o_inimigo @ 00:01

Sex, 09/11/07

As mulheres... Ah! As mulheres.

A cabecinha caprichosa (nem sempre) o corpinho tentador (às vezes)...
As mulheres são um enigma, lá isso é verdade.
Podemos ficar horas a desafiar lugares-comuns, a atirar acusações, fazer queixas ou justificar diferenças. Que somos diferentes, elas e nós, está bem de ver. Se isso é bom ou mau...

Bem, não vou entrar aqui naquelas comparações parvas nem filosofias baratas. É melhor atirar-me logo aos grandes princípios, às afirmações arrasantes.
Cá vai: na longa história das relações entre homens e mulheres, há dois períodos: antes da pílula e depois da pílula. O resto é opinião.

Antes da pílula estavam tramadas. Tinham de se submeter e eram tratadas como cadelas.
Depois da pílula ganharam direito de cidade, e agora são elas que não querem casar.
Como são mais inteligentes, persistentes e competentes, em breve tomarão conta do mundo. (Está bem, nos países árabes vai levar mais tempo, mas o que são um ou dois séculos nesta ordem de magnitude?)

E depois? Estamos tramados? De facto. Mas podemos sempre fazer uma vasectomia. Ou cortar a pila.

(enviado por José Couto Nogueira)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 02/11/07

O Inferno Feminino

Curioso… as meninas do Interno Feminino abrirem este pequeno espaço para que nós, homens sensíveis, possamos contribuir neste nosso Inferno Feminino. Sim, que por estas bandas somos nós que vivemos um verdadeiro inferno! Ufa!

E, naturalmente, deixaram claro que apenas teríamos direito a um cantinho!... (quem sabe se não será o cantinho onde usaremos as orelhas de burro que nos têm distribuído ao longo deste ano e meio…algumas delas com razão e com os nossos sinceros agradecimentos)

Diabólicas, portanto, como sempre, no que respeita a tratarem-nos como seres inferiores…

Poderia, então, usar este espaço para incendiar os ânimos com críticas e comentários próprios de um inimigo. Mas não o farei. Por não ser inimigo e porque na realidade gosto de o fazer, quando estamos só homens. Quando não são elas que nos ouvem… Quando vamos, por exemplo, juntos à casa de banho. (O que no universo masculino é mera coincidência, não confundir com as razões universalmente conhecidas pelas quais as mulheres o fazem).
As conversas onde o intuito é claramente incendiar as hostes e cavar o fosso entre os homens e as mulheres, que servirão de trincheiras nesta velha disputa, e em que ambas as partes falham, por continuamente manterem uma postura competitiva num relacionamento social que não tem na sua essência o Princípio de Contribuição, devem
ser dirigidas a eles e não a elas.

Esta é a 1ª lição que já deveríamos ter aprendido há muito com as nossas inimigas:
- Iludir o companheiro e camuflar a verdade, desarmando a concorrência interna para que possamos usar as nossas armas.

ex.: “Ai, estou tão gorda…”
       “Não, querida, estás óptima… Eles é que são todos uns estúpidos!”

Objectivo conseguido: Eles mais estúpidos; nós mais unidas; eu mais magra.

ATENÇÃO HOMENS!
Dica Importante: Sejamos inteligentes!

Existe um perigo escondido no que respeita a evoluir a nossa espécie e generalizar esta mudança de comportamento a todos os homens. Se assim fosse deixaríamos de sobressair entre os Velhos do Restelo e estaríamos novamente na mira da expressão “não vale a pena…os homens são todos iguais!...”. Por isto, não abdiquemos, naqueles momentos em que estamos só nós, homens, para, inteligentemente, encorajar o coçar da coisa; de reconhecer e valorizar as capacidades dos outros na bela arte do piropo inconveniente; e, acima de tudo, promover que manter e mostrar a postura de macho é o caminho, porque: “afinal de contas elas gostam!”
Vale a pena! É que, afinal de contas, alguns deles até acreditam!...

Lembremo-nos de um grande ensinamento de Confúcio:
“A diversão do Inteligente é bancar o idiota, perante o idiota a bancar o inteligente”

Melhor ainda é descobrir como manter um idiota motivado…

Na realidade, as mulheres querem ser importantes num mundo que insiste que têm um papel secundário na sociedade.
Nada mais simples! Nada mais justo!

