TNT @ 11:53

Qui, 08/05/08

Leio uma reportagem numa revista de actualidade sobre uma comunidade matriarcal – Mosuo - lá para os lados da China. Confesso que, embora não seja propriamente uma feminista acérrima, a coisa me agradou. Tirando ali uma ou duas situações mais ridículas, no cômputo geral, a coisa agradou-me, pronto.

Ponto primordial e que me suscitou mais interesse: não existir casamento. Parece que, por ali, as relações duram enquanto houver amor. Já não há amor?... Next! O que me parece assaz curioso... Com a fama que as mulheres têm de sedentas pelo casamento, estranho o facto de não existir o dito laço, logo num sistema matriarcal! Ou será que andamos todos enganados e afinal as mulheres, no fundo, estão-se nas tintas para o casamento e só querem os gajos para dar umas quecas? Será possível???

Enlevada por esta nova realidade decidi investigar as características das restantes três sociedades matriarcais conhecidas. Conclusões? Poligamia com fartura; o ciúme não existe; os homens servem “pró que é” e pouco mais; ‘céu’ e ‘inferno’ também são conceitos desconhecidos ou propositadamente ignorados; e o único ‘pecado’ é tratar-se mal as crianças...

Oh inclemência! Oh martírio! Estarão os valores todos trocados? Querem lá ver que quando são as gajas a mandar não há casamento e há sexo com fartura?
Logo as mulheres que, segundo os homens, só querem é casar, e assim que casam perdem a vontade de ter sexo... Ou será que os gajos assim que casam, desleixam-se e elas perdem o desejo sexual... por eles? Não deixa de ser uma hipótese legítima, não me lixem!

Todas estas comunidades matriarcais situam-se do outro lado do mundo... o que me fez pensar... Com a sede instituída pelo casório, será que no Ocidente as mulheres gostam menos de sexo e mais de copos-de-água?

Devo ter uma costela oriental e não sei! Para que conste, nunca me casei... nem pretendo!

TNT


Miguel @ 13:33

Qui, 08/05/08

 

Das várias leituras que fiz relativas a sociedades matriarcais, o casamento nunca é, de facto, uma coisa estática. Em algumas comunidades, não existia sequer tal conceito. Nem o de poligamia, claro.
Seria até usual haver uma casa de homens e uma casa de mulheres, mais umas casinhas "pro que é".
Mas nem tudo eram rosas: uma das sociedades matriarcais mais populosa, na América do Sul, extinguiu-se por causa dos ciúmes (de 2 homens, claro). Foi uma mortandade absoluta.
Quanto à poligamia, sempre achei que fazia mais sentido se fossem as mulheres a terem dois ou três maridos. E isto também vem da sabedoria oriental;
o ideograma chinês para confusão é "duas mulheres numa casa".
E para que conste, aqui na minha terra existem duas situações do conhecimento geral que servem para os dois exemplos: numa, há um homem a viver com duas mulheres, e na outra, havia uma mulher a viver com dois homens (num acidente de automóvel onde iam os três, um deles veio a morrer). Nunca houve notícia de desentendimentos domésticos nem de disputa de paternidades (no primeiro caso a solução será simples, mas no segundo caso nasceram três filhos).
Segundo parece, cada um deve viver da forma que melhor se lhe adapta. A felicidade é um fim que pode e deve justificar todos os meios, desde que nenhum envolvido se sinta prejudicado.


TNT @ 19:03

Seg, 12/05/08

 

Vê lá bem... as coisas que se descobrem por esse mundo fora.
Tal como referes, a maior parte das comunidades matriarcais desapareceram, sendo conhecidas apenas quatro, todas no Oriente. O pessoal por lá é mais contido! Que na América do Sul as coisas são mais "calorosas"...


anikin @ 15:28

Qui, 08/05/08

 

Já começas a ver que uma boa parte das diferenças são bem artificiais?


TNT @ 19:03

Seg, 12/05/08

 

Sociais, ocidentais... nossas, desde que nascemos!

