tsetse @ 20:42

Sex, 13/04/07

Quem lê este blog com alguma frequência sabe que eu sou uma forte defensora dos direitos iguais. Sei que outras autoras não concordam comigo, mas a graça deste blog está também na diferença de opiniões. Defendo direitos e deveres iguais e gosto de pagar os jantares a meias.

No entanto, defendo alguns comportamentos que, para mim são apenas cívicos, mas que para os outros são muitas vezes considerados discriminatórios. Por isso, já tive que ouvir várias vezes comentários como: "Se queres a igualdade, porque esperas que os homens te abram a porta?"
A resposta é simples: porque aprecio as pessoas civilizadas e atenciosas. Na realidade, eu não peço mais do que eu dou. Eu também abro a porta à minha avó, quando ela anda comigo de carro. Eu também deixo passar as senhoras mais velhas, à entrada dos elevadores. Eu também fico à espera que as minhas amigas entrem em casa. Eu também me baixo para apanhar o que alguém mais velho deixou cair.

Ou seja, há uma série de regras que nos ajudam a viver de forma civilizada e, se as seguirmos, escusamos andar todos aos empurrões e a pensar na melhor maneira de ser atencioso.

Alguns exemplos:
- Quando estão várias pessoas à espera para passar por uma porta, deixa-se passar primeiro as mulheres e depois os homens. Entre pessoas do mesmo sexo, deixa-se passar primeiro as pessoas mais velhas. Assim, não há empurrões nem tempos mortos de espera, do tipo "ai será que ele passa ou não, espero ou não... e entretanto já aqui estou a aqui a fazer figura de parvo".
- Quando várias pessoas vão entrar num carro, em vez de se discutir quem vai à frente, já se sabe como escolher: prioridade para a mulher mais velha.
- Quando se vai sair com uma pessoa mais (ou igualmente) frágil, deve-se acompanha-la a casa e garantir que a mesma entre em segurança.
- Quando um homem leva no seu carro uma senhora (ou uma senhora leva no seu carro alguém bastante mais velho), deve sair para abrir a porta e certificar-se de que esta sai em segurança.

E tudo isto não é discriminação, é civismo!

Tsetse


não me peçam para dizer o nome @ 22:30

Sex, 13/04/07

 

ás vezes tenho medo de ser mal interpretado quando tenho uma atitude mais cordial ou de cavalheirismo. não sei se a mainstream actual prevê esse tipo de comportamentos... acho que não.


tsetse @ 03:36

Sab, 14/04/07

 

Ou seja... tens medo que, ao seres atencioso, o objecto da tua atenção interprete o teu acto como uma espécie de assédio? Por não estar habituada?
Questão pertinente... Mas, se toda as pessoas seguissem as mesmas regras, já não haveriam tantos mal entendidos.

não me peçam para dizer o nome @ 17:44

Dom, 15/04/07

 

assédio é outra coisa. é objectivo e faz propostas concretas. é persistente e continuado. de cordial e cavalheiresco não tem absolutamente nada. o que eu acho é que as pessoas não entendem nem estão interessadas em cordialidade e cavalheirismo mesmo.


tsetse @ 22:17

Seg, 16/04/07

 

Isso depende da educação e/ou sensibilidade da pessoa...


cigana @ 00:02

Sab, 14/04/07

 

São regras básicas de boa educação, que parecem esquecidas ou desconhecidas por imensa gente. Fico tão desconcertada quando, em frente de uma porta, um tipo avança quase me atropelando na passagem, e ainda atira com a porta na minha cara, como quando vejo as criancinhas todas sentadas em todas as cadeiras da sala e os pais e avós a conversar em pé para não incomodar os meninos!
É uma questão de respeito, é bonito e mostra boas maneiras.


tsetse @ 03:53

Sab, 14/04/07

 

Sim, os adultos deviam dar bons exemplos a essas crianças, para que elas daqui a uns anos não estejam a atirar com a porta à nossa cara.

AlfmaniaK @ 00:50

Sab, 14/04/07

 

Pois, de facto o civismo é algo de todos e para todos, e concordo com esta exposição.

