TNT @ 22:30

Dom, 10/06/07

Estava eu na fila para a bilheteira do cinema do El Corte Inglés quando passa um casalito do qual eu conhecia o macho. Param para os respeitosos cumprimentos e diz ele “É a minha namorada...”; “Mas tem nome ou chama-se mesmo assim...??” pergunto eu. Risos meio embaraçados e lá acabaram por me revelar o nome da criatura.

Já não é a primeira vez que me apresentam uma pessoa que se chama namorada ou namorado, mulher ou marido. Nomes aparentemente muito na moda...

Que as pessoas apresentem “É a Sónia, a minha mulher” ou o “António, o meu namorado” ainda vá que não vá! Agora dizerem só o “estado civil” das criaturas é diminuí-las à mais baixa e pobre condição a que se submetem na intimidade.

Mas a questão é que nós não temos nada que ver com a intimidade deles! Quero eu lá saber que alguém por ali, anda de gatas com uma cauda de pónei? Por favor...! Não sei, nem estou nada interessada nisso! A submissão num casal deve permanecer privada ou nos autos da PSP se for caso disso.

Vamos lá saber porque é que há gente que tende a apresentar os respectivos dessa forma...
 
Será porque nunca tiveram ninguém, nunca ninguém os quis e agora têm de bradar aos céus que têm alguém? Mesmo que seja alguém sem nome? Um John Doe? Um indigente? É que nesta linha de pensamento, podem perfeitamente andar a passear-se de boneca insuflável e apresentá-la como namorada. Está bem que tem a boca aberta, mas assim como assim, não diz nada mesmo... Ou será que pensam que todo o restante mundo quer possuir à bruta e por trás os seus respectivos, e por isso tratam logo de dizer que estão devidamente marcados com o ferro do proprietário? Ou será ainda uma questão de bondage e que os respectivos gostam mesmo é de serem humilhados em público?

Seja qual das opções for, acho que da próxima vez, pergunto: Animal, vegetal ou calhau com olhos?

TNT




docasnasasasdodesejo @ 23:53

Dom, 10/06/07

 

Olá cara amiga, adorei este seu post! Concordo em absoluto e subscrevo, pois nunca entendi esta nossa forma de funcionarmos em sociedade, parece que desde logo ninguém vale por si mesmo.. Enfim! Td de bom!


TNT @ 02:31

Seg, 11/06/07

 

É o valor da atribuição... ao que ficámos reduzidos.


In @ 00:47

Seg, 11/06/07

 

Está muito bem visto.
Nunca percebi porquê que fazem isto. Parece que funciona como objecto de posse. Como se fosse uma pena no chapéu...


TNT @ 01:27

Seg, 11/06/07

 

Tipo troféu... e o pior é que se sujeitam a isso!


antiego @ 00:56

Seg, 11/06/07

 

As pessoas tb se vêm pelo vocabulário que usam. Primeiro foi "casalito", e logo 4 linhas abaixo "criatura". Está tudo dito, Nem foi preciso ler mais.


TNT @ 01:26

Seg, 11/06/07

 

E também se vêem pelo rigor linguístico...
Devo dizer-lhe que "vêm" é do verbo vir e "vêem" é do verbo ver.
Como suponho que não possa ser por desconhecimento ou simples engano, dado o rigor da sua observação ao meu texto, devo concluir que é estupidez pura, ou arrogância própria dos ignorantes?
E se não foi preciso ler mais, porque acabou por deixar outro comentário? Hum... suspeito que precisa desesperadamente de chamar a atenção... Não se preocupe. Estou cá para isso. Para levar com imbecis inúteis e iletrados, chéri...


antiego @ 01:32

Seg, 11/06/07

 

Rigos é atributo próprio dos pedantes ou de empenho no seu trabalho e/ou paixão. Como isto não é o meu trabalho... Estou-me marinbando se dou erros ou não. Aliás, para quem é bacalhau serve.


TNT @ 01:47

Seg, 11/06/07

 

Ou seja, para criticar o vocabulário há rigor (ou rigos), mas para escrever correctamente, nem por isso... Nem coerência de discurso, nem conhecimento do território.
E sim, terá a garantia de ter mais visitas ao seu blog do que o habitual, só pelo facto de eu ter acedido a publicar a sua parvoíce. Porque na verdade, não criticou o blog. Nem o post. Aliás não criticou coisa nenhuma. Eventualmente e de uma forma subliminar acaba por me criticar a mim, ao referir "para quem é bacalhau serve". Suponho que não o conheço, que não me conhece e que provavelmente ainda não dormimos juntos nem eu o mandei às urtigas. E nesse caso, para quê tanto azedume? Ai... a vida que vai torta!
Já lhe dei demasiado protagonismo. É o elo mais fraco. Adeus.


antiego @ 00:57

Seg, 11/06/07

 

Espero que este blog esteja sujeito a censura do seu autor.

