TNT @ 17:19

Seg, 31/10/11

Tenho ouvido com muita frequência ‘sabes, já estou habituado/a a viver sozinho/a e agora não me apetece nada partilhar o meu espaço...

Após uma separação, quase toda a gente acha que vai morrer de desgosto e que a vida a sós é impossível de ser vivida. Depois, começa-se a apreciar aquele silêncio matinal. O domínio do remote control. O frigorífico com as coisas que realmente gostamos.

No que me diz respeito, garanto-vos que tenho uns hábitos muito dificeis de aturar.

Gosto de trabalhar à noite na cama, com o portátil nas pernas em equilíbrio enquanto fumo cigarros como se não houvesse amanhã. E se alguém me dissesse ‘ah e tal, vai fumar para a sala’ a coisa não ia correr bem. Tenho os comandos todos à minha volta, o cinzeiro com tampa na mesa de cabeceira, tv na parede em frente. Tenho três dígitos de sapatos. Quatro dígitos de livros. Gosto de silêncio quando estou para aí virada e detesto que me interrompam quando estou a trabalhar. E trabalho muito em casa. Gosto de música em altos berros. Gosto de falar ao telefone a altas horas com algumas pessoas, essencialmente sobre política. Sou viciada em jogos de computador e detesto que me digam’então, ainda falta muito?’ quando ainda me apetece ficar naquilo umas quantas horas. Gosto de dormir de janela aberta mesmo que esteja uma tempestade lá fora. Gosto da porta do quarto encostada e da porta da sala aberta. Sou obsessiva em relação a horários e detesto esperar. Qualquer atraso me tira do sério. Tenho embirrações várias em relação à partilha da casa de banho que nem vou enumerar. Gosto de dormir sozinha, salvo raras excepções (quando está muito frio, não é mau de todo ter quem nos aqueça os pés, certo?).

Ora, com tanta mania, não é possível partilhar espaços! Não dá para conceber que alguém nos venha perturbar as rotinas, os silêncios, os momentos.

Se partilhar a vida com alguém já é difícil, depois de nos habituarmos a estarmos sozinhos torna-se impossível.

 

* ilustração de Roxy Lady




TNT @ 00:45

Qua, 02/06/10

Sabem aquele fetiche que acompanha 99,9% dos homens heterossexuais? O das duas mulheres ao mesmo tempo? Esse mesmo!

Desde a adolescência, quando inicia o contacto com filmes pornográficos, que o cromossoma Y sonha em ter duas mulheres na cama. Pulula, deseja, anseia. E, aparentemente, é daqueles desejos que não passam com a idade. Até tendem a tomar maiores proporções. E quando a situação se proporciona, como é?

Sei de fonte segura que um dos maiores receios dos homens é que a coisa não corresponda. Que na hora H o “dito cujo” não se porte à altura dos acontecimentos. E se o receio com uma mulher existe, com duas será a dobrar?

Toda a gente sabe que os homens só têm sangue para uma cabeça de cada vez. Ou seja, se pensam demasiado há mais probabilidades de falharem. E se falhar com uma - a legítima, por exemplo - já é mau, imaginem o stress que será conseguir falhar com duas de uma vez. É o “dois em um” que, mesmo em promoção, ninguém quer comprar!

Eles já imaginaram a cena milhares de vezes: estão em casa e chegam duas amigas troloró, rebebéu, pardais ao ninho. Nos filmes é sempre assim. E funciona sempre. Na vida real... tem dias.

Em conversa com amigos fico a saber que, apesar de pensarem amiúde na situação, têm um medo que se pelam que a coisa realmente aconteça. "O que fazer? Por onde começar? Começam elas? E depois, a qual me devo dirigir primeiro? E a outra vai ficar chateada? E se a legítima está ali no meio... tenho de começar por ela, certo? E depois será que ela afinal vai ficar chateada se terminar com a outra? E se...? Será...?"

Bom, no meio de tantas dúvidas e receios, o tal sangue, que só pode estar num sítio de cada vez, já foi todinho para o cérebro e já não há nada a fazer.

Há sonhos que nem sempre se podem realizar. Uns porque não conseguimos realizar e outros porque não conseguimos... como direi...? Elevar!