O problema está quando se mistura cavalheirismo com civismo. Uma coisa é a acção nobre (cavalheirismo - abrir a porta a uma senhora) outra é o respeito social (civismo - auxiliar, apoiar, deixar passar este ou aquele). E esta confusão acontece muito naturalmente como uma consequência da igualdade de direitos. Ridículo mas razoável.

As alterações sociais provocadas por um reequilíbrio dos direitos entre homens e mulheres, provoca subalterações em comportamentos considerados "nobres". Por exemplo, o que era visto como algo nobre, agora é algo mais superficial como um galanteio (a tal cena de puxar a cadeira a uma senhora, ou abrir uma porta à senhora).
Há excepções à regra, vejamos, tirar o chapéu na presença de uma senhora era nobre - e continua a ser - mas não está devidamente enquadrado no civismo ou no galanteio. O certo é que poucos são os que o praticam.

Nesta exposição a confusão também está implícita, quando apresentadas analogias entre civismo e igualdade, pior que isso é interpretar as analogias em que os idosos correspondem às mulheres na questão dos direitos de igualdade (Coitadinhas? Não me parece!)
Ora considerando que temos cavalheirismo, civismo e depois galanteio pós-moderno, em suma: Não! Os direitos iguais "ainda" não mataram o cavalheirismo! Mas para lá caminha.

E em tom de brincadeira (não vá isto ser interpretado às avessas):
Antes - Um cavalheiro deve ceder o lugar a uma senhora.
Depois - Já é altura de as cavalheiras cederem o lugar aos senhores.
E isto não é discriminação, Its evolution baby!


tsetse @ 03:49

Sab, 14/04/07

 

Sim, talvez eu tenha misturado um pouco a noção de civismo com a da atenção. Falei das duas, mas não expliquei a diferença. Para mim, o civismo ajuda a que:
1. hajam regras que facilitem a escolha do nosso comportamento;
2. haja repeito pelas pessoas mais velhas ou mais frágeis.
Por outro lado, a atenção com as mulheres é uma questão de educação e respeito. Não precisa ser obrigatóriamente um galenteio.


TNT @ 12:57

Sab, 14/04/07

 

Eu não sou pela igualdade de direitos! Não quero ser tratada como eles tratam os amigos. Definitivamente!
O cavalheirismo é fundamental, senão nem vale a pena perderem tempo a aproximarem-se. A civilidade é essencial, a educação indispensável e a cortesia e gentileza, muito apetecíveis. E nem quero conceber as coisas de outra maneira!
Não gosto de dividir contas. Ou pago eu, ou paga ele. A conversa do cada um paga o seu, é para jantares com amigos, com muita gente. Jantares a dois, nada de meias! Considero que estraga o clima e dá um ar demasiado mercantilista à coisa.

garibaldov @ 17:24

Dom, 15/04/07

 

Isso já bate mais certo com a minha experiência.A igualdade de direitos consiste na igualdade de possibilidades.A partir daí comportamo-nos igualmente entre sexos ou não, conforme decidirmos.
O facto é que na realidade, os homens tratam-se entre si de foma prática e mais despreocupada(com calduços e empurrões à mistura) e as mulheres, na grande maioria, assumem que ninguém as deve tratar de forma despreocupada mas sim, atenciosa.

euzinha @ 23:03

Ter, 24/02/09

 

Ora não deixa de ter a sua razão! Sou pelos direitos iguais, porque, como não ser? Mas a forma redutora como definem a "igualdade" deixa-me os cabelos em pé!

Quando se fala de igualdade, não estamos a falar de dividir as contas! Tudo começou pelo direito de poder ter um emprego RENUMERADO fora de casa. O resto, é os direitos que se reservam a qualquer ser humano.

Também me parece que essa coisa de rachar a conta a meio cai melhor em grandes jantares com amigos. Quem paga a conta? Quem quiser pagar! Mas alguém tem de fazê-lo, certo? Um pouco de descernimento e a coisa corre sem se pensar nisso.

O mau é quando começas a identificar um padrão, em que a conta que tu pagas é num restaurante bom, e a que ele paga são os hamburguers do MacDonalds!

Acredito que existe na natureza do homem uma grande inclinação para ser sovina! Olha que foram séculos a ter o dinheiro só para si e para os seus vícios. Esta coisa custa a sair do Adn...

