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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

A verborreia precoce

Avatar do autor TNT, 14.05.09

Parece doença venérea, mas não. É igualmente prejudicial, senão mais. Pode dar cabo da vida das pessoas, das relações e das almas.

Numa situação de crise, A pressiona B para escolher um caminho. Ficar na relação com convicção ou desaparecer com a mesma convicção. B pensa e diz que já tomou uma decisão e que quer comunicá-la. Encontram-se e A começa logo por dizer “Olha, estive a pensar e é melhor seguirmos cada um o seu caminho…” receando a resposta de B que, eventualmente, poderia ser diferente.

As precipitações nem sempre correm bem. E raramente nos ficam bem.

Conhecia um tipo que, ao telefone, se precipitava e insistia em acabar as frases e os pensamentos do interlocutor, como se fosse sempre dono da verdade. Quando se lhe dizia “Olha, vamos jantar a…?” ele, sem deixar acabar a frase, dizia logo “Mas vamos jantar onde? Em casa ou fora? Vai mais alguém? E a que horas? Não sei a que horas me despacho! Achas que podemos combinar lá prás 22h00?”. Eh pá, tem lá calma contigo! Uma canseira! Lá se ia a vontade de jantar ou fosse o que fosse. Apetece logo desligar-lhe o telefone e responder asperamente por sms, só para não se ouvir tanta alarvidade… Aliás, essa “relação” acabou por acabar por causa de tanta sobreposição. Houve uma conclusão precipitadamente tirada sobre um assunto mais sério e a coisa morreu logo ali.

Bem sei que todos nós – uns mais que outros - nos achamos donos da verdade e da razão. Mas também acho que não nos fica nada mal ouvirmos o que o outro tem para dizer. Quem sabe, às vezes, até podem surpreender-nos com rasgos de clarividência e razão...
 

TNT

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