tsetse @ 16:11

Qua, 28/02/07

Por muito que achemos que não somos influenciáveis, nem sempre conseguimos resistir ao poder da "sugestão". Principalmente, quando nos sentimos identificados com a desgraça alheia e vemos os outros a lutar com argumentos de peso.

Ultimamente, tenho assistido a vários fenómenos desses, em áreas bem distintas. Para exemplificar, imaginem um homem que se divorcia, porque acha que a relação já não tem emoção suficiente, que é preciso arriscar e mudar de vida, e comenta o facto com os amigos. Se ele se mostrar entusiasmado com a escolha e começar a justificar de forma lógica a sua decisão, os amigos que se identificarem com o seu problema vão, sem dúvida, pensar: "Mas o que se passa com ele é parecido com o que se passa comigo. Se ele é uma pessoa sensata e acha que este problema implica uma ruptura, se calhar tenho que pensar melhor na minha situação". E, depois, começam a analisar tudo e a colonizar sentimentos de liberdade, ruptura, e novidade. Conclusão: se ainda não tinham pensado em acabar, passam a pensar.

O mesmo se passa noutros tipos de relações. Se estamos no nosso emprego, sossegados, descontentes com algumas coisas e, de repente, vários colegas começam a queixar-se da empresa, a contar mais situações desagradáveis (que desconhecíamos) e a decidir sair, nós começamos a pensar: "Espera aí, afinal estes problemas são graves. Há mais pessoas descontentes. Descontentes ao ponto de sair. E, pelos vistos, o mercado não está assim tão mau, pois já arranjaram emprego". Mesmo sem querermos ser influenciados, só o facto dos nossos colegas se terem revoltado, dá-nos dados novos sobre a empresa e o mercado.

Por isso, meus amigos, muita atenção aos sinais. Nunca se sabe quando chega a nossa hora de demitir ou ser demitido. Seja do emprego, relação ou casamento. Se não querem perder, trabalhem mais e sejam mais dedicados. E, já agora, não vão em modas.

Tsetse



Nuno Barreto @ 12:13

Qui, 01/03/07

 

Comparar casamento com emprego é um bocado rebuscado. Parece-me que o casamento é um relacionamento muito mais profundo do que estar empregado numa empresa.


tsetse @ 12:19

Qui, 01/03/07

 

Caro Simplice, eu não estou a comparar casamento com emprego... Mas sim o poder da "sugestão" em ambos os casos.

glossina @ 12:50

Qui, 01/03/07

 

"começam a analisar tudo e a colonizar sentimentos de liberdade, ruptura, e novidade"



Uma das utilizações mais ambíguas e interessantes da palavra colonizar que li até hoje. . Foi fortuito ou deliberado?



Quanto ao mercado de trabalho:

" E, pelos vistos, o mercado não está assim tão mau, pois já arranjaram emprego"



Aí discordo. Não está péssimo, mas está mau. Pelo menos as experiências que tenho tido recentemente (últimos 2 anos) têm corroborado esta opinião.


tsetse @ 13:16

Qui, 01/03/07

 

Bom dia, Glossina. Acredito que o mercado não esteja bom em todas as áreas. Mas, na minha, está óptimo. Conheço várias pessoas à procura desesperadamente de alguém para trabalhar na área e não encontram ninguém livre e com qualidade.

Em relação à palavra "colonizar", sim... foi deliberado...


lovely @ 16:40

Qui, 01/03/07

 

"Se não podes vencê-los, junta-te a eles." - O poder da sugestão leva um pouco a isto. Se achamos que este é o caminho, mas todos os outros estão a seguir noutra direcção, só nos resta 2 opções: ser firme na nossa intenção ou ceder à forma da "tribo".


tsetse @ 18:55

Seg, 05/07/10

 

Parece que foi feito um estudo que comprova a minha teoria:
http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Sociedade/divorcio-e-contagioso.aspx

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