Deixo um conselho a todos os rapazes e homens que não sabem como agir. Sejam vocês mesmos. E nunca deixem de ter um gesto de cortesia por temerem serem mal interpretados ou, pior ainda, por temerem ser gozados pelos vossos pares.

A probabilidade de vocês serem verdadeiramente felizes na vida aumenta substâncialmente se souberem ser educados e saberem diferenciar respeito de falta de respeito. É muito simples, acreditem!

Se seguirem este caminho e verem que os vossos amigos nem por isso, não importa o que eles disserem, vivam eles com alguém ou não, podem acreditar que não vivem num mar de rosas, mas de espinhos!

E há muitos por aí, que não se separam das esposas unicamente porque depois teriam de arranjar outra mulher para lhes lavar a roupa e lhes fazer a comida. Pode uma coisa destas?! Passadas décadas, o homem continuará sempre a ver a presença da mulher como essêncial para o serviço doméstico.

É mais barato casar, que pagar uma mulher a dias!

Ainda me revolta as histórias que oiço por aí...

PARTILHAR = VIVER RESPEITAR=VIVER A DOIS!!

Kore @ 13:54

Sab, 14/04/07

 

Cavalheirismo, civismo e igualdades de direitos

Boas,

Já acompanho este blog há algum tempo, inicialmente movido pela curiosidade dos textos... Várias vezes surgiu a motivação para comentar, mas o tempo, o trabalho e a batalha do dia a dia foram maiores...
Hoje, embora ainda no escritório , foi mais forte que eu e que tudo que me mantém longe da praia neste fim-de-semana: tocaram algo, valores...

Assim, aqui fica o meu contributo:
«Cavalheirismo, civismo e igualdades de direitos», não passam de símbolos para a sociedade conseguir passar valores simples áqueles que não os sabem viver: saber dar e saber receber, saber respeitar e ser respeitado.

Não abro a porta do carro a uma senhora por cavalheirismo (ou cedo o meu lugar a alguém de idade, ou deixo outros passar primeiro pela porta), abro porque sinto que é uma simpatia, cordialidade, que me sinto motivado a praticar, sem esperar que a pessoa em questão me vá abrir a porta.

Também lhe ficava bem, mas não é essa a minha motivação - fiz porque achei que devia fazer, pelo acto de bondade para com o próximo.

O que estou a tentar expressar é que o abrir da porta, em mim, não é motivado por a sociedade me exigir um acto de cavalheirismo, mas sim pelas mesmas razões que me levariam a dar 20 euros para desenrascar um pobre desgraçado qualquer na rua, ou o ir à farmácia por um amigo que está doente em casa...

Não sou motivado pela rotina do cavalheirismo, mas pela espontaneadade do acto: não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti, e se queres receber algo tens que estar preparado para dar - se possivel, primeiro.
Também não me preocupa a interpretação que possam dar a uma atenção que pratique - alguém que assume o pior de ti quando tu estás ali cheio de boas intenções não pode ser boa pessoa - desses, quanto mais cedo sabes, mais cedo tens oportunidade de começar a guardar distância.

O que falta na nossa sociedade não são regras, guidelines, ou outros que tais - são valores. A prática da bondade, cordialidade, responsabilidade e respeito são actos que aqueles que são fracos (de espírito, de personalidade, de mente, ...) se mostram impotentes para praticar - não porque não podem, ou porque não querem - simplesmente porque não têm. Mercenários há muitos, estamos escassos em paladinos.

Ok, ok, sou bonzinho , mas não sou parvo - sou tolerante, mas intolerante com a ausência de valores.

Já acompanho este blog há algum tempo, agora movido pela curiosidade sobre quem escreve os textos - potencialmente, amizades interessantes...
Estou curioso.


Sinceramente, espero que encontrem a felicidade que aqui expressam procurar

Cheers,
Kore


tsetse @ 22:37

Seg, 16/04/07

 

Caro Kore, que bom que nos acompanha. Devia era comentar mais vezes!

Já agora, concordo que há cada vez mais pessoas sem valores.

