tsetse @ 00:03

Qua, 07/11/07

Sempre achei que, quando se tem filhos, perde-se o direito a uma série de coisas. Para o bem e para o mal, as crianças repetem o que vêem e o seu futuro depende dos exemplos que têm. Por isso, sempre tive curiosidade em saber como é que uma mãe sozinha consegue conciliar o seu papel de mãe com o papel de mulher disponível para o romance.

Se, por um lado, ouço falar de mulheres que jamais apresentariam um namorado aos filhos, por outro, ouço histórias de mulheres que não se importam de expor os filhos a tudo: levam homens casados para casa, aparecem com desconhecidos a meio da noite, são apanhadas pelos filhos em flagrante, etc.

Entre a escrava dos filhos do primeiro exemplo e a doidivanas do segundo, deve haver um meio caminho que permita manter algum romance, sem dar um mau exemplo às crianças.

Reflectindo sobre o assunto, penso que a solução deve passar por aproveitar a 100% o tempo em que os filhos ficam com o outro progenitor ou arranjar uma relação saudável e estável. O mais importante é nunca perder o respeito dos filhos e dar um exemplo de decência equilibrada, sem se deixar de ter uma vida privada estimulante.

Tsetse


gomesh @ 08:49

Qua, 07/11/07

 

O meio termo seria o ideal... mas é certamente um equilíbrio difícil de encontrar...

Eu fui educado apenas pela minha mãe devido ao facto que o meu pai faleceu quando era muito novo e felizmente sempre conheci os namorados da minha mãe (se a relação se tornasse séria), afinal ela enviuvou aos 33 anos - acho que acima de tudo deve haver uma honestidade muito grande entre mãe e filhos (no meu caso éramos 2 rapazes).

Depende do tipo de educação que se pretende dar aos filhos. Por sinal devo ser parecido com a minha mãe, uma vez que tenho um filho e como "single dad " apenas o exponho a relações sérias... ao mesmo tempo seria incapaz de não ser muito honesto com o meu filho e de lhe negar a resposta a certas perguntas que muitos pais considerariam "desconfortáveis"... mas se calhar é só o meu lado iníquo (passo a citar a minha "querida ex."...)


Inocêncio da Silva @ 09:56

Qua, 07/11/07

 

As coisas não são tão lineares como as descreves Tsetse ...

A tua intenção (e a de muito boa gente) é a melhor possível, mas este problema é um intrincado labirinto em que ninguém ainda consegui sair vivo. O Minotauro do trauma consegue ceifar a vida ao mais intrépido e tenaz psicólogo, e por muito que se argumente que "é melhor assim, sem discussões..." o facto é que é inevitável o choque e os consequentes efeitos do mesmo.
A situação ideal seria os filhos a viverem com os pais, mas tal ideia é cada vez mais uma utopia.
A verdade é que muitos casais saltam para a paternidade com a mesma leviandade que a deixam, e isso sim é de lamentar...

Estou com a TNT quando diz que "...deixem os filhos para depois. Com responsabilidade, maturidade, estabilidade, constância, desprendimento e muito amor..."

LOCO @ 11:56

Qua, 07/11/07

 

"Nem escravas ...nem doidivanas", um pouco de sensibilidade e bom senso.

eusoutiagorolo @ 12:13

Qua, 07/11/07

 

Actualmente o divórcio é uma constante social. O rompimento familiar afecta as crianças em qualquer idade. Porém a maioria dos filhos de pais divorciados, imaginam, sonham que os seus pais voltarão um dia a reunir-se refazendo o "lar" há muito perdido, sonho esse que é brutal e violentamente contrariado quando um deles casa de novo, e muitas vezes o outro se lhe segue também com novo casamento.
Na realidade por muitos que sejam os erros, os pais terão sempre um lugar especial na mente dos filhos que ningém mais consegue igualar; e quando existe o divórcio dos pais, os filhos valorizam mais a importância desses referenciais humanos.
Normalmente, salvo raras excepções é a mãe que fica imcubida da custódia dos filhos, que passam com os pais fins de semana e parte das férias. Portanto as crianças adolescentes ficam divididas por duas casas, na generalidade com formas de vida bem diferentes, o que pode criar um foco constante de instabilidade, e de laços afectivos superficiais que ameaçam e dificultam a construção de uma identidade forte.
Apesar de todos estes tão trágicos incovenientes os psicólogos defendem que uma família com a presença só do pai ou da mãe proporciona um ambiente mais saudável para a formação das crianças, do que uma família em guerras conflituosas, constantemente atormentada pelas desavenças do casal.

