TNT @ 11:34

Qui, 05/05/11

Noutro dia à conversa com um amigo que tem um rancho de filhas, conversávamos sobre os receios dele como pai sobre as relações que as meninas viriam a ter quando fossem mais crescidas.

Eu disse-lhe que as meninas tendem a exigir dos homens o mesmo tipo de relação com que cresceram. Ou seja, por mais que ensinemos as crianças elas tendem a imitar os comportamentos dos educadores. O ‘faz o que eu digo, não faças o que eu faço’ não é válido para a maioria dos petizes.

Dizia-me ele que falava muito com elas ensinando-as a serem difíceis com os homens, que o prémio viria mais tarde. Prémio? O que quereria ele dizer com ‘prémio’? “Se querem ficar com eles, não se dêem. Eles vão andar doidos atrás de vocês…”. E mais aquela conversa da vaca e do leite grátis, etc. Nessa altura, fiz por não ouvir mais nada até porque não deveria intrometer-me na educação que ele resolveu dar às miúdas. Mas lá tive de apelar ao kompensan!

Os homens queixam-se de as mulheres serem manipuladoras, mas assim que têm a oportunidade de educar uma, é isto que fazem.

Existe um aforismo imbecil e machista que resume esta ideia: "quando uma menina diz não, quer dizer talvez, quando diz talvez quer dizer sim e quando diz sim ela não é menina nenhuma!"

Talvez tenham razão. Talvez não seja uma menina, mas sim uma mulher. Que não tem qualquer pudor em dizer o que quer, quando quer.




TNT @ 15:22

Qua, 06/05/09

Sempre que me contam uma história do género “nós não somos de ninguém, somos do universo…” torço sempre o nariz.

Noutro dia uma amiga explicou-me que estava farta de homens melga. Daqueles que andam sempre atrás e que telefonam trezentas vezes ao dia sem nada de jeito para dizer. Que são peganhentos em casa, na rua, na escola e no trabalho. Que estão sempre em cima. E que custa a respirar por não haver espaço suficiente. Farta desta situação começou uma relação à distância – daquelas que aqui a vossa menina não conseguia ter, nem durante uma semana, por não ter alma de Penélope – e que agora a conversa era outra.

“Ah e tal, nós não somos de ninguém, não pertencemos a ninguém, apenas ao universo…” Tradução: não me chateies muito, ando por aqui, mas se me surgir alguma coisa melhor nem hesito.

Que a coisa seja assim quando temos oceanos ou alguns países a separar-nos, até engulo! Quando esta conversa é com um tipo que mora a 3 km de distância cheira a tanga que ferve!

Estas conversas de esoterismos até podem funcionar com algumas mulheres. O universo, o cosmos, a natureza, a Maya – a astróloga, não a abelha -  o Paulo Coelho e o raio que os parta… Elas até podem papar esta conversa da treta durante algum tempo. Duvido, mas admito que haja gente capaz de tudo, pelo menos, enquanto der jeito. Manter a coisa infinitamente é que já acho que é passar um atestado de estupidez. Aceite, assinado e reconhecido notarialmente.

Bem sei que há gente que acha um piadão ao mistério. Eu também gosto. Em filmes e livros.
Já para a minha vida… não obrigada! O realismo já me dá um trabalhão e não me apetece nada andar a gastar tempo e energia com quem ainda não percebeu que as luas e as marés não nos resolvem os problemas, não vão jantar fora connosco, não nos dão bom sexo nem nos fazem companhia.

Querem mistério? Aconselho Agatha Christie…
 

TNT




TNT @ 20:52

Sab, 10/01/09

Há alturas da vida em que fazemos balanços. Olhamos para trás e pensamos como seria a nossa vida se tivéssemos enveredado por outro caminho que não aquele. Seríamos necessariamente diferentes, com certeza. Há cerca de uns 14 ou 15 anos tive uma relação com um tipo que vivia em Los Angeles. Ah e tal, ‘bora lá, vamos viver para Beverly Hills. Não fui. Provavelmente, se tivesse ido, estaria cheia de silicone, loura platinada e, obviamente, já me teria separado do personagem em questão, até porque ele conseguia ser mais doido do que eu.

Os caminhos e escolhas que fazemos ao longo da vida são absolutamente decisivos na construção da pessoa que somos.

Noutro dia fomos ver o Yes, Man! e à saída, a minha sócia aqui do blog diz-me: “devias ser mais assim. Devias dizer que sim mais vezes”. Ao que eu lhe respondi: “por dizer que sim algumas vezes é que me lixo e bem!”

