tsetse @ 00:09

Sab, 08/01/11

É muito comum ouvir histórias de mulheres que enfeitiçaram homens e os fizeram fazer coisas que eles nunca teriam feito, se a dita bruxa não tivesse aparecido.

 

As histórias são muitas. As mais comuns envolvem mulheres traídas que não atribuem culpas ao tonto do ex, que não se soube controlar, perante tanta beleza que há no mundo, ou a elas próprias, que nunca tiveram energia ou paciência para melhorar a relação.

 

Não, a razão tem que ser de algo mais transcendental. E o mais fácil é colocar as culpas numa bruxa, que por acaso nem as conhecia, que apareceu das brumas e enfeitiçou o coitado. Já quando o caso é ao contrário, é diferente. A culpa raramente é do outro, é da bruxa da ex, que enfeitiçou o outro e o fez cometer adultério. Dois pesos e duas medidas que me começam a irritar.

 

Se, por exemplo, o caso é de duas pessoas comprometidas do mesmo grupo de amigos que se apaixonaram e que acaba descoberto, quem é expulso do grupo? Dos casos que eu conheço, sempre a mulher. Porque a bruxa é a culpada, claro.

 

Se duas pessoas trocam um olhar menos correcto, de quem é a culpa? Dos dois, diria eu. Da mulher, diria a maior parte da pessoas que eu conheço. Ficaria rica se ganhasse 50 euros por cada vez que ouvi um homem a fazer-se de vítima em situações que era óbvio serem recíprocas.

 

Os homens podem escorregar, pecar e arrepender-se no fim. As mulheres, quando fazem o mesmo, são afastadas.

 

O que me faz mais confusão em todas estas histórias é como os bananas dos homens destas histórias permitem que isto aconteça, só para fugirem às responsabilidades, e não dão um passo à frente para admitir a sua parte. Na maior parte dos casos, preferem acreditar na culpa da mulher, para não terem que avaliar o seu próprio comportamento ou, pior, terem que ficar com peso na consciência.

 

Mas, lá está, é mais fácil deixar uma mulher a arder, principalmente quando todos estão habituados a fazê-lo, do que ter que admitir que não somos perfeitos.

 

Serão resquícios da inquisição?




convidado @ 15:47

Seg, 20/07/09

A semana passada, durante um jantar, conheci uma rapariga que dizia que nunca provou uma bebida alcoólica e que achava deprimente ver outras pessoas que beberam demais. Achava que não tinha perdido nada por nunca ter experimentado a sensação de estar inebriada e que sempre se divertiu na mesma. Enquanto ela falava, eu ia recordando algumas peripécias que passei por ter bebido demais e que ainda hoje me fazem rir imenso. A verdade é que não consegui esconder um sorriso e tive a certeza de que, se nunca tivesse bebido, a minha vida não teria sido tão divertida.

No dia seguinte, fui jantar com um rapaz que contava uma série de aventuras que passou, devido à sua descontracção no que toca a relacionamentos, e era perceptível que ele se divertiu e ainda diverte imenso à custa disso. Quando lhe disse que nunca tinha tido uma relação de um só dia, nem sequer algo que se aproximasse, vi nos olhos e lábios dele a mesma expressão que tinha feito à rapariga do dia anterior.

Eu não acho que me tenha divertido menos por isso, mas a verdade é que não posso ter a certeza. No entanto, tenho a certeza absoluta de que desfrutei muito mais por ter estado à vontade para beber e lembro-me muito bem das histórias hilariantes que acrescentei à minha vida graças a esse "exagero" mais ou menos controlado, pelo menos no que toca à frequência.

A verdade é que é muito fácil saber se algo que experimentámos correu bem ou mal, mas muito difícil saber quais teriam sido as consequências do que não chegámos a fazer e saber definir o que nos levou a escolher esse caminho. Ou seja, é difícil distinguir entre ética, gosto pessoal, medo de errar e medo de não ser aceite pela sociedade.

