TNT @ 23:34

Seg, 26/11/07

Não sei se já falei nisto, mas se não falei já devia ter falado.

Não é à toa que cabe às mulheres o ingrato papel de parir. Julgo ser apenas por exclusão de partes, pura e simplesmente porque os homens não aguentariam as dores, e a humanidade tal como a conhecemos desapareceria, restando apenas as baratas e familiares. 

Enquanto que as mulheres têm uma dor de garganta, os homens têm faringite. Uma coisa muito pior e que normalmente requer cuidados médicos e antibiótico. As mulheres chupam uma pastilha de mentol e está feito... As mulheres vão fazer análises ao sangue, os homens quase que fazem hemodiálise. As agulhas são as mesmas, as experiências vividas é que são completamente diferentes. Têm sempre veias camufladas, a enfermeira era sempre uma bruta sanguinária, em suma, acontece sempre algo que só acontece aos homens e nunca às mulheres... Uma mulher vai à fisioterapia, um homem vai a um carniceiro impiedoso, cujo único objectico na vida é infligir dor com requintes de malvadez. Uma mulher com febre fica meia tonta, um homem com febre torna-se subitamente religioso e encomenda a alma ao criador... As mulheres vão ao dentista, os homens pura e simplesmente não vão! Preferem ter colónias e ecossistemas na boca a serem torturados por um membro da inquisição disfarçado de estomatologista... As mulheres com gripe tomam paracetamol e vitamina C, os homens tomam soluções analgésicas, anti-inflamatórias, anti-piréticas, anti-mariquícicas, xaropes vários porque nunca se sabe se a pneumonia não anda à espreita, e daí à tuberculose já se sabe que é um passinho...

O que me parece é que o sofrimento dos homens face à doença é incomparavelmente superior ao das mulheres. Eles TÊM mesmo de sofrer mais. Não é possível sofrerem o mesmo que nós, se atendermos às queixas...

É imperativo que assim seja, senão, de outra forma, seríamos todos obrigados a achar que os homens são mais fracos e menos resistentes que as mulheres e resumindo, uns grandes mariconços. E aqui ninguém quer pensar assim, pois não?

TNT



Cristina @ 00:03

Ter, 27/11/07

 

Não? ;)

Perignon @ 00:13

Ter, 27/11/07

 

Comecei a rir nos primeiros parágrafos e terminei a rir às gargalhadas! Muito bem visto!

Lembro-me sempre daquelas cenas do Rambo ou do Indiana Jones em que os heróis levam tareias gigantes até ao final em que ficam com a beldade, ela resolve fazer os curativos e é ouvi-los... ai... ui... fssss...

ahahaha
Parabéns TNT... tocou na ferida!

PS: Mas tire... tire rápido o dedo da ferida para não infectar. ehehe


TNT @ 11:35

Ter, 27/11/07

 

Pois é! Completamente... andam à bofetada até à imoralidade... chega a hora da água oxigenada e está tudo estragado!
Bem visto!


cigana @ 00:34

Ter, 27/11/07

 

Enquanto as mulheres até vão trabalhar doentes, ("Isto já passa, não é nada!"), os homens sentem-se moribundos e mortificam-se com mil sintomas raros dignos de um diagnóstico do Dr. House!


TNT @ 11:36

Ter, 27/11/07

 

"É que nem imaginas... nunca tive nada assim... é uma sensação do pior..."
Sintomas que nunca tivemos! Sofrimentos atrozes! O horror em forma de gripe...


anikin @ 01:16

Ter, 27/11/07

 

Mas vocês só conhecem mariquinhas?

Eu já adormeci muitas vezes na cadeira do dentista e a única história que ouvi de um dentista (conheço vários/as) incomodado com um paciente que ressonava em praticamente todas as consultas, era à conta de um paciente homem.

E já agora, na história de dentista do paciente que se drunfou até à semi-inconsciência em preparação para uma consulta, a "vítima" era fêmea. (Sentia-se mais corajosa a dormir?)

=:oP


TNT @ 11:38

Ter, 27/11/07

 

Há excepções... que as há!
Mas a regra é o que vem escrito no post!

Jorge @ 13:00

Ter, 27/11/07

 

Dizes tu... com todo o direito, é certo. Mas com a autoridade própria de quem tem uma visão particular das coisas. Daí a assumir como garantido que essa é a regra absoluta vai um passo bem grande, mas cada um vê os outros como quer (ou como a vida lhe deixa).


