tsetse @ 23:10

Seg, 26/03/12

Uma leitora enviou-nos a seguinte questão: "O que pode levar um homem a flirtar 2 meses e depois desaparecer, após a primeira noite juntos?". Fiquei a pensar no assunto e tentei organizar as hipóteses, segundo experiências que fui ouvindo ao longo da minha vida, temperadas com um pouco de imaginação e lógica, em tópicos:

 

1. Gosto

Esta é a mais óbvia, mas também a mais difícil de aceitar. Ele estava interessado na rapariga mas, após o contacto mais próximo, descobriu que não havia química, graça, pachorra, beleza, perfeição ou outro qualquer factor que ele valorize.

 

2. Timing

Ele até lhe acha graça, mas estão em fases distintas. Ele quer encontrar uma companheira dedicada, simpática, simples, para casar, ter filhos ou ter uma vida mais cómoda, mas encontrou uma pessoa que parece preferir festas, viagens e muita animação. (Claro que, normalmente, é mais ao contrário. Só dei este exemplo para ter mais graça.)

 

3. Arrependimento

O rapaz é comprometido, a relação está chata, ele está a tentar não morrer de tédio flirtando com outras pessoas, não consegue resistir a tanta beleza que anda pelo mundo fora, depois, olha para a namorada, que até é uma querida e muito dedicada, e arrepende-se. (Esta é a hipótese menos provável. Tipicamente, o homem só se "arrepende" ao fim de 10 ou 20 noites, quando a outra parece estar envolvida o suficiente para poder causar problemas.)

 

4. Medo

A rapariga parece areia a mais para a sua camioneta e ele prefere sair de cena, enquanto ainda faz boa figura. Ou passou por uma ou várias relações difíceis e tem medo de voltar a aproximar-se de alguém. Ou simplesmente tem medo de intimidade. (Outras hipóteses pouco prováveis. Mas é sempre bom imaginar que pode haver uma causa maior.)

 

5. Diversão

Ele não está interessado numa relação ou está à procura de uma princesa encantada linda de morrer e, enquanto espera, vai-se divertindo. Enrola-se só uma vez, para não ter que se aborrecer com a reacção e sentimentos da "divertida".

 

No fundo, a razão não interessa muito. Quando um homem gosta (e tirando os casos que envolvam filhos, muito dinheiro ou problemas mentais), ele vai atrás. Como já disse várias vezes, os homens são sempre mais básicos do que imaginamos. E qual é o interesse de estar com alguém que não gosta assim tanto de nós?

 

 

* ilustração de Roxy Lady




tsetse @ 18:50

Sex, 19/08/11

 

Embora eu seja a favor da igualdade de oportunidades, de direitos civis e de remunerações entre géneros, não sou a favor do fim da feminilidade ou da masculinidade e, muito menos, da criação de uma metro-sexualidade transversal, que transforma todos os seres em iguais. Nunca queimaria soutiens, nem participaria em marchas contra os saltos altos ou a maquilhagem.


Gosto de ver mulheres delicadas e arranjadas de forma feminina e gosto de homens masculinos, daqueles que inspiram confiança e que nos fazem sonhar com uma protecção eterna. Com isto não quero dizer que os homens não devem cuidar da sua aparência ou tentar vestir algo que os favoreça e esteja na moda. Podem e devem, desde que não passem um certo limite.

E onde está o limite? Como é difícil de definir, vou tentar listar o que me faz espécie em alguns homens e que funciona, para mim, como um turn-off:

- Homem que é homem, não usa pijaminha e raramente tem frio. Se um namorado me dissesse que gostava de dormir de pijaminha para ficar quentinho durante a noite, não conseguiria conter o riso.
- Macho a sério pode interessar-se por decoração, mas jamais irá decorar o espelho da casa de banho com conchinhas que apanhou na praia ou coleccionar miniaturas de prata ou de cristal.
- Homem a sério não tem medo de ser arranhado por um gato ou de torcer um pé, nem anda sempre a queixar-se das pequenas mazelas. Um homem, para mim, tem que ser resistente e pieguice é sinónimo de efeminado.

- Um macho digno desse título não pede a uma senhora para não colocar um copo em cima da mesa, para não estragar a madeirinha, nem fica preocupado sempre que colocamos um copo cheio perto do seu rico telemóvel.
- Um verdadeiro homem não tem medo de baratas, ratos e outros pequenos animais e nunca, mas nunca, pede a uma mulher para matar tais seres, por ele.

Com certeza que, para outras mulheres, o limite será outro, mas há sempre um limite.