The Woman in Bed

E tu? Cruela…
Serás a Maldade,
Ou o Mal serei eu?

Diz, Cinderella…
És tu, de verdade,
o Inferno do Céu?

Oh, que Inferno…
É que não consigo
Deixar de ser teu!

(enviado por Monge)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 26/10/07

Cuidado com elas

Penso que não será surpresa para ninguém quando digo que as mulheres não são muito de se fiar…
São predadoras na sua forma de actuar, e aliando uma frieza e calculismo desmedidos, tornam-se extremamente eficazes no campo de batalha, e implacáveis quando chega a altura de espezinhar o seu alvo predilecto: O ego masculino.
Desengane-se aquele, que pensa que pela pouca dimensão do desafio que por vezes lhes damos, elas se pouparão a esforços nos seus intentos.

Bom… talvez esteja a entrar em pleonasmos desnecessários, e como tal irei colocar o “porquê” deste meu ponto de vista sob a forma de uma conclusão que tirei há algum tempo atrás, quando me demorei um pouco mais por um dos meus sofás, a assistir a uma qualquer série televisiva que, a meu ver, tentava passar uma mensagem de alerta para um perigo que correm os marialvas lusitanos (e não só…), e que creio ter passado despercebida…

A cena que vos vou dar a conhecer, retrata uma das mais comuns fontes de discussão entre casais, e que apesar da banalidade da mesma, dá a conhecer a verdadeira forma das criaturas femininas quando encurraladas e sem argumentos...

…o casal discutia sobre quem deveria levar o lixo à rua naquela noite.

Imagine-se então o seguinte cenário:

A arena estava montada, e os dois adversários debatiam-se ferozmente convictos da sua razão.
Mas a vantagem recaía sobre o gladiador azul (chamemos-lhe assim…) devido às fortes estocadas que deferia sobre o gladiador rosa (e porque não…), plenos de razão e fortemente argumentados com factos indeléveis.
Ao seu invés, o gladiador rosa, e perante tal desvantagem técnica, apenas esgrimava tímidos ataques ao seu adversário, que eram facilmente contra-atacados pelo mesmo…
A vitória sorria ao gladiador azul, que sorria de volta para o seu adversário enquanto este pateticamente se tentava levantar do chão ensanguentado (…) quando de repente, vindo do nada e completamente fora de contexto, o gladiador rosa desembainha o seguinte argumento, que passo a citar:

-…e eu não tenho culpa que a tua mãe te mimasse demais em pequeno porque tinhas a pilinha pequena… – Fim de citação.

                    …ZÁÁÁSSS, a cabeça do gladiador azul rola pelo chão…

O público feminino rebenta em êxtase na bancada rosa, na bancada azul o estarrecimento e a indignação imperam nos semblantes masculinos enquanto se observa, com uma expressão de horror, o corpo decapitado do gladiador azul avançando penosamente em direcção ao Ecoponto mais próximo…Meu Deus, que bestialidade!!!
Tudo frio, tudo calculado, tudo implacavelmente executado, resumindo: Os fins justificam os meios.

Pois é meus amigos, nós homens temos cometido um grave erro…
Ingratamente, bons rapazes têm sido degolados, e acredito que muitas vidas continuarão a ser ceifadas por tal estratégia, a menos que, nos preparemos para o embate.
Nos inícios de relação, nós homens, temos o (inocente) hábito de dar a conhecer às tímidas donzelas, receios, anseios, episódios constrangedores e afins, que sacramente guardámos para nós até àquela data, com o intuito de lhes mostrar o quanto confiamos nelas, o quanto gostamos delas, o quanto são merecedoras do nosso coração ou simplesmente para as meter na mesma alcova que nós.

NUNCA COMETAM TAL ERRO…

Ao contrário da opinião generalizada entre as camadas masculinas, elas não guardam estes artefactos no melhor mostruário que os seus corações têm…
Na verdade, este tipo de objecto é trabalhado, moldado, afiado e guardado num armeiro que se encontra no mais recolhido, obscuro e tenebroso lugar das suas alminhas, para um dia nos ser esfregado na cara, e se possível com audiência para que o achincalhamento seja completo e total.