Posso contar uma pequena historia de forma resumida:

Cada casal tem a sua forma de actuar, e de perceber as coisas. Neste caso um amigo, quando tinha 12 anos apanhou uma carta dirigida ao pai, na sua inocência como a carta vinha com o remetente o nome de uma senhora, e estando o pai no banco de urgências à 48 horas, achou por bem entregar à mãe. Para espanto da mãe ao ler a carta, reparou que era uma carta de amor, onde a dita senhora falava dos últimos meses e da sua condição de amante…….deu-se o divorcio…….a solução encontrada pelos pais do meu amigo…….chegaram a um acordo…..apesar de estarem divorciados iriam continuar a viver na mesma casa até ele perfazer 18 anos……podendo cada um ter os seus namorados ou namoradas…..desde que obviamente não os tragam para o lar.
Na altura notava-se perfeitamente que o meu amigo tinha uma grande ausência de carinho…….por outro lado era um grande amigo, daqueles amigo do amigo, com uma grande personalidade e convicções….um grande rapaz apesar da ausência de carinho…….só o ouvi a dizer mal dos pais aos 26 anos, apos uma grande bebedeira……foi um desabafo momentâneo….que ficou por isso mesmo……

eusoutiagorolo @ 12:16

Qua, 07/11/07

 

Barra de dinamite.....


espero que seja a ultima vez que esteja de acordo contigo......deixem os filhos para depois. Com responsabilidade, maturidade, estabilidade, constância, desprendimento e muito amor..."


vera @ 12:35

Qua, 07/11/07

 

Concordo contigo, acho que nenhum dos extremos é saudavel e devem sempre tentar encontrar um equilibrio para a mae e para a criança.

jinho


Social mas Light @ 17:44

Qua, 07/11/07

 

Olá,
Eu tenho a outra prespectiva, ou seja, estou no segundo casamento e "herdei" os filhos do meu marido.
Enquanto fui namorada do pai houve um grande cuidado, em especial da minha parte, isto porque ocupar o lugar da mãe não é fácil.
Claro que eu sempre disse que a mãe deles iria sempre ser insubstituível para eles, mas que a escolha do pai também tinha que ser respeitada e a minha pessoa por consequencia.
Acho que a chave do sucesso é, para além do equilibrio mencionado no post, nunca perdermos o respeito pelas crianças e nunca nos esquecermos que elas não escolheram nenhuma das situações em que os adultos as colocaram.
Boa semana

mimi @ 11:13

Qui, 08/11/07

 

Este post diz-me muito, sou mãe, mulher e divorciada.
E concordo a 100 % com a ultima frase da Tsetse .
Mas como relações estáveis e saudáveis é algo bastante raro...homens interessantes procuram-se......e nem sempre estamos com disposição quando os pimpolhos estão com os país....por isso o meu ...MUITO OBRIGADO.....a todos os amigos e família (magnifica tia) que nos ficam com os filhotes sempre que surge a oportunidade de manter uma vida estimulante!

Kore @ 13:01

Qui, 08/11/07

 

Mimi,

Isso da disposição tem que se lhe diga...
Há que aproveitar, chega de preguiças e telenovelas!!

Have fun,
Kore

Anónimo @ 12:26

Qui, 08/11/07

 

Olá

É a primera vez que venho ao teu blog, decidi comentar...pois gostei...

Eu sou mãe solteira, estou separada à algum tempo... e sempre sai com amigas e amigos quando a minha filha estava com pai, entretanto comecei a namorar, mas achei melhor proteger a minha filha, só agora passado já algum tempo decidi apresentá-los...

Eu decidi protege-la de gostar de uma pessoa e depois ela ter de se ir embora... mas é desnecessário... durante a vida dela vai acontecer muitas vezes...

Parabéns pelo tema


antídoto @ 16:04

Qui, 08/11/07

 

Não há formulas perfeitas, até as relações saudáveis e estáveis podem terminar.

Equilibrio e bom senso são determinantes, penso que preservar as crianças é fundamental, pelo menos até se adquirirem algumas certezas.

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