Rita @ 15:42

Qui, 08/05/08

 

Ehhehehe TNT fizeste-me lembrar um estudo curioso que saiu há poucos anos. Geneticamente, as fêmeas humanas estão preparadas para ser fiéis durante cerca de 3 anos, e não mais do que isso. Depois, como a diversidade de parceiros aumenta a sua probabilidade de gerar uma cria com boas probabilidades de sobrevivência, a química com aquele parceiro extingue-se. E aqui é mesmo uma questão de química, tipo "querido, as tuas feromonas já não são o que eram dantes". Assim, ficam sensíveis a outras feromonas que lhes permitam encontrar outro parceiro. Este estudo fez os homens bradar aos céus e á terra, e curiosamente foi feito por cientistas homens... vou ver se lhe deito a mão:)
O que nos deixa naquele ponto: aqui no ocidente falta-nos um gene ou somos tão condicionadas desde novas que ficamos convencidas que sem homem não somos nada? Eu aposto na segunda hipótese. As mães (as MÃES, e não os pais) de várias amigas minhas chateiam-lhes a cabeça porque quase todas já passámos os 25 e ainda não nos casámos, como se esse fosse o que vai definir o nosso sucesso como seres humanos. Infelizmente, acho que este tipo de pensamento remonta à triste ideia de origem católica que o papel da mulher é parir criançada e não serve para mais.


TNT @ 19:07

Seg, 12/05/08

 

Eh pá com essa dos três anos é que me iluminaste!
Está tudo explicado. Eu afinal não sou infiel só porque sim... sou infiel por causa de um gene maluco que anda aqui e que me comanda! E como nem sequer estou interessada em ter filhos, o interesse no macho ainda é mais reduzido!
Oh Rita, que jeito que este estudo já me teria dado em algumas ocasiões!

Leonardo @ 15:44

Qui, 08/05/08

 

Também gostei muito do tal sistema matriarcal. Ah se as mulheres ocidentais também pensassem assim. O ciúme é uma das piores formas de egoísmo...


TNT @ 19:08

Seg, 12/05/08

 

É tramado, é...
As mulheres ocidentais não pensam assim (nem as orientais, já agora) porque está enraizado que só devemos estar com um parceiro... de cada vez.

Anónimo @ 18:38

Qui, 08/05/08

 

"Ou será que os gajos assim que casam, desleixam-se e elas perdem o desejo sexual... por eles" - parece que é mais isto, pelas queixas que tenho ouvido.


ruben @ 14:29

Sex, 09/05/08

 

concordo mas acho grave, muito grave até!!!!! do lado deles já ouvi falar em suicídio e afins. é preciso sempre ouvir as duas partes independentemente do sexo ou nível de amizade. é triste levar coisas sérias de animo leve. não falo por mim, não gosto de ninguém assim dessa maneira faz muitos, muitos anos... talvez anos demais.


TNT @ 19:09

Seg, 12/05/08

 

Pois... é que com a barriguinha a crescer e a conversa a diminuir, dificilmente incutirão desejo a alguém!

ruben @ 02:26

Sex, 09/05/08

 

sem querer ofender ninguém, aconselho os rapazinhos que vos acompanharem na vossas vidas a comprar previamente um bom e resistente capacete viking... e de preferência de chefe... se houver, claro! áh, e a aumentar o pé alto da casa e consequentemente a altura das portas, só para prevenir acidentes... por uma questão de segurança, só isso.


TNT @ 19:11

Seg, 12/05/08

 

Falando por mim... quando chegam, já sabem que acessórios hão-de usar porque sou uma rapariga muito prática.
Capacetes... nunca houve ocasião de experimentar. Mas, cada qual com o seu fetiche...

gaja @ 09:59

Sex, 09/05/08

 

sim, as gajas (citando) "só querem os gajos para dar umas quecas". não é novidade nenhuma. e têm que ser bons e, de preferencia, com dinheiro. senão não interessam..

Miguel @ 12:28

Sex, 09/05/08

 

Eh lá, uma "Gaja" diz que as gajas só querem homens para quecas, de preferência com dinheiro???
Onde é que já ouvi uma proosta assim?


TNT @ 19:14

Seg, 12/05/08

 

Miguel,
Achas que foi uma gaja que disse isso?
Ao aprovar o comentário, sabia perfeitamente que não haveria gaja no mundo que dissesse algo parecido sequer.
A não ser eventualmente uma muito mal-comida, mal-amada, amarga, preterida e chata como o caraças que ninguém lhe pega nem pegará!

