TNT @ 16:42

Seg, 31/05/10

Noutro dia encontrei um amigo muito católico, apostólico e quem sabe até romano. Já não o via há cerca de dez anos e ah e tal como é que vai a vida? Que tinha casado e tinha uma prole considerável (lá está a veia católica). Olha que bom para ti! Entretanto, chega a mulher dele que eu conhecia doutros carnavais menos próprios e fiquei um pouco surpreendida por ele ter casado com ela.

Resumidamente, ela fazia parte de um grupinho que eu conhecia bem onde o amor era mesmo livre e à vontadinha, a nudez prática comum e a frequência das orgias era algo como uma dieta de Verão: comer várias vezes ao dia.

Ela arregalou-me os olhos e eu percebi claramente que ele não estava nem aí. Não sabia do passado dela, nem lhe passava pela cabeça. Fiz de conta que não a conhecia de lado nenhum e siga para bingo.

Mas foi assim que comecei a pensar que isto de conhecermos o passado mais ou menos obscuro dos nossos mais-que-tudo pode dar-nos chatices que não nos interessa nada. Não traz nada de bom. Esta coisa da honestidade é muito bonita (para alguns), mas também o é se forem honestos desde o dia que se conheceram ou que decidiram ficar juntos.

Já viram as dores de cabeça que se poupam se não soubermos que o tipo com quem estamos já foi encornado 30 vezes? Se soubermos disso logo de início começamos logo a pensar nas suas incompetências e se calhar nem gozamos a coisa na sua plenitude (se houver plenitude).

Ter informação é bom, ter demasiada informação é para os serviços secretos. O comum dos mortais não sabe lidar com isso, nem deveria saber.



Allie @ 17:39

Seg, 31/05/10

 

O mal de querer agradar à força toda no início de uma relação é que se vão omitindo (e escondendo) algumas verdades menos agradáveis. Pessoalmente, não são apologista dessa prática. Não fui logo contar todos os pormenores escabrosos, mas nunca os escondi e aos poucos fui contando tudo. Antes saber por mim, que por outros. Da parte dele penso (e espero) que tenha acontecido o mesmo.


TNT @ 22:03

Seg, 31/05/10

 

Se bem que há segredos que convém sempre guardar... fechados a sete chaves!

Daniela @ 17:39

Seg, 31/05/10

 

Pobre amigo, o teu.
Ele que não leia isto ou ... lá vem a profunda desilusão...


TNT @ 22:08

Seg, 31/05/10

 

Não lê... nem sabe que tenho um blog.


Jorge Soares @ 18:31

Seg, 31/05/10

 

É tudo uma questão de probabilidades, a probabilidade dela ser feliz é inversamente proporcional à probabilidade de um destes dias ele encontrar mais alguém que a conheceu naqueles tempos e esse alguém ter menos escrúpulos que tu.


Agora, será boa ideia deixarmos a nossa felicidade... ou infelicidade,  depender das probabilidades? 


Jorge Soares


TNT @ 22:09

Seg, 31/05/10

 

Pois, espero que impere o bom senso e que ninguém se descosa. Ninguém tem nada a ver com isso e se ela escolheu assim, lá saberá. O que é certo é que estão casados há anos e têm uma carrada de filhos.

João @ 18:33

Seg, 31/05/10

 

Isto é verdade. No bunnies killed this time


TNT @ 22:10

Seg, 31/05/10

 

No bunnies for me!!

Mário @ 18:53

Seg, 31/05/10

 

Eu já aprendi que é melhor guardar o passado numa caixinha e só ir lá se for mesmo necessário.
Acho que devemos fazer como nos computadores. Numa nova relação, "formatamos o disco", apagamos o que tínhamos e ficamos com o "sistema" novo em folha. A diferença é que não vamos "instalar" os mesmos "programas" que deram cabo do "computador", para não dar cabo deste também.
Cada um sabe de si, mas por mim, falar do passado só serve para estragar o presente e o futuro, porque acho que qualquer pessoa acaba por ficar de pé atrás ao saber das asneiras que fizemos.