Portanto fica o conselho deste vosso camarada, caros irmãos:

A vossa vida só começou a ser escrita a partir do dia em que conheceram essa moça que vos acompanha neste momento, seja ela a 1ª, 2ª ou a 10ª da vossa lista…antes dela, são páginas e páginas em branco, sem absolutamente nada gravado, a não ser alguma informação que vos identifique, tipo aquela expressa no B.I….e nada mais, senão arriscam-se a que vos seja cortada a cabeça…ou algo pior.

Depois não se queixem…


P.S. Se alguém duvidar dos fundamentos da minha exposição, da veracidade dos factos aqui descritos, ou de onde fui eu desencantar tal cabala, peço que prestem atenção na ilustração que está no canto superior esquerdo da página deste blog (sim, aquela pequena t-shirt) …e cada um tire as suas conclusões.

(enviado por Hailstorm a.k.a Inocêncio da Silva)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 19/10/07

Sou uma mulher independente, mas gosto que tomem conta de mim

Eu pessoalmente gosto de mulheres independentes, com uma boa auto-estima e que não tenham problemas em expressar a sua opinião e se possível mulheres com uma carreira de sucesso; regra geral são mais interessantes, cultas e capazes de manter conversas edificantes e nos dias que correm pelos vistos é moda dizer “Sou uma mulher independente – e não preciso de nada nem ninguém!”.
Será bastante comum ouvir por parte do sexo feminino que todas as tarefas domésticas são responsabilidade comum, que o homem tem também a obrigação de ajudar nas tarefas domésticas, mudar fraldas, participar nas limpezas da casa etc., etc.. Eu pessoalmente nem concordo muito com a ultima frase... acho que o termo ajudar vem mesmo da “nossa” mentalidade pequenina e antiquada... o termo mais correcto seria mesmo PARTILHAR as tarefas domésticas por isso senhoras não atirem ainda a primeira pedra...
Aquilo que não entendo e que oiço também por parte de muitas dessas senhoras de carreira, é a devida separação de tarefas que ainda faz parte APENAS do universo masculino... e passo a citar alguns exemplos:
1.    Lavar o carro;
2.    Cortar a relva do jardim;
3.    Bricolage na casa.
Defendo de unhas e dentes a emancipação feminina e a igualidade entre sexos... reconheço que fisicamente o homem tem tendência para ser mais forte (claro que existem excepçoes) – e provavelmente nunca permitiria que uma companheira minha realizasse tarefas tipo cortar lenha e outras tarefas mais pesadas... ao mesmo tempo...
1.    Se eu limpo a casa de banho, a minha companheira pode lavar o carro;
2.    Se eu passo o aspirador, a minha companheira pode aparar a relva;
3.    Se eu mudo uma fralda dou um banho à cria (se existe), a minha companheira pode instalar um candeeiro, reparar um interruptor, etc.;
Conheço casos extremos por sinal em que fulana ficou com o beltrano mais uns meses porque estava a renovar a casa e o beltrano até era prendado para a bricolage, assim ficou com uma cozinha nova em troca de favores sexuais 1 ou duas vezes por semana... (eu a isto chamo prostituição... LOL).
Outros em que a fulana pretende ser tratada como uma princesa (nada contra...), querendo toda a atenção do seu “mais que tudo” mas ao mesmo tempo nunca foi capaz de ser celibatária (para ser sincero em 12 anos que a conheço todos os seus namorados foram “enfeitados”) mas exigindo exclusividade do seu “ente querido”.
Estes dois casos aconteceram com “mulheres de carreira”, independentes, com um nível de vida acima da média e com uma educação razoável, mas em nenhum dos casos se prestam a lavar carros, arranjar o interruptor etc.; aliás... eu que nunca andei a comer nenhuma delas já fui chamado para pequenas reparaçoes... e qual foi a recompensa? Cozinham um jantar... parece-me uma recompensa bem tradicional ...
 “Bear in mind” que sou um “metrossexual” assumido... sou uma fada do lar, executo qualquer tarefa doméstica que for necessário, e serei por vezes mais “maníaco” em relação às limpezas que a minha presente “cara metade”. Ao mesmo tempo adoro mulheres... acho-vos uma maravilha da evolução e não sei como seria feliz se não tivesse a companhia se um tão maravilhoso ser no dia-a-dia...  talvez a unica vantagem seria o facto de acabar por ter braços bem musculados...
Assim sendo caríssimas com todo o respeito que merecem tentem não nos colocar de lado... parece que pelos vistos esta rivalidade nem deveria existir... temos mais uma relação simbiótica que qualquer outra coisa, para terminar passo a citar uma caríssima senhora:
“I’m an independent woman, but I like to be taken care of” (sou uma mulher independente mas gosto que tomem conta de mim”

