tsetse @ 20:16

Seg, 25/06/07

Há uma questão que é muitas vezes debatida no universo masculino:
As mulheres gostam de ser mal tratadas? Se não gostam, porque continuam com parceiros que as magoam ou desrespeitam?

Na realidade, conheço algumas mulheres que permanecem em relações sofredoras. Algumas dessas não conseguiram lidar com relações saudáveis no passado e hoje permanecem em relações complicadas e pouco favoráveis. Sendo assim, comecei a analisar os casos que conheço e não cheguei a uma conclusão, mas a várias. Existem várias razões diferentes para isto acontecer, que dependem do tipo de mulher:

1. As Mártires

São aquelas que acham que devem sofrer para salvar os filhos de uma vida sem pai, o amado de uma vida sem família ou o malandro de uma vida errante. Como se conseguissem purificar-se com o sacrifício. A sua felicidade é secundária no grande plano que têm em mente.

2. As Masoquistas

São aquelas que subconscientemente gostam de sofrer. Provavelmente, acham que o merecem. Querem ser castigadas por todos os seus pecados e procuraram relações com alguém que as maltrate. Muitas vezes, manipulam o parceiro até o levar ao desespero e à violência.

3. As Loucas

As que estão apaixonadas e não conseguem ter uma visão objectiva sobre o que se passa. Fazem tudo por amor, sem precisarem de retribuição.

4. As Amorfas

As que não aguentam o seu próprio tédio e precisam de motivos de preocupação para viver. Normalmente, não gostam da sua própria companhia e precisam de problemas para se ocuparem e de razões para se fazerem de vítimas.

5. As Antiquadas

As que não querem separar-se, para não ficarem mal vistas na sociedade. As que defendem que o casamento é para sempre, mesmo que só traga sofrimento.


Sinceramente, as únicas coisas que lhes posso aconselhar é que se valorizem, que acreditem que merecem ser felizes, que se actualizem e que leiam este blog todos os dias, repetidamente, até acreditarem numa alternativa saudável. Querem melhor remédio?

Tsetse


Gisela @ 20:31

Seg, 25/06/07

 

Entrei no teu Blog por acaso...estou a viver um "drama" na minha relação. Ao fim de 12 anos de relação,descubro que o meu marido anda numa de "Flirts" tipo comentários menos proprios no hi5 e um flirt (penso eu) com a professora do ginasio...o quê q leva um gajo de 30 anos que n tem q dizer de nada em casa...sim pq sexo n lhe falta...sei q sou boa dona de casa e boa mãe...depara-me com este problema e n sei o que fazer á minha vida!!!!!!!!! Neste momento não consigo tomar qqr decisão....n sei o que pensar...


tsetse @ 22:16

Seg, 25/06/07

 

Calma, Gisela. O facto de ele andar a conversar de forma mais animada com outras pessoas não implica traição! No máximo, quer dizer que ele está aborrecido com a actual relação. Por isso, aproveite para fazer uns programas animados e arrasar. E, só se a fase não passar, é que terá de tomar uma decisão.

Gisela @ 17:20

Ter, 26/06/07

 

Obrigada...foi mesmo essa a decisão que tomei...vou deixar "andar", até pq temos uma filha e n posso tomar nenhuma decisão de ânimo leve.

Kore @ 09:16

Ter, 26/06/07

 

Gisela,

Revê se estás a cumprir o teu papel no investimento na relação e faz a tua parte (até para que possas ter a tua consciência trânquila), mas, mantém-te atenta.

Muita calma e muita inteligência analítica.

Cheers,
Kore

Gisela @ 17:13

Ter, 26/06/07

 

Depois de uma longa conversa...de facto foi o que eu perguntei "o quê q eu n faço para teres este tipo de comportamento"...responde... "tu n tens culpa, o problema está na minha cabeça, alguma frustração, mas n volto a fazê-lo, foi uma estupidez, eu adoro-t, quero q continues comigo..." e ofereceu-me ramo de flores!!! perguntou "ajudou?" não...não ajudou continuo humilhada e frustrada...depois de analisar, cheguei á conclusão que realmente a culpa n é minha....é só dele.

Kore @ 21:35

Ter, 26/06/07

 

Ok, «se não tens culpa» então só tens que estar atenta... sem paranoias, sem fazer filmes, limita-te aos factos que o dia-a-dia te irá fornecer.

Com informação, e pensamentos ponderados, logo estarás munida para analisar tomar decisões.