 

 

* ilustração de Roxy Lady




tsetse @ 23:53

Seg, 18/07/11

E se um dia conhecessem o homem dos vossos sonhos e ele vos dissesse que era bissexual? Monogâmico, mas com alguns ex-namorados no repertório?

 

Quando faço esta pergunta aos homens (versão mulher dos sonhos deles) a resposta é quase sempre a mesma. Que não faria diferença. Quando coloco a pergunta a mulheres, até agora e com a excepção das mulheres que também são bissexuais, recebo a resposta contrária. Ouço um "Não, não era capaz" ou um "Só de imaginar que ele esteve com outro homem, até fico mal disposta".

 

O que levará a esta dicotomia? Será que as mulheres são menos liberais? É uma hipótese, mas não me parece que seja a principal razão. Tenha a impressão de que as mulheres associam um homem que se sente atraído por outro a feminilidade e falta de testoterona.

 

Para além disso, não gostam de pensar no seu mais que tudo enrolado com outra pessoa e, perante a notícia da bissexualidade, não podem deixar de imaginar o rapazinho em posições menos próprios com outro marmanjo qualquer. E isso não é nada sensual.

 

Ao contrário dos homens, que desde novinhos vêem pornografia, alguma dela envolvendo várias moçoilas bastante amistosas umas com as outras, as mulheres, para além de consumirem menos este tipo de conteúdos, quando querem ver alguma coisa, normalmente vêm imagens produzidas para homens heterossexuais. Imagens essas que, normalmente, não incluem homens a acariciar outros homens. Por isso, estas não são imagens que populem o seu imaginário.

 

E vocês? O que pensam?

 

* ilustração de Roxy Lady




tsetse @ 11:14

Sex, 03/06/11

Noutro dia, uma amiga minha confessava-me, com grande desgosto, que tinha visto o marido da prima a dar um beijo a outra mulher. Para ela, o casamento da prima representava a relação ideal. O marido tinha uma tal adoração pela prima, que fazia tudo para que ela se sentisse melhor. Fazia quase todas as tarefas domésticas; fazia massagens à mulher todas as noites, para ela dormir melhor; olhava para ela sempre com o olhar mais apaixonado do mundo; etc. Um verdadeiro marido exemplar.

Poucas semanas depois, estava com outra amiga, quando chegou uma velha amiga dela, a Raquel. A Raquel começou a contar as novidades e, no meio de várias histórias, veio a história da sua melhor amiga, a Maria. A Maria, segundo ela, era a mulher mais sortuda do mundo. Como na história anterior, tinha o marido ideal. Ele fazia frequentemente viagens de 600 Km para ir levar e buscar a mulher a casa dos pais, para ela não ter que andar de comboio sozinha; estava sempre atento a todas as necessidade dela e não podia ser mais querido. Tudo muito bonito, se eu não conhecesse o marido da Maria e não soubesse que ele anda envolvido com outra mulher.

A questão é: o que leva estes maridos exemplares a trair as mulheres que parecem adorar?

A minha primeira teoria é a de que eles se cansam de viver em estado de adoração constante e começam a ter necessidade de ter também alguma atenção. 

A segunda teoria é a de que todas as relações têm uma data de validade. Mesmo as mais perfeitas. Por questões instintivas e animalescas, os homens precisam de novidades e, os que são fracos, não se controlam perante a beleza alheia.

Mais teorias são sempre bem vindas.


Nota: Os nomes e alguns pormenores foram alterados, para não revelar a identidade dos envolvidos



tsetse @ 18:05

Dom, 08/05/11

Há homens que, quando se metem numa relação, ficam irreconhecíveis. Parece que foram raptados por aliens e substituídos por robots ou contaminados por zombies e transformados em mortos-vivos. De repente, perdem a alegria, as tiradas hilariantes, a vontade de sair, a energia, a graça, a alma. Ficamos assim desconfiados, a pensar se foi a namorada que os drogou ou se estamos perante algum perigo público e devemos fugir a sete pés.

A primeira vez que reparei nisso foi já há muitos anos. Tinha um amigo fantástico, daqueles que fazia toda a gente rir, com uma imaginação que parecia não ter fim e uma boa disposição constante. Enquanto ia tendo namoradas de curta duração, nunca percebi nada de estranho. Mas, no dia em que começou uma relação com a pessoa com quem se veio a casar, perdeu toda a graça. Parecia um caso de abdução digno de um episódio dos X-Files. Depois de uma análise grosseira, concluí que ela devia ser má influência. Imaginei que, para estar ao lado de uma pessoa tão amorfa e entediante, ele tivesse que se adaptar. 

