tsetse @ 13:54

Ter, 20/10/09

Ontem estava a ouvir algumas histórias sobre homens que planeiam ao mais pequeno pormenor vinganças, quando são trocados ou abandonados ou até quando são simplesmente criticados em público. Todas tinham quatro coisas em comum: requintes de malvadez, planeamento cuidado, dispêndio de muita energia nas acções e um protagonista masculino.

 

Não estou a dizer que não haja mulheres que se vinguem ou que embirrem com alguém até à exaustão. Não retiram é o mesmo prazer com o sofrimentos dos outros, são mais impulsivas e sinceras (vai, quase sempre, tudo à frente logo ali, quando as irritam) e não colocam tanta dedicação e requinte no cálculo da vingança. E eu até valorizo a dedicação e o requinte. Só não os aceito quando aplicados à maldade, em lugar de outras coisas mais produtivas, e muito menos quando estamos a falar de vinganças desnecessárias.

 

Alguém não querer passar o resto da vida convosco, não implica que vos queira prejudicar. Simplesmente, para o seu gosto, não são o que mais lhe convém. Se não vão lutar por mudar isso, então aceitem e sigam em frente. Por uma mulher vos trair, não têm que a humilhar. Decidam se querem melhorar a relação e diminuir a probabilidade de o mesmo voltar a acontecer ou se consideram o acto imperdoável e, portanto, querem terminar a relação. Se ela vos contrariou de outra forma qualquer ou vos humilhou em frente a alguém e acham isso condenável, expliquem-lhe o facto. Não precisam de despender tanta energia numa vingança maquiavélica, quando uma explicaçãozinha de cinco minutos tem um melhor efeito.

 

O que mais me faz confusão é o prazer que dá a estes homens fazer sofrer o outro. Como se isso fosse, de alguma forma, compensar o seu próprio sofrimento. No caminho, não aprendem nada com os erros que cometeram e que provocaram a tal situação e, por isso, vão continuar a cometê-los, e não usam a energia em algo muito mais importante: melhorar a sua vida para que os problemas diminuam ou, pelo menos, diminuam de importância.

 

Esse prazer que sentem na preparação da vingança é agridoce e só atrasa a vossa evolução. Para além de que não abona nada a vosso favor nem a favor do vosso futuro, que pode depender da pessoa em questão ou de alguém que lhe é próximo. E, como diz a nossa amiga TNT: "Portugal é uma varandinha".




TNT @ 12:03

Seg, 13/07/09

Já conheceram alguém que vos fez entrar em frenzy? Que fez despertar todos os sentidos ao mesmo tempo? Que vos provocasse frio e calor, e calor e frio num ápice? E que sentissem que aquela é a pessoa que tem tudo a ver convosco, que puxa o vosso melhor e que com ela são capazes de mover montanhas, abrir mares e derrotar o Coraçãozinho de Satã com um sopro? Ou será que estas coisas só acontecem nos filmes e livros?

Noutro dia ouvi uma história em que tudo isto acontecia. O busílis da questão é que esta pessoa era afinal a mulher/vivente de um dos melhores amigos do visado. Oh diabo! E agora?

O que fazer quando uma situação destas nos acontece? Moralismos à parte – que se vêm à procura de moral e bons costumes, estão no blog errado – será lícito sacrificar a nossa felicidade em prol da felicidade de um amigo? Hum… discutível? Neste caso específico que conto, o visado afastou-se e ainda hoje pensa nela como uma oportunidade que apareceu à porta, que foi fechada, trancada a sete chaves. Apenas o postigo ficou aberto para poder ver ao longe uma felicidade que podia ser a sua.

Confesso que uma destas nunca me aconteceu. Nem sei, muito honestamente, o que faria. Porém, já me aconteceu sentir tudo isto e a pessoa em questão ser casada. Foi a única pessoa até hoje capaz de me convencer a ser capaz de fazer tudo. Que – para quem me lê, sabe o receio que tenho de escrever um livro – foi capaz de me convencer de que eu seria capaz de escrever a bela da “obra-prima” e que eu até já ponderava fazê-lo.