Não devemos ir contra a nossa natureza. Quando não estamos completamente convictos e há ali uma vozinha que não cessa, uma incerteza que não nos larga, o melhor é fazermos de conta que nada aconteceu e prosseguirmos com a nossa vida. Ir contra a nossa natureza dá sempre mau resultado. Porque estamos sempre em esforço. A coisa não é completamente espontânea. Há sempre ali uma espinha atravessada.

Há uns tempos tive a minha primeira relação em que fui completamente dedicada e bem-comportada. Fui imensamente feliz. Mas a verdade é que estava a ir contra a minha natureza. Todos os dias sentia um sussurro que teimava em avisar-me que algo não estava bem. E não estava!

Quando olhamos para a nossa vida e pensamos “mas o que é que passa comigo que eu nunca fui assim?” é porque alguma coisa não está onde deveria estar. São sempre estados doentios. Mesmo que sejam agradáveis!

Proponho que nos oiçamos com atenção e que dêmos razão à nossa voz. Não embarquemos em missões impossíveis. Não temos os gadgets necessários e heróis só há nos filmes!
 

TNT




TNT @ 12:22

Ter, 06/01/09

Fui ver o Mulheres!, um filme onde só entram mulheres, à excepção de um bebé do sexo masculino mesmo no fim. É feito maioritariamente por mulheres, interpretado apenas por mulheres e tenho a certeza que todas as que estavam a assistir se identificaram com uma ou outra situação, se não com todas.

O tema central do filme é uma situação que aparentemente acontece na vida de toda a gente, principalmente na das mulheres: a traição.

E, pelos vistos, a traição é transversal. Não olha a idades, a níveis sociais ou culturais. Deve ser dos factores mais democráticos da vida e acontece a todos. Porém, existem diversas formas de lidar com ela, o que também é altamente anárquico. Não existem regras nem guias, não existem fórmulas correctas.

Há quem prefira enfiar a cabeça na areia, esperar que passe, e fingir que nunca aconteceu. Há quem faça uma escandaleira e ache que o mundo acabou logo ali. Há quem recuse liminarmente que isso acontece, mesmo quando exposto/a a todas as provas e evidências. Há quem, numa de vingança, se enrole com alguém, só para sentir as contas saldadas. Há de tudo. Mas o que é comum a todas as situações é o sofrimento que isso causa e a inevitável transformação para o resto da vida. Uma vez que se trai ou se é traído, a vida muda. Funciona ali um bocado como a puberdade, a entrada na faculdade, o nascimento de um rebento. Nunca mais nada é igual.

Há que aprender a lidar com este factor que, mais tarde ou mais cedo, nos bate à porta. Penso que o segredo para ultrapassar a coisa deve residir em não nos esquecermos de quem somos e não vivermos em função da outra pessoa. Amarmo-nos mais a nós do que ao outro. Porque, seja qual for a nossa postura e reacção ao choque, temos de nos pôr sempre em primeiro lugar.

Para quem começou cedo a trair ou a ser traído, dificilmente haverá remédio ou panaceia que valha. Para quem achar que ainda não se estreou nestas lides, prepare-se. Não é fácil. E não é por vermos os outros passarem pela experiência que aprendemos a lidar melhor com as coisas. Cada pessoa sofre à sua maneira e a nossa própria dor é sempre diferente e, quase sempre, maior.
 

TNT




convidado @ 23:27

Dom, 26/10/08

Tenho andado a ler uns artigos interessantes, para ajudar os leitores do Interno Feminino a desmistificar alguns dos mitos urbanos que se espalham por aí sobre o sexo. Que isto de gente mal informada não interessa a ninguém.

1. Ostras são afrodisíacas
Não. Não há nenhuma prova científica de que as ostras aumentem a libido. Se houver efeito, é mais do tipo psicológico, o que também não é nada mau. Por isso, não invistam muito nas ostras, mas também não contem o segredo ao vosso parceiro. Podem sempre ter uma surpresa "placebo" depois de um jantar com as ditas...

2. Sémen é baixo em calorias
Não, parece não. Deve ter sido uma mentira inventada por algum homem desesperado - provavelmente, o parceiro de alguma anoréctica. Li que tem frutose e tudo. E, frutose por frutose, mais vale um belo figo.

3. O pico sexual do homem é aos 18 e o das mulheres é aos 28
Parece que sim. Pelo menos o pico das hormonas. O pico da testosterona é aos dezoito anos. O pico do estrogénio é atingido aos vinte e muito. Já a performance, é outra conversa...

