TNT @ 12:07

Sex, 20/05/11

Num jantar, com amigos de longa data e outros mais recentes, fala-se de amor e paixão.

Já disse aqui algures que considero a paixão um estado de demência temporária. Aconteceu-me uma vez e não gostei. Não gostei da falta de controlo, da ansiedade permanente, do olhar frequente para o telemóvel. Detestei todos os minutos da coisa. Felizmente durou apenas uns meses, senão acho que teria ido parar a uma daquelas salinhas almofadadas com uma camisa com umas mangas muito, muito compridas.
 
Todos concordámos que a paixão não dura muito tempo. Boa, digo eu.

O meu amigo de longa data - que é doido, eu sei – dizia que a paixão é que era e que se conseguisse prolongar a coisa durante anos seria feliz e coiso e tal. O outro homem – que conheço há pouco tempo – dizia que para se estar apaixonado é preciso estar-se desequilibrado. Tendo a concordar com esta teoria.

E de repente uma amiga que estava na mesa sai-se com esta: ‘o que eu gosto mesmo é de sorrir. É de estar naquele estado em que me apanho a sorrir durante o dia.’

Silêncio à mesa. Sorrisos estampados. Todos a lembrarmos outros sorrisos.
E com isto disse tudo. Não sei o que chamar a este estado, mas que é bom à brava lá isso é!




tsetse @ 00:36

Dom, 18/02/07

Mesmo quem não passou por ela, já viu amigos fazerem as coisas mais estranhas em prol da dita "paixão".

Normalmente, todas as histórias que metem paixão à mistura são compostas pelos seguintes elementos:
1. Perda de racionalidade na avaliação da outra pessoa e...
2. Perda da noção dos limites.

Depois, quando este estado passa, normalmente pensamos "mas como
posso eu ter achado aquela pessoa tão interessante" ou "que vergonha, como fui capaz de fazer aquilo". Só que já não há nada a fazer. Está feito e não sabemos explicar porquê.

O mais complicado é quando vemos uma pessoa amiga nessa situação. Quando nós estamos a ver a pessoa por quem se apaixonou, com todas as nossas capacidades e lucidez, e vemos que não tem nada a ver com a descrição que nos foi dada. Tipo, estamos a olhar para o maior palhaço que já vimos ao cima da terra e temos que ouvir: "Ai, é o máximo e temos tantas semelhanças" e nós estamos mesmo a ver que nem é o máximo, nem há semelhanças...

O que fazer nestas alturas? Gritar "acorda!"? E salvarmos os amigos destes embaraços? Ou deixá-los viver naquela doce loucura e sorrir, como se estivéssemos também cegos?

Eu gosto mais da segunda opção, pelas seguintes razões:
1. Porque acho graça ver as pessoas nesse estado. (Como se quebrassem a minha monotonia, com os seus disparates)
2. Porque acho que contrariar pessoas neste estado, é um risco. Podem virar-se contra nós. (Sim, eu sei... é cobardia)
3. Porque sou uma romântica incurável.

Tsetse


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