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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Lembras-te do que fizeste no Verão passado?

Avatar do autor TNT, 31.05.10

Noutro dia encontrei um amigo muito católico, apostólico e quem sabe até romano. Já não o via há cerca de dez anos e ah e tal como é que vai a vida? Que tinha casado e tinha uma prole considerável (lá está a veia católica). Olha que bom para ti! Entretanto, chega a mulher dele que eu conhecia doutros carnavais menos próprios e fiquei um pouco surpreendida por ele ter casado com ela.

Resumidamente, ela fazia parte de um grupinho que eu conhecia bem onde o amor era mesmo livre e à vontadinha, a nudez prática comum e a frequência das orgias era algo como uma dieta de Verão: comer várias vezes ao dia.

Ela arregalou-me os olhos e eu percebi claramente que ele não estava nem aí. Não sabia do passado dela, nem lhe passava pela cabeça. Fiz de conta que não a conhecia de lado nenhum e siga para bingo.

Mas foi assim que comecei a pensar que isto de conhecermos o passado mais ou menos obscuro dos nossos mais-que-tudo pode dar-nos chatices que não nos interessa nada. Não traz nada de bom. Esta coisa da honestidade é muito bonita (para alguns), mas também o é se forem honestos desde o dia que se conheceram ou que decidiram ficar juntos.

Já viram as dores de cabeça que se poupam se não soubermos que o tipo com quem estamos já foi encornado 30 vezes? Se soubermos disso logo de início começamos logo a pensar nas suas incompetências e se calhar nem gozamos a coisa na sua plenitude (se houver plenitude).

Ter informação é bom, ter demasiada informação é para os serviços secretos. O comum dos mortais não sabe lidar com isso, nem deveria saber.

2 comentários

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    Carla 01.06.2010

    Olá,


    Acho que nos peocupamos demais com o que os outros pensam. Os outros também fizeram asneiras, e os que não fizeram deixam muito a desejar...e muito provavelmente irão fazê-las mais tarde e mais provavelmente ainda serão mais graves que as que fizémos.


    Herdei da minha avó uma frase que utilizo nestas circunstâncias:"Cristo, o próprio, perguntou quem nunca asneou que atire a primeira pedra"!


    Tá bem que há pessoas que apedrajam os outros por tudo e por nada, mas também com essas não queremos ter relações. Credo! Ter um santo lá em casa, deve ser cá um inferno.
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