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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Post Mortem

Avatar do autor TNT, 15.09.08

Uma amiga minha terminou uma relação há pouco tempo, ou pelo menos anda em grandes tentativas para o fazer. Combinam para fazerem as partilhas dos bens materiais e tal, mas a coisa acaba sempre por resultar nuns grandes desencontros. Enviam-se sms, mails, telefonam-se... enfim! Um nunca acabar de telecomunicações que resultam num nunca acabar da dita relação. E se depois as comunicações não são devida e atempadamente respondidas, lá voltam os desatinos que levaram ao fim da relação. “Pois, porque ele não responde, porque não atende o telefone, é um irresponsável, porque não interessa a ninguém, porque este gajo é um idiota”... Um novelo!

Diz ela que quer ficar amiga dele... Pois! Eu até concordo que fiquemos amigos dos ex...! O que me parece bastante aconselhável é que se faça um período de “luto” para as feridas sararem e para as pessoas prosseguirem com as suas vidas. Senão, nem o pai morre nem a gente almoça. É aquela velha máxima do “nem f*** nem sai de cima”! Aliás, não é à toa que luto e nojo são sinónimos....

Quando as coisas ainda não estão completamente acabadas e esclarecidas, o mais certo é voltarmos ao mais do mesmo. E se decidimos acabar, é porque não estamos propriamente satisfeitos com aquilo que temos. Digo eu!

Façam os lutos que têm a fazer, comprem as flores e as urnas, tratem das lápides e dos vestidinhos pretos. Façam o que quiserem, mas façam-no durante uns dois aninhos, pelo menos. Períodos mais curtos, só dão azo a recaídas. E depois, não há rehabs que nos valham!

 

TNT
 

3 comentários

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    TNT 16.09.2008

    Estes exemplos são para quem não tem filhos...
    Ainda assim, mesmo com filhos, creio que basta ter uma relação cordial, sem entrar em grandes pormenores e tentar conter a comunicação ao essencial e apenas no que respeita aos rebentos.
    Precisamente por a outra pessoa nos conhecer tão bem é que nos temos de afastar. Ela conhece-nos os pontos fortes e fracos e podemos ser influenciados e quem sabe até, manipulados de forma a procedermos da maneira que o/a ex quer, e não da maneira que é melhor para nós.
    A ideia é recuperar a nossa identidade e aprendermos a lidar connosco sozinhos. Nem sempre temos as melhores intenções em relação às pessoas que andaram pela nossa vida. O domínio do território é, por vezes, mais forte que a razão...
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    Miguel 16.09.2008

    Percebi o querias dizer.
    Mas eu apenas manifestei o ponto de vista dum homem. Não sei se outros concordam comigo, mas sei que, apesar de podermos andar com outra após a separação, sentimos necessidade de contactar com a ex para "desanuviar". Não é o ideal, mas é (será) a realidade.
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