(enviado por Gomesh)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 12/10/07

A Relevância dos Pormenores

Estava um amigo outro dia a tentar explicar-me o que falhou na sua relação e disse:

Já dei voltas e mais voltas e não consigo explicar o que falhou! Começo a pensar que o grande problema foi, ao fim de tanto tempo, eu ainda me esquecer repetidamente de puxar a cortina do chuveiro para trás.

Pois é, cada vez tenho mais certezas que os pormenores são essenciais numa relação!

Com o tempo fui ouvindo não só problemas vindos da cortina do chuveiro, mas também da tampa da sanita levantada, da escova de dentes pousada ao lado do lavatório, da toalha de banho deixada no chão, de ler um livro na cama até tarde, de convidar aquele nosso amigo para beber uma cerveja sem avisar..."and so on".

As mulheres não entendem que no essencial somos uns "brutinhos", uns "rudes" e que ao longo da vida vamos, lentamente, alterando algumas posturas e compreendendo a importância de alguns pormenores, mas nunca deixando de todo a nossa "essência". E porque o fazemos? Porque gostamos de vocês, porque estamos dispostos a mudar, a abdicar de algumas coisas e a tentar o entendimento pela relação e o seu futuro.

Enquanto elas em pequenas brincavam às escondidinhas e às mães e filhas, nós brincávamos aos "tirinhos", às guerras e aos jogos de futebol de tudo ao monte e fé em Deus. Crescemos num mundo sem qualquer romantismo , no meio de típicas famílias  tradicionais e  machistas em que o amor, o romance e a partilha, muitas vezes não tinham lugar.

Começávamos a entender que tínhamos sentimentos com o fogo das paixões de Verão em que com o passar da menina, o nosso coração batia mais forte, em que a música começava a soar de outra forma (Barry White começava finalmente a fazer sentido), em que os cheiros e a simples troca de caricias eram uma overdose sensorial para as nossas hormonas, a qual culminava no beijo e nos deixava num estado letárgico, pelo menos até voltar a rotina das aulas.

Isto tudo para dizer que cada vez compreendemos mais a importância dos pequenos pormenores acima descritos e que estamos cada vez mais atentos aos mesmos, no entanto, vocês mulheres, deveriam dar ainda mais importância e relevância a algo que cada vez acontece mais e faz parte do processo evolutivo acima descrito. Não é por acaso que notamos aquele corte de cabelo que na realidade não se nota, ou aquela cor caju que em (quase) nada difere da Vossa cor natural.

Meninas, está na hora de dar a relevância devida a quando Vos fazemos um cafuné enquanto estão deitadas no nosso ombro a ver televisão, a quando dizemos que estão bonitas antes de saírem de casa, quando compramos aquela prenda e acertamos em cheio, quando ao fim do dia cheiramos o pescoço e dizemos que adoramos o Vosso cheiro, quando ao fim da noite adormecem primeiro que nós e levam um beijo e um afago que valem por mil palavras, quando preparamos aquele jantar, com aquela música e aquele ambiente.....

Meninos, tentem lembrar-se de puxar a cortina do chuveiro para trás e aproveitam cada oportunidade, cada situação, cada momento, para alimentar a Vossa relação porque no final ela é feita de pequenos pormenores, pormenores com a máxima importância!

(enviado por Porthos)



o_inimigo @ 00:01

Qui, 04/10/07

Caros amigos,

Eis a nossa oportunidade para limpar a nossa espécie neste espaço criado por duas mulheres fantásticas, que tiveram a ousadia de nos provocar ao longo deste últimos 15 meses. E nós, como seres fantásticos, humildes e inteligentes que somos, fomos apreciando cada tema, cada provocação e acima de tudo… levámos na cabeça como ninguém. Mas tudo sobre a égide do intelecto e da nossa imensa capacidade de encaixe!
 