Best of luck,
Kore

Babe, a Certificada @ 14:56

Qui, 28/06/07

 

Gisela, compreendo o teu estado de raiva e confusão e que digas que a culpa é toda do teu marido, que tens sido uma mãe e dona de casa exemplar e que até o sexo não falta.

Mas, já pensaste que a culpa pode nem sequer existir? Já pensaste que ele pode unicamente estar a atravessar uma fase em que deseja ser visto e sentido como mais que um marido e pai? Mas tb como um homem, ainda capaz de suscitar interesse?

Já pensaste que as pessoas vão crescendo e amadurecendo e que às vezes os objectivos individuais vão-se afastando cada vez mais dos do casal?

Já pensaste que o que ele desejava aos 20, pode já não ser o que ele quer aos 30? Que afinal uma caseira e familiar, apesar de o preencher e de ser tudo o que quer ter ao teu lado, o prendeu numa rotina que o faz pensar no que estará a perder?

Só agora descobriste que ele anda em flirts na net. Mas descobriste o que o levou a procurar esse estímulo?

Não quero que entendas que não te compreendo, mas que tens de recuar no tempo até perceberes onde e quando começou.

Vou-te dar um exemplo verídico e contado a mim por um dos intervenientes. Ela tb é uma mãe e dona de casa fantástica e uma esposa presente e atenciosa. Um dia, estavam os 2 a viver um momento mais intimo quando ela se lembra de algo que deu na televisão e antes que se esquecesse fala ao marido. Escusado será dizer que ele se sentiu... bom, menos desejado, pois seria de esperar que ela estivesse com a mesma vontade e envolvimento naquele momento a 2.

Outro exemplo é o de um casal, cuja esposa deixou de trabalhar para melhor cuidar do marido e da filha de ambos. O que incialmente era um mar de rosas, chegar a casa e ser rodeado de atenções (lá está, mãe, esposa e dona de casa sem nada a apontar), acabou por se tornar numa vida sem grande atracção, pois a esposa deixou de conseguir falar com o marido de outras coisas que não fosse a casa e a filha. O marido, embora reconhecendo a excelente pessoa que ela era, deixou de se sentir estimulado, passou a sentir que o seu papel não era mais que o de pai e marido e provedor do sustento da casa.

Agora, de quem é a culpa? Delas, que tudo fazem para agradar? Deles, que apreciam o esforço mas querem mais?

E antes que julguem que só existe esta versão, eu dou mais um exemplo.

Um casal jovem, sem filhos, namoram há uns 4 anos. Ele é fantástico. Leva-a aos sitios que ela quer, dá-lhe tudo o que ela quer. Ambos têm interesses em comum mas tb individuais. Respeitam-se, gostam um do outro. Ela conheceu outro rapaz num curso que estava a tirar. Ele tb é comprometido. Não estão envolvidos, mas vão flirtando um com o outro. Ela nunca deixará o namorado, porque é dele que gosta. E o "flirt" nunca deixará a mulher. Então, porque flirta com este? Porque o namorado tb se acomodou um pouco. Achou que ser perfeito era dar-lhe presentes e levá-la a sitios bonitos. Deixou de a conquistar. E ela foi sentindo-se menos desejada, menos mulher.

Não te posso aconselhar, pois não tenho experiência pessoal para o fazer. Mas posso-te dizer que tenho visto muitas relações (novos e velhos) esmorecerem à conta de as pessoas acomodarem-se e não se aperceberem que o outro pode não estar com a mesma satisfação.

i_believe @ 15:21

Qua, 25/07/07

 

Parece-me a mim que muitas vezes nos esquecemos de ser o mais importante .... Mulheres!

Que significa ser boa dona de casa, boa mãe .... não foi por isso que os maridos se apaixonaram.
Apaixonaram-se por mulheres com sonhos, com projectos, independentes e que amavam sem se preocuparem com as questões domesticas. No fundo a rotina diária estraga muita coisa e às tantas um casal vê-se numa vida que desmotiva e por isso em vez de se reconquistarem todos os dias vão arranjar animo noutros locais e em outras pessoas acabando por estragar relações que têm tudo para serem felizes.

Miguel @ 13:24

Ter, 26/06/07

 

Cuidado com as soluções baseadas na experiência alheia. São mais perigosas do que a automedicação.
Se é verdade que cada pessoa é totalmente diferente de outra, um casal então não tem análogo no resto do universo.
Se não sabes o que pensar, não decidas.
Tens é que pensar nos quês e nos porquês (não necessáriamente nesta ordem).

Portus @ 18:40

Ter, 26/06/07

 

Olá,

Não sei se ajuda, mas para começar podes pensar que o teu marido é igual a todos os homens.