4. Quando se faz sexo na banheira, não é preciso usar contraceptivos
Errado. Parte dos "nadadores" morrem, principalmente com o efeito da água quente nas "pequenas fábricas", mas há uns que sobrevivem para contar a história.

5. Usar dois preservativos é mais seguro
Não. Só vai aumentar a fricção e a probabilidade de os romper. Só usar esta técnica em caso de golpe do baú.

Quando desmistificar mais alguns mitos, volto a dar notícias.

 

Bee




TNT @ 13:51

Qui, 02/10/08

Ao passear pela blogosfera, leio um post do "inimigo" onde se justificava a procura dos homens por prostitutas, devido ao facto de as mulheres deixarem de "fazer pressão para o sexo" depois do casamento, uma vez que, segundo aquelas mentes brilhantes, já não precisavam de o fazer.
 
Como não sou dona da verdade e da razão, tento sempre informar-me junto de outras pessoas e saber se sou caso único ou não. Depois de lhes deixar lá um comentário em conformidade e após alguma reflexão e conversas com elementos do sexo feminino, confirmo o que já sabia. Como sempre, não vou falar de excepções, mas sim da maioria!
E a maioria das mulheres diz que não está satisfeita com a sua vida sexual com os maridos/viventes etc., por eles terem perdido o interesse. Todas dizem que a frequência se vai espaçando cada vez mais e algumas até deixaram de tomar a pílula por acharem que não vale a pena, dada a raridade do evento. Que gostam muito deles, mas que se começam a interrogar se existe outra pessoa ou se, de repente, eles as deixaram de achar atraentes.
 
Quando o homem que nós gostamos se recusa a fazer sexo connosco ou foge a sete pés da coisa, a mulher acha sempre que a culpa é dela própria! Quando o inverso se verifica, o resultado é o mesmo. O homem também acha que a culpa é dela! Parece que estamos de acordo numa coisa: a culpa de não haver sexo em casa é da mulher... Ironias à parte, creio que os homens andam perdidos com o seu novo papel na vida. Se dantes, eram o principal sustento da casa, há muito que esse domínio se foi atenuando. Se dantes, só as mulheres se embonecavam, hoje em dia, basta ir jantar fora para se perceber que os papéis quase se inverteram.
 
Não será que os homens estão inseguros quanto ao seu papel e já não sabem o que fazer?
 
Na semana passada, numa revista de actualidade, o tema de capa era sobre as infidelidades femininas, como se processam e por que acontecem. Aconselho vivamente a leitura do artigo. Quanto mais não seja para reflectir. Porque justificar a busca de prostitutas com a ausência de interesse por parte da mulher, cheira-me a cobardia e de que maneira! Não será, antes, por as prostitutas fingirem que estão a gostar – por serem pagas para isso – e as mulheres com quem eles vivem já não precisarem de o fazer?
 
Na maioria das vezes, são as mulheres que se lembram de ir para o motel x, são elas que compram a lingerie sexy, são elas que procuram nas sex-shops algo que apimente a relação. Os homens vão às sex-shops para mais uma sarapitola com as revistas e filmes que compraram. Nós vamos à sex-shop para comprar afrodisíacos, óleos e objectos de prazer. (Isto são factos estatísticos dos proprietários das ditas lojas).
 
Por isso, meus caros, pensem bem no que andam a fazer. E, principalmente, pensem no que não andam a fazer. Porque há sempre, mais tarde ou mais cedo, quem o faça por vocês...

 

TNT
 




TNT @ 17:55

Seg, 30/06/08

Confidenciava-me uma amiga, que a sogra deve ser bipolar.
Bipolar??
Embora a coisa até esteja na moda, eu inclino-me mais para a sogra dela ser uma grandessíssima fdp.
Aparentemente o tratamento à rapariga é completamente diferente, caso o marido/filho esteja ou não presente. Se o marido/filho está presente, o tratamento é por ‘tu’, efusivo, alegre, solícito e bem-disposto. Caso ele não esteja presente ou falem ao telefone, o tratamento é por ‘você’, frio, distante e antipático.

Ora isto não tem nada que ver com bipolaridade. Tem mesmo a ver com filha-da-putice!

Ela anda completamente louca com a situação da sogra. E, por isso, dá troco a conflitos, e ainda os facilita por cima. Dá o flanco. Não percebe que essa é uma batalha que nunca vai ganhar. Por mais que se esforce. Por mais que tente. Por mais que insista.

