tsetse @ 01:54

Seg, 02/02/09

Nos últimos tempos, tenho ouvido alguns desabafos de mulheres com filhos pequenos. Trabalham oito horas por dia, depois chegam a casa, têm que tratar da vida doméstica e dar atenção a um ser pequeno, ou mais, que ainda não conhece limites e precisa de atenção constante. Chegam ao fim do dia exaustas e querem aproveitar todo o tempo livre para descansar. Com isto, a vida sexual passa para segundo plano, pois não têm energia e mais uma hora de sono dá mais prazer que um envolvimento apressado, programado e sempre parecido.

No caso dos homens que foram demasiado mimados, de repente, surge ainda mais um problema. Habituados a ser o centro de atenções da mulher, começam a ficar carentes, quando estas têm que dedicar quase todo o seu tempo às crias. Com esta carência, vem também a falta de iniciativa.

E, no caso dos homens que não ajudam, a coisa fica ainda mais complicada. A exaustão da mulher é maior e a irritação aumenta, proporcionalmente. E uma mulher irritada com o seu parceiro não fica propriamente com vontade de grandes intimidades.

A solução? Eu, que nunca tive filhos e que vejo de fora, diria que deve passar por:
1. Os pais partilharem as tarefas (de notar que a única que só pode ser feita pelas mulheres é a amamentação) e, assim, aliviar a exaustão da mãe.
2. As mães perceberem que não podem dar atenção só aos filhos. Têm que fazer um esforço para, dentro do possível, não alterarem muito o comportamento com o companheiro.
3. Ambos arranjarem umas horas por semana sem filhos, nem conversas sobre as finanças do lar. Um momento para manter a cumplicidade e aumentar o bem-estar. Claro que este ponto depende de ter alguém que tome conta das crianças ou de dinheiro para a contratar.
4. Evoluir e diversificar, para que o divertimento supere o cansaço. Para isso, recomendo as aulas da TNT e os manuais da Bee.

 

Aulas:

Sexo no Feminino - Aula #1

A anatomia do Bico - Aula #2

Na cama com... Gräfenberg - Aula #3

Trabalhos Manuais - Aula #4

Quem és tu hoje? – Aula #5

 

Manuais:
Manual da bomba na cama

Manual do super-homem na cama


Tsetse



Sandy @ 14:24

Seg, 02/02/09

 

Vou ser sincera: eu já tenho que tomar conta do bebé, da casa, da roupa e comida do marido, de mim, dos dramas familiares, das compras para a casa e mais mil e uma coisas. Estou exausta, como as pessoas com quem falaste. A última coisa que me apetece é ter que me preocupar com os ataques de mimo do marido que deixou de ter atenção ou ter ainda que ser eu a sugerir ter bom sexo. Pelo menos isso, acho que ele pode fazer...


tsetse @ 14:33

Seg, 02/02/09

 

É um ponto de vista que até pode ser justo, mas é perigoso. Deixar o futuro da vossa relação nas mãos de um homem que nem tem a sensibilidade para perceber que a Sandy precisa de ajuda, parece-me arriscado.

Que tal admitir que precisa de ajuda e falar com ele sobre o assunto? Por exemplo, explicar que não deixou de gostar dele, mas que simplesmente não tem capacidade para gerir tantas coisas? Não custa tentar...

Pedro Timóteo @ 15:45

Seg, 02/02/09

 

Também não tenho filhos, mas, se por um lado concordo plenamente com os teus 4 conselhos, a minha experiência de observar outras pessoas diz-me que, sendo uma grande verdade que os homens costumam ter grande parte da culpa porque não ajudam e continuam a querer ter as vidas de "crianças grandes" que tinham, também é verdade que muitas mulheres não apreciam minimamente o facto de terem um dos raros homens que efectivamente ajudam, e continuam absolutamente obcecadas pelos filhos, incapazes de pensar ou se preocupar com outra coisa, ou de se separar deles por qualquer período de tempo. Ou seja, os teus conselhos 2 e 3 são pura ficção científica.


tsetse @ 17:51

Seg, 02/02/09

 

As crianças precisam de atenção constante. Primeiro, porque nem conseguem mudar de posição sozinhas, depois, quando começam a andar, porque não têm noção dos limites. É difícil não ficar um pouco obcecado. Mas os conselhos não deixam de ser válidos, por serem difíceis de aplicar.



Pedro Timóteo @ 17:56

Seg, 02/02/09

 

Primeiro, agora que reli o meu próprio comentário, o fim dele realmente parece um pouco brusco. Se o pudesse editar, terminaria com: "Ou seja, os teus conselhos 2 e 3 são pura ficção científica na maioria dos casos."

Segundo, se por um lado elas precisam de atenção constante, por outro lado existe uma coisa muito, muito importante, que salva casamentos, carreiras, e a felicidade dos pais: avós. Eles em geral até gostam de se sentir úteis, quando estão reformados, e têm mais calma e experiência do que nós. Claro que, mais uma vez, o problema aqui é que muitas mães não conseguem separar-se mesmo dos filhos, e nem os confiam à mãe delas...


tsetse @ 18:12

Seg, 02/02/09

 

Pedro, esse é um óptimo conselho. Por acaso, algumas das pessoas que desabafaram comigo não têm essa sorte. Os avós moram longe. Mas podem sempre contratar alguém...