Kore @ 13:28

Dom, 22/04/07

 

Tsetse,

Obrigado pelas amáveis palavras.
Quanto aos valores, quem os tem, que tenha a sorte de os desfrutar com outros pares

Cheers,

Anónimo @ 12:54

Qua, 26/09/07

 

adorei o teu comentário....muito....
Não frequento muito a internet a não ser para trabalho...hoje estava procurando algo sobre cavalheirismo e foi impossível não lê-lo.

Vc tem a mesma opinião minha, Sou mulher, não hipócrita...tenho muito a dizer, mas não por aqui.


Se querer , me add no hotmail .
Vc tem a mesma opinião minha, sou mulher não hipócrita...tenho muito a dizer , mas não por aqui.
espalhandoluz hotmail @.com
Beijos.
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

adorei o teu comentário....muito.... <BR>Não frequento muito a internet a não ser para trabalho...hoje estava procurando algo sobre cavalheirismo e foi impossível não lê-lo. <BR><BR>Vc tem a mesma opinião minha, Sou mulher, não hipócrita...tenho muito a dizer, mas não por aqui. <BR><BR><BR>Se querer , me add no hotmail . <BR>Vc tem a mesma opinião minha, sou mulher não hipócrita...tenho muito a dizer , mas não por aqui. <BR>espalhandoluz hotmail @.com <BR>Beijos. <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Lu</A>

lovely @ 12:10

Dom, 15/04/07

 

Sou sincera, gosto que um homem me abra a porta do sitio onde vamos, mas dispenso que o faça no carro. Gosto que ele comece a jantar depois de mim, ou me deixe ser a primeira a pedir. Gosto que pague se me convida, mas gosto de pagar se eu convido, embora nãolhe fique mal oferecer-se. Isto nos relacionamentos. Quanto ao resto, tenho o maior respeito pelos mais velhos, se estes se fizerem respeitar. Sou a primeira a ceder o meu lugar a alguém mais velho, mas se antes de o fazer, o idoso já está a mandar a boca sobre a falta de respeito da juventude (já aconteceu N vezes), bem fica em pé.

namec2@sapo.pt @ 20:07

Dom, 15/04/07

 

vim espreitar o outro lado :).estão equilibrados.


TNT @ 21:38

Dom, 15/04/07

 

Mas este não é meu... É da outra iluste autora deste blog a tsetse!

namec2@sapo.pt @ 23:37

Dom, 15/04/07

 

entao fiquem as duas ilustradas, porque ambos estão em sintonia.


Cláudia Oliveira @ 16:35

Seg, 16/04/07

 

Não gosto de dividir jantares a meias porque prefiro poupar dinheiro. Só por isso. De resto, sigo essas regras normais.


tsetse @ 22:30

Seg, 16/04/07

 

Eheh, e se ele também precisar de poupar dinheiro?



oamante @ 18:41

Seg, 16/04/07

 

Pagar o jantar a meias, não me amedronta, mas se for um jantar onde eu esteja interessado na dona, vou pagar, se ela não se importar. Há mulheres que gostam de mostrar-se feministas assim. Deixá-las.

Agora, abrir portas, colocar cadeiras, deixar passar, ceder lugar, são actos de cavalheirismo e pratico-os quer com mulheres (sabe muito mais, claro), quer com homens.
Parar o carro, mesmo num sítio indevido para deixar alguém passar, também é comum.
Acontece é que, por causa disso tudo, chamam-me otário! Que isso já não se faz! Eu não me importo, vou continuar, pois não vou abandonar os princípios todos.
A propósito: elas adoram quando lhes fazemos isso tudo, de adolescentes a mulheres, mesmo que digam que não, como me aconteceu uma vez com uma cambada de adolescentes: elas acharam tão exótico eu ter aberto a porta a uma... pessoa... que estava mal, para sair um bocado, que comentaram e me enalteceram em voz alta contra os outros colegas. Aproveitei para os... educar.
Morrerei retrógrado, talvez.

Pesquisar
 
comentários recentes
meu caso é meio parecido,mas so houve beijo,mas ai...
Quando as variáveis filhos e questões financeiras ...
Boa Tarde,Depois de muito pesquisar na net sobre a...
Viva, gostei do tema e tem razão, as Portuguesas s...
Sim, eu sei. Mas o que dói nao é tanto o que se pa...
Ele não contou porque achou que, se a Anónima não ...
Posts mais comentados
Arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D