TNT @ 18:31

Dom, 03/02/08

Existe um aforismo que reza mais ou menos assim: a vida é feita de pequenas coisas.
E estas “pequenas coisas” podem ajudar a constuir ou a destruir relações.

A rotina de uma relação é quase mortal, sendo que está apenas nas nossas mãos dar-lhe espaço para crescer ou não permitir que se desenvolva. É óbvio que é difícil, muito difícil mesmo, perdermos hábitos que adquirimos com as nossas mãezinhas que nos deixavam fazer tudo e mais alguma coisa. Se para alguns, deixar a toalha molhada depois do duche em cima da cama é o trivial, outros há, que se passam com isso e vêem tudo branco. E vêem tudo branco uma vez, duas e três, começam a olhar de lado para o animal em questão e é chegada a altura de lhe explicar a vida em verso. Se a coisa se repete, o panorama começa a azedar, toma proporções hercúleas e temos um problema de relação. Pormenores que todos sofremos quando decidimos juntar os trapinhos com alguém...

A continuidade destas diferenças, a teimosia em permanecermos com hábitos de sempre, é directamente proporcional à quantidade de amor nutrida pelo mais-que-tudo e à vontade férrea de querermos ou não, aquela pessoa nas nossas vidas.

Se por alguns já fiz sacrifícios, por outros fiz só sacrifíciozinhos. Com uns, queria ficar, com outros, não me importava muito. Claro que falo em cedências do dia-a-dia, detalhes incomodativos, e não de questões base, de princípios e valores. Porque se disso não gostam, azar! Querem clones, falem com a ovelha...

Pôr as coisas em perspectiva e relativizar as questões são as chaves para uma vivência a dois. Se a um incomoda não se substituir o rolo de papel higiénico quando este acaba, porque não fazer-lhe a vontade? Afinal, é apenas um rolo de papel comparado com a pessoa que temos ao lado. Se ela fica mais feliz assim, o que é que nos custa? Basta pôr as coisas na balança e ver para que lado é que se pende mais. Se o papel higiénico for mais pesado, é melhor fazer as malinhas ou pô-las à porta. Nestes casos, nada a fazer!

Flexibilidade e cedência não são defeitos nem máculas no orgulho. Não nos caem os parentes na lama. E podemos salvar algo de muito importante.

Agora resta saber se estamos mesmo dispostos a entrar no salva-vidas ou se por outro lado, apenas nos contentamos em esperar que o barco afunde...

TNT


procself @ 23:51

Dom, 03/02/08

 

O mesmo argumento pode ser usado para que quem se incomoda com o papel higiénico por substituir deixe de se incomodar, afinal de contas o que é isso comparado com a pessoa que temos ao lado?

PS: eu estou do lado dos que não gostam de ver rolos de papel higiénico acabados ainda no sítio, por isso contra mim falo.


TNT @ 19:34

Seg, 04/02/08

 

A ideia subjacente aqui é que ambos têm de ceder. Se for sempre a mesma pessoa a esforçar-se, mais tarde ou mais cedo, a coisa acaba por resvalar.
As relação são alimentadas a dois. Quando só um se esforça, talvez não tenha muitas pernas para andar, não lhe parece?

procself @ 16:47

Ter, 05/02/08

 

Claro, não pode ser de outra forma.

Parabéns (também à Tse-Tse) pelo blog. É cada vez mais raro ler opiniões controversas, pouco preocupadas com o politicamente correcto e a moral vigente, ainda por cima sustentadas de forma aberta e inteligente.

http://shakermaker.blogs.sapo.pt @ 00:26

Seg, 04/02/08

 

Ora viva!

Não acredito muito na flexibilidade, pois prefiro antes o chamado jogo-de-cintura. Em vez de cedermos, devemos comprometermo-nos a dar o nosso melhor, embora só o devamos fazer se isso não nos parecer um sacrifício. Algo do tipo: eu faço isso se tu também fizeres algo. Lei da compensação, porque não?

Um abraço...
shakermaker


TNT @ 19:36

Seg, 04/02/08

 

Nem mais!
Só podemos impor as nossas vontade se também estivermos dispostos a acatar as vontade do outro.
É uma relação. É mútuo. É assim. Só pode ser!

monge @ 23:59

Qua, 06/02/08

 

Desculpa, mas discordo completamente dessa atitude. Isso não é a Lei de Compensação mas sim a Lei da Cobrança. Soa demasiado a disputa, o que vai completamente em sentido contrário do objectivo de uma união.
As relações humanas devem acentar na Lei da Contribuição. É contribuir sem exigir.Com vontade para tal e dedicação para elevar os níveis de satisfação mútua. Quando sentimos que somos o único a contribuir saltamos fora.
"Temos pena, mas já foste..."