O que fazer então quando julgamos encontrar o nosso Mr. Darcy ou a nossa Lizzie Bennet? Mas que por artes do destino já se encontram ocupados? Devemos procurar a nossa felicidade a qualquer custo e viver o nosso próprio “Orgulho e Preconceito”? Ou devemos recuar e viver o “Purgatório”?

Bem sei que este post está pejado de referências literárias, mas foi o mais parecido que consegui encontrar para me explicar. E, desta vez, não tenho nenhuma conclusão para este imbróglio…
 

TNT




TNT @ 14:46

Ter, 16/06/09

Como já falei aqui noutras circunstâncias, a tecnologia é amiga. A tecnologia é amiga das relações, pode apimentar alguns momentos, torná-los inesquecíveis e passíveis de visionamento posterior para prazeres futuros e repetíveis. Porém, como em tudo, existe sempre o dark side da coisa. E está sempre ali à espreita… quando menos esperamos.

As pessoas revelam-se nos piores momentos. Não é quando estão in love que nos vão dizer “ah e tal, quando acabarmos vou-te fazer a vida negra e lixar-te com F grande”. Não são raras as vezes que sofremos vinganças de cariz variado, dependendo da imaginação de cada um. E se existem fotografias, filmes e afins, as vinganças tornam-se mais fáceis e eficazes. Podem destruir famílias, carreiras, auto-estimas e por aí fora…

Que a tecnologia e captação diversa de imagens seja um turn on para muito gente, nem sequer discuto. Manter essas imagens em arquivo é que já me parece francamente estúpido. Não se consegue prever se nos vão roubar o telemóvel ou se o deixamos no táxi. Acontece às melhores famílias. Mas nestes casos, o único prejuízo deve ser o do aparelhómetro propriamente dito e não o de uma vida inteira. Ou será agradável os nossos familiares ou colegas de trabalho receberem um mail com fotos altamente reveladoras tiradas num momento incauto de paixão, excitação ou outras coisas terminadas em ão? Para os familiares não será com certeza! Para os colegas de trabalho pode dar origem a várias horas de risota e parvoíce. E são coisas que nunca desaparecem.

Meninos e, principalmente, meninas: querem apimentar as noites loucas? Apimentem! Querem ter paz depois disso? Apaguem as imagens logo depois do cigarrinho pós-coito!

Nestas coisas é melhor antecipar os cenários negros. Porque a entrega ao dark side tem piada, mas é no Star Wars!
 




tsetse @ 18:01

Ter, 08/07/08

Sempre tive cuidado em não dizer que nunca faria uma determinada coisa, pois a experiência ensinou-me que a vida dá muitas voltas e há circunstâncias (ou loucuras) inesperadas.

Lembro-me de ter uma amiga que era muito intransigente em relação a traições ou relações com chefes. Lembro-me de a ouvir chamar os piores nomes às amantes dos outros e de ridicularizar duas conhecidas nossas que começaram a namorar com os chefes (que por acaso até eram desimpedidos). Por muito que eu argumentasse, ela nunca cedia nas suas convicções. Um dia ela enlouqueceu (ou caiu em paixão, como preferirem) e traiu o namorado com o chefe, que por acaso era casado. Mais do que a história em si, todos criticaram o facto de ser ela, tão puritana e tão crítica em situações semelhantes, a entrar na história.

Acho que, no fundo, todos os que a conheciam bem ficaram profundamente desiludidos e com o sentimento de terem perdido horas a argumentar com ela em vão, pois, afinal, ela provavelmente não tinha acreditado no que tinha defendido. Se eu já tinha medo de dizer "desta água não beberei", depois deste episódio, comecei a evitá-lo ao máximo.

