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O Interno Feminino

Divagações e reflexões do mundo no feminino. Não recomendado a menores de idade ou a pessoas susceptíveis.

Licença de Maternidade e a Interrupção Obrigatória da Gravidez

Avatar do autor TNT, 20.02.07

Da mesma forma que existem (ou vão existir) consultas de aconselhamento e reflexão por causa da IVG, o oposto também se deveria pôr - a IOG.

Venho a saber de uma história duma idiota que conheço, mãe, anoréctica e louca, e que já se encontra às portas da morte ligada a várias máquinas porque os orgãos já nem funcionam, etc.

Eu: “espero que não esteja num hospital público a gastar recursos e a tirar a vez de alguém que precise... - Que não, que está na cuf. - Boa...
- Ah e coitada da criança, deixa um miúdo pequeno...
Eu: O quê? A sorte da criança é ela morrer! Assim, ainda pode vir a ter hipótese de ter uma vida normal!”
- Ah, és péssima e tal...

Oh meus amigos... Nem toda a gente está habilitada a ser mãe ou pai. Quando nascemos, não vimos logo com essa licenciatura.

Eu acho que deveria haver uma licença de aptidão que se tinha de tirar para se poder ser progenitor. Para se arranjar um emprego é preciso passar em testes psicotécnicos, de personalidade e sei lá mais o quê. Para se ir para a tropa, que é coisa para uns quatro meses, é preciso estar apto. Mas para se ser pai ou mãe, que dura a vida toda, não é preciso aptidão nenhuma? Onde está a coerência?

Fazem-se exames médicos para ver se a saúde da futura mamã está em conformidade. E da saúde mental, ninguém fala? É que depois, é destas mães, que nascem os psicopatas ou psicóticos, que mais tarde irão chatear quem? A nós! Às mulheres que se lhes cruzarem no caminho.

Devia haver uma comissão, composta por médicos, psicólogos, sociólogos e outros, que avaliariam a aptidão para a maternidade. Mulheres como a que referi, eram logo esterilizadas! Nem se corriam mais riscos!

Política de prevenção: menos riscos, menos custos!
Uma poupança em recursos e chatices, só vos digo...

TNT

2 comentários

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    TNT 21.02.2007

    Acho incrível como os homens se focam apenas na questão da esterilização e não no ponto fulcral deste post que é o da total irresponsabilidade e insconsciência de alguns pais.
    Chama-me nazi. Está no seu direito.
    Como eu estou no meu direito de dizer e reiterar que acho que há pessoas que deveriam ser avaliadas antes de poderem procriar. Não estou com isto a excluir-me do conjunto. Nem a si. Nem a ninguém.
    Sei que num estado democrático estas coisas são impensáveis. Mas por viver num estado democrático, tenho direito a pensar e espantem-se(!) a expressar o que penso...
    Quanto à anorexia ser um flagelo... Um flagelo é essas gajas terem filhos e não lhes darem comida também. Isso para mim é um flagelo! Elas não comerem e morrerem são consequências do mal que sofrem, do caminho escolhido, sei lá. Espalharem o mal por pessoas inocentes, não aceito. Não posso aceitar! Recuso-me! E hei-de continuar a demonstrar a minha indignação da forma que melhor consigo. Aqui no blog. Se ofendo alguém, lamento. Mas lamento mais ainda, as pessoas aceitarem que estas coisas aconteçam, como se de um dano colateral se tratasse e escudarem-se atrás do politica e socialmente correcto.
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