TNT @ 14:22

Qua, 23/09/09

A vergonha é algo que nos acompanha desde pequenos. Temos sempre algo que nos envergonhe, seja de nós próprios, seja de outros. É uma grande chatice quando a vergonha se torna um factor inibidor, tanto em termos sociais, profissionais ou familiares. Começa-se a evitar as saídas em grupo, as reuniões familiares ou qualquer encontro com os demais. Inventam-se desculpas convencendo-nos que nada daquilo importa, até porque gostamos demasiado da pessoa que está connosco.

Mas a verdade é que, mesmo com muito amor, é possível sentir vergonha…

Tenho uma amiga que até percebe umas coisas de música, é dada a leituras sobre o assunto e até estudou durante uns anos esta arte. Eis senão quando, arranja um namorado que adorava, mas… hélas! O que o rapaz gostava mesmo era de Robbie Williams, Michael Jackson e musiquinha de feira de uma forma geral! Pronto, deixa-o lá estar a gostar dessas coisas desde que não a obrigasse a levar com aquilo. Porém, quando havia algum jantar com amigos, e o assunto musical ia para a mesa, ela começava a tremer de medo que ele se saísse com as habituais pérolas. Tentava sempre brincar com a situação, mas ficava envergonhada… roxa de vergonha!

E como esta, conheço trezentas histórias… Da namorada do escritor que gostava de Paulo Coelho e não se absteve de o dizer numa tertúlia literária, de uma que era extrema esquerda e chamava fascistas a todos quantos gostassem de luxos imperialistas como jantar fora, da namorada do músico que ficava com pele de galinha com o Tony Carreira e Olavo Bilac, com a mulher do gestor que não sabia o que era um e-mail, do namorado que na altura da conta esquecia-se sempre convenientemente da carteira, do tipo que tinha um Porsche branco que gostava de mostrar à porta dos bares… enfim, histórias não faltam!

Os momentos de vergonha são inesquecíveis! Inesquecíveis de maus…

E será que estas pequenas vergonhas passam como se nada fosse ou fica lá sempre qualquer coisa a corroer e nas horas da verdade vêm ao de cima como os ‘balhotos’ no mar?
 




TNT @ 22:23

Qua, 02/09/09

Num episódio da Oprah constata-se que a beleza está nos olhos de quem a vê. A beleza é, por isso, completamente subjectiva dependendo de questões culturais ou de género. Fico a saber que na Mauritânia as mulheres mais belas são as mais gordinhas tipo leitão da Bairrada e se tiverem estrias ainda melhor! Já os homens, devem ser magros que nem pauzinhos de virar tripas.

Na nossa cultura ocidental, o cânone de beleza feminino é ser-se magra, elegante, com pernas até ao pescoço e preferencialmente com uns ‘enoooormes seios’ como dizia o Markl. ‘Bora para a Mauritânia?

Após exaustiva pesquisa – como de resto é nosso apanágio e aproveito para agradecer mais uma vez aos nossos preciosos e indispensáveis consultores masculinos – fico a saber que os homens, de uma forma geral, estão-se literalmente nas tintas para aqueles 5 kg que temos a mais e que, pelos vistos, só nós é que damos por eles.

Aparentemente, os homens focam-se nuns quantos pormenores – que ignoramos por completo, e eu cá confesso-me uma anémona nestes assuntos – como a curvatura do pé quando estamos de saltos altos, na curva lateral desde a axila à cintura – vejam só ao que chega! – o cair das calças de seda ou cetim (já não me lembro bem) por cima do pé, a curva da nuca/pescoço – eles até vão à cervical, imagine-se! – e outros detalhes que tais que, honestamente, ignorava por completo. Isto já para não falar daqueles que são tarados pelo cheiro do cabelo, por pés e rabos-de-cavalo... E eu que pensava que eles só queriam rabos, mamas e pernas esguias!

Mas afinal o que é que se passa na cabeça dos homens, pá? Isto é mesmo assim?

Claro que para nos sentirmos bem gostamos de ter o peso ideal ou muito aproximado. E, já agora, se não for pedir muito, prezamos a ausência de celulite e de estrias. Gastamos pipas de massa em cremes adelgaçantes que são uma treta completa. Passamos fome até à imoralidade. Fazemos dietas de sopas, toranjas, queijo fresco e alface. Passamos tempos de infelicidade para sermos felizes quando nos vemos ao espelho ou quando conseguimos enfiar-nos naquelas calças fantásticas de cabedal dos anos 80.

