TNT @ 14:25

Ter, 04/05/10

Com certeza que todas as leitoras já se depararam com um ‘melga’. Os melgas são aqueles que não nos largam a braguilha, mesmo depois de não lhes atendermos o telefone pela 90ª vez, ignorarmos todos os convites, fazermos de conta que temos visão raio X como se fossem transparentes, dizermos que temos o gelado ao lume ou um urso polar no quintal que nos está a atacar a tartaruga, coitadinha.

Há tipos que não percebem as indirectas e nem sequer as directas. Insistem como se não houvesse amanhã, deixando-nos à beira de um ataque de nervos.

Porém, existe uma solução. Se há coisa que os homens não suportam são conversas sobre problemas femininos. Estas incluem menstruações dolorosas, marcas de pensos higiénicos e tampões, caroços no peito, quistos nos ovários, a sensação desagradável da introdução do espéculo nas idas ao ginecologista, candidíases, pêlos púbicos encravados, retenção de líquidos e afins.

Mesmo que não tenhamos nada destas coisas, funciona que nem ginjas. “Ah e tal, hoje não posso ir ao cinema. Estou cheia de dores do período e ainda por cima não encontrei no supermercado os tampões que costumo usar. Ainda por cima, descobri aqui um caroço no peito e tenho de ir rapidamente ao ginecologista. Estou mesmo incomodada e é melhor ficar para outro dia…”. Eles desligam o telefone apressadamente, vão tomar uma água das pedras e rezar para que a semana passe sem pormenores gráficos a assolarem-lhes o espírito. Naqueles cérebros aparece imediatamente o sinal de proibido associado ao nosso nome e, com sorte, o alvo só torna a ligar no dia do nosso aniversário ou em época natalícia, apenas por uma questão de cortesia.

É que eles adoram andar a passear-se por estas zonas, mas detestam saber o que custa a manutenção do equipamento!




TNT @ 16:25

Seg, 11/01/10

Há uns tempos, esta empresa ofereceu-nos uma coisa destas para experimentar. Já que fazemos tanto alarde do ponto G pareceu-me uma boa oportunidade. Vai daí, toca de criar ambiente para a experiência.

O que posso dizer é que nestes dias de Inverno, e à falta de quem nos aqueça os pés, a temperatura sobe como se estivéssemos em Agosto às três da tarde e em Beja! Outra vantagem é a de que mesmo que a empregada nos vá à gaveta dos mistérios, dificilmente percebe do que se trata, uma vez que o luxo e a estética da coisa se assemelha a qualquer objecto de decoração. E quem diz empregada, diz sogras metediças ou crianças curiosas.

Tem on e off, coisa que não acontece com o tipo que temos em casa, várias intensidades - o que reitera o ponto anterior – está sempre disponível, é silencioso e bonito.

Como vêem, só vantagens!




TNT @ 23:29

Seg, 29/12/08

Noutro dia em conversa com uma amiga que tem tido paixões loucas e arrebatadoras ao longo da vida, começámos a interrogar-nos o que seria isto que nos leva a perder o controlo das situações, de nós próprios e das relações que tentamos - muitas vezes em vão - construir. Ela, neste momento, e pela primeira vez na vida, vive uma relação morna (recente), sem borboletas a esvoaçar na barriga, sem anseios pelo toque da chamada telefónica, do sms ou do mail. Diz que vive bem na companhia do dito cujo, mas também se encontra bem quando ele não está presente. E perguntávamo-nos: “será que é isto o amor adulto?... E será que é melhor que a loucura da paixão?”.

Como tudo na vida, há vantagens e desvantagens. Mas qual será o vencedor na lista dos prós e contras?

As paixões arrebatadoras deslumbram-nos, fazem-nos esquecer de nós próprios, fazem-nos viver num permanente estado de ansiedade que nem o Zoloft acalma. Acabamos por ser escravos da dita e em permanente luta por tudo o que é bom e mau. Quando é bom, é excelente. Quando é mau, é péssimo. É uma montanha-russa de emoções que só quem as vive é que sabe. Embora não entendamos os processos, somos consumidos pelo desfecho. E, normalmente, a coisa não acaba muito bem... E quando é unilateral, então neste caso, é absolutamente devastador. Tanto o processo, como o desfecho.

As relações mornas, medianas, amores adultos, ou como lhes queiramos chamar, são assim... normais, tranquilas, sem grandes percalços. Não há grandes entusiasmos, nem grandes risos, por outro lado, também não há grandes confusões nem grandes discussões. É tudo muito simpático, agradável, como um passeio no parque. Como um ursinho de peluche, bolas de sabão, um livro da Margarida Rebelo Pinto e outras coisas tão simpáticas e agradáveis que tais. Quando as coisas acabam, também não deixa de ser um passeio pelo parque com a diferença de que está a chover e há uma poça de lama aqui e ali.

Eu não sou de paixões arrebatadoras. Tampouco de relações mornas. Porém, já vivi as duas experiências. Apenas uma vez. Tive uma paixão arrebatadora que me levava a fazer coisas completamente loucas. O que me valeu foi que durou apenas uns seis meses. Depois acabei com aquilo porque não aguentava tantos altos e baixos. Tanto descontrolo e desorientação não eram para mim. Tive uma relação morna/mediana/adulta que durou cerca de um ano e meio. Também não dá para mim. Farto-me, acho tudo uma chatice e nem me consigo lembrar da quantidade de vezes que pulei a cerca.

Talvez o ideal (ou utópico!) seja uma mistura de ambas. Umas pitadas de loucura, temperadas com um fio de tranquilidade. Uns arrepios pela espinha acima cruzados com o calor de alguém pousado no peito. Uns ansiados toques de telemóvel embrulhados em alguma previsibilidade.

Ou seja, o melhor dos dois mundos... Estamos em época natalícia e se é para pedir, o melhor é pedirmos em grande!

 

TNT
 




tsetse @ 12:05

Sex, 05/09/08

Um dia destes, fui almoçar com um colega de trabalho que trazia uma t-shirt, patrocinada pelo "Microsft SQL Server", a dizer "as mulheres preferem os experientes". Depois de olhar alguns minutos para a frase, não consegui deixar de dizer "olha que não, nem sempre" e começou aí a ideia para este post.

A verdade é que:

1. Nem sempre a experiência é sinal de conhecimento de qualidade - um homem enfadonho e sem vontade de aprender que namorou 10 anos com uma mulher ainda mais enfadonha pode saber muito menos do que outro mais interessado que namorou um ano com uma rapariguinha que percebe do metier. Tal como no mundo de trabalho... Quem está habituado a entrevistar técnicos, por exemplo, sabe que um ano a trabalhar com os melhores da área pode implicar um conhecimento muito mais valiosos do que 10 anos a trabalhar de forma desinteressada numa empresa com baixos padrões de qualidade.

2. Para além disso, a experiência (mais o passar do tempo e o acumular de contrariedades) é, muitas vezes, acompanhada por um decréscimo de energia, de alegria, de vontade de aprender e, o pior de tudo, de vontade de agradar. O que, obviamente, é maléfico a qualquer relação.

Por isso, o que interessa não é a experiência, mas o que se faz com ela!

 

Tsetse



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