Uns anos mais tarde, qual não foi o meu espanto quando ouvi dizer que os amigos da rapariga se queixavam exactamente do mesmo. Que ela até era muito divertida e que o nosso amigo, chato que só ele, a tinha mudado à sua imagem e medida. E, quanto mais histórias malucas eles contavam sobre a rapariga (e sim, eram muitas e boas), mais o mistério se mostrava, afinal, por resolver.

Ultimamente, tenho reparado em mais casais que sofrem do mesmo mal. Pessoas que, sozinhas ou com outros companheiros, tinham muita graça e personalidade, mas que agora, embora pareçam convencidos de estar com a pessoa certa, estão chatos, sem esperança no olhar e sem assunto.

Como o caso é grave, voltei à investigação e para já tenho as seguintes teorias:

1. A velha teoria dos aliens, robots ou zombies, que ainda não está descartada.

2. A suspeita de que certas relações são tão boas ao início, que acabam por funcionar como uma droga. Deve estar tudo bem, quando estão a drogar-se (sozinhos a curtir a relação) mas, quando estão com os amigos, sentem a falta da droga (vida em casal) e, por isso, ficam com os sintomas de qualquer ressacado. Mais tarde, sentem-se mal na relação, porque sabem que estão uma nódoa, mas não conseguem sair, tal é o vício.

3. A hipótese de essas pessoas não terem mesmo graça nenhuma, mas terem fingido ser alguém que gostariam de ter sido, para caçar um companheiro que tudo indica que vá ser de longa duração. Objectivo cumprido, acaba o teatro.

Conclusões? Para já, só uma: é uma pena ver tanto potencial desperdiçado. Mas mais teorias são bem vindas!




tsetse @ 00:09

Sab, 08/01/11

É muito comum ouvir histórias de mulheres que enfeitiçaram homens e os fizeram fazer coisas que eles nunca teriam feito, se a dita bruxa não tivesse aparecido.

 

As histórias são muitas. As mais comuns envolvem mulheres traídas que não atribuem culpas ao tonto do ex, que não se soube controlar, perante tanta beleza que há no mundo, ou a elas próprias, que nunca tiveram energia ou paciência para melhorar a relação.

 

Não, a razão tem que ser de algo mais transcendental. E o mais fácil é colocar as culpas numa bruxa, que por acaso nem as conhecia, que apareceu das brumas e enfeitiçou o coitado. Já quando o caso é ao contrário, é diferente. A culpa raramente é do outro, é da bruxa da ex, que enfeitiçou o outro e o fez cometer adultério. Dois pesos e duas medidas que me começam a irritar.

 

Se, por exemplo, o caso é de duas pessoas comprometidas do mesmo grupo de amigos que se apaixonaram e que acaba descoberto, quem é expulso do grupo? Dos casos que eu conheço, sempre a mulher. Porque a bruxa é a culpada, claro.

 

Se duas pessoas trocam um olhar menos correcto, de quem é a culpa? Dos dois, diria eu. Da mulher, diria a maior parte da pessoas que eu conheço. Ficaria rica se ganhasse 50 euros por cada vez que ouvi um homem a fazer-se de vítima em situações que era óbvio serem recíprocas.

 

Os homens podem escorregar, pecar e arrepender-se no fim. As mulheres, quando fazem o mesmo, são afastadas.

 

O que me faz mais confusão em todas estas histórias é como os bananas dos homens destas histórias permitem que isto aconteça, só para fugirem às responsabilidades, e não dão um passo à frente para admitir a sua parte. Na maior parte dos casos, preferem acreditar na culpa da mulher, para não terem que avaliar o seu próprio comportamento ou, pior, terem que ficar com peso na consciência.

 

Mas, lá está, é mais fácil deixar uma mulher a arder, principalmente quando todos estão habituados a fazê-lo, do que ter que admitir que não somos perfeitos.

 

Serão resquícios da inquisição?




tsetse @ 23:46

Qua, 23/06/10

Um dia destes, uma amiga contava-me que se tinha apaixonado por um rapaz por ele ser calado e misterioso. Ela ficou intrigada sobre os pensamentos profundos que ele poderia estar a esconder, mas veio a descobrir que ele estava calado por uma razão bem mais simples. Não tinha nada de interessante para dizer.