Mas afinal o que é que se passa na cabeça das mulheres? Tem de ser mesmo assim?

Pois é... algumas de nós já não têm 20 anos. Não podemos passar a vida a suspirar pela firmeza e formas de outros tempos. Temos de nos sentir bem connosco próprias e tentar não cair em exageros que, muitas vezes, só se passam na nossa cabeça. Não digo com isto que nos deixemos engordar que nem umas lontrinhas – até porque põe em sérios riscos a nossa saúde -, mas apenas que temos de saber estabelecer os limites da boa convivência. Connosco e com os outros.

E, meninas, não passem a vida a encher os ouvidos do vosso mais-que-tudo com as tretas dos 5 kg e que as calças não vos servem. Eles não repararam, estão entretidos com as curvaturas de não sei o quê... mas vão passar a reparar se não se calarem com o raio da conversa!




TNT @ 15:55

Ter, 04/08/09

Já por várias vezes amigas me confidenciaram que os filhos adolescentes mantêm grande parte das suas relações por sms. Trocam mimos por sms, começam namoros por sms, desenvolvem as relações por sms e acabam-nas por sms.

Na era pré-sms era tudo muito diferente. Mais vagaroso. Mais pausado. Melhor? Não sei…

Lembro-me que quando tínhamos um arrufo com o namorado, tínhamos de esperar pelo dia seguinte da escola para pôr as coisas em pratos limpos. Assim como assim, já tínhamos dormido uma noite inteira – não havia cabo nem fibra, não havia Internet e poucos teriam vídeos no quarto. A malta tinha mesmo de dormir! Lia-se uma ou duas páginas e destilava-se a raiva ao sabor dos Patinhas ou de Mário de Sá Carneiro. E a coisa morria ali. E se não morria, sofria graves danos com efeitos identificados como fraqueza, realidade e preguiça. No dia seguinte lá íamos para a escola, depois de uma refastelada noite, e quando lá chegávamos, o gigantesco problema do dia anterior tinha encolhido como lã a 60 graus.

Hoje em dia a coisa é diferente. Bem diferente. Mais intensa. Mais rápida.

Tudo se passa de forma mais precipitada. Não se espera. Não há o tempo necessário para reflexão. A resposta é imediata. E tudo se precipita: tanto o bom como o mau. Claro que perdem menos tempo a começar as coisas o que é deveras simpático. Quando se é teenager não há cá as tretas da conquista que só provocam mais borbulhas. Salta-se essa parte que é uma verdadeira seca aos 16. Só que as relações são tão vividas em todo o horário escolar que um namorico de três meses esgota-se em três dias. Enquanto que os primitivos da era pré-sms apenas poderiam falar durante os 10 minutos de intervalo entre aulas, os actuais pós-sms passam as aulas todas a trocar epítetos de ordem vária. Quando chegam à hora do almoço já se apaixonaram, namoraram, ficaram noivos, casaram, separaram-se, discutiram a partilha dos bens, divorciaram-se e apaixonaram-se novamente. E tudo isto entre as 8H10 e as 13H00!

E agora pergunto eu: entre tanta comunicação quando têm tempo para comunicar? Para trocar olhares, corar de emoção? Até para trocar fluidos… quando?

Cheira-me que a geração pós-sms vai ter grandes dificuldades em largar os aparelhómetros e o vício dos polegares. E preocupa-me mais uma geração de mal comidos. O que lhes vale é que nunca vão saber como foi…

 

TNT
 




TNT @ 15:03

Seg, 09/02/09

Ora cá vamos nós para mais um post de serviço público sem recebermos um cêntimo do Estado. Mas como somos raparigas dedicadas à causa e com espírito de missão, sempre vamos fazendo a coisa à borla.

Não sei se sabem, mas existem por aí vários miúdos chamados João, Pedro ou Rita, mas que na verdade verdadinha se deveriam chamar Clamoxyl, Bactrim ou Clavamox. São os filhos dos antibióticos. Claro que estas coisas não devem ser ditas às criancinhas… “Ah e tal, na verdade o menino é fruto de uma infecção”. Não soa bem e poupam-se anos de terapia.

Quase toda a gente já passou por uma dor de dentes. E quase toda a gente tomou Clamoxyl. O que nem toda a gente sabe é que os malditos antibióticos interferem (e de que maneira) com a pílula anticoncepcional. Pois é. Da mesma maneira que o álcool potencia o desejo sexual, também anula o efeito do antibiótico no que respeita às infecções. O pior é que o antibiótico anula a acção contraceptiva da pílula, mesmo com álcool à mistura. Está tudo ligado para nos lixarem!