Sim, meus caros! Está na hora de alguém aqui se esforçar por subir os egos masculinos, de convencer a TNT que chegou o momento de esperar um pouco mais de nós, e da Tsetse não nos ver somente como o "inimigo"!
A verdade é que ao ler os muitos posts aqui publicados, percebo finalmente a mensagem que estas duas senhoras nos querem passar. Está na hora de abrir o olho, de perceber as falhas das relações, de melhorar as nossas performances sensoriais!
 
A outra performance não é com leitura meus caros...
 
Nós gostamos tanto de vocês, mulheres em geral, que temos um tendencial para o abismo da insensibilidade e parvoíce, e note-se que estas duas características tendem a andar de mão dada! Desde que leio este blog que perco alguns minutos na minha atarefada vida para observar homens, mulheres e relações… E constato que devia haver mais gente a ler este espaço!
 
Quantas vezes não vemos esta situação:
- O que é que tens?
- Nada…
- Nada como?
- Nada… deixa-me…
*silêncio*
 
- Agora calas-te?
- Mmm…??
- Esquece…
- Mas o que é que tens?
- Nada…
*silêncio*
 
Porque razão, nesta história toda da génese e mais não sei o quê, não nos deram também a sensibilidade para agir de uma forma mais elegante ou mais inteligente perante o grande "Nada! Não tenho nada…"??? Onde é que falhámos para termos de passar pelo tormento daqueles minutos em que não sabemos bem o que dizer, já que o único zumbido na cabeça é uma espécie de estática de um televisor dessincronizado, baseado na repetição!
 
- Nada como?
- Nada como?
- Fui eu?
- Nada como?
- Devo ter feito merda!
- É qualquer coisa…
- Não pode ser nada…
- Tem de ser algo!
- Mas nada… Como?

O mundo desliga-se!
Tentamos por tudo perceber onde é que simplificámos em excesso desta vez, para ela ter complicado em demasia.

(enviado por Perignon)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 28/09/07

Trilogia da Pressão
 

Divido essa pressão em três, poderia dividir em mais, mas o post ficaria demasiado longo.

O que passo a apresentar é apenas uma visão, a minha, do que são as mulheres, do seu sofrimento e das suas falsas expectativas. Não é nenhuma teoria, mas bem o poderia ser, faltam-me apenas os dados estatísticos!

  1. A pressão do matrimónio

Ainda que com a evolução social, o período se tenha estendido, é frequente nas mulheres entre os 25 e os 30 anos a inquietação resultante da pressão que a sociedade – mas acima de tudo elas próprias – exerce no sentido de avançarem para o matrimónio, para a gravidez e, como consequência, o fim de uma vida social activa. Durante este tempo ou à medida que ele vai passando, cada vez mais, as mulheres acabam por não ver este objectivo concretizado. Vão perdendo a confiança e a auto-estima. Tornam-se menos interessantes, entram numa espiral que as leva a manterem-se sempre no mesmo ponto. Não evoluem.

Então o que falha ou falhou? Na maior parte dos casos, as paixões e as relações decorrentes neste período não são sólidas. Coincidem com o início da vida profissional, altura em que se começa a conhecer o sabor da independência financeira, o início de novas relações sociais em novos grupos socioprofissionais e por isso, acabam por levar, principalmente os homens, a uma independência a todos os níveis, para aproveitar – não se sabe muito bem o quê ou como – este novo estágio da vida. Abandonadas numa fase em que a expectativa levava para sonhos maiores, as mulheres ficam desesperadas e entram num circuito fechado, onde tudo esbarrará sempre no mesmo e da mesma forma. Ficam os traumas do passado, as traições, os amores mal resolvidos e, pior, os mal explicados. As que sobrevivem a este período divorciam-se anos mais tarde. Poucas são as que conseguem atingir o objectivo inicial.

