convidado @ 11:59

Qui, 23/11/06

Vamos supor a seguinte situação, que por acaso (e só por acaso) não é verdadeira: imaginemos que eu fui traída, terminei a relação, mas agora e dado o arrependimento sincero do meu companheiro, decidi voltar. Faço as malas, coloco a toilette mais sexy que encontrar, e lá vou eu.
Chego, dou uns amassos no moçoilo, vivo uma segunda lua de mel, até que estou assim sem nada para fazer e me ponho a pensar: Ora bem, agora que estou de novo nesta relação, com o mesmo tipo que não pensou duas vezes antes me trair, como vai ser? Conseguirei realmente confiar nele? Se o palerma me traiu uma vez, não será porque ele acha que essa é uma alternativa possível? Não estará na base dos seus princípios morais? Será que, da próxima vez que ele estiver a apanhar seca e com crises emocionais, não achará normal encontrar uma alternativa divertida?
Outra questão: será que poderei respeitá-lo para todo o sempre? É que não abona nada a seu favor, ter traído uma pessoa como eu!
Depois, já me estou a imaginar num momento difícil, a dizer coisas como:
"Ai não queres que eu vá jantar com o meu amigo? E então porquê? Achas que sou da tua laia e que te vou trair só porque sim?" ou... "Oh meu menino! É melhor ser viciada em compras do que andar por aí, a trair a confiança de quem gosta de mim". Coisas desagradáveis, com certeza, mas que nos saem nos momentos de maior irritação.

Por isso, a minha questão é: será possível construir uma relação saudável, com respeito e igualdade, depois do perdão? Parece-me difícil. Porque perdoar não é esquecer.

É por estas e por outras, que a maior parte das pessoas opta por mentir. Negar tudo até ao fim. E, sinceramente, não me parece nada má escolha.

Bee


joana @ 12:28

Qui, 23/11/06

 

concordo contigo perdoar não é esquecer..já tive dos dois lados de traída e de traidora..e não é nada agradável viver constantemente a ouvir bokinhas, porque a confiança nunca volta a ser a mesma.

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