tsetse @ 00:36

Dom, 18/02/07

Mesmo quem não passou por ela, já viu amigos fazerem as coisas mais estranhas em prol da dita "paixão".

Normalmente, todas as histórias que metem paixão à mistura são compostas pelos seguintes elementos:
1. Perda de racionalidade na avaliação da outra pessoa e...
2. Perda da noção dos limites.

Depois, quando este estado passa, normalmente pensamos "mas como
posso eu ter achado aquela pessoa tão interessante" ou "que vergonha, como fui capaz de fazer aquilo". Só que já não há nada a fazer. Está feito e não sabemos explicar porquê.

O mais complicado é quando vemos uma pessoa amiga nessa situação. Quando nós estamos a ver a pessoa por quem se apaixonou, com todas as nossas capacidades e lucidez, e vemos que não tem nada a ver com a descrição que nos foi dada. Tipo, estamos a olhar para o maior palhaço que já vimos ao cima da terra e temos que ouvir: "Ai, é o máximo e temos tantas semelhanças" e nós estamos mesmo a ver que nem é o máximo, nem há semelhanças...

O que fazer nestas alturas? Gritar "acorda!"? E salvarmos os amigos destes embaraços? Ou deixá-los viver naquela doce loucura e sorrir, como se estivéssemos também cegos?

Eu gosto mais da segunda opção, pelas seguintes razões:
1. Porque acho graça ver as pessoas nesse estado. (Como se quebrassem a minha monotonia, com os seus disparates)
2. Porque acho que contrariar pessoas neste estado, é um risco. Podem virar-se contra nós. (Sim, eu sei... é cobardia)
3. Porque sou uma romântica incurável.

Tsetse



daniela. @ 01:48

Dom, 18/02/07

 

acho que todas as mulheres são umas românticas incuráveis

bjzzz

antídoto @ 16:52

Dom, 18/02/07

 

Estava eu a ler-te e a pensar que deves ser hiper racional e vai daí tu acabas-me o post com um "romântica incurável".
Ainda não é desta que te defino :)


tsetse @ 22:39

Dom, 18/02/07

 

Tenho tudo para ser racional, mas acho muita graça à irracionalidade...


a secret girl @ 01:33

Seg, 19/02/07

 

Adoro os momentos de ilusao e nem me importo de vive-los mesmo sabendo que mais tarde vou achar que so podia estar cega por ter gostado daquela pessoa. Acho que esses momentos sao dos mais giros no inicio das relaçoes.
No entanto, custa-me ver amigos que estao cegos por pessoas erradas, mesmo erradas, apetece-me abaná-los, abrir-lhes os olhos. Mas acho que devem aprender por eles mesmos, por isso, tento intervir no minimo.


tsetse @ 15:06

Seg, 19/02/07

 

Sim, Secret Girl , essa é outra questão pertinente: há coisas que só conseguimos aprender por nós mesmos. E, para agravar a situação, quando as pessoas estão nesse estado, perdem a objectividade e a racionalidade.

lovely @ 09:45

Seg, 19/02/07

 

Sinceramente, nem vale a pena tentar "acordá-los". Mesmo quando estou consumida pela paixão, como aconteceu muito recentemente e possivelmente ainda acontece, eu tenho noção de que me vou dar mal, mas é tão fácil fechar os olhos às evidências. E os amigos bem podem tentar, tentar, e tentar... não vai adiantar. Além do mais, depois de tudo superado, o saldo tem sempre um não-sei-quê de positivo, porque eu quero sempre voltar a sentir a paixão.


tsetse @ 14:59

Seg, 19/02/07

 

É a doce loucura...


oamante @ 10:55

Seg, 19/02/07

 

Decisão difícil Tsetse!
É realmente desesperante ver os nossos amigos a caírem na teia, mas é-nos igualmente custoso avisá-los e ouvirmos que somos os piores do mundo, sobretudo se prezámos a pessoa em questão.
Tenho tido casos desses com amigos(as) e realmente vamos dando uma no cravo, uma na ferradura, pois custa-nos a fazer ver àqueles moinados que estão a cair no abismo.
Também, o mal que possa daí advir não será de morte. Pode ser infinito, mas em princípio não mata.
Às vezes, decidimos arriscar e pumba, levámos cá uma bofetada!
Por isso, é como dizes: a paixão é engraçada para quem a vive e é como se diz por aqui: cerveja sem álcool, é como amor sem paixão!


tsetse @ 14:56

Seg, 19/02/07

 

Pois é, o amante, é um decisão difícil. Se, por um lado, achamos que todos merecem passar por aquele estado, por outro... custa-nos ser coniventes com algumas situações.

Aragana @ 17:37

Seg, 19/02/07

 

Gostei!
E sim, a segunda opção é sem duvida a melhor! até porque, tanto estamos do "lado de cá" como podemos estar "do lado de lá"...

:-)


TNT @ 22:58

Qua, 21/02/07

 

Até há pouco tempo não conhecia esse estado.
Agora que conheço, odeio-o profundamente...
Chamo-lhe estado de demência temporária.
E repito... odeio-o pronfundamente.
Há coisas que definitivamente não foram feitas para mim. Isto é com certeza uma delas.

Boom @ 09:38

Qua, 01/08/07

 

TNT:
Adorei o estado de demênicia temporário!!

É exactamente isso, só pode! Quando bate forte, e não é aos 18 ou aos 23...quando bate forte aos 30 e muitos é um furacão na nossa vida... O melhor é abrigarmo-nos e esperar que passe... sem espreitar muito, não vá o fascinio do espetáculo levar-nos no ar aos rebolões - mas que apetece, apetece!
E de facto "sabemos" que é temporária mas "sentimos" como se fosse vital . E é doce a malandra... sobreviveremos, estou certa!

kurt @ 16:27

Sab, 12/05/07

 

Estou a paxar po isso agora mas a pexoa namora e uma coisa ke nao podemos controlar ja fiz loukuras por ela ....tipo ja fiz 400km por ela para a ver 10minutos.. Sim pk eu conhecia na net ... ela numka me mentio masocm o passar do tempo kuando eu reparei nao avia nada a fazer ja tava envolvido

birdwings70@hotmail.com @ 17:04

Qui, 20/09/07

 

pois...pois... e depois dos 35? casada... traida...e a tentar salvar.... o que resta.... aí ...sem dar por nada...renasce uma paixao antiga.... parece um filme... as mulheres são romanticas demais.....!!!

ana @ 17:57

Ter, 02/10/07

 

Não concordo. Ficar a ver um/a amigo/a a fazer figuras de parvo só para quebrar a monotonia dos meus dias é puro egoísmo. Não lhe dizer o que pensamos é covardia, sobretudo se o nosso amigo não for correspondido. Perdi três 'amigos' (um deles há vinte anos) por causa de atitudes como essa. Limitavam-se a ver o circo. Quando voltei a mim, não foi contra o facto de não ter sido coprrespondida que me revoltei. Foi contra eles, porque nunca diziam nada, nunca achavam nada... que eu é que sabia. Com amigos destes, mais vale ter inimigos. Para o bem ou para o mal, sempre nos consideram.

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