 

  1. A pressão da moda

Num destes fins-de-semana, numa saída com amigos, e enquanto via passar um grupo inteiramente feminino pensava na divisão certa para as mulheres:

- as que se sabem encaixar na moda do momento

- as que têm estilo próprio

- as outras

Infelizmente, o que impera são as do terceiro tipo. As outras. As que vivem com a pressão de terem de ter estilo, de estar na moda, mas que infelizmente para todos – elas e nós, os que temos de levar com elas – raramente conseguem. Fazem figuras ridículas. Mais vale a discrição do que chamar a atenção pelos piores motivos.

Depois vêm as que se sabem encaixar na moda, ou porque Deus lhes deu um corpinho que ajuda, ou porque têm uma maior capacidade de sacrifício – sim porque pelo que vejo e ouço, é os sapatos que são desconfortáveis, é as calças onde mal cabem, é o frio que têm que passar porque querem têm que levar aquela camisola ou top que compraram, mesmo que estejam -10º C. Eu admiro esse espírito, essa capacidade de sofrimento e é por isso que são elas que dão à luz, porque se preparam desde cedo para o sacrifício e a dor.

Eu cá prefiro as que têm o seu próprio estilo. Essas, normalmente, têm associado ao estilo, uma classe muito própria, que faz delas ainda melhores. Misturam a moda com aquilo que lhes fica bem, não se pavoneiam, e, embora muitas vezes sejam as mais discretas, são de longe as preferidas da larga maioria dos homens.

 

  1. A pressão das dietas

Este é o ponto que mais me impressiona.

Se hoje uma boa parte das mulheres é infeliz, a pressão das dietas tem uma grande quota-parte de responsabilidade.

Vivem com uma falta de auto-estima incrível. Esquecem-se que o mundo não é perfeito e elas também não. Abrem as revistas e olham para as fotos das supermodelos – aquelas pelos quais nós homens babamos – e não percebem que aquela cor, aquela cintura, aquele peito, aquelas pernas, aquele rabo, tudo aparece firme, a ausência de celulite, tudo, é trabalhado no photoshop, não há defeito que passe sem ser corrigido.

Sacrificam-se pelo corpo. Não comem, não bebem, passam a vida em dietas com nomes de brinquedos, agarradas a chás de ervas daninhas que entretanto passaram a servir para emagrecer. Refrigerantes com nomes de água, com fibras ou L-carnitina, que ninguém sabe para o que serve.

Ginásios que mais parecem a tropa, onde toda a gente faz o que lhes mandam. Não é o culto da saúde, é o da doença! Pelo menos mental! Entendo a saúde como uma forma de bem-estar, mas isto é sacrifício, é sofrimento, mas sobre o sacrifício e as mulheres estamos entendidos!

Em contraponto, existem as que em total desalinhamento, não comem, mas enfardam. Enfardam tudo o que lhes apetece e o que não lhes apetece. Aquelas que parecem o Bibendun (boneco da Michelin) ou a traseira de um camião! Aquelas que dizem «quem tiver que gostar de mim, vai ter que gostar assim!». A essa eu desejo boa sorte. Espero nunca atropelar nenhuma. Teria muita pena do meu carro!

Entre os extremos, ficam aquelas que me encantam. As que têm algum cuidado mas que vivem com prazer, que assumem a celulite como um ligeiro problema mas não um drama, que sabem que aquela pequena barriguinha ou aquele pneuzito tem personalidade, que existem e estão lá porque ficam bem, todos os homens gostam, todos os homens um dia conheceram alguém assim por quem se encantaram…

 

(enviado por Mike)




o_inimigo @ 14:29

Sex, 21/09/07

Error! Softwares inconciliáveis 

Há muito tempo que me divirto com o poder de observação e a forma inteligente e sarcástica com que as meninas de O Interno Feminino procedem à demolição das idiossincrasias do género masculino.

E, atento, venerando e respeitoso, não tenho nenhuma dúvida de que elas são distintas generalas na eterna “guerra dos sexos”.

Mas, amiguinhas, deixem-me que vos diga que é como chover no molhado.

Vocês, e as mulheres em geral, podem criticar, carpir, arrancar cabelos, lamuriarem-se, baterem, arrasarem os pobres machos, esses brutos, grunhos, insensíveis e, pasme-se, às vezes até peludos. Podem até usar todas as técnicas psicológicas, truques de sedução e todo o poder imenso que detêm sobre os homens (sim é verdade, a maioria de nós não consegue irrigar duas cabeças ao mesmo tempo), porque o resultado final, em termos práticos, é nulo.