Outra amiga confessava que nunca tinha sido apaixonada pelo ex-namorado, mas pela imagem que tinha dele. À medida que o foi conhecendo, percebeu que ele não tinha nenhuma das qualidades que ela lhe tinha atribuído inicialmente.

A verdade é que os homens e a sociedade em geral repetem tantas vezes que as pessoas do sexo masculino são seres intelectualmente superiores e filósofos natos, que nos custa a aceitar que muitos deles são simplesmente medíocres. Quando temos um idiota à frente, começamos a inventar características nobres e misteriosas para explicar o improvável: a existência de homens menos inteligentes e, pior, o facto de nos sentirmos atraídas por eles. Isto acontece porque as mulheres são generosas por natureza e querem ver o melhor que há nos outros. Além disso, são mais expansivas e proactivas e, por isso, quando são burras, nota-se logo. Mas (e aqui vem a parte que mais me faz confusão) isto acontece porque muitas de nós continuam a acreditar que somos inferiores aos homens.

Está na altura das mulheres perceberem e aceitarem que são melhores do que pensam e que os homens não são assim tão especiais.

Por exemplo, descobri recentemente numa apresentação mais ou menos científica que, quase sempre que vemos um homem calado e ficamos intrigadas sobre o que é que ele está a pensar, na realidade ele não está a pensar em nada. Todas aquelas conversas românticas em que tentávamos descobrir a alma complexa que o homem parecia ter dificuldade em expressar, com a célebre pergunta "em que é que estás a pensar?", na realidade foram em vão. Ele estava mesmo a pensar "em nada" e nós estávamos a ser as chatas que não os deixávamos cumprir essa árdua tarefa.

Parece que eles têm a estranha capacidade de parar o cérebro, enquanto nós temos sempre o cérebro a mil e a passar de ideia em ideia, preocupação em preocupação. O que é muito difícil de aceitar, porque, mais uma vez, nos custa a compreender qualquer tipo de limitação intelectual masculina.

Quanto mais cedo aceitarmos as diferenças e perdermos o complexo de inferioridade, mais depressa seremos felizes. E, já agora, não há nada de errado no facto de nos apaixonarmos por homens burros. Alguns homens fazem isso há séculos e têm até muito orgulho nisso.




TNT @ 14:25

Ter, 04/05/10

Com certeza que todas as leitoras já se depararam com um ‘melga’. Os melgas são aqueles que não nos largam a braguilha, mesmo depois de não lhes atendermos o telefone pela 90ª vez, ignorarmos todos os convites, fazermos de conta que temos visão raio X como se fossem transparentes, dizermos que temos o gelado ao lume ou um urso polar no quintal que nos está a atacar a tartaruga, coitadinha.

Há tipos que não percebem as indirectas e nem sequer as directas. Insistem como se não houvesse amanhã, deixando-nos à beira de um ataque de nervos.

Porém, existe uma solução. Se há coisa que os homens não suportam são conversas sobre problemas femininos. Estas incluem menstruações dolorosas, marcas de pensos higiénicos e tampões, caroços no peito, quistos nos ovários, a sensação desagradável da introdução do espéculo nas idas ao ginecologista, candidíases, pêlos púbicos encravados, retenção de líquidos e afins.

Mesmo que não tenhamos nada destas coisas, funciona que nem ginjas. “Ah e tal, hoje não posso ir ao cinema. Estou cheia de dores do período e ainda por cima não encontrei no supermercado os tampões que costumo usar. Ainda por cima, descobri aqui um caroço no peito e tenho de ir rapidamente ao ginecologista. Estou mesmo incomodada e é melhor ficar para outro dia…”. Eles desligam o telefone apressadamente, vão tomar uma água das pedras e rezar para que a semana passe sem pormenores gráficos a assolarem-lhes o espírito. Naqueles cérebros aparece imediatamente o sinal de proibido associado ao nosso nome e, com sorte, o alvo só torna a ligar no dia do nosso aniversário ou em época natalícia, apenas por uma questão de cortesia.

É que eles adoram andar a passear-se por estas zonas, mas detestam saber o que custa a manutenção do equipamento!




TNT @ 13:32

Qui, 11/02/10

A propósito desta cegada do Dia dos Namorados, o Cão Azul decidiu lançar uma colecção de T-shirts alusivas ao tema. A que mais me encanitou foi uma que diz “Amor é... ir às compras com ela e não ficar à porta das lojas”.

Não posso discordar mais desta máxima!