Bee




tsetse @ 15:44

Sex, 12/12/08

Já estava eu habituada à ideia de que havia pessoas que só se sentiam atraídas por outras do mesmo sexo, que desde os 4 anos sabiam que eram diferentes, que era tudo uma questão biológica ou química, de que era tudo muito normal e que, como defensora do direito à diferença, devia aceitar o facto, quando, de repente, uma nova questão se põe.

Uma amiga de infância admite que, entre namorados, se apaixonou por uma mulher; uma conhecida, depois de viver dois anos com uma mulher e ter convencido toda a família a aceitá-la como lésbica, fica noiva de um homem; uma conhecida coloca no seu site pessoal, misturado com uma série de artigos escritos no âmbito do seu doutoramento, o texto sobre o orgulho de ser bissexual; um amigo escreve sobre o facto de se apaixonar por pessoas interessantes, independentemente do sexo; outro amigo admite também que até há uns anos andava com mulheres, mas que agora anda com homens, até ao dia que encontrar uma mulher que lhe interessasse; e, por fim, mais um conhecido admite que a mulher o traiu com outra mulher, embora continue a gostar de homens.

Se fosse só um caso, eu poderia acreditar estar perante um excepção. Mas parece que não. Passei trinta anos sem ouvir falar de um único caso de bissexualidade assumida, para, de repente, uma série de pessoas a acharem normal. A história que os gays nos contavam nos anos 90, de que jamais se sentiriam atraídos por mulheres, parece estar ultrapassada, parece que agora foi descoberto que basta achar a outra pessoa interessante para poder sentir-se sexualmente atraída por ela. Não interessa o género sexual, interessa a pessoa.

E, confesso, é esta parte que mais me faz confusão. Eu, realmente, já conheci muitas mulheres que acho muito interessantes e com quem queria continuar a conviver, mas nunca me apaixonei por nenhuma, nem, mais concretamente, me senti atraída sexualmente por ela. O que levanta a questão: há afinal três tipos de pessoas? As que desde os 4 anos só se sentem atraídas por pessoas do mesmo sexo + as que sempre se sentiram atraídas pelo sexo oposto + as que  descobrem que se sentem atraídas pelos dois lados? Ou somos todos potenciais bissexuais e os heterossexuais como eu e os homossexuais que juram só gostar de homens desde os 4 anos são uma cambada de mal informados ou de preconceituosos?

Eu sei que já os gregos gostavam de se relacionar com ambos os sexos e que até alguns romanos o faziam. Já Júlio César tinha uma queda por homens e mulheres. Consta até que, para além do caso extraconjugal com Cleópatra, tenha tido antes um caso com o irmão dela. Será a história suficiente para provar que a bissexualidade está na natureza humana? Ou apenas prova que algumas pessoas nascem com essa capacidade?

E, porque é que, de repente, os casos de bissexualidade aumentaram tanto? Teremos ultrapassado mais um tabu? Será moda? Será pura promiscuidade? Ou será uma abstracção que os liberta de uma variável (género) e os deixa focar noutras variáveis (como inteligência, génio e personalidade)?

 

Tsetse




TNT @ 13:51

Qui, 02/10/08

Ao passear pela blogosfera, leio um post do "inimigo" onde se justificava a procura dos homens por prostitutas, devido ao facto de as mulheres deixarem de "fazer pressão para o sexo" depois do casamento, uma vez que, segundo aquelas mentes brilhantes, já não precisavam de o fazer.
 
Como não sou dona da verdade e da razão, tento sempre informar-me junto de outras pessoas e saber se sou caso único ou não. Depois de lhes deixar lá um comentário em conformidade e após alguma reflexão e conversas com elementos do sexo feminino, confirmo o que já sabia. Como sempre, não vou falar de excepções, mas sim da maioria!
E a maioria das mulheres diz que não está satisfeita com a sua vida sexual com os maridos/viventes etc., por eles terem perdido o interesse. Todas dizem que a frequência se vai espaçando cada vez mais e algumas até deixaram de tomar a pílula por acharem que não vale a pena, dada a raridade do evento. Que gostam muito deles, mas que se começam a interrogar se existe outra pessoa ou se, de repente, eles as deixaram de achar atraentes.
 
