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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Posse

Avatar do autor tsetse, 04.11.08

Hoje em dia, a maior parte das pessoas, para além dos sonhos em casal (como, por exemplo, montar uma casa juntos, ter filhos, fazer uma viagem, etc.), têm também sonhos, desejos e ambições como indivíduos. Longe vão os tempos em que a maior parte das mulheres ficavam em casa a apoiar os sonhos dos maridos como sendo os seus. E, com esta nova individualidade, cresceu também a fobia ao domínio por outra pessoa e à perda de afirmação.

Se, antigamente, os ciúmes eram visto como uma prova de amor, hoje já só são aceites (pelo menos entre os seres inteligentes e com vontade própria) quando são em tom de brincadeira ou em dose moderada. Pessoalmente, considero que o ciúme é um sinónimo de desconfiança e, até, de desrespeito pelo parceiro. Por várias razões:
1. Se uma pessoa não confia no parceiro, como pode querer partilhar uma vida saudável com ele?
2. Se não confia, é porque acha que o outro não é de confiança. No fundo, acha que o outro é mentiroso e/ou promíscuo. Ou seja, é um insulto.
3. Como pode uma pessoa evoluir livremente e em toda a sua potencialidade, se tem alguém a controlá-la e, portanto, a restringi-la?

Com isto, não quero dizer que as pessoas devam ser livres para se enrolarem com quem quiserem e quando quiserem, nem que deixa de ser uma falta de respeito andar a fazer charme a terceiros. Devem ser livres para escolher o seu caminho e, se esse for errado, devem aceitar as consequência. Também não quero dizer que se deve aumentar as tentações ou até descurar os perigos. Deve haver alguns cuidados, mas nunca imposições.

Já agora, enquanto escrevia isto, apercebi-me que nunca sofri deste mal. Não sei se por os meus parceiros terem-me achado inofensiva ou por perceberam que eu jamais toleraria tal comportamento. E a verdade é que, realmente, nunca o consentiria. Por todas as razões apontadas e mais uma: valorizo muito a minha independência.

 

Tsetse

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    CC 04.11.2008

    Ter sido enganado uma vez e ter aprendido não significa que não se volte a cair exactamente na mesma esparrela Quanto a mim o que se aprende mesmo é a desconfiar mais e mais dos outros e não a evitar que o mesmo venha a acontecer. Eu também não admito o ciume , viver com ciumes é insustentável e acho que não se aprende mesmo nada!
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    tsetse 05.11.2008

    Sim CC, concordo contigo: É uma daquelas situações insustentáveis, que não nos ensina nada, só corrói o sistema nervoso de quem tem ciúmes, a independência de quem é o alvo e, por fim, a relação.
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