No entanto, tenho que admitir que me vejo agora numa destas situações. Eu sempre disse que jamais diria mal de um ex-namorado. Essa era uma daquelas certezas que eu achava que não poderia ser abalada. Por duas razões: porque dizer mal de um ex-namorado é por si só desacreditar a nossa capacidade de escolha; e porque partilhámos a nossa intimidade com ele e não devemos lavar a roupa suja em público de quem, algures, confiou em nós. Até ao dia em que tive um ex-namorado tão execrável, que, para além dos defeitos que já tinham sido detectados durante a relação (e que levaram ao seu fim), começou a mostrar outros que o qualificam como alguém sem o mínimo de escrúpulos, vergonha ou princípios. Ao fim de uns anos, era impossível manter-me calada sobre tal comportamento.

Aprendi, da pior maneira, que é fácil dizer "nunca", quando não se passou por situações extremas. Se calhar, existe mesmo "mau casting" (como diziam as minhas amigas, em conversas sobre o assunto) e pessoas que escondem os seus verdadeiros valores durante um determinado período de tempo. Se calhar, eu não avalio tão bem o carácter dos outros como pensava. Se calhar, eu tinha era tido sorte com todos os outros ex-namorados.

E, à medida que a vida vai passando, vai sendo cada vez mais difícil ter fortes convicções. Parece que há sempre alguma coisa (loucura ou cegueira passada, pessoas más, o que for) que nos empurra para o meio, para a vulgaridade dos politicamente correctos e dos clichés.
 

Tsetse




TNT @ 17:31

Qua, 12/03/08

A busca no Vale Encantado pelos príncipes e princesas que nos correspondam já me começa a chatear.

Bem sei que todos achamos que deve haver alguém com poderes quase divinatórios que nos acordem com um beijo da astenia e aborrecimento em que muitas vezes se transformou a nossa vida. Porém, creio que um príncipe só serve para reconhecer uma princesa, mesmo que esta última esteja temporariamente e por obra dos deuses maléficos, leia-se rotinas, transformada em osga!

Os príncipes e princesas são-no sempre. E reconhecem-se sempre. Mesmo que por manhas do destino se encontrem camuflados. São pessoas honestas, que não jogam com os sentimentos dos outros, que se dedicam e apreciam que se dediquem, que admiram e têm orgulho no outro, que não temem mostrar-se. São gratos, bonitos por dentro e consequentemente, atraentes por fora.

Os sapos e osgas são o contrário disto tudo. Dissimulados, usam artifícios para conquistar os mais incautos, distribuem jogo ao outro e a mais não sei quantos, exigem dedicação canina do oficial e dos outros todos, são egoístas, ardilosos e sub-reptícios. São ingratos, feios por dentro e, mais tarde ou mais cedo, revelam-se repugnantes por fora.

O que me chateia nesta história toda é que os sapos e osgas deste mundo acham que merecem para si princesas e príncipes. Oh répteis! Façam-se à vida! Nunca um palácio será construído num pântano! E nunca um réptil poderá percorrer os corredores imaculados de um castelo. Pode até tentar. Mas rapidamente deixará um rasto de lama e podridão e será desmascarado.

O seu a seu dono. Para se ambicionar o melhor, tem de se ser o melhor.

 

TNT




TNT @ 23:12

Ter, 20/11/07

Numa saída à noite é-me apresentado um personagem de 23 tenros aninhos que ao saber a minha idade, e perante tal choque, reage da seguinte maneira: “Eu já comi uma gaja de 41 anos...! Tinha eu 18 anos...”

 

O auditório em redor entreolhou-se em silêncio, uns benzeram-se já a pensar no que viria ali, outros riam-se para dentro a bandeiras despregadas, com a tamanha desfaçatez do imberbe. Calmamente e com um sorriso nos lábios respondo-lhe: “Tu tens noção que não comeste uma gaja de 41 anos, não tens? Ela é que te comeu a ti...”