Allie @ 09:25

Seg, 04/02/08

 

É também uma questão de respeito pela pessoa com quem partilham um espaço. Se eu sou homem e levanto o tampo quando vou à casa-de-banho, porque carago não o baixo no final? O mesmo vale para a mulher. Desde passar água pela banheira mal acabe o duche para retirar os cabelos, não deixar a zona do lavatório cheia de cremes e produtos de maquilhagem...


TNT @ 19:39

Seg, 04/02/08

 

Todos temos de fazer cedências!
E temos de estar dispostos a acatar os reparos do outro.
É lógico que há sempre diferenças de comportamentos. O segredo está em ceder nestas pequenas coisas.
E a coisa tem de ser necessáriamente bilateral!
Seja cabelos, pêlos, papel higiénico, toalhas ou o laissr faire laisser passer... A relação é um esforço conjunto e contínuo!

Porthos @ 09:35

Seg, 04/02/08

 

Olá TNT,

Como sabes o meu cantinho do inimigo aqui no Vosso "estaminé" versou sobre este tema, por isso considero o teu post " muito importante.

Quem não ler com bastante atenção os dois últimos parágrafos e não estiver com disponibilidade para os aplicar, mais vale comprar um cãozinho ou um gatinho para companhia.

Um beijo

P.


TNT @ 19:39

Seg, 04/02/08

 

Nem mais!


Inocêncio da Silva @ 13:15

Seg, 04/02/08

 

Flexibilidade e cedência, duas características mui nobres e amplamente requisitadas...

Mas como alguém disse um dia "essa treta da honestidade e sinceridade não nos é muitas das vezes valorizada...", e disse com alguma razão.
Efectivamente, pequenos pormenores podem demonstrar a atenção que temos por quem divide o mesmo espaço que nós, mas a verdade é que muitas das vezes apontamos o dedo sem muita moral para o fazer.
Se para um homem certas atitudes domesticas têm que ser "ensinadas", as mulheres não podem nem devem se esquecer que esse bicho com quem dividem a alcova também ele tem algumas nuances dignas de respeitar.
O espaço, o tempo, os amigos, a bola, seja o que for não devem ser vistos como uma afronta à relação ou como um possível abandono da mesma.

Somos bichos diferentes, com cargas eléctricas diferentes e como tal atraímo-nos mutuamente...nunca devemos é esquecer que somos diferentes e precisamos de ser domesticados de acordo com o contexto onde estamos ou vamos nos inserir, sempre baseado no respeito mutuo.
A flexibilidade deve existir sempre porque todos temos os nosso dias, alem de ser muito ténue a túnica que separa o "esquecimento" do "habito" e ambos terem demasiado peso por vezes - Deus está nos pormenores e o Diabo nos detalhes...diz o povo!

Pena que existem pessoas que se esquecem que a igualdade de direitos é um pau de dois bicos...


TNT @ 19:42

Seg, 04/02/08

 

Mas também há homens a queixarem-se dos hábitos das suas parceiras que ao longo do tempo e com a repetição e rotina, acabam por desgastar, agastar e terminar uma relação.
E quem sabe se com algumas cedências, a coisa não entraria nos eixos?
É preciso expor cautelosamente, ceder e evitar momentos constrangedores que podem perfeitamente ser poupados.
E aqui não há diferença de sexos. A coisa serve igualmente para os dois lados!
Tem mesmo de servir!


Inocêncio da Silva @ 16:37

Ter, 05/02/08

 

"E aqui não há diferença de sexos. A coisa serve igualmente para os dois lados!" - este é o tal pau de dois bicos de que eu falava...

Apesar deste blog ter o fundo cor de rosa, aquilo que tão bem acabaste de descrever existe de AMBOS os lados da barricada.
O que acho engraçado é não ver muita participação do publico feminino neste post...talvez por "toalhas no chão" e "rolos de p.h. por substituir" seja coisa tipicamente masculina, que o são!

E as manias femininas? a inflexibilidade e falta de bom senso e de argumentos validos com que por vezes usam para advogar as suas atitudes, incertezas e ciumes?
Duas pessoas inteligentes, conscientes e adultas conseguem ser flexíveis quando é necessário, baseado no bom senso e respeito...

O que mina as relações e as estatísticas são os meninos mimados, teimosos e muito pouco habituados a serem contrariados.

...Mas isto sou eu a falar sobre a generalidade ás excepções, até porque neste blog fala-se ao contrario!

pinkcode @ 11:08

Qua, 06/02/08

 

Eu penso exactamente igual! O que é que a tempa da sanita levantada interfere com a minha vidinha... absolutamente nada...
Qual é o problema da pasta de dentes estar aberta... nenhum...
O problema é o quanto gostamos do outro...
Estas coisas só nos começam a chatear quando a pessoa em si nos começa a incomodar e a estar a mais na nossa vida...