 

Se há coisa que me irrita solenemente é esbarrar constantemente com os namorados das meninas entre os charriots com ar de cachorrinhos abandonados sem saber o que fazer e sempre mal posicionados a empatar a circulação – sim, porque tudo isto tem uma técnica – e a carregar os sacos que elas já encheram nas outras lojas onde eles já fizeram figura idêntica.

Noutro dia, por causa de um presente específico, percorri algumas trezentas lojas de roupa interior. Andava em busca de uma coisa que nem eu sabia que existia e por isso tive de perscrutar várias lojas numa missão quase impossível. Como se não bastasse o meu desespero inicial, ainda tinha de esbarrar com os rapazinhos que tinham o ar mais constrangido deste mundo enquanto elas perguntavam “então o que achas deste?”. Eles, com ar de boi para palácio e berrando silenciosamente “TIREM-ME DAQUI!!!”, esboçavam um sorriso amarelo semelhante ao esgar que sempre antecede uma cólica renal ou uma valente diarreia.

O resto do mulherio olhava para eles num misto de “o que é que este tarado está aqui a fazer a babar para cima dos soutiens...?” ou “já saías daí para eu poder passar, ó boçal do caraças!”. E eles, “desculpe aqui, perdão acolá” a saber que estão a pagar alguns pecados cometidos e outros por cometer.

Meninas, os senhores dos centros comerciais já fazem umas áreas à porta das principais lojas com uns sofazitos e umas mesitas especialmente a pensar nos pobres dos moçoilos que são arrastados para estas lides das compras. Deixem-nos lá sentados.

A sério. Eles preferem… e o resto das mulheres também.
 




tsetse @ 20:49

Seg, 09/11/09

Quando uma relação parece já não ter recuperação e já estamos fartos de lutar e só apetece ir noutra direcção qualquer mais simples e simpática, a maior tentação é acabar da forma rápida e, tanto quanto possível, indolor. Dizer algo que nos permita fugir rapidamente, como "não és tu, sou eu", "gosto muito de ti, mas não aguento a pressão" ou "esta relação não nos está a fazer bem e eu não aguento", e tentar escapar a todas e quaisquer perguntas que impliquem conversas chatas.

 

Acontece que, para além de haver a hipótese do outro não compreender a verdadeira razão do fim e, por isso, ter maior dificuldade em ultrapassar, não se podem esquecer que aquela pessoa já vos foi especial. Abriu-vos a alma e, à sua maneira, dedicou-vos tempo, carinho e atenção. Por muito enfadonho e imbecil que vos pareça naquele momento, merece uma segunda oportunidade.

 

Sejam sinceros. Digam de forma inequívoca que não se sentem bem na relação e porquê. Expliquem tudo o que vai na alma: como certos factores são essenciais para a continuação ou não da relação. Depois, tentem chegar à derradeira estratégia.

 

Podem optar pela estratégia da lista, em que cada um escreve tudo o que está mal e espera ver resolvido; por um contrato, onde a outra pessoa promete nunca mais fazer uma determinada coisa, quando o problema é fácil de identificar; ou por outra qualquer estratégia mais inteligente. (Aliás, aceitam-se sugestões). O mais importante é que o outro tenha um pré-aviso do fim e a hipótese de se redimir.

 

A verdade é que a maior parte das vezes nada disto funciona e normalmente por uma das seguintes razões:

- A outra pessoa está confortável naquela relação que nos parece um inferno, porque esta foi feita à sua imagem e medida, e por isso não está interessada em ceder um milímetro;

- A outra pessoa não reage bem ao fracasso e, ao perceber que o outro já não está assim tão interessado na vida a dois, em vez de lutar, fica deprimida ou amuada e à espera de receber a atenção que deveria estar a dar;

- A outra pessoa não quer estar a ter trabalho por uma relação que nem valoriza assim tanto;

- A outra pessoa já está viciada num certo comportamento e não o consegue largar;

- O casalinho não tem nada em comum; etc.

 

Mas, mesmo sabendo que a hipótese de sucesso é mínima, o importante é sermos justos, dando uma segunda oportunidade. E isto aplica-se a todo o tipo de relações intensas e duradouras: amorosas, de amizade ou profissionais.



Pesquisar
 
comentários recentes
meu caso é meio parecido,mas so houve beijo,mas ai...
Quando as variáveis filhos e questões financeiras ...
Boa Tarde,Depois de muito pesquisar na net sobre a...
Viva, gostei do tema e tem razão, as Portuguesas s...
Sim, eu sei. Mas o que dói nao é tanto o que se pa...
Ele não contou porque achou que, se a Anónima não ...
Posts mais comentados
Arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


subscrever feeds