 

O rapaz lá foi dar uma volta e quando regressa, vira-se para mim e diz que realmente nunca tinha pensado nisso, mas que de facto eu tinha razão. Que ele não tinha comido nada, mas sim que tinha sido comido. E subitamente, o brilho nos olhos desvaneceu-se e eu fiquei hesitante entre o interrogativo – como é que ele em cinco anos nunca tinha percebido –, e o culpado – por lhe ter destruído a ideia de uma caçada triunfante.

 

A conquista e todos os sentimentos de vitória que acarreta é provavelmente um dos elementos primordiais para a construção da segurança e auto-estima dos rapazes. E quando se vêem numa situação passiva de presa, em vez de caçador, começam a ver a vida a andar para trás. Parece que ser caçado por uma mulher mais velha lhes tira de alguma forma a virilidade e de repente vêem-se como miúdos abusados por uma doida por carne tenra... Mas não poderiam pensar de forma alguma, que são eles que tratam destes assuntos! Duh?! Elas até podem fazer as coisas de modo a que eles pensem que estão no controlo da situação, mas a verdade é que eles são o novo brinquedo, acabadinho de sair da prateleira da mais recente colecção do Toys’R’Us.

 

E obviamente que esta história também se aplica ao sexo oposto. Um homem mais velho faz tudo o que quer de uma miúda.

 

A diferença nestas coisas, é que as miúdas acham sempre que eles as amam.

Os miúdos acham sempre que sacaram uma cota experiente.

E os mais madurinhos destas histórias, os verdadeiros caçadores, curtem que nem uns loucos com a carninha tenrinha, os disparates próprios da idade e sim, com o prazer de mais uma conquista, que irão com certeza partilhar com pormenores e requintes de malvadez, no próximo jantar de amizades.


TNT

Nota: Avisei o petiz que tinha um blog e que ele me estava a fornecer material para um post. Depois, não se venha queixar...




TNT @ 16:58

Seg, 29/10/07

Contava-me um amigo, uma história mirabolante que não posso deixar de partilhar. Perdoem-me os intervenientes, mas nem sequer os conheço! Azarito!

Falava-se de motéis – daqueles com espelhos, cadeiras, camas redondas e jacuzzi – quando ele me conta a história que se passou numa conversa similar entre um grupo de amigos, dentre eles, um casal sui generis. Ele, o maior engatatão da história, infiel a torto e a direito e gabarola, ela muito apagada e metida num cantinho... Cenário montado? Estão a ver o filme? Então vamos a isto!

Pelos vistos e no meio da conversa de motéis com as características referidas, a rapariga atira com uma bomba: “Ah sim, sim... Aquele ali em Albarraque...?”

O dito namorado, à beira de uma apoplexia, olha com ar de censura para a donzela praticamente virgem e interroga-a com laivos pidescos, como é que ela conhecia Albarraque, escusando-se a entrar em mais pormenores por causa da presença dos amigos que já o gozavam à farta... A rapariga lá disfarçou, sempre com um ar muito inocente e incrédulo das acusações veladas, e a converseta da cobrança ficou por ali... Os amigos, tão manhosos como o dito, ficaram a comentar o calibre da menina e acima de tudo, o ar de incredulidade do visado...

E comento eu... “Havia de ser comigo... levava logo ali com um comentário que nunca mais se atrevia a humilhar-me! Que tinha lá passado uma tarde maravilhosa e quando ele quisesse, podíamos ir experimentar porque valia mesmo a pena! Calava-se ele e os amigos... era limpinho!”

A verdade é que os homens acham muito giro falarem das suas conquistas e das loucuras que fazem (ou que imaginam que fazem) com elas. Mas se uma mulher se chega à frente e se documenta com pergaminhos e respectivas localizações, é logo uma devassa e responsável pelo aumento de fluxo das urgências cardiovasculares do Santa Maria!