TNT @ 13:03

Ter, 27/11/07

 

E uma opinião acerca do assunto propriamente dito... temos?


anikin @ 03:11

Qua, 28/11/07

 

A regra quando? Quando estás de volta deles (os pseudo-doentinhos) a apaparicá-los? Como teu confesso instinto "protector"?

Pois... é que ele há alturas em que... er... suscitar um pouco mais o instinto protector feminino nem é mariquice nenhuma!

Enfim, vivida e jeitosa como tu és, eu não devia de ter de te explicar o que é um lobo a vestir a pele de cordeiro, certo?


barrigas @ 01:24

Ter, 27/11/07

 

:) Mas que fazer... as meninas continuam a dar atenção a estas coisas... o menino queixa se e fazem-lhes as vontadinhas todas... Eu culpo o instinto maternal das senhoras... :) Enquanto puder aproveito...


TNT @ 11:40

Ter, 27/11/07

 

Completamente verdadeiro!!
E eu sou dessas, que me rendo completamente ao sofrimento das criaturas!
Não lhe chamo instinto maternal. Chamo-lhe instinto protector.

LOCO @ 09:17

Ter, 27/11/07

 

Verdade, verdadinha! Nem mais! Fartei-me de rir e sempre que dava um exemplo logo me lembrava de algum! Ai!Uiiii !.......


TNT @ 11:41

Ter, 27/11/07

 

São muito previsíveis... mas têm imensa graça quando estão doentes!

eusoutiagorolo @ 11:09

Ter, 27/11/07

 

É tudo uma questão de ciência, cultura e sociedade…..e não de bazófias:

O estereotipo acerca de como as mulheres suportam a dor estão fortemente enraizados na sociedade, as mulheres são mais delicadas, mas resistem mais á dor que os homens, por sua vez mostram mais receios e tremem como varas ao vento.
Estudos psicológicos já sugeriram que os homens tendem a concentrar-se mais nos seus sentidos quando sentem dor, enquanto as mulheres apresentam uma resposta mais emocional, fazendo com que tenham mais dificuldade para resistir.
Ao analisar os cérebros de machos e fêmeas, os especialistas verificaram que os receptores mu opiate (que tem como principal função no organismo libertar opióides endógenos (semelhantes à morfina) na presença do estímulo da dor, como as endorfinas, os investigadores explicam que quando estes opióides atingem os receptores que estão dentro das células do cérebro e da espinha dorsal diminuem a percepção da dor), nos homens e mulheres, se situam exactamente na mesma região do cérebro, no entanto, os primeiros apresentam uma maior quantidade de receptores comparativamente ás mulheres.
Tendencialmente em Portugal, a percepção desta realidade como a relatada pela Barra de Dinamite, tende-se a verificar como verdadeira. Pois a parte masculina é preparada desde o berço a não mostrar fraquezas, dores e lágrimas, achando eu inconcebível este tipo atitudes, pois quem já não presenciou um familiar um amigo, um conhecido, que só se dirigem ao medico como ultimo recurso, depois de experimentarem as mezinhas, endireitas, auto medicarem-se, bruxos e afins……… tendo a concluir que é uma actuação inconsciente, mais forte que a própria necessidade. .

P.S- a forma como os homens reagem quando estão doentes, ou com dores….mais na parte da doença…e falando da minha pessoa…..quando temos certos comportamentos…….prende-se com o facto de querer-mos muita atenção, muitos carinhos, ver que a companheira está preocupada e podemos tê-la mais tempo connosco que de outra forma não a teríamos, pois estavam preocupadas com a cozinha, filhos, lides da casa, problemas do trabalho…um sem fim de coisas…e assim nesses dias somos a única preocupação delas…..tal como um filho não prescinde dos cuidados de uma mãe….tambem sabemos ser ou pensar como mulheres quando nos cheira.


TNT @ 11:42

Ter, 27/11/07

 

Sim, esse aproveitamento é brilhante!
E nós, na grande maioria, caímos que nem umas patinhas!

eusoutiagorolo @ 14:28

Ter, 27/11/07

 

Sim, esse aproveitamento é brilhante!