Miguel @ 12:03

Ter, 13/05/08

 

Achei estranho.
Mas mais estranho é uma gajO assinar como gajA.
Deve haver ali uma estranha mistura de cromossomas, não?...


gomesh @ 11:18

Sex, 09/05/08

 

Mas... será que a TNT vai se mudar de armas e bagagens para o oriente???

O ciume é um sentimento muito Ocidental... por isso é que os nossos marinheiros adoravam partir à descioberta de novas terras... novas pessoas... já lá vão os tempos


TNT @ 19:16

Seg, 12/05/08

 

E não só...
Parece que os nossos marinheiros também gostavam de passar grandes temporadas com outros marinheiros em alto-mar sem poder sair das caravelas!
Loooooove Boat...


gomesh @ 08:59

Ter, 13/05/08

 

Com tanto "mail bonding" o que é que estavas à espera???

Miguel @ 12:06

Ter, 13/05/08

 

Que mááázzziiinhaaaa!
Estou em crer que eles preferiam passar todo aquele tempo com meninas, não?


Inocêncio da Silva @ 14:26

Sex, 09/05/08

 

Há algum tempo atrás, e depois de eu ter afirmado não acreditar no amor, fui bombardeado com insultos, apupos, e até cuspo (talvez fosse apenas gafanhotos de uma amiga fanhosa que tenho...).
Não acredito, puro e simples!
Para defender este meu ponto de vista digo-te que a língua (ou línguas) falada pela maioria dos orientais não contem a palavra "amor", devido ao mesmo não existir na sua cultura nem tão pouco haver utilidade para o supracitado sentimento, tão desejado e requisitado.

Penso que agora EU me faço entender quando digo que me poupei a uma serie de aborrecimentos ao ignora-lo, ao deixar a cruzada do "santo graal" para quem gosta de procurar mitos e lendas fundamentadas de forma duvidosa.

"Conclusões? Poligamia com fartura; o ciúme não existe; os homens servem “pró que é” e pouco mais; ‘céu’ e ‘inferno’ também são conceitos desconhecidos ou propositadamente ignorados; e o único ‘pecado’ é tratar-se mal as crianças..."

"...pelos vistos não sou um caso isolado, não sou o único a olhar o céu". A diferença é apenas na morfologia dos meus olhos e genitalia...entre outras!!!

Rita @ 15:06

Sex, 09/05/08

 

Oh Inocêncio.. se te voltarem a chatear, podes dizer que há pelo menos mais uma pessoa neste planeta que partilha da tua opinião! Também não acredito no "amor" que supostamente une casais. Acredito em escolhas conscientes, porque o sentimento de "posse" do companheiro está-nos muito enraizado, mas feita a escolha continuam a passar-nos à frente muitas alminhas interessantes com quem também se poderia ter estabelecido uma boa relação. O amor é capaz de ser a resistência a manter um compromisso... (credo, se a minha mãe me ouvisse!)


Inocêncio da Silva @ 15:22

Sex, 09/05/08

 

FINALMENTE...

Alguém que se identifica com esta abordagem, e no feminino!!!

Rita, muito obrigado por existires


TNT @ 19:18

Seg, 12/05/08

 

Eu acredito no amor. Não acredito é no amor a dois!


Inocêncio da Silva @ 14:13

Ter, 13/05/08

 

É isso mesmo TNT...vejo que bebemos da mesma fonte!

L'etranger @ 15:37

Sex, 09/05/08

 

PRECONCEITO

P-R-E-C-O-N-C-E-I-T-O

imaginem uma sociedade sem o peso das tradições e costumes culturais, livres de preconceitos e em que os homens e mulheres se vêm como iguais, e é ver os homens com dores de cabeça e a fugir de mulheres sexualmente insaciáveis...


TNT @ 19:29

Seg, 12/05/08

 

Já assim, de vez em quando, há desculpas de "princesas"... Não são as dores de cabeça, mas o trabalho, os problemas, os colegas, os pais,... as coisas que às vezes se ouvem por aí!

L'etranger @ 14:26

Ter, 13/05/08

 

pois, mas isso é outro assunto. Nunca percebi o que leva certas pessoas a casarem ou viverem em união de facto e depois não terem tempo para estar juntos....

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