Os machos lusitanos – não, não estou só a falar dos cavalos – não conseguem conceber que se pode gostar de variar, sem se ser a rameira mais conhecida da zona. Para eles, todas as mulheres são putas, à excepção das santas mãezinhas que só prevaricaram para a divina concepção das suas pessoas, as santas irmãzinhas que serão virgens até casar pela igreja e por fim, as santas mulherzinhas que nunca conheceram nem conhecerão outro homem para além deles.

É como eu costumo dizer... anda meio mundo a enganar o outro meio!

TNT



TNT @ 20:28

Seg, 08/10/07

Um pouco na linha d’ “O Cantinho do Inimigo 3” tão detalhadamente explanado pelo Mike, tiro algumas conclusões acerca da pressão a que nós mulheres, somos expostas. Relativamente ao que respeita à moda ou à manutenção da linha, parece-me que é uma questão genética. As mulheres são naturalmente vaidosas, adoram ver-se ao espelho, gostam de roupa, de cremes e de perfumes, adoram ter o cabelo lindo e tal e tal e para que isto tudo assente como uma luva, é preciso ter um corpinho a condizer.

Enfim... nada de novo! Para as mulheres, estas são realidades tão óbvias como a nossa própria existência.

Foi o primeiro ponto – o que diz respeito ao casamento e filhos – que me causou alguma brotoeja. A minha experiência não me diz propriamente que são as mulheres quem mais deseja ter filhos. Ou as coisas mudaram radicalmente na minha geração, ou sou eu que tenho pontaria e tenho encontrado ao longo da minha vida homens sempre prontinhos para assumir a paternidade com todos os apitos e flautas. Só um, até hoje é que não mostrou qualquer interesse pelo assunto, nem ficou transtornado por eu não andar aqui com o relógio biológico aos pulos!

Li numa revista de actualidade, há uns meses atrás, um estudo feito nos EUA e em França onde se media a felicidade dos intervenientes através de umas pulseiras que usaram ininterruptamente durante seis meses. A felicidade – ou os seus sinais físicos – era medida em todas as situações, sendo que os resultados se revelaram um pouco constrangedores para os ditos cujos. Estas cobaias sentiam uma imensa felicidade quando viajavam, jantavam com amigos ou falavam dos seus filhos... Porém, os níveis de felicidade medidos aquando do convívio com as crias, era exactamente igual ao sentido quando desenvolviam as lides domésticas. Ou seja, brincar com os filhos ou aspirar a casa, inspiravam a mesma emoção... Como dizia Miguel Esteves Cardoso: O Amor é F*****!

Recentemente uma escritora francesa saiu-se com uma autêntica bomba no mercado editorial europeu: 40 Razões para não se ter filhos. Ela verbaliza o que muita gente pensa, mas que ninguém tem tomates para dizer em voz alta. Porque é feio. Porque vão pensar que somos uns insensíveis. Porque é impensável. Porque é pecaminoso. E porque no fim de contas, parece que andamos por esta terra só com o fito de perpetuar a espécie.

Mas sou alguma galinha de aviário ou quê? Será que não tenho o direito de escolher sem ser mal vista, se quero ou não perpetuar os meus genes? Sou propriedade do capitão KFC para passar a vida a pôr ovos indiscriminadamente só porque os outros acham que esse é o meu papel na vida? Não!

Não se é melhor por se ser mãe ou pai!
Não quero ter filhos e recuso-me a ser vista como menos pessoa por causa disto...!
Com tanta adolescente a procriar, não vão precisar dos meus ovinhos para povoar a terra, pois não?

TNT



TNT @ 13:28

Qua, 19/09/07

Desde miúdas que ouvimos esta expressão. Ah e tal, as sonsas são as piores, fazem-na pela calada, o que elas querem sei eu...! Tendemos então, a afastar-nos das ditas sonsas como diabo da cruz. Não vá aquilo pegar-se ou sermos conotadas de sonsas também.