não me peçam para dizer o nome @ 01:04

Seg, 11/06/07

 

a minha avozinha , que Deus tem, bem que me ensinou, além de muitas outras coisas, que mais vale só do que mal acompanhado. infelizmente eu só aprendi todas essas preciosidades (um verdadeiro legado milionário de sabedoria de vida) demasiado tarde e pelo absurdo ou the hard way ". a ultima foi há bem pouco tempo, apesar de já ter idade para ter juízo . o problema do exibicionismo não passa necessariamente pela parafilia ou outro tipo de disfunção mental, mas pela ilusão normal que temos de sermos muito melhores do que aquilo que realmente somos. e nisso o berço tem uma determinação fatal, quando inevitavelmente sentimos grandiosidade nas banalidades e caprichos ridículos das nossas vidas. como exemplo dou uma história verdadeira de há muitos, muitos anos, que me contou a minha avozinha , de um vendedor ambulante que afirmava com orgulho e vaidade, aquando lhe perguntavam quem era o seu pai, de que seu pai era o padre da paróquia. quando lhe perguntavam novamente se ele tinha sete irmão, ele respondia prontamente com ar solene "somos nove". aquilo que é orgulho para uns, é motivo de zombaria para outros. a ilusão também pode ser muito cruel.


antiego @ 01:34

Seg, 11/06/07

 

Excelente. Porque não crias um blog?

não me peçam para dizer o nome @ 07:36

Seg, 11/06/07

 

porque tenho de me desabituar a refugiar-me na internet. a vida faz-se à luz do dia e ao luar da noite, não aqui. se não tomar medidas drásticas rapidamente, o próximo passo é o "second life "!!!

Megan @ 07:30

Seg, 11/06/07

 

É isso mesmo! Adorei o post.
Sempre achei essas atitudes ridículas. Mas acho que se devem a insegurança e a algum tipo de complexos.
Em geral são pessoas muito inseguras que quando arranjam namorado(a) tem de proclamar aos 4 ventos que estão comprometidas, muito felizes e que há alguém que os ama.
Em vez de encararem uma relação como uma coisa privada e a dois...ostentam-na como um triunfo pessoal para ser exibido....
Eu acho que quem está feliz e realizado não se dá ao trabalho de fazer um circo à volta disso.
Mas se calhar sou só eu...


TNT @ 12:13

Seg, 11/06/07

 

Eu também concordo que normalmente deve ser a insegurança a gritar mais alto que o bom-senso e que provoca estas situações tristes...

Portus @ 09:04

Seg, 11/06/07

 

Algum dia não estariamos de acordo!

Somos presos por ter cão e presos por não ter. Já tive discussões por apresentar a "companhia" pelo nome de sua graça, e por não lhe colocar a etiqueta de namorada, amante ou amiga, o dia desmoronou a partir daí e o filme já não teve tanta graça!!


TNT @ 12:38

Seg, 11/06/07

 

Pois é Portus, estas coisas não são fáceis realmente...
Podes apresentar "é a cristina, minha namorada"... Apresentaste primeiro a pessoa e depois o seu estatuto. Quando a interlocutora for uma mulher deves apresentar sempre o estatuto sem esquecimentos, ou podes correr o risco da tua cara-metade achar que já te embrulhaste com a galdéria da tua amiga, cinco ou seis vezes, pelo menos!
São estas coisas que passam pela cabeça das mulheres enquanto sorriem simpaticamente para a "megera"!

Fá @ 09:43

Seg, 11/06/07

 

Ao dizerem "é a minha namorada" devem sentir-se mais importantes, afinal TÊM namorada...o nome pouco interessa...pobres de espírito. Comigo é exactamente o contrário, digo o nome nunca o "titulo"...


TNT @ 12:41

Seg, 11/06/07

 

Eu também digo só o nome...
Até porque na maioria das vezes, nem sei que título lhes hei-de dar!

Fá @ 14:03

Seg, 11/06/07

 

Fizeste-me rir...realmente a maior parte das vezes também não sei...qual o título , mesmo quando me perguntam... :)))

gomesh @ 15:15

Ter, 12/06/07

 

Temos de arranjar um novo... em Inglês é fácil (ainda que talvez quase vulgar) - "Fuck buddy"...

Em Português... "amigo colorido"??

(Fico-me pelo Inglês... e eplo menos as pessoas não ficam escandilizadas...LOL)

Kore @ 10:17

Seg, 11/06/07

 

TNT,

Quase quase quase se espalhou o pânico na internet ...

Good to know all is well

Cheers,
Kore

Kore @ 01:21

Ter, 12/06/07

 

«... possuir à bruta e por trás ...»

ainda não tinha lido isto com a atenção própria ... cósmico e mágico

Cheers,
Kore


TNT @ 01:26

Ter, 12/06/07

 

Romântico, bonito, profundo e apropriado...

Perignon @ 11:00

Seg, 11/06/07

 

O pior não é a primeira apresentação, o mais difícil é suportar esse título para nos lembrarmos de alguém.
Quantas vezes não fomos submetidos a este desconforto:
- Oh Perignon, lembraste da Mafalda?
- Mafalda? Mafalda quê?
- A Mafalda, namorada do Bernardo.

A coitada da Mafalda será sempre a "namorada do Bernardo" para nos lembrarmos dela, a coitada nunca terá uma identidade própria. E quando temos finalmente o número da Mafalda e gravamos no telemóvel:
93 000 00 00 - Mafalda (Bernardo)
Como se a Mafalda fosse propriedade do Bernardo!
Concordo consigo TNT, é complicado viver com o ferro quente no lombo com a sigla da namorada ou namorado.

Saudações às meninas do blog.

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