Quando o homem que nós gostamos se recusa a fazer sexo connosco ou foge a sete pés da coisa, a mulher acha sempre que a culpa é dela própria! Quando o inverso se verifica, o resultado é o mesmo. O homem também acha que a culpa é dela! Parece que estamos de acordo numa coisa: a culpa de não haver sexo em casa é da mulher... Ironias à parte, creio que os homens andam perdidos com o seu novo papel na vida. Se dantes, eram o principal sustento da casa, há muito que esse domínio se foi atenuando. Se dantes, só as mulheres se embonecavam, hoje em dia, basta ir jantar fora para se perceber que os papéis quase se inverteram.
 
Não será que os homens estão inseguros quanto ao seu papel e já não sabem o que fazer?
 
Na semana passada, numa revista de actualidade, o tema de capa era sobre as infidelidades femininas, como se processam e por que acontecem. Aconselho vivamente a leitura do artigo. Quanto mais não seja para reflectir. Porque justificar a busca de prostitutas com a ausência de interesse por parte da mulher, cheira-me a cobardia e de que maneira! Não será, antes, por as prostitutas fingirem que estão a gostar – por serem pagas para isso – e as mulheres com quem eles vivem já não precisarem de o fazer?
 
Na maioria das vezes, são as mulheres que se lembram de ir para o motel x, são elas que compram a lingerie sexy, são elas que procuram nas sex-shops algo que apimente a relação. Os homens vão às sex-shops para mais uma sarapitola com as revistas e filmes que compraram. Nós vamos à sex-shop para comprar afrodisíacos, óleos e objectos de prazer. (Isto são factos estatísticos dos proprietários das ditas lojas).
 
Por isso, meus caros, pensem bem no que andam a fazer. E, principalmente, pensem no que não andam a fazer. Porque há sempre, mais tarde ou mais cedo, quem o faça por vocês...

 

TNT
 




tsetse @ 18:01

Ter, 08/07/08

Sempre tive cuidado em não dizer que nunca faria uma determinada coisa, pois a experiência ensinou-me que a vida dá muitas voltas e há circunstâncias (ou loucuras) inesperadas.

Lembro-me de ter uma amiga que era muito intransigente em relação a traições ou relações com chefes. Lembro-me de a ouvir chamar os piores nomes às amantes dos outros e de ridicularizar duas conhecidas nossas que começaram a namorar com os chefes (que por acaso até eram desimpedidos). Por muito que eu argumentasse, ela nunca cedia nas suas convicções. Um dia ela enlouqueceu (ou caiu em paixão, como preferirem) e traiu o namorado com o chefe, que por acaso era casado. Mais do que a história em si, todos criticaram o facto de ser ela, tão puritana e tão crítica em situações semelhantes, a entrar na história.

Acho que, no fundo, todos os que a conheciam bem ficaram profundamente desiludidos e com o sentimento de terem perdido horas a argumentar com ela em vão, pois, afinal, ela provavelmente não tinha acreditado no que tinha defendido. Se eu já tinha medo de dizer "desta água não beberei", depois deste episódio, comecei a evitá-lo ao máximo.

No entanto, tenho que admitir que me vejo agora numa destas situações. Eu sempre disse que jamais diria mal de um ex-namorado. Essa era uma daquelas certezas que eu achava que não poderia ser abalada. Por duas razões: porque dizer mal de um ex-namorado é por si só desacreditar a nossa capacidade de escolha; e porque partilhámos a nossa intimidade com ele e não devemos lavar a roupa suja em público de quem, algures, confiou em nós. Até ao dia em que tive um ex-namorado tão execrável, que, para além dos defeitos que já tinham sido detectados durante a relação (e que levaram ao seu fim), começou a mostrar outros que o qualificam como alguém sem o mínimo de escrúpulos, vergonha ou princípios. Ao fim de uns anos, era impossível manter-me calada sobre tal comportamento.