Um pouco naif, mas é a minha visão...

PM


TNT @ 15:46

Qua, 06/02/08

 

Um pouco naïf talvez...
Podemos gostar da pessoa e não gostar dos hábitos dela.
Posso gostar de frango e ele não. Não vou obrigá-lo a levar com o meu frango a toda a hora.

Miguel @ 13:53

Qua, 06/02/08

 

Uma gaita.
Ele é cedências daqui, cedências dali, ele é eu passo a fazer assim se tu passares a fazer assado.
Porra. Tanto conformismo. Tanto compromisso. Tanta gente a fazer o que os outros querem, à espera que os outros façam o que nós queremos. Irra, que ferro.
Vamos lá a ver: quando nos conhecemos
- eu tinha o hábito de baixar a tampa da sanita quando acabava de fazer xixi?
- eu estendia a toalha no varão da cortina da banheira ou no estendal da rua?
- eu calçava chinelos quando chegava a casa ou quando vestia o pijama?
- eu arrumava a cozinha assim que acabava de comer ou depois do café e um cigarro?
- eu sentava-me ou deitava-me no sofá?
E TU? como eras quando te conheci? quando me apaixonei por ti? quando fomos viver juntos?
Somos o que fomos. E vamos ser o que somos.
Queres queres, não queres andou!
Vais mijar, tapa a sanita. Eu não a tapo nem ralho quando tiver que a destapar para mijar.
O teu toalhão está enxuto e o meu não? Problema meu.
Tomas duche de manhã para cheirares bem ao pé dos outros? Eu tomo banho quando chego a casa para cheirar bem ao pé de ti!
Mijas sentada? Eu mijo de pé?
Se não formos o que somos, somos o quê?
O futuro duma relação a dois não está no meio caminho, na meia dose, nas metades à minha maneira e o restante à tua!
Está em aceitarmos as nossas diferenças e vivermos com elas.
Quando começamos a ceder, começamos a "ter alguma coisa contra".
Sejamos honestos. Como os japoneses. Estes têm sete palavras para agradecer, e todas são usadas também em manifestações de má-vontade.
Querem ser felizes? Sejam vocês próprios e aceitem quem vos faz companhia, tal como ele ou ela é!


TNT @ 15:55

Qua, 06/02/08

 

Quando as pessoas se conhecem e se apaixonam, não se conhecem os hábitos higiénicos e outros do dia-a-dia.
O choque revela-se quando se juntam as manias de cada um.
Se o amor fosse por si só, suficiente, andávamos todos de sorriso de orelha a orelha. Mas a verdade não é esta. A verdade é que os pormenores desgastam.
E não digo de maneira nenhuma para deixarmos de ser quem somos. Os nossos valores e princípios básicos de vida têm de se manter.
O resto, são tangas...
Mas também acredito que tenha de ver com a exigência de cada um. Falando por mim, eu não "acasalaria" com um homem porco e sem respeito pelas regras de convivência.
Mas isso sou eu! Mas também sei que há mulheres capazes de aturar de tudo para não arriscarem a ficar sozinhas...

Miguel @ 19:12

Qua, 06/02/08

 

As regras de convivência e as boas maneiras têm tantas interpretações quantas as pessoas sobre elas questionadas.
Tenho os hábitos que tenho. Mas não sou um porco.
Limpo o que sujo, arrumo o que desarrumei, reponho o que gastei e o que mudei, e assim sucessivamente. À minha maneira. Como aprendi e como sei fazer.
Ela tem os hábitos dela, e, tal como eu, limpa, arruma, repõe, etc. À sua maneira.
As mulheres só aceitam como bom e virtuoso o que é ROTINA. Mas, aqui d'el rei, tem que ser a rotina delas.
Para haver mudanças, tem que ser como elas as querem. E se elas querem que sejamos nós a inovar, então temos que adivinhar quais as inovações que elas pretendem, quando as querem e quando é que é conveniente que surjam.


TNT @ 20:34

Qua, 06/02/08

 

Acho bem todos esses hábitos.
Acho também que a partir do momento em que nos propomos viver com alguém, temos de respeitar essa pessoa.
O facto de não se substituir o rolo de papel, é incomodativo para a pessoa que vem a seguir. Quem chega ao wc se calhar não repara imediatamente que não há. Só quando vai mesmo precisar é que percebe que só está lá o cartão. Mas quem o acaba, reparou com certeza.
A toalha molhada em cima da cama, tanto incomoda a um como a outro. A cama fica molhada. A cama onde a seguir terão de se deitar. No Verão pode até não ser mau de todo. Mas se todos gostássemos de camas molhadas, nem sequer nos incomodávamos a levantar a meio da noite para o alívio nocturno.
Temos opiniões diferentes é certo, porque eu não gosto de certas coisas e o que me incomoda, normalmente digo. Não fico caladinha porque não tenho jeito nenhum para cinismos nas relações. Já bem basta o que temos de "sorrir" no trabalho, mesmo quando as coisas não nos agradam...