Ainda bem que caiem que nem umas patinhas.....é um papel que a vós mulheres só fica bem.
É a forma de expressar-mos, de querer-mos atenção, muitas barras de dinamite, não conseguem ter esta percepção, no fundo tirando a barba e o emprego seremos sempre uns miudos em busca de alguma atenção. Embora por aspectos educacionais, culturais, sociais, geneticos e afins não termos "jeito" para expressar esses desarranjos emocionais, como tao bem fazem as mulheres, dai estas nos considerarem imaturos, arrogantes, frios.....
Somos brilhantes no que fazemos...ao contrario do que vós mulheres pensam.....somos aqueles que escrevem certo por linhas tortas.

P.S - é uma das unicas situações na parte masculina em que nos desarma-mos por completo, tanto é mais verdade, quando prolongamos a doença depois de estarmos curados, tentando assim ficar naquele doce encanto do centro das atençoes. Mas acaba, e lá voltamos nós para o papel macho vs femea.
A vida é F.......

P.S. a) - ohh barra de dinamite quando estiver doente posso ligar te??????


TNT @ 18:27

Ter, 27/11/07

 

Oh Tiago! Como deves calcular tenho muito por onde dar a minha assistência!
Não poderia responder também à tua solicitação!

eusoutiagorolo @ 10:23

Qua, 28/11/07

 

A assistencia pedida a barra de dinamite:

Do latim, assistentia ou adsistentia, do verbo assistere, estar junto a, ou adsistere: estar em grupo. O significado vulgar do termo vem da Idade Média, quando os religiosos permaneciam junto aos enfermos, assistindo-os.

tiago - abreviação de Santiago:
- Latim
- Significado: Alegre.

Solicitação:
s.f. Ação de solicitar; pedido, rogativa: atendeu à nossa solicitação. / Pedido feito com instância; pretensão, desejo.

Posso concluir barra de dinamite:

da frase "Solicitada assistencia a tiago" querias dizer
segundo os seus significados "desejo estar junta a alguem alegre".

Bjos e abraços :P


Miguel @ 13:42

Ter, 27/11/07

 

"... o ingrato papel de parir."
Nunca tinha ouvido (lido) uma frase assim.
Os homens mostram sofrimento quando sofrem.
Dizem que doi quando doi.
Tomam mil e um remédios quando deles precisam.
E são uns maricas?
Já as mulheres, a julgar por aquela frase inicial, gritam que se fartam quando sentem as dores do parto, mas, afinal, essas dores horrendas surjem duma tarefa aqui considerada ingrata.
Será que, por oposição, ter dores que não sejam de parto, estar doente, sofrer, são tarefas gratas?


TNT @ 13:54

Ter, 27/11/07

 

Com certeza que para a maioria das mulheres, parir deve ser uma coisa linda e tal, uma graça, uma proeza e façanha dos deuses.
Só eu, para chamar ingrato ao acto de expulsar um corpo enorme por um orifício minúsculo... E como já disse noutros dias, as alegrias da maternidade não me assistem. Clarificado este ponto, eu analisei as situações iguais democraticamente distribuídas pelos dois sexos.
Não comentei o quanto pode doer uma pedra do rim a ser lentamente expulsa pela uretra! Não falei disso, pois não? (arrepiaram-se? foi propositado!)
Em comparação, numa gripe ou análise ao sangue, as mulheres na sua grande maioria mostram-se incomparavelmente mais resistentes que os homens. Pergunte à sua mãe e ela lhe contará alguns episódios seus e do seu pai... com toda a certeza!

Miguel @ 18:17

Ter, 27/11/07

 

TNT e LOCO, não adianta perguntar à minha mãe. Éramos seis lá em casa: pai, mãe, três rapazes e uma rapariga.
Só o meu irmão mais velho era minhoquinhas com as agulhas e o sangue dele. De resto, dores e doenças iam e vinham como uma coisa chata e nunca com um "aqui d'el Rei". Portanto, na minha família, 75% dos homens não eram mariconços, mariquinhas ou outra coisa que lhes queiram chamar. Generalizando (neste meu caso) os homens não são como vocês os retratam neste post.
Lamento a minha ignorância quanto às estatísticas que usaram.


TNT @ 18:29

Ter, 27/11/07

 

Hummm... bela família!
Belos genes!