Aprendi, da pior maneira, que é fácil dizer "nunca", quando não se passou por situações extremas. Se calhar, existe mesmo "mau casting" (como diziam as minhas amigas, em conversas sobre o assunto) e pessoas que escondem os seus verdadeiros valores durante um determinado período de tempo. Se calhar, eu não avalio tão bem o carácter dos outros como pensava. Se calhar, eu tinha era tido sorte com todos os outros ex-namorados.

E, à medida que a vida vai passando, vai sendo cada vez mais difícil ter fortes convicções. Parece que há sempre alguma coisa (loucura ou cegueira passada, pessoas más, o que for) que nos empurra para o meio, para a vulgaridade dos politicamente correctos e dos clichés.
 

Tsetse




TNT @ 17:55

Seg, 30/06/08

Confidenciava-me uma amiga, que a sogra deve ser bipolar.
Bipolar??
Embora a coisa até esteja na moda, eu inclino-me mais para a sogra dela ser uma grandessíssima fdp.
Aparentemente o tratamento à rapariga é completamente diferente, caso o marido/filho esteja ou não presente. Se o marido/filho está presente, o tratamento é por ‘tu’, efusivo, alegre, solícito e bem-disposto. Caso ele não esteja presente ou falem ao telefone, o tratamento é por ‘você’, frio, distante e antipático.

Ora isto não tem nada que ver com bipolaridade. Tem mesmo a ver com filha-da-putice!

Ela anda completamente louca com a situação da sogra. E, por isso, dá troco a conflitos, e ainda os facilita por cima. Dá o flanco. Não percebe que essa é uma batalha que nunca vai ganhar. Por mais que se esforce. Por mais que tente. Por mais que insista.

Como tenho alma de jogadora, só vou a jogo quando tenho francas probabilidades de ganhar. Se não as tenho, passo. Arriscar tudo até ficar com tudo no prego, não será muito inteligente. Arranjar confusão por causa de terceiros? Era só o que faltava!!

Embora não seja a primeira vez que falo neste tema aqui no blog, considero que nunca é de mais reforçar a ideia que só devemos dar a nossa atenção a quem merece. Só devemos dispender tempo e energia com quem nos deve alguma consideração. Quanto aos outros todos, o melhor é ignorar. Seja quem for!

Já diz o ditado... “os cães ladram e a caravana passa”.

 

TNT
 




TNT @ 13:25

Sex, 18/01/08

Não vendo melhor maneira de abrir as hostilidades, reparo que a maioria dos homofóbicos têm um piquinho a azedo.

Agora que abri as portadas da guerrilha vamos a isto!

Na minha opinião, quem tem medo que a coisa se pegue é porque não está... como dizer isto?... completamente seguro da sua sexualidade. Deve haver ali qualquer coisa mal resolvida. Alguma experiência a mais ou a menos que os impede de uma forma inequívoca de partilhar os mesmos 100 metros quadrados que um gay.

Encaram a coisa com uma virose, como a influenza para a qual os homens da ciência ainda não conseguiram descobrir a vacina. Escondem-se dos gays, encostam-se às paredes, não vá serem atacados com um daqueles falos de manga japonesa que dão várias voltas à cadeira, sentem-se desconfortáveis, nauseados e com vontade de desaparecer, não deixando porém, de mostrar um esgar à laia de sorriso, prevenindo assim, as opiniões dos convivas de que não são modernos.

Comentários como: “o quê, tens amigos gays?”, “eu cá gosto pouco de misturas”, “não me digas que os gajos dormem juntos...?”, “comigo, nem pensar”, são conversas que deixam muito a desejar... Têm medinho de gostar, é? Consta que quem vai, já não volta...

Oh meus amigos! Aquilo não se pega. Nem sequer suscita curiosidade a quem não a tinha já. E à pála da curiosidade, sabe-se que matou o gato... Ninguém vai pensar que são gays só porque frequentam o mesmo bar ou porque foram vistos no mesmo restaurante.