TNT @ 18:08

Seg, 02/02/09

 

Na minha opinião, as crias dão cabo da harmonia de um casal quando ela existe. Se já não existe, as crianças só vão agravar o estado das coisas.
Se algum elemento do casal vir as crias como o seu centro, julgo que a coisa só pode dar confusão. Tanto para o casal como para os miúdos que podem tornar-se adultos insuportáveis e mimados, prontos a minar outra casa!
O centro do casal deve ser o próprio casal. Os putos são pessoas. Indivíduos que devem ser orientados e nunca a bússola.
Verifico, com tristeza, que as mulheres tendem a fechar-se sobre o seu ninho. E com isso perdem tudo. Passam a ser apenas a mãe do Francisco, a mãe do João ou a mãe da Rita. Mas a culpa será sempre dos pais e das mães...


tsetse @ 18:16

Seg, 02/02/09

 

Tens toda a razão, TNT.
"O centro do casal deve ser o próprio casal" - mais umas frases destas e podes editar uma nova versão do "Segredo". Ficavas rica!



TNT @ 18:22

Seg, 02/02/09

 

Olha, isso é que é conversa. E nem sabes o quão perto da verdade podes estar... não a parte de enriquecer, claro!

executivo_chanfrado @ 19:50

Seg, 02/02/09

 

OLÁ,
Eu sou Pai de dois e nunca tive problemas em ultrapassar esta fase. Alguns considerandos sobre os números acima:
1. Se os Pais não partilham as tarefas não deverá a Mãe considerar a continuidade do relacionamento? Afinal de contas, com que merda de homem estão casadas?
2. É mais fácil dizer do que fazer. Principalmente nos primeiros tempos. Agora aquelas “gaijas que têm filhos e depois a única coisa de que sabem falar é da cor da merda, dos arrotos, das bronquiolites….poupem-me
3. Tse, tse, andas a escrever para alguma revista feminina ou quê? Vamos cair na real! Por esta altura o Tuga médio anda a tripar com o custo do leitinho em pó que cada caixinha se esvai em 4/5 dias! E as fraldinhas? Tão baratas? Tu a mudares e eles a cagarem-se para a próxima! E os dodots? E? E? E?
4. Evoluir e diversificar é uma tarefa constante. O cansaço nos primeiros tempos é muito. E depois depende da raça deles. Experimenta passar um aninho sem dormir uma única noite de seguida tendo em média 2 a3 horas de sono por noite. E depois isto tudo acaba por passar, a vida volta ao normal e os orgasmos reentram na nossa rotina
E TNT, tens toda a razão. Os filhos são definitivamente o grande teste á relação. E olha que muitos são autenticos misseis lançados sobre uma relação boa. E depois, como é que fazes o fogo anti aereo? Eu por exemplo, produzi um missil.


cigana @ 19:13

Seg, 02/02/09

 

Este post deu-me que pensar porque já vivi esta situação (creio que é uma situação que a maioria das mães já passou, com maior ou menor dificuldade) e lembro-me como foi difícil conciliar tudo e arranjar estratagemas para conseguir sobreviver.
Mas também me ocorreu logo aquele velho truque de engravidar para prender o marido e consolidar a família. Se for só pelo piolho, como será possível salvar uma relação já moribunda no meio de um stress desses?


tsetse @ 16:14

Ter, 03/02/09

 

As coisas já estarem más e ainda terem um filho para ficarem com menos tempo para dedicar à relação? Parece-me um contra-senso...

AnónimA @ 21:12

Seg, 02/02/09

 

Sim aos homens que ajudam nos trabalhos de casa... não é por isso que deixam de ser machos, garanto... Com isso conseguem não só uma mulher que implica menos (tem mais paciência, não resmunga tanto), como também uma mulher que vos continuará a dar mimos (cama, incluída!) e, também, uma exímia mãe do vosso rebento...


tsetse @ 16:15

Ter, 03/02/09

 

Toda a razão, AnónimaA!


Atlantico @ 20:08

Qui, 05/02/09

 

Pois é teoria, teoria, teoria!!
Por mais que um homem ajude em casa, por mais que se esforce em partilhar as tarefas domésticas está sempre lixado porque a mulher, por ser mulher, é um ser por definição com imensas razões de queixa, explorada, sem afecto, sobrecarregada pelas lides caseiras, queixosa etc. Por isso meus amigos homens, deixem-se estar, vão ao futebol, vão jogar poker com os amigos, coçar o umbigo para a frente da televisão, assim pelo menos as vossas mulheres terão REALMENTE razão de queixa, e vocês saberão EXACTAMENTE porque é que ela está outra vez com os "burros amarrados", o que é, garanto-vos eu, um descanço . Já la estive e tenho a T-Shirt para quem quiser ver...

Pedro Timóteo @ 17:27

Qui, 12/02/09

 

Acho que alguém aqui ainda não se recuperou de uma relação. :)


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