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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

As Sofredoras

Avatar do autor tsetse, 25.06.07

Há uma questão que é muitas vezes debatida no universo masculino:
As mulheres gostam de ser mal tratadas? Se não gostam, porque continuam com parceiros que as magoam ou desrespeitam?

Na realidade, conheço algumas mulheres que permanecem em relações sofredoras. Algumas dessas não conseguiram lidar com relações saudáveis no passado e hoje permanecem em relações complicadas e pouco favoráveis. Sendo assim, comecei a analisar os casos que conheço e não cheguei a uma conclusão, mas a várias. Existem várias razões diferentes para isto acontecer, que dependem do tipo de mulher:

1. As Mártires

São aquelas que acham que devem sofrer para salvar os filhos de uma vida sem pai, o amado de uma vida sem família ou o malandro de uma vida errante. Como se conseguissem purificar-se com o sacrifício. A sua felicidade é secundária no grande plano que têm em mente.

2. As Masoquistas

São aquelas que subconscientemente gostam de sofrer. Provavelmente, acham que o merecem. Querem ser castigadas por todos os seus pecados e procuraram relações com alguém que as maltrate. Muitas vezes, manipulam o parceiro até o levar ao desespero e à violência.

3. As Loucas

As que estão apaixonadas e não conseguem ter uma visão objectiva sobre o que se passa. Fazem tudo por amor, sem precisarem de retribuição.

4. As Amorfas

As que não aguentam o seu próprio tédio e precisam de motivos de preocupação para viver. Normalmente, não gostam da sua própria companhia e precisam de problemas para se ocuparem e de razões para se fazerem de vítimas.

5. As Antiquadas

As que não querem separar-se, para não ficarem mal vistas na sociedade. As que defendem que o casamento é para sempre, mesmo que só traga sofrimento.


Sinceramente, as únicas coisas que lhes posso aconselhar é que se valorizem, que acreditem que merecem ser felizes, que se actualizem e que leiam este blog todos os dias, repetidamente, até acreditarem numa alternativa saudável. Querem melhor remédio?

Tsetse

5 comentários

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    Kore 26.06.2007

    Gisela,

    Revê se estás a cumprir o teu papel no investimento na relação e faz a tua parte (até para que possas ter a tua consciência trânquila), mas, mantém-te atenta.

    Muita calma e muita inteligência analítica.

    Cheers,
    Kore
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    Gisela 26.06.2007

    Depois de uma longa conversa...de facto foi o que eu perguntei "o quê q eu n faço para teres este tipo de comportamento"...responde... "tu n tens culpa, o problema está na minha cabeça, alguma frustração, mas n volto a fazê-lo, foi uma estupidez, eu adoro-t, quero q continues comigo..." e ofereceu-me ramo de flores!!! perguntou "ajudou?" não...não ajudou continuo humilhada e frustrada...depois de analisar, cheguei á conclusão que realmente a culpa n é minha....é só dele.
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    Babe, a Certificada 28.06.2007

    Gisela, compreendo o teu estado de raiva e confusão e que digas que a culpa é toda do teu marido, que tens sido uma mãe e dona de casa exemplar e que até o sexo não falta.

    Mas, já pensaste que a culpa pode nem sequer existir? Já pensaste que ele pode unicamente estar a atravessar uma fase em que deseja ser visto e sentido como mais que um marido e pai? Mas tb como um homem, ainda capaz de suscitar interesse?

    Já pensaste que as pessoas vão crescendo e amadurecendo e que às vezes os objectivos individuais vão-se afastando cada vez mais dos do casal?

    Já pensaste que o que ele desejava aos 20, pode já não ser o que ele quer aos 30? Que afinal uma caseira e familiar, apesar de o preencher e de ser tudo o que quer ter ao teu lado, o prendeu numa rotina que o faz pensar no que estará a perder?

    Só agora descobriste que ele anda em flirts na net. Mas descobriste o que o levou a procurar esse estímulo?

    Não quero que entendas que não te compreendo, mas que tens de recuar no tempo até perceberes onde e quando começou.

    Vou-te dar um exemplo verídico e contado a mim por um dos intervenientes. Ela tb é uma mãe e dona de casa fantástica e uma esposa presente e atenciosa. Um dia, estavam os 2 a viver um momento mais intimo quando ela se lembra de algo que deu na televisão e antes que se esquecesse fala ao marido. Escusado será dizer que ele se sentiu... bom, menos desejado, pois seria de esperar que ela estivesse com a mesma vontade e envolvimento naquele momento a 2.

    Outro exemplo é o de um casal, cuja esposa deixou de trabalhar para melhor cuidar do marido e da filha de ambos. O que incialmente era um mar de rosas, chegar a casa e ser rodeado de atenções (lá está, mãe, esposa e dona de casa sem nada a apontar), acabou por se tornar numa vida sem grande atracção, pois a esposa deixou de conseguir falar com o marido de outras coisas que não fosse a casa e a filha. O marido, embora reconhecendo a excelente pessoa que ela era, deixou de se sentir estimulado, passou a sentir que o seu papel não era mais que o de pai e marido e provedor do sustento da casa.

    Agora, de quem é a culpa? Delas, que tudo fazem para agradar? Deles, que apreciam o esforço mas querem mais?

    E antes que julguem que só existe esta versão, eu dou mais um exemplo.

    Um casal jovem, sem filhos, namoram há uns 4 anos. Ele é fantástico. Leva-a aos sitios que ela quer, dá-lhe tudo o que ela quer. Ambos têm interesses em comum mas tb individuais. Respeitam-se, gostam um do outro. Ela conheceu outro rapaz num curso que estava a tirar. Ele tb é comprometido. Não estão envolvidos, mas vão flirtando um com o outro. Ela nunca deixará o namorado, porque é dele que gosta. E o "flirt" nunca deixará a mulher. Então, porque flirta com este? Porque o namorado tb se acomodou um pouco. Achou que ser perfeito era dar-lhe presentes e levá-la a sitios bonitos. Deixou de a conquistar. E ela foi sentindo-se menos desejada, menos mulher.

    Não te posso aconselhar, pois não tenho experiência pessoal para o fazer. Mas posso-te dizer que tenho visto muitas relações (novos e velhos) esmorecerem à conta de as pessoas acomodarem-se e não se aperceberem que o outro pode não estar com a mesma satisfação.
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    i_believe 25.07.2007

    Parece-me a mim que muitas vezes nos esquecemos de ser o mais importante .... Mulheres!

    Que significa ser boa dona de casa, boa mãe .... não foi por isso que os maridos se apaixonaram.
    Apaixonaram-se por mulheres com sonhos, com projectos, independentes e que amavam sem se preocuparem com as questões domesticas. No fundo a rotina diária estraga muita coisa e às tantas um casal vê-se numa vida que desmotiva e por isso em vez de se reconquistarem todos os dias vão arranjar animo noutros locais e em outras pessoas acabando por estragar relações que têm tudo para serem felizes.
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