Acho que o essencial é assegurarem-se primeiro da vossa total orientação sexual para então poderem ir ao Bairro Alto descansadamente. Até porque aos fins-de-semana não há quase paredes disponíveis para protegerem as virtudes.

Em tom de remate, não quero que pensem que sou uma activista ortodoxa da 'paneleirice' vigente... até porque nos tiram algum mercado a nós, mulheres!

TNT



TNT @ 16:58

Seg, 29/10/07

Contava-me um amigo, uma história mirabolante que não posso deixar de partilhar. Perdoem-me os intervenientes, mas nem sequer os conheço! Azarito!

Falava-se de motéis – daqueles com espelhos, cadeiras, camas redondas e jacuzzi – quando ele me conta a história que se passou numa conversa similar entre um grupo de amigos, dentre eles, um casal sui generis. Ele, o maior engatatão da história, infiel a torto e a direito e gabarola, ela muito apagada e metida num cantinho... Cenário montado? Estão a ver o filme? Então vamos a isto!

Pelos vistos e no meio da conversa de motéis com as características referidas, a rapariga atira com uma bomba: “Ah sim, sim... Aquele ali em Albarraque...?”

O dito namorado, à beira de uma apoplexia, olha com ar de censura para a donzela praticamente virgem e interroga-a com laivos pidescos, como é que ela conhecia Albarraque, escusando-se a entrar em mais pormenores por causa da presença dos amigos que já o gozavam à farta... A rapariga lá disfarçou, sempre com um ar muito inocente e incrédulo das acusações veladas, e a converseta da cobrança ficou por ali... Os amigos, tão manhosos como o dito, ficaram a comentar o calibre da menina e acima de tudo, o ar de incredulidade do visado...

E comento eu... “Havia de ser comigo... levava logo ali com um comentário que nunca mais se atrevia a humilhar-me! Que tinha lá passado uma tarde maravilhosa e quando ele quisesse, podíamos ir experimentar porque valia mesmo a pena! Calava-se ele e os amigos... era limpinho!”

A verdade é que os homens acham muito giro falarem das suas conquistas e das loucuras que fazem (ou que imaginam que fazem) com elas. Mas se uma mulher se chega à frente e se documenta com pergaminhos e respectivas localizações, é logo uma devassa e responsável pelo aumento de fluxo das urgências cardiovasculares do Santa Maria!

Os machos lusitanos – não, não estou só a falar dos cavalos – não conseguem conceber que se pode gostar de variar, sem se ser a rameira mais conhecida da zona. Para eles, todas as mulheres são putas, à excepção das santas mãezinhas que só prevaricaram para a divina concepção das suas pessoas, as santas irmãzinhas que serão virgens até casar pela igreja e por fim, as santas mulherzinhas que nunca conheceram nem conhecerão outro homem para além deles.

É como eu costumo dizer... anda meio mundo a enganar o outro meio!

TNT



tsetse @ 00:03

Qua, 10/10/07

Já aqui falamos muitas vezes das injustiças impostas às mulheres. Mas falta falar de uma das suas vertentes: as prendas. Enquanto os homens recebem livros interessantes, whiskys que gostam, charutos que adoram e outras coisas boas, as mulheres recebem coisas para a casa, que ambos vão usar.

O pior é quando são os próprios maridos a dar. Enquanto a mulher passa uma tarde à procura daquele jogo para a Playstation que ele tanto quer e que está esgotado em todo o lado, ele vai a uma loja de electrodomésticos e compra uma picadora. Para a mulher cozinhar e ambos usufruírem, claro.

