tsetse @ 18:05

Ter, 04/11/08

Hoje em dia, a maior parte das pessoas, para além dos sonhos em casal (como, por exemplo, montar uma casa juntos, ter filhos, fazer uma viagem, etc.), têm também sonhos, desejos e ambições como indivíduos. Longe vão os tempos em que a maior parte das mulheres ficavam em casa a apoiar os sonhos dos maridos como sendo os seus. E, com esta nova individualidade, cresceu também a fobia ao domínio por outra pessoa e à perda de afirmação.

Se, antigamente, os ciúmes eram visto como uma prova de amor, hoje já só são aceites (pelo menos entre os seres inteligentes e com vontade própria) quando são em tom de brincadeira ou em dose moderada. Pessoalmente, considero que o ciúme é um sinónimo de desconfiança e, até, de desrespeito pelo parceiro. Por várias razões:
1. Se uma pessoa não confia no parceiro, como pode querer partilhar uma vida saudável com ele?
2. Se não confia, é porque acha que o outro não é de confiança. No fundo, acha que o outro é mentiroso e/ou promíscuo. Ou seja, é um insulto.
3. Como pode uma pessoa evoluir livremente e em toda a sua potencialidade, se tem alguém a controlá-la e, portanto, a restringi-la?

Com isto, não quero dizer que as pessoas devam ser livres para se enrolarem com quem quiserem e quando quiserem, nem que deixa de ser uma falta de respeito andar a fazer charme a terceiros. Devem ser livres para escolher o seu caminho e, se esse for errado, devem aceitar as consequência. Também não quero dizer que se deve aumentar as tentações ou até descurar os perigos. Deve haver alguns cuidados, mas nunca imposições.

Já agora, enquanto escrevia isto, apercebi-me que nunca sofri deste mal. Não sei se por os meus parceiros terem-me achado inofensiva ou por perceberam que eu jamais toleraria tal comportamento. E a verdade é que, realmente, nunca o consentiria. Por todas as razões apontadas e mais uma: valorizo muito a minha independência.

 

Tsetse




Puss @ 22:27

Ter, 04/11/08

 

Em todo o reino animal o bicho desconfia .......por uma questao de sobrevivencia......e chama-se " aprender" ao acto de ter sido enganado e prejudicado e prevenir q volte a acontecer. É obvio que tudo com peso e medida e mto dialogo.

Presumo que nunca foste escaldada...........


tsetse @ 22:45

Ter, 04/11/08

 

Eu não tenho nada contra as pessoas estarem atentas e diminuírem os riscos. Acho até muito inteligente. O problema começa quando uma pessoa tenta controlar a outra e fazer imposições claustrofóbicas.

Já agora, a tua presunção está errada...


CC @ 23:39

Ter, 04/11/08

 

Ter sido enganado uma vez e ter aprendido não significa que não se volte a cair exactamente na mesma esparrela Quanto a mim o que se aprende mesmo é a desconfiar mais e mais dos outros e não a evitar que o mesmo venha a acontecer. Eu também não admito o ciume , viver com ciumes é insustentável e acho que não se aprende mesmo nada!


tsetse @ 13:42

Qua, 05/11/08

 

Sim CC, concordo contigo: É uma daquelas situações insustentáveis, que não nos ensina nada, só corrói o sistema nervoso de quem tem ciúmes, a independência de quem é o alvo e, por fim, a relação.

tpires @ 23:54

Ter, 04/11/08

 

Concordo plenamente com as ideias que passas neste post. Aliás nos últimos 5 anos tenho seguido essas ideias em todos os relacionamentos que tive. Infelizmente algumas pessoas julgam que a falta desse cíume ou preocupação exagerada é porque "não gostamos o suficiente", enfim ideias parvas. Eu acho que acima de tudo é uma decisão que nos mantem independentes e a encarar o dia-a-dia de uma forma mais descontraída.

Cumprimentos.


tsetse @ 13:47

Qua, 05/11/08

 

Exacto. Ver perigos em todos os lados, sentir ciúmes por todos os actos independentes, só cria stress desnecessário. E é tão mais agradável viver uma vida descontraída...

É preciso é que ambas as partes da relações tenham respeito pelo outro, para não criar situações desagradáveis e nas quais é impossível não ter ciúmes... A partir daí, o melhor é simplificar.

Cigarra @ 19:32

Qua, 05/11/08

 

Eu acho que o cíumes deve ser controlado também. Não podemos expor muito aquilo que sentimos no peito, pois as vezes perdemos quem mais gostamos por aprisionar estas pessoas com imaginações fortes feitas na mente.