Miguel @ 10:05

Qua, 28/11/07

 

= Esta achega é meramente informativa =
Os bons genes, como dizes, refinaram.
O meu filho mais velho, em certas alturas e de repente, mudava de cor, tornava-se pálido, lábios roxos, ficava quase apático, olhos fixos e com olheiras. Não chorava, não gritava, nada.
Exames, análises, electroencefalogramas, ecocardiogramas, o pediatra já não sabia o que fazer.
Fomos com ele à equipa do Dr. Lobo Antunes (Hospital D. Estfânia). Mais testes, etc.
Resultado: era a reação dele à dor e ao sofrimento. Nada de histerismos. O médico chamou-lhe estóico.
E é, de facto. na vacinação, aqueles pingos de por na língua, de tal maneira horríveis que doem mais que dez agulhas rombas, Ele, na mesma. As lágrimas a correr em fio, mas nem um múcula facial se movia. A enfermeira ficou parva. Nunca tinha visto algo assim.


TNT @ 10:40

Qua, 28/11/07

 

Tadinho do pequenino...
Mas vês como a enfermeira (pessoa experiente nestas coisas) disse que nunca tinha visto nada assim. É porque é uma situação excepcional!

LOCO @ 14:20

Ter, 27/11/07

 

Miguel, a comparação não é possível . Todas as dores são ingratas, sejam elas sofridas por mulheres ou homens. Mas todas são sentidas da mesma maneira independentemente do sexo. A maneira como as sofremos é que é diferente. Os homens ficam mais...hum... hummmm ....nem sei....! Mariconços " Enquanto as mulheres seguem fazendo o que todos os dias fazem, trabalhar, cozinhar, cuidar da casa e dos filhos enfim, dificilmente nos afecta. Certamente a sua mãe confirmará. Quanto a dores de parto, sou mãe mas não masoquista, viva a medicina moderna!!


Inocêncio da Silva @ 14:24

Ter, 27/11/07

 

Só mesmo uma mulher com um carácter forte e inabalável teria coragem para abordar algo tão sacro como as nossas enfermidades, banalizando-as morfofisiologicamente.
Eternamente a louca e corajosa do nosso coração...

Efectivamente, repulsar algo com alguma dimensão através do alargamento da sínfise púbica , sob o efeito de uma retroacção fisiológica originada para o efeito de parir, é uma característica morfológica que assiste apenas as mulheres, lamento!

Já as nossas patologias acompanhadas de prantos dignos de uma carpideira...bem, realmente é próprio do sexo masculino. Tenho que concordar contigo quando dizes que tem imensa piada ver uma homem doente, mesmo sendo um
deles não me canso de os ver todos dobradinhos, desgraçadinhos e infelizes a caminho do centro medico mais próximo. Derretem-se todos sob os afagos das respectivas companheiras na sua desgraça, arfando timidamente o que parece ser as ultimas vontades de um moribundo.
Hilariante é dizer pouco...

Sei que não adianto muito ao teu excelente post , mas como tenho alguma dificuldade em argumentar com quem tem razão, deixo-te as minhas ironias e devaneios.

Hail the ale!

ruben @ 15:47

Ter, 27/11/07

 

tá exagerado, como é suposto, mas é um bocadinho assim. eu sou um pouquinho hipocondríaco , meti na cabeça que era diabético e só descansei quando fiz a despistagem. está cientificamente provado que o sexo feminino é o sexo mais forte, isto porque o cromossoma "Y " não é mais do que uma deformação de um dos cromossomas "X". daí a maior vulnerabilidade genética. então porque é que normalmente o sexo masculino tem mais força física que o feminino , é simples se pensarmos no sexo masculino como o feminino com tunning . daí eu achar que a mulher estar mais apta e preparada para sofrer e suportar dor do que o homem.


TNT @ 16:10

Ter, 27/11/07

 

Ora aí está uma característica/capacidade que nos tem lixado e bem, ao longo da vida: a capacidade estupidamente estóica de sofrimento... who needs it?

ruben @ 01:28

Qua, 28/11/07

 

eu sei, mas eu não tenho a culpa, aliás a esperança de vida das mulheres é muito superior á dos homens, isso também está provado pela ciencia, e quanto á capacidade de sofrimento... I need it... badly, já é a segunda acção de formação vital para mim que foi á vida por motivo de doença e isso representa dinheiro investido perdido e ainda por cima sem nenhum retorno. a capacidade de sofrimento e resistencia é uma vantagem vossa que convém não substimar.

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