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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Como espantar a caça

Avatar do autor TNT, 04.05.10

Com certeza que todas as leitoras já se depararam com um ‘melga’. Os melgas são aqueles que não nos largam a braguilha, mesmo depois de não lhes atendermos o telefone pela 90ª vez, ignorarmos todos os convites, fazermos de conta que temos visão raio X como se fossem transparentes, dizermos que temos o gelado ao lume ou um urso polar no quintal que nos está a atacar a tartaruga, coitadinha.

Há tipos que não percebem as indirectas e nem sequer as directas. Insistem como se não houvesse amanhã, deixando-nos à beira de um ataque de nervos.

Porém, existe uma solução. Se há coisa que os homens não suportam são conversas sobre problemas femininos. Estas incluem menstruações dolorosas, marcas de pensos higiénicos e tampões, caroços no peito, quistos nos ovários, a sensação desagradável da introdução do espéculo nas idas ao ginecologista, candidíases, pêlos púbicos encravados, retenção de líquidos e afins.

Mesmo que não tenhamos nada destas coisas, funciona que nem ginjas. “Ah e tal, hoje não posso ir ao cinema. Estou cheia de dores do período e ainda por cima não encontrei no supermercado os tampões que costumo usar. Ainda por cima, descobri aqui um caroço no peito e tenho de ir rapidamente ao ginecologista. Estou mesmo incomodada e é melhor ficar para outro dia…”. Eles desligam o telefone apressadamente, vão tomar uma água das pedras e rezar para que a semana passe sem pormenores gráficos a assolarem-lhes o espírito. Naqueles cérebros aparece imediatamente o sinal de proibido associado ao nosso nome e, com sorte, o alvo só torna a ligar no dia do nosso aniversário ou em época natalícia, apenas por uma questão de cortesia.

É que eles adoram andar a passear-se por estas zonas, mas detestam saber o que custa a manutenção do equipamento!

3 comentários

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    TNT 28.05.2010

    Eu não estava a falar de perseguidores. Acho que nunca me deparei com nenhum desses. Mas tenho amigas que já viveram essa experiência e a coisa não deve ser lá muito agradável.
    Eu falava de melgas mesmo. Chatos. Aborrecidos. E que não percebem.
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    Patrícia 29.05.2010

    Pois eu já sofri dos dois males. Desde o simples chato ao stalker. E ainda recentemente, a nova modalidade do ''virtual stalker''...mas este último problema é fácil de solucionar... basta um delete! (ehehe)...Seria bom que desse para fezer isso na vida real.

    Reconheço que os melgas fazem parte da vida e, sinceramente, não me incomodam assim tanto desde que surjam na minha vida pessoal. Os melgas do contexto profissional é que me incomodam, pq tenho de manter o sorriso parvo na cara e não posso dizer o que me vai na alma. E isso sim custa-me...

    Quanto ao stalker real, ele eram telefonemas diários de horas a fio, cartas (sim...ainda sou desse tempo), e pior ainda...ofertas de trabalho e de apartamentos perto da casa dele que me fizeram questionar como é que alguém considerava sequer a hipótese de eu me ''vender'', e isso repugnou-me. De início dizia-lhe de forma educada que não sentia por ele o que ele sentia por mim mas, à medida que os anos foram passando (cerca de 6 anos neste sufoco), já dizia simplesmente ''get lost'' e outras coisas bem piores começadas por f....eheheheh Ao fim de muitas tentativas o que resultou finalmente foi combinar um almoço com ele (em local bem publico) e falar ininterruptamente do meu namorado. E....puff....não sei dele até hoje...
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