TNT @ 12:03

Seg, 13/07/09

Já conheceram alguém que vos fez entrar em frenzy? Que fez despertar todos os sentidos ao mesmo tempo? Que vos provocasse frio e calor, e calor e frio num ápice? E que sentissem que aquela é a pessoa que tem tudo a ver convosco, que puxa o vosso melhor e que com ela são capazes de mover montanhas, abrir mares e derrotar o Coraçãozinho de Satã com um sopro? Ou será que estas coisas só acontecem nos filmes e livros?

Noutro dia ouvi uma história em que tudo isto acontecia. O busílis da questão é que esta pessoa era afinal a mulher/vivente de um dos melhores amigos do visado. Oh diabo! E agora?

O que fazer quando uma situação destas nos acontece? Moralismos à parte – que se vêm à procura de moral e bons costumes, estão no blog errado – será lícito sacrificar a nossa felicidade em prol da felicidade de um amigo? Hum… discutível? Neste caso específico que conto, o visado afastou-se e ainda hoje pensa nela como uma oportunidade que apareceu à porta, que foi fechada, trancada a sete chaves. Apenas o postigo ficou aberto para poder ver ao longe uma felicidade que podia ser a sua.

Confesso que uma destas nunca me aconteceu. Nem sei, muito honestamente, o que faria. Porém, já me aconteceu sentir tudo isto e a pessoa em questão ser casada. Foi a única pessoa até hoje capaz de me convencer a ser capaz de fazer tudo. Que – para quem me lê, sabe o receio que tenho de escrever um livro – foi capaz de me convencer de que eu seria capaz de escrever a bela da “obra-prima” e que eu até já ponderava fazê-lo.

O que fazer então quando julgamos encontrar o nosso Mr. Darcy ou a nossa Lizzie Bennet? Mas que por artes do destino já se encontram ocupados? Devemos procurar a nossa felicidade a qualquer custo e viver o nosso próprio “Orgulho e Preconceito”? Ou devemos recuar e viver o “Purgatório”?

Bem sei que este post está pejado de referências literárias, mas foi o mais parecido que consegui encontrar para me explicar. E, desta vez, não tenho nenhuma conclusão para este imbróglio…
 

TNT



São @ 12:25

Seg, 13/07/09

 

É uma situação complicada... acho que só quem está nessa situação sabe o que fazer. Mais difícil ainda: se optarmos pelo nosso Mr. Darcy, sacrificando, por exemplo uma amizade, e mais tarde descobrirmos que o Mr. Darcy perdeu o encanto?


TNT @ 21:34

Seg, 13/07/09

 

Não falo propriamente de atracções ou paixonetas... Refiro-me àquelas pessoas que parecem passar apenas uma vez nas nossas vidas.

Joao @ 12:38

Seg, 13/07/09

 

Por situações que observei, mas também por convicção pessoal, tenho dúvidas de que se consiga construir uma felicidade plena e duradoura sobre os cacos de alguém. Falha-nos a clarividência quando a paixão aparece, e esconde-nos o facto de haver sempre alguém, algures, capaz de nos fazer vibrar mais, de nos dar mais, de merecer mais.

Dito isto: Defendo que se recue.


TNT @ 11:47

Ter, 14/07/09

 

Sempre?

Joao @ 19:18

Ter, 14/07/09

 

Sim. Sempre. Julgo mais sensato. Por várias razões:
1) Não acredito em almas gémeas nem em pares perfeitos. O que é perfeito hoje, é imperfeito amanhã. Estabelecemos relações de compromisso com as pessoas que amamos em determinado momento das nossas vidas, por alguma razão, e as coisas funcionam enquanto nenhum de nós se afasta muito daquilo que motivou a primeira paixão e enamoramento;
2) Moralismos à parte, que aqui não os desejam, do ponto de vista ético é muito discutível até que ponto essa manobra é correcta, e para isso basta rodar a situação 180 graus e ver o que sentimos com isso, e o que esse sofrimento nos pode vir a trazer na vida (sessões de psicoterapia? :) );
3) Eventualmente perde-se uma amizade, que pode vir a provar-se ter muito mais valor do que uma paixão que pode não passar de um fogo fátuo. Tudo perde a novidade, tudo perde algum encanto, tudo muda;

Certamente nada disto impede que se mantenha o olho atento e que, se por algum motivo - que não devemos provocar - a relação original se degrade e termine, avancemos nós, embora isso possa criar atritos relacionados com o que escrevi em 3).


Inocêncio da Silva @ 13:19

Seg, 13/07/09

 

Achei...

Perdi...

...e nunca mais vi!



Ainda hoje imagino “…e se?!”



TNT @ 21:36

Seg, 13/07/09

 

Pois é... É tramadíssimo!
Ficar toda a vida a pensar "E se...?"
Onde fica a justiça e para quem?

Anónimo @ 13:26

Seg, 13/07/09

 

Eu acho que tem de chutar o balde,e viver um grande amor.


TNT @ 11:48

Ter, 14/07/09

 

Não é fácil viver um grande amor às custas da infelicidade de alguém de quem gostamos. A não ser que esse alguém se esteja nas tintas!