De médico e de louco todos temos um pouco...e de tarado também!

Mike @ 20:51

Seg, 25/06/07

 

Afinal está viva! Não deu ar da sua graça no post anterior, mas está viva! Fico mais feliz!
Quanto ao post, parece que só te focaste nas casadas, mas existem, e eu até conheço, as solteiras que vivem relações de merda, que duram anos, relações essas completamente podres, que não têm mais nada para dar, em que nenhum deles colocam o ponto final.
No entanto, focando-me agora, apenas no post, digo isto de forma bem clara e consciente.
A CULPA É DOS HOMENS! Alguém se surpreende? Claro que não. Raros são os homens que ganham coragem (porque o que é preciso é coragem) para pôr o ponto final. Sim, somos comodistas em tudo, até quando sabemos que estamos a proporcionar uma vida de fantasia a alguém, porque aquela não é a nossa vida. Porque somos cobardes. Porque é preciso ter um caracter do car**** para, ao sabermos que esse poço secou, permitirmos, a nós e a quem está connosco, ir beber a outro poço.
Fazemos por alimentar a falta de auto-estima a quem está connosco e, o que tu retratas TseTse, em qualquer circunstância, é a falta de auto-estima.


tsetse @ 22:32

Seg, 25/06/07

 

Olá Mike!

Também estou muito feliz por saber que estás vivo e que continuas a visitar o nosso blog.

De resto, embora goste de culpar os homens, não me parece que nestes casos a culpa seja sempre deles. O facto de muitos deles alimentarem a baixa auto-estima da cara-metade, como tu dizes, dificulta a situação, Mas algumas mulheres também não têm coragem ou clareza para dar a volta.

Portus @ 18:43

Ter, 26/06/07

 

Caro Mike,

Isto começa a preocupar-me, mas estou de acordo contigo novamente!!

Acho que a coragem de que falas se ganha com a experiência, o passar dos anos e a degradação da nossa qualidade de vida.

Falo por experiência própria, forma muito anos que me passaram ao lado!

Mike @ 22:52

Ter, 26/06/07

 

Caro Portus,
Concordar comigo é uma questão que não só não te deve preocupar, como te deve deixar satisfeito por seres quase tão bom como eu!!!
Eu também sei do que falo, mas não por ter deixado de viver, pois tomei as minhas decisões assim que comecei a sentir que isso me poderia estar a começar a acontecer.

TseTse, eu não só estou vivo, como estou cheio de vida (ainda que bastante ocupado)! Comigo não há sofredoras (ninguém sofre de felicidade, pois não?)! Tu e eu, juntos, nunca teriamos que passar por essas situações que relatas. Não há sofrimento quando se atinge a perfeição!

TG @ 15:29

Ter, 06/11/07

 

Acho que este comentário é corajoso! Parabéns!
SOL

Joana @ 21:11

Seg, 25/06/07

 

Sempres que vejo um desses casos só consigo pensar pra mim que nunca hei-de ser uma dessas mulheres.. A minha auto-estima pode não bater no máximos mas daí a algum dia me desvalorizar não só enquanto mulher mas também enquanto ser humano... É incrível às vezes como é possível isto ainda acontecer nos dias de hoje... É que ninguém merece uma vida assim... Mts beijinhos **


cigana @ 22:42

Seg, 25/06/07

 

Nem mais! Esta é a bíblia em formato de blog, aconselha-se a sua leitura diária, com a máxima devoção! Melhora a auto-estima e a performance feminina em diversos níveis. Ámen!


tsetse @ 14:30

Ter, 26/06/07

 

É esse o objectivo: fazer os homens pensar e melhorar a auto-estima feminina! Quanto mais lerem, melhor ficam! Então se clicarem na publicidade à volta, nem se fala...

monge @ 23:30

Seg, 25/06/07

 

Muito bom post, TseTse.
É sem dúvida um assunto mais comum do que pensamos e afecta uma grande % dos casais.
(Falta aqui um tipo de mulher que são "As TeleNoveleiras", mas penso que também não fazem falta nestas contas pela sua futilidade. Como homem, acho que se é para andar com uma sombra atrás, prefiro andar sózinho ao sol...)

Julgo que na maioria dos casos falta uma boa dose de reflexão individual e de um nível de comunicação adequado entre o casal. Defendo que na sociedade moderna em que vivemos, o amor dever ser encarado como "uma relação a três - eu, tu e nós dois". Qualquer uma destas 3 entidades necessita ter um papel activo, dinâmico e construtivo; rejeitando totalmente a idéia de submissão por parte de uma delas, até mesmo para evitar uma morte anunciada.