TNT @ 22:12

Seg, 31/05/10

 

Asneiras ou não, depende muito dos tempos e situações que estamos a viver.
Mas concordo contigo quando dizes que o passado deve ficar lá atrás. Eu já caí várias vezes nesse erro imbecil e percebi agora que é uma total perda de tempo.
Antes tarde que nunca!

Carla @ 23:37

Ter, 01/06/10

 

Olá,


Acho que nos peocupamos demais com o que os outros pensam. Os outros também fizeram asneiras, e os que não fizeram deixam muito a desejar...e muito provavelmente irão fazê-las mais tarde e mais provavelmente ainda serão mais graves que as que fizémos.


Herdei da minha avó uma frase que utilizo nestas circunstâncias:"Cristo, o próprio, perguntou quem nunca asneou que atire a primeira pedra"!


Tá bem que há pessoas que apedrajam os outros por tudo e por nada, mas também com essas não queremos ter relações. Credo! Ter um santo lá em casa, deve ser cá um inferno.

cap @ 07:25

Ter, 01/06/10

 

Que grupos engraçados que conheces..


TNT @ 10:02

Ter, 01/06/10

 

É... e conheço mais!

Cap @ 13:52

Ter, 01/06/10

 

Acho que vou começar a frequentar este blog

Carla @ 23:30

Ter, 01/06/10

 

Pois! Tema quente este.


Bem, eu sou conhecida por "espantar a caça". Perguntas sobre o passado já toda a gente enfrentou:"Quantos namorados tiveste afinal?" "Bem....deixa ver....." 


Talvez erre por excesso, mas prefiro não omitir o passado. Quem está comigo ou aceita as coisas tal como elas são (passado incuído) ou não. Acredito que a escolha deve ser sempre dos outros e tirar a hipótese de opção de alguém é privá-lo de um direito seu. Não costumo mentir, se me perguntam têm a resposta honesta. Se não me perguntam, não se podem queixar. Agora que já tive com isso grandes dissabores, é verdade.


Aquela velha questão dos homens que adoram as mulheres independentes, femininas, namoradeiras....mas preferem não as levar para casa e apresentar à mãe. 


A questão é: será que uma mulher como a tua amiga é feliz com um homem que nada sabe sobre o passado e gostos pessoais dela? Ou será que ela se redescobriu e percebeu que afinal o que queria era ter uma família? Talvez. Mas será preciso para isso casar com alguém incapaz de entender que passado é passado e que as opções dela mudaram?! E como foi referido num comentário, imagina se alguém do passado dela comete alguma indiscrição?


Dúvidas....dúvidas!


Passado temos todos. E a maioria das pessoas que conheço que mais apologistas são delas próprias, dos seus bons costumes e hábitos por demais cristãos, são as piores em termos de "coisas que preferem não contar".


Não digo que contemos tudo ao pormenor. Pormenores são nossos, com certeza, irreveláveis.  Mas dar a ideia errada de quem somos não me parece uma boa ideia. 

Miguel @ 11:40

Ter, 08/06/10

 


Em última análise, foi no passado que nos tornámos em quem somos e nos preparámos para o futuro.
Mais: é quase científico que quem mais "esperneou" na juventude mais "certinha(o)" se torna com o casamento.
E que raio, se uma pessoa com o historial dela me escolheu "para toda a vida", o que é que isso diz de mim? Serei o único panhonha que a aceitou por não a conhecer? Ou por a conhecer? Ou porque nenhum outro lhe mereceu crédito? Ou....

Eia pá, quem quiser que continue. Eu tenho a certeza que não me sentiria mal por ser o escolhido.

BECG @ 16:22

Dom, 13/06/10

 

Eu acho que o que é passado não convém ser entregue de bandeja,se eu o tenho toda a gente tem uns mais outros menos e há que saber respeitar.O meu marido sabe por ex.que tive uns quantos namorados,e que gostava de sair há night ,mas raramente sabe o que fazia ou que deixava de fazer,também isso não o vai fazer nem mais ou menos feliz.O mesmo se passa em relação ao passado dele só preciso de saber o que sei,não me interessa saber mais.


 

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