Allie @ 14:03

Seg, 13/07/09

 

Cada caso é um caso e muito depende da Lizzie ou do Mr. Darcy. O teu conhecido achou que melhor seria não arriscar, pois de certeza perderia o amigo, mas se a senhora em questão também mostrasse uma forte inclinação? Aí, sim, creio que é possível avançar, mesmo sabendo que se vai perder muito. Quando "a tal" ou "o tal" desejam tanto como nós, cresce em nós uma força desmedida de enfrentar o mundo, não é?

 


TNT @ 11:49

Ter, 14/07/09

 

E ficamos capazes de tudo... se bem que, acredito, que estas coisas apenas acontecem uma vez na vida...

Heimdall @ 14:19

Seg, 13/07/09

 

Eu sempre detestei homens/mulheres que se metem com homens/mulheres comprometidos(as). Sempre detestei o Lancelot por se meter com a mulher do Rei Artur. Sempre detestei a história de Tróia porque a guerra começou com o príncipe de Tróia a roubar a mulher do General do exercito Grego. 


No entanto, eventos recentes mostraram-me que quando o amor é verdadeiro, não há forma de o controlar. Não pode ser contido. Tal como disseste, atravessamos montanhas, percorremos vales, navegamos sobre mares tempestuosos só para a ver.
Infelizmente há sempre o outro lado das coisas, pessoalmente tenho um grande problema de consciência e não conseguiria manter uma relação com uma mulher comprometida. Não conseguiria viver comigo mesmo estando nessa situação. Mesmo não conhecendo a pessoa com quem ela está. Não acharia justo para ele, não gostaria que fizessem o mesmo comigo.


São situações muito complicadas e a única coisa que vos digo é: Tenham a certeza que amam verdadeiramente a(o) vossa(o) companheira(o) e cuidem a tempo inteiro dessa relação, pois se não o fizerem, um dia vocês poderão ser o Rei Artur ou o General Grego.


TNT @ 11:52

Ter, 14/07/09

 

É de facto uma situação recorrente e que marcou alguns períodos históricos e inspirou obras de ficção. É porque realmente acontece!
Obviamente que não gostaríamos de ser personagens nessas histórias de triângulos amorosos. Mas se, de repente, tudo nos bate ao mesmo tempo e todos os nossos sentidos identificam aquela pessoa como sendo a tal alma-gémea de que tanto se fala?
Sem defender quaisquer das partes, apenas estabeleço cenários possíveis...

Anónimo @ 14:32

Seg, 13/07/09

 

Há coisas que não vale a pena discutir.
Quando o frenzy é a sério a moral não é tida nem achada. Nem sequer há propriamente uma decisão de avançar ou retirar. Há apenas inevitabilidades... e suas consequências.


TNT @ 11:53

Ter, 14/07/09

 

E saber viver a felicidade com as tais consequências... será que não vêm depois bater-nos à porta?

Anónimo @ 11:59

Ter, 14/07/09

 

É bem provável que venha. Mas mesmo estando de pré-aviso há coisas que são mais fortes que nós próprios.

MeninoVeneno @ 19:08

Seg, 13/07/09

 

Isto é complicado ....as consequências também são complicadas....enfim isto de amor e atracções é mesmo complicado ....sinceramente não sei e dar aqui lições de moral também não é meu género . O melhor é viver e não pensar muito no assunto.


TNT @ 11:54

Ter, 14/07/09

 

Pois, não pensemos!
É melhor enterrar a cabeça na areia e se acontecer, logo se vê!

AnónimA @ 20:17

Seg, 13/07/09

 

Contra. Parcialmente contra!

Só se o Mr. Darcy sentisse o mesmo por mim. E mesmo assim, não sei... Nunca mais me conseguiria perdoar... É muito mau!

E vai que depois não desse certo?!

Oh... há tantos peixes neste mar...


TNT @ 11:55

Ter, 14/07/09

 

Pode haver muito peixe no mar, mas não era desses que falava. Falava da alma gémea. E esse peixe é único!


7sentidos @ 20:35

Seg, 13/07/09

 

Olá :D

Deixemos a moral e os bons costumes de lado (como o bom portugês faz).
Citando Fernando Pessoa "Tudo vale apena quando a alma não é pequena"

Gostei do seu blog.


TNT @ 11:55

Ter, 14/07/09

 

Pois, a moral não é para aqui chamada!
E a ética?


Paulo Pinto Mascarenhas @ 02:05

Dom, 19/07/09

 

Devias começar por escrever o livro...


TNT @ 02:53

Dom, 19/07/09

 

Por ser para ti - um enorme privilegiado! - confesso que parece que é desta!
Vai ser a meias, mas vai sair...


Paulo Pinto Mascarenhas @ 02:00

Seg, 20/07/09

 

Boa! Quero fazer notícia, quando for a hora certa. Bjs.


TNT @ 11:45

Seg, 20/07/09

 

Boa, vamos precisar
Mas a coisa ainda vai demorar! Sabes, aquele período em que tem ainda de se escrever!
Para o ano, quem sabe...

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