Como a toda a gente, suponho, passaram algumas sonsas pela minha vida. Daquelas que não pareciam ser sonsas. Das sonsas que tentam parecer normais, para serem aceites pelas não sonsas. Mas depois, mais tarde ou mais cedo, a sonsice acaba por ser mais forte, ganhando a batalha e revelam-se mais sonsas que nunca. Muitos já fomos enganados, por aquelas que pareciam normais ou até a roçar o louco e que depois acabam por ser umas belas sonsas. Contra esta espécie, temos de estar sempre muito atentos, porque embora, seja uma raça que predomina essencialmente no género feminino, também há em homens. Normalmente tendemos a encontrá-los no trabalho. Não sei se estão a conseguir identificar... sim esses mesmo! Os tipos que parecem amigos e dedicados e nos andam a fazer a folha junto do chefe. Mas adiante, voltemos à vaca fria!

Uma vez precavidos contra a sonsice encapotada, facilmente identificamos as que nem se dão ao trabalho de se esconderem. As sonsas assumidas estão sempre rodeadas de criancinhas, de flores, de vestidinhos de folhos, de passarinhos e outras paneleirices afins. São as Floribelas do nosso descontentamento. Que apesar de serem insuportavelmente sonsas, são mais genuínas que as outras, porque não escondem o que são. Todos sabemos o que esperar dali. São espertas que nem um alho, e do alto da sua sonsice, são estrategas implacáveis. Aproximam-se cheias de flores, rodeadas de boas intenções, sempre dispostas a ajudar, para depois, quando já têm o público hipnotizado, darem o golpe final.

Estes golpes traduzem-se normalmente em grandes empregos, grandes casamentos (vulgo golpe do baú), contratos milionários... Olhem à vossa volta e digam lá se não têm uns belos sonsos e sonsas aí mesmo ao lado? Ah pois é, bebé!

TNT



TNT @ 15:35

Qui, 21/06/07

Em conversa com amigos, interrogamo-nos quais os tempos politicamente correctos entre o conhecimento, o beijo, os amassos e finalmente o sexo. Devo dizer-vos que não chegámos a conclusão nenhuma, mas ainda nos rimos a valer com as gritantes diferenças e o generation gap.

Percebemos, no entanto, que quando somos mais novos a coisa demora mais entre o beijo e o sexo ao contrário dos mais velhos. E que os mais velhos demoram mais entre o conhecimento e o beijo, mas depois é sempre a abrir, ao contrário dos mais novos que ficam ali a engonhar.

Fazendo bem as contas, acabamos por demorar os mesmos tempos. Demoramo-nos é em etapas distintas. A avaliação do risco é diferente.

Num jantar com amigas trintonas sai a seguinte bomba: “... eh pá, lá tive de me embrulhar com ele... já não temos idade para andar aos beijinhos, não é?... é esperável que saltemos logo para o step 3... mas pronto, lá dei uma abébia... também olha, que se lixe...”

Então afinal qual é o tempo social e politicamente correcto para o salto para a espinha? Quanto tempo nos devemos demorar em cada etapa?

Os mais novos têm o pudor de serem conotados como fáceis.
Os mais velhos não têm pudor. Foi-se com a idade e há pouco tempo a perder com coisinhas...
Os mais velhos têm medo de se meterem em alhadas. Muitos anos a virar frangos...
Os novinhos pelam-se por uma boa confusão! Saltam para o beijo logo a seguir ao conhecimento que é um mimo...!

O comportamento considerado “devasso” até aos 25/29, passa a ser normal a partir dos 30!
O comportamento considerado “decente” até aos 25/29, passa a ser anormal a partir dos 30!

Ora, havendo esta confusão toda de valores, e que depois ainda sofrem as variáveis geográficas e culturais, eu diria que o melhor é ser sempre devassa!
Sempre satisfeitinha, de barriguinha cheia, boa disposição e sorriso estampado na cara!

Pelo sim pelo não, antes comida, do que com uma lariquita... que a fome nunca trouxe alegria a ninguém!

TNT


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