Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Fidelidade e Bons Princípios...

Avatar do autor TNT, 01.05.06

Quando andava na faculdade, lembro-me de ter devorado um livro muito em voga na altura “Manual de Civilidade para Meninas”...  

Se puderem não percam. É uma bíblia para o comportamento de qualquer moçoila que se preze. Regras elementares para nos movimentarmos em sociedade, quais debutantes!

Já nessa altura tinha algumas dificuldades em lidar com o conceito “fidelidade”. É uma coisa assim um bocado canina, não vos parece? Embora goste muito de cães, nunca tive aquele grau canino de fidelidade cega, incondicional e sem limites. E se nunca tive, também não deve ser agora que me vai crescer. 

Para ser completamente honesta, eu não sou de confiança. Não sou de fiar, pronto! Mas tenho os bons princípios de anunciar que não sou de confiança. Depois fica um bocado ao critério dos rapazinhos, sabendo de antemão o que os espera.

É que sempre tive muita dificuldade em ser fiel às minhas relações amorosas. Talvez tivesse conseguido com o meu primeiríssimo namorado, daqueles de mão dada quando tinha 12 anos. A partir daí foi o descalabro. 

A fidelidade é mesmo uma seca ou sou só eu que penso assim? Sejamos sinceras...  

Para sermos infiéis, basta o palhaço do tipo que está connosco, falhar naquelas pequenas coisas que consideramos essenciais. Começamos logo a vê-lo doutra forma e aos outros também. E à medida que ele fica mais enjoativo, os outros vão ficando mais apetecíveis. Como a comida... “Ah, e tal... Comi tanto chocolate branco que enjoei. Agora estou mesmo numa de chocolate amargo, daquele para culinária. É mesmo o que me anda a apetecer...” 

E como sabemos todas tão bem, eles falham a torto e a direito. O que provoca logo uma imensa vontade de assaltar a despensa. E procurar chocolate amargo para confeccionarmos uma sobremesa diferente. Mas meninas... não esquecer, como diz o manual: muita discrição, negar tudo até ao fim e sempre de banhinho tomado a cheirarmos bem, muito decentes e penteadas.

É possível. É legítimo. Não dói nada. E quando as coisas acabam, dá sempre um prazer acrescido. Acreditem...

Dizem que sou multitasking. Se calhar também sou multiflirting, multidating, multifucking...

TNT


1 comentário

Comentar:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.