Meninas, se não querem ter um filho do antibiótico tomem medidas protectoras adicionais.
Meninos, se elas estiverem a antibiótico assegurem-se que o vosso desejo é ter mesmo um rebento aos berros passados nove meses. Se não for, já sabem o que fazer, não? Ou é preciso um desenho?
 

TNT




TNT @ 00:46

Qua, 04/02/09

Em conversa com um amigo fico a saber que ele não acredita em relações de amizade entre homens e mulheres, a não ser que um deles seja gay. Principalmente - e como agravante - se a mulher for bonita e interessante.

Como eu e a minha sócia temos vários amigos homens – preciosos consultores dos nossos posts – achei a declaração algo falsa. Ou estarei enganada? Será que, em circunstâncias específicas as pessoas acabam por se enrolar se houver oportunidade para isso?

Julgo que há situações em que o meu amigo está coberto de razão. Desgostos e fragilidades: é limpinho! Se há um amigo do sexo oposto que se dispõe a consolar-nos, muito dificilmente resistimos. A vida apresenta-se difícil e, de repente, vemos ali alguém disposto a consolar-nos e em plena solidariedade com a nossa dor. Claro que isto é válido para pessoas normais, com desejos normais e vidas normais. Não falo de beatas, mãezinhas profissionais, nem de gente chata de uma forma geral.

Tenho vários amigos homens com quem nunca pensei enrolar-me... Mas, e eles? Será que, alguma vez, lhes passou pela cabeça?

Não me considero a pessoa mais ingénua do mundo, mas confesso que já fui apanhada na curva umas quantas vezes na vida. E, realmente, como reza o ditado, fui a última a saber. Lembro-me de ter ficado incrédula, de boca aberta tipo peixinho dourado. Passei depois para o modo ofendida e defraudada. E depois... nada! Fiz de conta que nada se tinha passado e amigos como dantes.

Porém, fica sempre aquela pulguinha incomodativa atrás da orelha. Será que...?
Por isso, elucidem-me: será realmente possível uma relação de amizade entre homens e mulheres sem intenções de meter os garfos, assim que a situação o permitir?

 

TNT




TNT @ 13:43

Qui, 15/01/09

Situação:
A é solteiro.
B é comprometida com C (casada, vivente, algo assim).
A e B embrulham-se.
O resto do abecedário culpa o A… que é um malandro, que se fez à rapariga, que o C está todo lixado e que isso não se faz. Pois, eu até acredito que não se faça. Mas continuo a achar que quem é comprometido é que tem de ter juízo. Contra mim falo, que já fui uma sem juízo. Sim, porque, hoje em dia, sou uma rapariga cheia de pergaminhos e boas intenções. Yeah right!

Noutro dia, uma amiga confidenciava-me que andava meio enrolada com um tipo casado. Ah e tal, o casamento é só de fachada, a mulher dele também tem outras pessoas e só não se separam por causa dos miúdos. Pois, pois…

Vamos lá ver aqui uma coisa. Grande parte da população solteira já trocou fluidos (ou algo mais) com a população comprometida. O que é fundamental saber, nestas coisas, é que não se deve acalentar esperanças. Pessoas comprometidas – na sua grande maioria – são para o que é que é, e nada mais. No caso específico a que me referi (A e B) são das poucas excepções que conheço. Acabaram por ficar juntos. Mas nem todas as pessoas são excepcionais… a maior parte são perfeitamente comuns com todas as coisas boas e más que isso acarreta. A impaciência (esta para mim é fatal!), a espera (olha outra que é letal para mim!), as impossibilidades, a comunicação combinada, a falta de espontaneidade… enfim, mais tarde ou mais cedo, tudo isto se transforma numa enorme trabalheira sem retorno, quando há emoção envolvida.

E aqui é que mora o perigo. No raio das emoções. No desatino do envolvimento. E a parte difícil da coisa é evitar que estes elementos venham ao de cima. Já alguém conseguiu? Duvido…

Encarar a troca de fluidos (ou algo mais) como um negócio, não é para todos. Bem sei que é a profissão mais velha do mundo, porém, ainda não é a mais comum ou transversal. Então vejamos: se não considerarmos a coisa de forma meramente mercantilista, como fazer?