Reparem que para cada argumento vosso corresponderá um nosso. Isto se conseguirmos entender exactamente do que é que vocês estarão a falar.

O facto é que ninguém, nunca, ganhará esta guerra.

Homens e mulheres têm uma estrutura mental diferente e incompatível, que não tem só a ver com a educação, eles simplificam demais, elas complicam demais.

E se temos a experiência de décadas que nos diz que andamos a errar em algum lado, porque será que não mudamos de técnica, hun?

Na minha opinião, vocês cometem dois pecados capitais.

a) Como é que se pode conviver de forma simples, amena e descontraída com um bicho que nunca afirma o que sente, pensa e quer, que espera de nós, homens, que sejamos simultaneamente másculos, afirmativos, guerreiros e… sensíveis, intuitivos, românticos, hiper pacientes, profundos, descodificadores, numa palavra, bruxos?

Isso, minhas amigas, vocês nunca vão conseguir. Não porque nós não queiramos, sim porque a generalidade de nós pura e simplesmente não traz de origem os componentes necessários, não fomos fabricados para funcionar dessa forma.

b) Associem isso a outro enorme erro feminino, o confundir sexo com amor.

Vão por mim, enquanto essas lindas cabecinhas não descerem à terra e abrirem os olhinhos para a realidade, vão sempre achar-se usadas e abusadas por esses filhos da mãe sem coração que “são todos iguais e querem todos o mesmo”.

Meninas, claro que há paixões, emoções e amor, mas na maioria dos casos o que há mesmo é auto-ilusão.

As mulheres continuarão a fazer sexo para obterem amor e os homens a declarar amor para obterem sexo [não, TNT, isto não se aplica a ti, sim à maioria : )].

Em resumo, contenham a vossa paixão por esse desporto de massas feminino que é o examinar e interpretar meticulosamente as quinhentas hipóteses que podem explicar ele ter ido dormir metade da noite para a sala por estar cheio de calor, sejam directas e verdadeiras quando falam com os homens (eles raramente atingem mais do que isso) e em verdade vos digo que nos entenderemos melhor e seremos todos muito mais felizes.

O que não quer dizer que, mesmo assim, O Interno Feminino deixe de ter razão de existir, já que há diferenças insanáveis entre os géneros.

E ainda bem, digo eu.

(enviado por Antídoto)



o_inimigo @ 00:01

Sex, 14/09/07

A Mulher Submissa

Um dos momentos que mais aprecio quando vou a casamentos (para além do almoço, quando a comida é boa) é aquela altura, na igreja, em que um amigo dos noivos sobe ao altar para ler uma passagem da Bíblia. Em particular, agrada-me aquela leitura em que se pede à noiva que seja subsmissa.

As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor... Como, porém, a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido" (Efésios 5:22,24).

Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor" (Colossenses 3:18)

Deixa-me particularmente descansado que, em pleno séc. XXI, pelos menos a Igreja Católica seja um garante de um princípio fundamental da Humanidade: a mulher deve ser submissa ao seu marido. Foi assim que Deus a criou e tal não deve ser alterado nem, muito menos, questionado!

Contudo esta perspectiva relativamente ao papel da mulher não é um exclusivo da religião cristã. De acordo com o Islão, a mulher deve andar coberta em público e sempre um passo atrás do marido, o qual deve respeitar. De acordo com o Corão, as mulheres muçulmanas devem vestir-se de forma modesta e sem exibir beleza ou adornos.

Já o Código Civil Português de 1966 atribuía às mulheres casadas um estatuto menor e reconhecia ao marido a qualidade de chefe de família, conferindo-lhe o poder de decidir na generalidade dos assuntos da vida conjugal. À mulher incumbia o governo doméstico. Está claro...!

Assim sendo, caras leitoras (e caros leitores), apesar do que possam pensar, não devemos questionar estes ensinamentos milenares: as mulheres devem ser submissas aos seus maridos, devem respeitá-los e servi-los; devem tratar do lar e dos filhos; e devem ser humildes e vestir-se de uma forma modesta e pouco vistosa. Está escrito, é lei. Quem somos nós para o questionar ?


(enviado por Mumu)


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