TNT @ 20:28

Seg, 08/10/07

Um pouco na linha d’ “O Cantinho do Inimigo 3” tão detalhadamente explanado pelo Mike, tiro algumas conclusões acerca da pressão a que nós mulheres, somos expostas. Relativamente ao que respeita à moda ou à manutenção da linha, parece-me que é uma questão genética. As mulheres são naturalmente vaidosas, adoram ver-se ao espelho, gostam de roupa, de cremes e de perfumes, adoram ter o cabelo lindo e tal e tal e para que isto tudo assente como uma luva, é preciso ter um corpinho a condizer.

Enfim... nada de novo! Para as mulheres, estas são realidades tão óbvias como a nossa própria existência.

Foi o primeiro ponto – o que diz respeito ao casamento e filhos – que me causou alguma brotoeja. A minha experiência não me diz propriamente que são as mulheres quem mais deseja ter filhos. Ou as coisas mudaram radicalmente na minha geração, ou sou eu que tenho pontaria e tenho encontrado ao longo da minha vida homens sempre prontinhos para assumir a paternidade com todos os apitos e flautas. Só um, até hoje é que não mostrou qualquer interesse pelo assunto, nem ficou transtornado por eu não andar aqui com o relógio biológico aos pulos!

Li numa revista de actualidade, há uns meses atrás, um estudo feito nos EUA e em França onde se media a felicidade dos intervenientes através de umas pulseiras que usaram ininterruptamente durante seis meses. A felicidade – ou os seus sinais físicos – era medida em todas as situações, sendo que os resultados se revelaram um pouco constrangedores para os ditos cujos. Estas cobaias sentiam uma imensa felicidade quando viajavam, jantavam com amigos ou falavam dos seus filhos... Porém, os níveis de felicidade medidos aquando do convívio com as crias, era exactamente igual ao sentido quando desenvolviam as lides domésticas. Ou seja, brincar com os filhos ou aspirar a casa, inspiravam a mesma emoção... Como dizia Miguel Esteves Cardoso: O Amor é F*****!

Recentemente uma escritora francesa saiu-se com uma autêntica bomba no mercado editorial europeu: 40 Razões para não se ter filhos. Ela verbaliza o que muita gente pensa, mas que ninguém tem tomates para dizer em voz alta. Porque é feio. Porque vão pensar que somos uns insensíveis. Porque é impensável. Porque é pecaminoso. E porque no fim de contas, parece que andamos por esta terra só com o fito de perpetuar a espécie.

Mas sou alguma galinha de aviário ou quê? Será que não tenho o direito de escolher sem ser mal vista, se quero ou não perpetuar os meus genes? Sou propriedade do capitão KFC para passar a vida a pôr ovos indiscriminadamente só porque os outros acham que esse é o meu papel na vida? Não!

Não se é melhor por se ser mãe ou pai!
Não quero ter filhos e recuso-me a ser vista como menos pessoa por causa disto...!
Com tanta adolescente a procriar, não vão precisar dos meus ovinhos para povoar a terra, pois não?

TNT


Anikin @ 01:47

Ter, 09/10/07

 

Nem todas as mulheres querem ter filhos mas, as que querem, têm menos tempo para o fazer do que os homens nas mesmas circunstâncias.

Exemplo: eu tive o meu primeiro filho aos 42. Se fosse gaja já era muito complicado. (Assim só foi complicado porque já não tenho tanta resistência à privação de sono...)

Um homem que queira ter filhos tem mais tempo (coisa de apenas mais uns anitos, ou fica um pai-bisavô) para os ter do que uma mulher. Acho que é essa a grande diferença - o grau de ansiedade de uns e outras QUANDO querem ser pais/mães.


Pelo meu lado, eu nem tinha um interesse assim tão forte em ter filhos. Achava mesmo que ia ficar apenas para tio e isso não me deixava nadinha transtornado.

Na verdade mudei de ideias tardíssimo. E a minha cara metade também achava que a vida era mais sossegada sem complicações dessas...

Há uns 3 anos falámos da possibilidade. Há pouco mais de 2 decidimos. Felizmente foi praticamente "à primeira"...e agora, por vezes acho que eu gosto ainda mais de ser pai do que ela de ser mãe (mas não tenho a certeza).

Adoro ser pai!

O que descobri no meio disto tudo foi o que já aqui disse antes: a "malta da cidade", sem "família extendida", não sabe o que é ser pai/mãe antes de o ser. Não temos convívio próximo com o que é criar uma criança. E assim:

- Uns que nem tinham grande entusiasmo, adoram...

- ...Outros que tinham a pica toda para ser pais, depois de o serem só fazem m*rda e acham um frete.


Garanto que não quero convencer ninguém a ser pai/mãe nem a deixar de ser. Só digo é que muita malta não sabe realmente o que quer nesse campo: uns num sentido e outros no outro.


Muito menos quero convencer a super-independente TNT...

Até porque, se a TNT fosse mãe, muito do picante que ela dá a este blog ainda acabava trocado por umas tantas teorias mais ou menos descabidas de puericultura de recém-mamã... Conseguem imaginar?

Argh!

Nãããã.... antes assim, um blog bem apimentado!
=;o)


TNT @ 02:01

Ter, 09/10/07

 

Eu acho muito bem que quem quer ter filhos, que os tenha.
(Embora continue a achar que nem toda a gente deveria ter filhos, mas isso é outro post)
O que não acho bem é que me condenem por eu não querer! E que me pressionem! E que me chateiem e me julguem uma herege marginal só porque nunca quis ter filhos.

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