Bee @ 16:07

Qua, 06/02/08

 

Se realmente existir um "karma" justo, a tua companheira vai passar a achar que:
- deve dormir todos os dias com uma máscara hidratante opaca;
- usar desodorizante faz mal;
- os cabelos, quando caem, são para ficar na banheira ou no chão, pois não a incomoda vê-los;
- não deve puxar sempre o autoclismo, pois a sua preocupação ambiental com o desperdício da água é maior que a sua aversão ao cheiro;


Miguel @ 19:20

Qua, 06/02/08

 

Quando é que eu disse que não me lavava, que não me limpava, que deixava a sanita suja?
Até limpo o pingo do xixi com papel higiénico.
Foi assim que aprendi.
E sei que ela aprendeu também a limpar-se.
Se eu ou ela tivéssemos maus hábitos, um estava ali a mais ( o "andou" aplicar-se-ia aqui).
Mas vivemos juntos há 16 anos. E ambos podíamos ter uma vida independente do outro financeiramente.


J. @ 23:04

Qua, 06/02/08

 

Hum... pois é. Cedências... Flexibilidade...
Não há duas pessoas iguais. E assim sendo, quando duas pessoas (não iguais portanto) se juntam, só com muita sorte e alguma distracção à mistura, é que não existe algo numa que inicialmente incomode ligeiramente, depois irrite e por fim faça chegar a mostarda ao nariz da outra (e vice-versa). Podem ser coisinhas sem importância nas quais é fácil uma pessoa ceder ou se habituar, como preferirem. Há, no entanto, outras características e desavenças (de personalidade, mentalidade, acções diárias e outras) que podem desgastar uma relação a partir do seu ponto mais crítico: o bem-estar entre o casal.
Como as superar ... sinceramente não sei. Nunca morei com ninguém e portanto nunca tive a experiência de viver com outra pessoa num ambiente familiar, tendo sido a convivência, apesar de já longa, feita praticamente no modo "nunca-só-a-dois-por-um-período-de-tempo-prolongado ".
Preciso de mais experiência nessa área e quando a tiver... sei onde a comentar. Beijinhos às 2


TNT @ 14:02

Sex, 08/02/08

 

Cá ficamos à espera!

monge @ 00:18

Qui, 07/02/08

 

É um assunto que penso passar, definitivamente, pelo bom senso de ambos, a maturidade individual e principalmente pela maturidade da relação.
Por concordar com a necessidade de falar sobre tudo, mas havendo também a sensibilidade de aceitar algumas coisas sem terem de ser faladas, e conseguir chegar ao nível de comunicação onde já não é mal interpretado aquilo que cada um tem que dizer ao outro.

...nada fácil...


AlfmaniaK @ 11:16

Qui, 07/02/08

 

"Sacrifícios", "fazer-lhe a vontade", "flexibilidade e cedência", "lei da compensação"... tudo muito giro, mas então onde é que encaixam o altruísmo? Daquele natural e puro?

Pessoalmente, se começar a dar mais importância às "pequenas coisas" que à relação no todo, é que é caso para "saber se estamos mesmo dispostos a entrar no salva-vidas ou se por outro lado, apenas nos contentamos em esperar que o barco afunde..." porque por esta altura, já devia ter percebido que me enganei!

Tal como o Miguel diz: conformismos, compromissos e "toma lá, dá cá" é para outros cenários.
No início, de uma relação a dois, pode ser complicado ter campo de visão suficiente para avaliar o parceiro/a, mas isso não é desculpa para o depois ser diferente.

Aceitem as diferenças, aprendam a viver com elas... e acima de tudo, aprendam a olhar para as "pequenas coisas" boas da vida, que têm a dois. Em 10 anos, os reparos dela sobre algum comportamento meu, ou a minha impressão sobre certas atitudes dela são completamente irrelevantes, quando comparados com os nossos sorrisos pela manhã!

Miguel @ 14:53

Qui, 07/02/08

 

E mai'nada.

Tété @ 15:45

Sex, 08/02/08

 

Poisssss...altruísmo! muito bonito! mas, quem consegue ser altruísta a vida toda? será altruísmo ou comodismo? se por vezes certos pares ouvissem o que o outro diz dele nas suas costas...talvez não acreditassem tanto nesse aceitar as diferenças! mas, enfim...cada qual rema conforme pode e quer! Há excepções à regra, claro! Espero que sejas uma delas...

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