completamente vazias a roçar o vácuo, que não percebem nada, não querem perceber e que nem sequer conseguem ter raiva por quem percebe.
Mas o que leva homens inteligentes a juntarem-se a mulheres tão desinteressantes? Será insegurança? Medo da competição? Preferem ficar sempre com a sensação do que poderia ter sido, mas sem arriscar? Preferem o amor platónico? Ou como se diz dos jogadores de futebol, “teve medo de ser feliz”?
Que venham os Mourinhos do romance! Para que o medo destes homens se transforme em risco e o risco em concretização... Gooooooooooooooolo!! TNT
Mesmo quem não passou por ela, já viu amigos fazerem as coisas mais estranhas em prol da dita "paixão".
Normalmente, todas as histórias que metem paixão à mistura são compostas pelos seguintes elementos: 1. Perda de racionalidade na avaliação da outra pessoa e... 2. Perda da noção dos limites.
Depois, quando este estado passa, normalmente pensamos "mas como posso eu ter achado aquela pessoa tão interessante" ou "que vergonha, como fui capaz de fazer aquilo". Só que já não há nada a fazer. Está feito e não sabemos explicar porquê.
O mais complicado é quando vemos uma pessoa amiga nessa situação. Quando nós estamos a ver a pessoa por quem se apaixonou, com todas as nossas capacidades e lucidez, e vemos que não tem nada a ver com a descrição que nos foi dada. Tipo, estamos a olhar para o maior palhaço que já vimos ao cima da terra e temos que ouvir: "Ai, é o máximo e temos tantas semelhanças" e nós estamos mesmo a ver que nem é o máximo, nem há semelhanças...
O que fazer nestas alturas? Gritar "acorda!"? E salvarmos os amigos destes embaraços? Ou deixá-los viver naquela doce loucura e sorrir, como se estivéssemos também cegos?
Eu gosto mais da segunda opção, pelas seguintes razões: 1. Porque acho graça ver as pessoas nesse estado. (Como se quebrassem a minha monotonia, com os seus disparates) 2. Porque acho que contrariar pessoas neste estado, é um risco. Podem virar-se contra nós. (Sim, eu sei... é cobardia) 3. Porque sou uma romântica incurável.
Bom... cá estamos nós em mais um Dia dos Namorados, Dia de São Valentim que pelos vistos casava o pessoal às escondidas e que por isso ficou padroeiro dos namorados que querem casar. Acho bem, casem-se para aí e convidem-me porque gosto de festarolas!
Eu acho piada a namorar. Só namorar. Curtir, sair, fazer loucuras, sei lá... Porém é esperável – e quantos mais anos passam, pior – que se queira mais do que só namorar. Parece que o conceito namorar tem validade e que se chega a um certo ponto em que deixa de ser permitido. Parece que tem de se tirar a renovação da licença o que não é nada fácil – “...Hum, tem mais de 35 anos? E quer renovar a licença para namorar? Só? Tem a certeza que não quer tirar a licença para casar ou viver junto?... Hum, isso é muito estranho... Vai ter de ir para os casos de estudo e apreciação. Daremos uma resposta em breve....” Bendito Simplex me valha!
Noutro dia num jantar de meninas diziam-me, “mas não vês que isso não tem futuro?!... mas qual futuro, pergunto eu! Já pensaram que eu posso não estar a pensar em futuro? Já pensaram que alguém pode ter uma visão diferente da vossa e não lhe apetecer partilhar já casa, intimidade e outras? Querer namorar primeiro, aproveitar o que de bom a vida nos dá? Sem stresses de maior?”
Será assim tão condenável pensar apenas no momento?
No fim de contas temos de pensar permanentemente no futuro em todos os outros aspectos da nossa vida. Trabalho, dinheiro, investimentos, empréstimos. Será que na parte emocional é tão estranho querermos ter a liberdade de dizer “sei lá, logo se vê... por enquanto sinto-me muito bem assim...”?
Neste dia 14 de Fevereiro vou jantar com uma data de solteiros convictos, outros não tão convictos. Mas pelo menos, sem vergonha de assumir o seu estado livre e descomprometido. Vamos a um restaurante “couple’s free” (espero eu), beber uns copos e celebrar o facto de estarmos sem namorados só porque sim!
Para quem fica em casa, com os seus mais que tudo, tenho uma das minhas receitas infalíveis para sexo bombástico. Confiem em mim que nunca vos enganei!
TNT
Sex Sangria 10 morangos 10 framboesas ½ romã Açúcar a gosto Raminho de hortelã Champagne ou espumante (aconselho Murganheira ou Quinta Cabriz que têm uma excelente relação qualidade/preço)
Esmagar os frutos vermelhos com um pilão (hummm...) até saírem os sucos Misturar o açúcar e mexer Colocar a hortelã e esmagar novamente
Misturar o champagne/espumante, mexer suavemente e deixar repousar durante 5 minutos. Provar e ajustar sabores (mais açúcar para os mais gulosos, mais espumante para os menos gulosos)
Beber a dois e esperar 10 minutos pelos efeitos. Enquanto esperam, vão-se embrulhando para não perderem a pedalada...
Destaco de várias leituras que o sexo é sempre melhor se temperado com amor. Ah e tal, “fazer o amor” que é lindo e que isto e que aquilo.
Eu, como já se devem ter apercebido, não sou romântica nem muito dada a estas coisas do amor. Been there, done that, still think that’s overrated...
O olhar que se troca, entre a loucura e o quase limite do desespero de um orgasmo em simultâneo, essa cumplicidade momentânea, é preciso ser misturada com amor? Não necessariamente...
Em conversa com amigas trintonas, reparo que o amor é sempre muito valorizado no sexo, porém contam-me aventuras tórridas de sexo irresistível com pessoas com quem não têm grande relação, muito menos amor. Então... como ficamos?
Há pessoas com quem temos sexo uma vez e é absolutamente fabuloso. Com outras, sobram braços e pernas e parece que os tempos estão sempre desencontrados. Com outras, temos sempre a sensação que ainda não foi desta, que falta ali qualquer coisa. Com outras, parece que nunca mais acaba e com outras que foi depressa demais.
O que eu quero dizer é que nestes encontros e desencontros prazenteiros, o amor pode ajudar mas não é nem obrigatório, nem necessário. Na minha opinião, tem muito mais que ver com químicas, cheiros, sabores, predisposição para a coisa, energia.
Tenho a certeza que toda a gente já sentiu uma atracção sexual irresistível que nos leva à loucura e a praticar loucuras, mas aquilo tudo bem espremido, nem paixão dá, quanto mais amor!
Portanto vamos deixar-nos de subtilezas e explicar-nos bem. O sexo não é necessariamente melhor com o amor. Já o amor, é infinitamente melhor com bom sexo!