Sou da opinião que, dos casos que apresentaste, o mais comum é o 1º em que a existência de filhos, admito, baralha um pouco mais a clareza das idéias; não sendo, porém, uma condição sinequanon para a tomada de decisão. No mito de proteger os filhos de uma situação difícil remetem a sua felicidade e, no fundo a sua vida, para 2º plano, esquecendo-se, por vezes, que crescer nessa realidade também pode ser tanto ou mais prejudicial para a educação de uma criança e para o desenvolvimento de um jovem de personalidade equilibrada. Simplesmente exige mais maturidade e diálogo para que as coisas lhes façam sentido.
Neste caso, a relação a três passará a ser "eu, eles(os filhos) e o nosso futuro". Mas acima de tudo, a felicidade de todos!

Love Life!


tsetse @ 14:33

Ter, 26/06/07

 

Tens toda a razão... Aliás, muitas das mulheres que se sacrificam pelo próximo, acabam por prejudica-los mais do que ajudar.

não me peçam para dizer o nome @ 01:17

Ter, 26/06/07

 

eu vejo as coisas com dois sentidos, isto é todos esses parâmetros se aplicam aos homens só que estes manifestam-se de forma diferente. eu dou só este exemplo, no meu local de trabalho, o administrador e proprietário da empresa gosta de dar presentinhos e dinheiro por baixo da secretária ás meninas . nos aumentos elas também saem a ganhar. não há um único homem tenha comentado comigo até agora. elas usam a condição feminina em proveito delas? sorte a delas. no amor e no trabalho não há regras, vale tudo, e elas caladinhas também. mas se fosse ao contrário, havia um alarido e uma lambança que dava para fazer claque no festival do sudoeste . portanto os problemas são os mesmo só que uns manifestam-se de uma forma e outros manifestam-se de outra.

Fá @ 10:40

Ter, 26/06/07

 

Para muitas mulheres, estar só equivale a um certificado de incompetência afectiva . E deixam-se ficar em relações que não as satisfazem, e na maior partes das vezes as fazem infelizmente. Mulheres ...valorizem-se, quem não consegue sentir-se bem consigo próprio e sofre com o fato de estar só, dificilmente possui condições internas para que um novo relacionamento dê certo.


tsetse @ 14:35

Ter, 26/06/07

 

Sim, ainda há esse tipo 6, "As Inseguras", que têm medo do que pensam delas...

gomesh @ 12:52

Ter, 26/06/07

 

Será que finalmente teremos o livro "O Interno Feminino"... como um dos principais instigadores eu quero uma primeira edição devidamente autografada e com uma dedicatória...

Eu pessoalmente até à ex-pu... perdão... ex-mulher recomendei que viesse ler... para alargar os horizontes... infelizmente parece que ela pensa que os unicos horizontes que precisa são as 4 paredes da cozinha... vá-se lá entender...


tsetse @ 14:36

Ter, 26/06/07

 

Muito bem, Gomesh, a fazer publicidade ao nosso blog! Continua!

gomesh @ 14:47

Ter, 26/06/07

 

Sempre no meu interesse... não se esqueçam... nós homens somos muito interesseiros...

O_Alminhas @ 14:35

Ter, 26/06/07

 

Muito provavelmente, muitas mulheres já foram estas várias «pessoas» numa mesma relação, não é? E nenhuma mulher pode ser reconduzida apenas a um destes estereótipos, seria extremamente redutor! Além do que, penso eu, a complexidade da mente feminina é de valor variável, mas, geralmente, só nos apercebemos da ponta do icebergue!
A minha pergunta é: onde estão os estereótipos positivos, se me é permitido clasificar assim as coisas? Ou será que as mulheres não fazem sofrer os homens, com algumas maneiras de ser, de fazer e de dizer, que não são exactamente as que estão qaui retratadas? Será que não há mulheres que acabam com relações? Será que não há homens mártires, masoquistas, loucos, amorfos ou antiquados?


tsetse @ 14:39

Ter, 26/06/07

 

Há com certeza... Por exemplo, os companheiros das masoquistas são um bom exemplo de vítima.

O_Alminhas @ 14:41

Ter, 26/06/07

 

Então terás de rever a categoria: no mínimo, serão sado-masoquistas!

Portus @ 18:46

Ter, 26/06/07

 

Tse,

Mais uma vez bastante pertinente a questão!

Penso no entanto que o título deveria ser Sofredoras e Sofredores!

Com a mudança radical da sociedade, há-os cada vez mais!

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