TNT @ 13:37

Sex, 20/06/08

Fui ver o filme... pois claro! Fui à estreia. Eu e algumas centenas de mulheres, meia dúzia de casais gay e alguns homens hetero, nitidamente arrastados pelas suas fêmeas. O mulherio em êxtase, batia palmas e ouvia-se um ou outro bruaá quando entrava alguma personagem importante. Eu, completamente hipnotizada pelos sapatinhos que iam desfilando no ecrã. Futilidades próprias do género à parte, achei o filme a querer roçar o romântico e uma tentativa idiota de nos vender a ideia de que afinal as nova-iorquinas fashion querem é casar com véu, grinalda e flor de laranjeira.

Se assim é, devo dizer que as portuguesas urbanas (como eu e aqui a minha sócia) estão muito mais à frente. Se a felicidade estivesse dependente do casamento, não estaríamos em primeiro lugar no número de divórcios na Europa! Digo eu...

As mulheres querem é ser felizes! O casamento é apenas uma canseira! Um factor de stress imenso com convidados que não se dão, distribuição absolutamente cuidada das mesas, escolha criteriosa da ementa, vestido, local... uma canseira para a qual não há pachorra! O casamento per si pode estragar qualquer relação. No fundo, o casamento pode dar cabo do casamento. Há casais que não resistem ao casamento (boda) e que por isso não chegam sequer a ter o casamento (relação) com que sonharam, em consequência de complicações trazidas pelo casamento (boda).

O português é, de facto, uma língua muito traiçoeira. Atraiçoa-nos desta forma insultuosa insinuando que casamento e casamento são uma e a mesma coisa. Por estas e por outras é que os anglo-saxónicos têm a distinção entre wedding e marriage. Eles lá sabem...

 

TNT
 




Inocêncio da Silva @ 14:28

Sex, 20/06/08

 

Mai nada...é isso mesmo!!!

És efectivamente a maior...e não é lá na aldeia dos anões!

Lembro-me de uma certa "rapariga" ter ficado espantada quando eu disse que me tinha casado por "achar giro" (ring a bell ?)

Eu casei por impulso, por paixão...e por achar que iria ter piada!!!
Então e os outros que casam por convenção? afinal, os meus motivos não serão assim tão descabidos, certo?
Como avancei para a coisa desta leviana forma, diverti-me à brava com a boda, onde tive oportunidade de ver familiares, amigos e bêbados em geral juntos por algo que não acreditam, conhecem, ambicionam ou contestam mas aplaudem - o famigerado "politicamente correcto".
Hoje, ainda acho giro e ainda me divirto...ao contrario de alguns que levaram a coisa demasiado a serio!

Só para terminar gostava de comentar algo acerca do espírito que embriaga os familiares, amigos e bêbados em geral por ocasião deste festejo: "ah e tal, então hoje à noite é que é?"
É impressão minha ou esta gente pensava que eu ia meter-me em tal festarola sem fazer antes um "test drive " à viatura?!


Miguel @ 14:46

Sex, 20/06/08

 

Toda a gente, homens e mulheres, gosta de ter três certezas na vida: conseguem ser independentes; conseguem manter uma relação estável; conseguem fazer filhos.
Quanto à independência, creio não haver polémica.
Quanto à relação estável, bom, muita gente, erradamente, acha que a estabilidade duma relação deve evoluir para casamento, para assim ser confirmada. Asneira, claro. O que confirma também ata. E o casamento tende, por isso, a tornar-se um sufoco. E daí ao divórcio é um instante. De notar que nunca um solteiro se divorciou.
Para terminar a ideia, fazer filhos é uma capacidade que todos almejamos possuir. Mas é diferente de criá-los. Todos querem saber que os conseguem fazer (sensação de pessoa realizada: escrever um livro, fazer um filho e plantar uma árvore), o pior é que o fazem mesmo que não tenham jeito, pachorra ou inteligência para os criar.
Sendo certo que a independência acaba quando começa o casamento, nascendo filhos então é a obliteração total da dita. E quando chegam os filhos, o que o casamento ainda tinha de bom também vai para o béléléu. Outras coisas boas virão, mas as que tínhamos...
Daqui se infere que, para sermos felizes temos que ter uma razoável dose de egoísmo. Também de altruísmo. Mais que não seja para nos aconchegar o ego.
Mas quem não é um bocadinho egoísta dificilmente conseguirá alcançar a felicidade.
E também temos duas palavras: ao acto de casar chama-se núpcias (enlace); casamento é o nome que se dá à relação mantida por quem celebrou núpcias. Somos é preguiçosos e não usamos tantas palavras; porque há mais - esponsais, matrimónio, boda, casório, maridagem, conúbio (isso mesmo, conúbio), desposório, maridança. Um fartote.