Como tenho alma de jogadora, só vou a jogo quando tenho francas probabilidades de ganhar. Se não as tenho, passo. Arriscar tudo até ficar com tudo no prego, não será muito inteligente. Arranjar confusão por causa de terceiros? Era só o que faltava!!

Embora não seja a primeira vez que falo neste tema aqui no blog, considero que nunca é de mais reforçar a ideia que só devemos dar a nossa atenção a quem merece. Só devemos dispender tempo e energia com quem nos deve alguma consideração. Quanto aos outros todos, o melhor é ignorar. Seja quem for!

Já diz o ditado... “os cães ladram e a caravana passa”.

 

TNT
 




TNT @ 00:28

Seg, 28/04/08

Sabem aquelas saídas em que são só casais? E que um solteiro, ou temporariamente solteiro, se sente sempre um bocado deslocado?

Noutro dia assisti a uma cena hilariante. Ele, amuado com ela. Razão do amuo: Ele tinha ido sair com mais uns amigos (casais) e ela não foi porque estava chateada com ele e não lhe apetecia estar a fazer fretes. Repentinamente ele começa a dizer que foi uma situação meio constrangedora porque eram só casais e ele era o único desamparado - "estavam lá todos com os maridos e mulheres, e eu era o único desgarrado..." Armado em Calimero, portanto! Resposta dela que fez silenciar sepulcralmente a sala: "oh pá deixa-te disso... maridos e mulheres?? Deves estar a gozar comigo! O A anda a dormir com a B há que tempos; a C anda a dormir com várias letras; a mulher do A mesmo sabendo que ele anda a abrir, não se importa porque o quer como troféu; o D está-se nas tintas para a C... continuo, ou nem por isso? Ou seja, tu foste o único tipo honesto nessa saída. Estávamos chateados, fizemos um intervalo e foste sozinho!".

A verdade é que para a maioria das pessoas não é suficiente enganarem o cônjuge. Têm de tentar enganar todo o resto da aldeia para os autóctones ficarem com boa impressão deles. Para ninguém comentar. Para parecerem ser felizes. Que está tudo bem.

Andam todos enganados e a enganarem-se. Mas o pior e mais grave engano é aquele que se tenta convencer e arranjar justificações para comportamentos injustificáveis. O que se engana a si próprio e finge ser feliz quando se vê ao espelho.

TNT



convidado @ 00:13

Ter, 22/01/08

Tenho reparado que há uma série de mentiras que são muito usadas pelos homens. Coisas que eles tentam manter em segredo, mas que nós queremos desmistificar e divulgar. Por isso, aqui fica uma lista das suas mentiras mais frequentes:

Mentira 1: Faz-me bem à saúde jogar futebol (ou golf, ou até trabalhar num projecto que não tem fim) com os amigos e depois aproveito e vou beber umas cervejinhas, para manter a conversa em dia.
Verdade pura e dura: Ele está cansado da vossa companhia e precisa de uma desculpa plausível para fugir da mulher e dos filhos. O objectivo é a cervejinha sem vocês e não o desporto ou o trabalho.
Soluções: Ir sempre com ele ou arranjar algo ainda mais interessante para fazer com  esse tempo.

Mentira 2: Tu és tão sensual, que eu não me consigo aguentar muito tempo.
Aqui pode haver duas verdades puras e duras: 1. Ele está-se nas tintas se vocês não chegam a atingir o orgasmo, por isso não quer perder tempo e fazer um esforço ou 2. ele sempre teve este problema, mas não o admite.
Soluções: A mais fácil é trocar de namorado. A mais engraçada é fazer-lhe o mesmo. A mais sensata é obrigá-lo a ir a um médico.

Mentira 3: Eu até ajudava em casa, mas nunca tive jeito.
Verdade pura e dura: Ele não tem vontade de ajudar e provavelmente nunca tentou. Se tivesse que ser, teria tanto jeito para limpar a casa como tem para limpar o barco, a mota ou a espingarda. E, se vocês insistirem, vai fazer tudo mal de propósito, para que não peçam de novo.
Solução: Pedir para ele fazer as tarefas que mais implicam com a vida dele. Como, por exemplo, lavar a sua roupa interior, passar as camisas, limpar a parte dele do quarto ou colocar as cervejas no frigorífico.

O importante é saber quais são as mentiras de cada um e aprender a dar a volta. Até desistirem de nos fazer passar por tontas.

Bee


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