TNT @ 16:42

Seg, 31/05/10

Noutro dia encontrei um amigo muito católico, apostólico e quem sabe até romano. Já não o via há cerca de dez anos e ah e tal como é que vai a vida? Que tinha casado e tinha uma prole considerável (lá está a veia católica). Olha que bom para ti! Entretanto, chega a mulher dele que eu conhecia doutros carnavais menos próprios e fiquei um pouco surpreendida por ele ter casado com ela.

Resumidamente, ela fazia parte de um grupinho que eu conhecia bem onde o amor era mesmo livre e à vontadinha, a nudez prática comum e a frequência das orgias era algo como uma dieta de Verão: comer várias vezes ao dia.

Ela arregalou-me os olhos e eu percebi claramente que ele não estava nem aí. Não sabia do passado dela, nem lhe passava pela cabeça. Fiz de conta que não a conhecia de lado nenhum e siga para bingo.

Mas foi assim que comecei a pensar que isto de conhecermos o passado mais ou menos obscuro dos nossos mais-que-tudo pode dar-nos chatices que não nos interessa nada. Não traz nada de bom. Esta coisa da honestidade é muito bonita (para alguns), mas também o é se forem honestos desde o dia que se conheceram ou que decidiram ficar juntos.

Já viram as dores de cabeça que se poupam se não soubermos que o tipo com quem estamos já foi encornado 30 vezes? Se soubermos disso logo de início começamos logo a pensar nas suas incompetências e se calhar nem gozamos a coisa na sua plenitude (se houver plenitude).

Ter informação é bom, ter demasiada informação é para os serviços secretos. O comum dos mortais não sabe lidar com isso, nem deveria saber.




TNT @ 00:47

Sex, 28/05/10

Bem sei que às vezes é difícil fazer conversa de circunstância. Mas é preferível um silêncio decorado com um sorriso, a tanta parvoíce que se apelida por aí de conversa.

Se um gajo nos pergunta o signo, à segunda frase que proferimos, é logo de o riscar do mapa. Gajo que sabe de signos é equivalente ao gajo que diz azul-bebé. São da mesma estirpe. São para abater.

Perguntarem-me o signo soa-me tão descabido como quererem saber a marca do papel higiénico usado cá por casa. Ah e tal sou balança... Eh pá que bom para mim!

Se se é leão é porque se é forte, se se é touro é-se teimoso, se se é peixes é-se o quê...? Esquecido? A ser tudo isto verdade, também é verdade que o cocó cheira mal e que as pedras da calçada fazem chorar como as cebolas. E isto é assunto?

Mas que raça de metro-cosmo-lux-caras-tvsetedias-sexuais idiotas é que se anda para aí a formar? Deixem-me em paz mais o raio dos signos!

A única coisa que me interessa no zodíaco é o assassino em série. Deixem-se de mariquices de conversas de signos. Nós gostamos de homens por isso mesmo. Por serem homens. Comportem-se como tal, se faz favor. Ou é pedir muito?




TNT @ 14:25

Ter, 04/05/10

Com certeza que todas as leitoras já se depararam com um ‘melga’. Os melgas são aqueles que não nos largam a braguilha, mesmo depois de não lhes atendermos o telefone pela 90ª vez, ignorarmos todos os convites, fazermos de conta que temos visão raio X como se fossem transparentes, dizermos que temos o gelado ao lume ou um urso polar no quintal que nos está a atacar a tartaruga, coitadinha.

Há tipos que não percebem as indirectas e nem sequer as directas. Insistem como se não houvesse amanhã, deixando-nos à beira de um ataque de nervos.

Porém, existe uma solução. Se há coisa que os homens não suportam são conversas sobre problemas femininos. Estas incluem menstruações dolorosas, marcas de pensos higiénicos e tampões, caroços no peito, quistos nos ovários, a sensação desagradável da introdução do espéculo nas idas ao ginecologista, candidíases, pêlos púbicos encravados, retenção de líquidos e afins.

Mesmo que não tenhamos nada destas coisas, funciona que nem ginjas. “Ah e tal, hoje não posso ir ao cinema. Estou cheia de dores do período e ainda por cima não encontrei no supermercado os tampões que costumo usar. Ainda por cima, descobri aqui um caroço no peito e tenho de ir rapidamente ao ginecologista. Estou mesmo incomodada e é melhor ficar para outro dia…”. Eles desligam o telefone apressadamente, vão tomar uma água das pedras e rezar para que a semana passe sem pormenores gráficos a assolarem-lhes o espírito. Naqueles cérebros aparece imediatamente o sinal de proibido associado ao nosso nome e, com sorte, o alvo só torna a ligar no dia do nosso aniversário ou em época natalícia, apenas por uma questão de cortesia.

É que eles adoram andar a passear-se por estas zonas, mas detestam saber o que custa a manutenção do equipamento!



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