Alvíssaras a uma resposta convincente!

 

TNT
 




TNT @ 20:52

Sab, 10/01/09

Há alturas da vida em que fazemos balanços. Olhamos para trás e pensamos como seria a nossa vida se tivéssemos enveredado por outro caminho que não aquele. Seríamos necessariamente diferentes, com certeza. Há cerca de uns 14 ou 15 anos tive uma relação com um tipo que vivia em Los Angeles. Ah e tal, ‘bora lá, vamos viver para Beverly Hills. Não fui. Provavelmente, se tivesse ido, estaria cheia de silicone, loura platinada e, obviamente, já me teria separado do personagem em questão, até porque ele conseguia ser mais doido do que eu.

Os caminhos e escolhas que fazemos ao longo da vida são absolutamente decisivos na construção da pessoa que somos.

Noutro dia fomos ver o Yes, Man! e à saída, a minha sócia aqui do blog diz-me: “devias ser mais assim. Devias dizer que sim mais vezes”. Ao que eu lhe respondi: “por dizer que sim algumas vezes é que me lixo e bem!”

Não devemos ir contra a nossa natureza. Quando não estamos completamente convictos e há ali uma vozinha que não cessa, uma incerteza que não nos larga, o melhor é fazermos de conta que nada aconteceu e prosseguirmos com a nossa vida. Ir contra a nossa natureza dá sempre mau resultado. Porque estamos sempre em esforço. A coisa não é completamente espontânea. Há sempre ali uma espinha atravessada.

Há uns tempos tive a minha primeira relação em que fui completamente dedicada e bem-comportada. Fui imensamente feliz. Mas a verdade é que estava a ir contra a minha natureza. Todos os dias sentia um sussurro que teimava em avisar-me que algo não estava bem. E não estava!

Quando olhamos para a nossa vida e pensamos “mas o que é que passa comigo que eu nunca fui assim?” é porque alguma coisa não está onde deveria estar. São sempre estados doentios. Mesmo que sejam agradáveis!

Proponho que nos oiçamos com atenção e que dêmos razão à nossa voz. Não embarquemos em missões impossíveis. Não temos os gadgets necessários e heróis só há nos filmes!
 

TNT




TNT @ 00:03

Qui, 11/09/08

À mesa, depois de um repasto com amigos e perante uma bela vinhaça, vem à baila o assunto sexo. Subitamente, os homens presentes começam a ficar todos incomodados a tentar mudar de assunto, um bocado naquela base do “então e o nosso Benfica...?”, com risinhos meio parvos, característicos de miúdos de trinta anos que fizeram uma asneira e acabaram de ser descobertos.

“Eh pá... eh pá... olha aí...! Isso é que não!”
E nem sequer estávamos a ser demasiado gráficas! Apenas se tocou no assunto ao de leve.... Se eles assistissem a algumas conversas entre mulheres ficavam sem dormir três dias!

Porque é que os homens têm tanta dificuldade em falar de sexo?
Deve haver algo que os assusta profundamente, que os envergonha e, quem sabe até, que os repugna...

As mulheres, entre si, falam de sexo com o maior desembaraço e prontidão. Quando o “inimigo” está presente, são mais contidas, mas, ainda assim, não se coíbem de dizer o que lhes vai na alma. Os homens? Para lhes arrancar qualquer informação valiosa, é um martírio!

Do que é que os homens têm medo?
Será que receiam ouvir que as mulheres até gostam? Ou que gostam mais disto ou daquilo, coisas que nunca se atreveram fazer com as suas santas e imaculadas namoradas? Ou será que pensam que está sempre tudo bem e não percebem que o sexo é coisa para ser explorada a fundo? Será que têm pavor de ser confrontados com as suas próprias incapacidades e limitações?

Nunca se ouve um homem dizer que não está completamente satisfeito com a sua sexualidade. Têm sempre grandes vidas sexuais, vivem no auge e plenitude da coisa...

Quando uma mulher aborda o seu “hóme” com a conversa de que a coisa não está exactamente como desejaria, etc., fazem sempre aquele ar de boi a olhar para palácio, absolutamente espantados com a revelação.

A única coisa que oiço os homens falarem sobre sexo é que elas estão sempre com dores de cabeça...
Hum... e agora me pergunto: porque será??

 

TNT



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