TNT @ 17:00

Sex, 20/06/08

 

Quanto a essas certezas absolutas... fala por ti!!!
Eu nunca quis ter filhos nem os quero ter... Nem tal coisa me passa pela cabeça! Safa!

Miguel @ 17:37

Sex, 20/06/08

 

É esse o defeito das generalizações.


antiego @ 18:15

Sex, 20/06/08

 

Bolas, nao sabia que a Boda pode estragar o casamento.

Anabela @ 22:26

Sex, 20/06/08

 

Olá!

Sou suspeita e uma inexperiente na vida e compreendo e concordo parcialmente com o que dizem...

Casar pode ser uma grande alegria, qunado há um grande amor e uma grande vontade de partilhar a vida. Se isso não existir, torna-se tudo num grande pesadelo. Com amor e boa vontade, cuidado, planeamento atempado da boda, carinho, não há "stress" que derrote os noivos. Há festas para todas as bolsas e gostos.

Penso que o que pode matar o casamento (matrimónio) é a rotina, a desilusão, o cansaço, a falta de amor e paixão, a falta de tempo para estarem juntos...

Não é o casamento (boda, matrimónio, como lhe quiserem chamar...) só por si que mata uma relação.

É uma pena que as estatísticas não contemplem as separações das pessoas que estiveram unidas de facto ou que simplesmente começaram a viver juntas sem formalidades.

Todas as relações, com ou sem casamento, estão sujeitas ao desgaste.

anónimA @ 22:59

Sex, 20/06/08

 

AI TNT, pk tt medo do casamento, dos filhos, da redução da total liberdade?? Acho que ai deve ter entrado um macho que estragou (ou melhorou, va!) as tuas ideias não??Eu ainda sou das crentes que acredita no casamento, ou melhor, na uniao de facto (que as vezes é capaz de ser mais saudavel - isto enquanto n entra a comunhão de bens é sempre mais facil!). É certo que é fixe aquela grande festa chamada casamento, ou boda, mas tb podemos faze-la lá in casa, com os amigos, enquanto vivemos em uniao de facto :)

E já agora, também fui ver o sexo e a cidade... achei delicioso, apenas pelo facto da amizade de 4 raparigas que, de facto, é mm de louvar :).

Ah, mais uma coisa... temos muitas maneiras de dizer as coisas sim. A nossa lingua portuguesa é simplemesnte maravilhosa, pelo cariz traiçoeiro k traz sempre consigo eheh. bijou

qrestina @ 10:19

Seg, 23/06/08

 

O problema principal estará na ansiedade típica de algumas mulheres... ansiedade em não ficar para tia e, portanto, ansiedade para casar e para fazer meninos. É a ansiedade pela perfeição, por mostrar ao mundo que conseguiram ter sucesso naquilo que está inerente à condição feminina - casar e ter filhos.

Eu, cá por mim, acho tudo isso uma grande canseira. Um autêntico desperdiçar de energias. Casemos e tenhamos filhos se assim o desejarmos - se não, não o façamos.

Muitas vezes parece que andamos a viver mais para os outros (ou outras) do que para nós próprias... e isso é meio caminho andado para o desgaste (com ou sem boda).

Alguns devaneios acerca do tema: http://qrestina.blogspot.com/2008/06/ambiguidades-femininas.html

Mir @ 00:52

Qui, 26/06/08

 

Sempre odiei "O Sexo e a Cidade", parecia-me um insulto uma série onde 4 gajas bonitas, com carreiras interessantes e cheias de dinheiro passam a vida de rastos por causa de HOMENS! (e digo homens como diria mulheres se elas para lá se virassem) Faz parecer que o centro do mundo de qualquer pessoa é ter uma relação tipo-conjugal e sem isso podemos ser iluminados, super realizados nas nossas vidas profissionais, ou ter amigos excelentes e famílias amorosas, mas a nossa vida não tem sentido!


Manel @ 15:45

Sex, 27/06/08

 

Falam muito mas depois quando se casam EXIGEM as tretas todas, por vezes com familiares próximos (pai, mãe) às portas da morte, mas "The show must go on".

Menina, para sermos o campeão em divórcios é porque muita gente se casa.

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