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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Flexibilidade e Bom-Senso...

Avatar do autor TNT, 03.02.08

Existe um aforismo que reza mais ou menos assim: a vida é feita de pequenas coisas.
E estas “pequenas coisas” podem ajudar a constuir ou a destruir relações.

A rotina de uma relação é quase mortal, sendo que está apenas nas nossas mãos dar-lhe espaço para crescer ou não permitir que se desenvolva. É óbvio que é difícil, muito difícil mesmo, perdermos hábitos que adquirimos com as nossas mãezinhas que nos deixavam fazer tudo e mais alguma coisa. Se para alguns, deixar a toalha molhada depois do duche em cima da cama é o trivial, outros há, que se passam com isso e vêem tudo branco. E vêem tudo branco uma vez, duas e três, começam a olhar de lado para o animal em questão e é chegada a altura de lhe explicar a vida em verso. Se a coisa se repete, o panorama começa a azedar, toma proporções hercúleas e temos um problema de relação. Pormenores que todos sofremos quando decidimos juntar os trapinhos com alguém...

A continuidade destas diferenças, a teimosia em permanecermos com hábitos de sempre, é directamente proporcional à quantidade de amor nutrida pelo mais-que-tudo e à vontade férrea de querermos ou não, aquela pessoa nas nossas vidas.

Se por alguns já fiz sacrifícios, por outros fiz só sacrifíciozinhos. Com uns, queria ficar, com outros, não me importava muito. Claro que falo em cedências do dia-a-dia, detalhes incomodativos, e não de questões base, de princípios e valores. Porque se disso não gostam, azar! Querem clones, falem com a ovelha...

Pôr as coisas em perspectiva e relativizar as questões são as chaves para uma vivência a dois. Se a um incomoda não se substituir o rolo de papel higiénico quando este acaba, porque não fazer-lhe a vontade? Afinal, é apenas um rolo de papel comparado com a pessoa que temos ao lado. Se ela fica mais feliz assim, o que é que nos custa? Basta pôr as coisas na balança e ver para que lado é que se pende mais. Se o papel higiénico for mais pesado, é melhor fazer as malinhas ou pô-las à porta. Nestes casos, nada a fazer!

Flexibilidade e cedência não são defeitos nem máculas no orgulho. Não nos caem os parentes na lama. E podemos salvar algo de muito importante.

Agora resta saber se estamos mesmo dispostos a entrar no salva-vidas ou se por outro lado, apenas nos contentamos em esperar que o barco afunde...

TNT

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