Por favor visite o meu blog, comecei faz pouco tempo e gostaria de umas ajudas.

http://cigarramaquiada.blogspot.com/

bjão


tsetse @ 21:02

Qui, 06/11/08

 

É mesmo isso...
Entretanto, já visitei o seu blog e conto voltar.



cigana @ 22:43

Qua, 05/11/08

 

Não sou ciumenta, odeio cenas de ciúmes, acho a degradação total. Mas claro que há sempre quem use aquele argumento "Não desconfio de ti, desconfio dos outros!"


tsetse @ 21:05

Qui, 06/11/08

 

Pois é Cigana, há quem diga isso...
Mas parece haver aí uma contradição. Se não desconfia do parceiro, acredita que os outros podem fazer o que quiserem, que não vai acontecer nada...

Anónima 26 @ 09:50

Qui, 06/11/08

 

Lol ai essa é do melhor!!! Alto escândalo, vergonha total e no fim: "oh amorzinho eu não desconfio de ti, desconfio é dos outros!! Porque eu só fiz isto porque te amo muito e nunca ninguém te vai amar como eu!"
É a passagem descarada de "parvalhão que só no me deixa ficar mal" a vítima!! lol
Eu também não curto nada cenas de ciúmes!!
E aqueles cromos que não as deixam andar de saia e etc..?!!! E aqueles que sempre que vai um amigo a casa manda a mulher para o quarto para ele não a ver?!!! Isto sim é horror!! Viver enclausurada! Que medo!!

Beijinhos!!!

P.S. Este blog é um máximo! Parabéns!


tsetse @ 21:11

Qui, 06/11/08

 

Pois, acham que são donos das namoradas e que podem impor a sua vontade...

Kika @ 11:36

Qui, 06/11/08

 

Para mim ciumeira/desconfiança é mera insegurança da pessoa q o sente, nada tem haver s já fomos traidos ou não. Cada relação é única. Cada pessoa é um mundo. Agora qdo há um elemento ciumento e possessivo, não há de todo paxorra! Por isso malta ciumenta, não sofram desse mal, porque o q tiver q acontecer acontece...


tsetse @ 21:14

Qui, 06/11/08

 

Sim, o ciúme em exagero não traz nada de positivo às relações. A única coisa que pode trazer é vontade de fugir ou de dar realmente razão ao acusador...

O_Alminhas @ 12:12

Qui, 06/11/08

 

O mote do post é correcto: a posse está associada ao amor. É inegável e é inevitável, está nos livros... Sem sentimento de posse, garanto que não existe amor. Quem tiver ouvido a entrevista de José Cardoso Pires, que a RTP2 passou por ocasião dos 10 anos da sua morte, ouviu precisamente isto...
Quanto às perguntas do post - algumas delas de resposta muito óbvia e directa - responderei com outra pergunta, perdoe-se-me a falta de educação: não há pessoas que são mentirosas compulsivas? Que mentem com o ar mais cândido e controlado possível, mas mentem? E quando a mentira está toda a descoberto, só falta a confirmação? É um insulto considerar esta pessoa mentirosa? Estas pré-sentenças, incorporadas nas perguntas que já vêm com resposta, esquecem uma realidade importante: a vida não é toda a preto e branco, ou a azul e rosa, há imensas variações...


antiego @ 12:21

Qui, 06/11/08

 

Acreditem que falta de ciúme pode revelar mesmo falta de amor.


tsetse @ 21:17

Qui, 06/11/08

 

Mas o ciúme pode ser controlado... Sentido, mas disfarçado ou até transformado em brincadeira.

anónimA @ 12:07

Sex, 07/11/08

 

Por acaso não sofro muito desse mal, mas há algumas alturas que me dá umas paragens e faço filmes... mas tudo só comigo! Mas depois volto a pôr os pés na terra e dou conta do quanto exagerei... e até me rio :) Enfim, são dias menos bons, em que parece que tudo está contra nós, até o nosso mais que tudo...
Mas também é como dizem... ainda não fui escalada... se assim for, presumo que não vou voltar a acreditar e a confiar tão cedo, de certeza!

Beijinhos


Inocêncio da Silva @ 14:31

Sex, 07/11/08

 

Cara Tsetse , disse alguém um dia "só tem ciúmes quem prevarica e todo o prevaricador é ciumento".
Confesso que esta frase me apanhou algo desprevenido naquela época mas que hoje faz todo o sentido, não só para mim mas para toda uma gente que desconhece o conceito "ciúme ".
Há excepções é certo, mas regra geral alguém que nunca pulou a cerca desconhece os perigos dessa mesma epopeia, logo é incapaz de os reconhecer em terceiros, assim como os pequenos detalhes que caracterizam o malfadado prevaricador/ciumento.

O ciúme é como o fogo!
Quer-se pequeno como a chama duma vela ou de um isqueiro para que tenha alguma utilidade, pois as labaredas de um incêndio só trazem desgraça!

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