Uma vez, estava em casa duns amigos, quando um outro indivíduo entrou na cozinha e perguntou à dona da casa onde tinha comprado um electrodoméstico, pois queria oferecer um à mulher. Perguntei se ele não achava injusto, uma vez que este seria utilizado para fazer comida para os dois. Ficou a olhar para mim, muito surpreso, como se não estivesse a seguir a minha linha de raciocínio. Perguntei se ele gostaria de receber aquela prenda, ao que ele respondeu que óbvio que não, pois nem cozinhava. Aquela seria uma prenda para facilitar a vida à mulher. Por isso, muito bem intencionada. Perguntei então se ele preferia receber uma bem intencionada tesoura de poda, para tratar melhor do quintal, ou um jogo para a sua consola. Espero que tenha percebido a ideia.

É por estas e por outras que tenho um apelo a fazer: este Natal, pensem bem antes de comprar uma prenda. Meninos, se querem uma máquina de fazer sumos lá para casa, tenham a decência de a comprar antes do Natal, como quem compra um outro gadget qualquer. E, meninas, se estavam a pensar oferecer uma garrafa de Vinho do Porto ao tio e uns copos à tia, troquem as voltas! Ofereçam os belos dos copos ao tio e uma caixa de chocolates à tia, para ver como reagem.

Tsetse



TNT @ 20:28

Seg, 08/10/07

Um pouco na linha d’ “O Cantinho do Inimigo 3” tão detalhadamente explanado pelo Mike, tiro algumas conclusões acerca da pressão a que nós mulheres, somos expostas. Relativamente ao que respeita à moda ou à manutenção da linha, parece-me que é uma questão genética. As mulheres são naturalmente vaidosas, adoram ver-se ao espelho, gostam de roupa, de cremes e de perfumes, adoram ter o cabelo lindo e tal e tal e para que isto tudo assente como uma luva, é preciso ter um corpinho a condizer.

Enfim... nada de novo! Para as mulheres, estas são realidades tão óbvias como a nossa própria existência.

Foi o primeiro ponto – o que diz respeito ao casamento e filhos – que me causou alguma brotoeja. A minha experiência não me diz propriamente que são as mulheres quem mais deseja ter filhos. Ou as coisas mudaram radicalmente na minha geração, ou sou eu que tenho pontaria e tenho encontrado ao longo da minha vida homens sempre prontinhos para assumir a paternidade com todos os apitos e flautas. Só um, até hoje é que não mostrou qualquer interesse pelo assunto, nem ficou transtornado por eu não andar aqui com o relógio biológico aos pulos!

Li numa revista de actualidade, há uns meses atrás, um estudo feito nos EUA e em França onde se media a felicidade dos intervenientes através de umas pulseiras que usaram ininterruptamente durante seis meses. A felicidade – ou os seus sinais físicos – era medida em todas as situações, sendo que os resultados se revelaram um pouco constrangedores para os ditos cujos. Estas cobaias sentiam uma imensa felicidade quando viajavam, jantavam com amigos ou falavam dos seus filhos... Porém, os níveis de felicidade medidos aquando do convívio com as crias, era exactamente igual ao sentido quando desenvolviam as lides domésticas. Ou seja, brincar com os filhos ou aspirar a casa, inspiravam a mesma emoção... Como dizia Miguel Esteves Cardoso: O Amor é F*****!

Recentemente uma escritora francesa saiu-se com uma autêntica bomba no mercado editorial europeu: 40 Razões para não se ter filhos. Ela verbaliza o que muita gente pensa, mas que ninguém tem tomates para dizer em voz alta. Porque é feio. Porque vão pensar que somos uns insensíveis. Porque é impensável. Porque é pecaminoso. E porque no fim de contas, parece que andamos por esta terra só com o fito de perpetuar a espécie.

Mas sou alguma galinha de aviário ou quê? Será que não tenho o direito de escolher sem ser mal vista, se quero ou não perpetuar os meus genes? Sou propriedade do capitão KFC para passar a vida a pôr ovos indiscriminadamente só porque os outros acham que esse é o meu papel na vida? Não!

Não se é melhor por se ser mãe ou pai!
Não quero ter filhos e recuso-me a ser vista como menos pessoa por causa disto...!
Com tanta adolescente a procriar, não vão precisar dos meus ovinhos para povoar a terra, pois não?

TNT


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