TNT @ 14:22

Qua, 23/09/09

A vergonha é algo que nos acompanha desde pequenos. Temos sempre algo que nos envergonhe, seja de nós próprios, seja de outros. É uma grande chatice quando a vergonha se torna um factor inibidor, tanto em termos sociais, profissionais ou familiares. Começa-se a evitar as saídas em grupo, as reuniões familiares ou qualquer encontro com os demais. Inventam-se desculpas convencendo-nos que nada daquilo importa, até porque gostamos demasiado da pessoa que está connosco.

Mas a verdade é que, mesmo com muito amor, é possível sentir vergonha…

Tenho uma amiga que até percebe umas coisas de música, é dada a leituras sobre o assunto e até estudou durante uns anos esta arte. Eis senão quando, arranja um namorado que adorava, mas… hélas! O que o rapaz gostava mesmo era de Robbie Williams, Michael Jackson e musiquinha de feira de uma forma geral! Pronto, deixa-o lá estar a gostar dessas coisas desde que não a obrigasse a levar com aquilo. Porém, quando havia algum jantar com amigos, e o assunto musical ia para a mesa, ela começava a tremer de medo que ele se saísse com as habituais pérolas. Tentava sempre brincar com a situação, mas ficava envergonhada… roxa de vergonha!

E como esta, conheço trezentas histórias… Da namorada do escritor que gostava de Paulo Coelho e não se absteve de o dizer numa tertúlia literária, de uma que era extrema esquerda e chamava fascistas a todos quantos gostassem de luxos imperialistas como jantar fora, da namorada do músico que ficava com pele de galinha com o Tony Carreira e Olavo Bilac, com a mulher do gestor que não sabia o que era um e-mail, do namorado que na altura da conta esquecia-se sempre convenientemente da carteira, do tipo que tinha um Porsche branco que gostava de mostrar à porta dos bares… enfim, histórias não faltam!

Os momentos de vergonha são inesquecíveis! Inesquecíveis de maus…

E será que estas pequenas vergonhas passam como se nada fosse ou fica lá sempre qualquer coisa a corroer e nas horas da verdade vêm ao de cima como os ‘balhotos’ no mar?
 




tsetse @ 17:20

Seg, 07/09/09

Se há histórias que me deixam pasma são aquelas que metem homens egoístas e (tinha que haver um "e" ou estaria quase sempre pasma) mulheres que aceitam as parvoíces mais estúpidas que eles inventam para manter as suas regalias. Dentro deste género (infelizmente comum) de histórias, ouvi três bastantes parecidas, que podem formar um subgrupo: homens que decidem viver com a companheira em casa da sua ternurenta e solícita mamã.


Não estou a falar de casos de pessoas desempregadas, sem madeira para construir uma barraca, mas de pessoas com um emprego estável e um bom ordenado. E, se eu já acho que um desempregado que não saiba usar um machado para obter madeira suficiente para um "amor e uma cabana" não é um macho desenrascado, nem sei que nome dar a um tipo que ganha bem e que, para não perder o privilégio de viver numa boa casa, com a comidinha feita pela querida mãe, roupa lavada e passada, mais a linda companheira a completar o quadro, para poder ter sexo acompanhado quando quiser, sem ter que cometer incesto.
 
Que para eles é muito confortável, acredito, embora não compreenda. Eu teria vergonha, mas cada um sabe de si. Mas o que é mais difícil de adivinhar é o que se passa na cabeça das suas companheiras, para aceitar tal acordo. Dos três casos que ouvi, apenas conhecia duas das intervenientes e posso assegurar que eram trabalhadoras, simpáticas, amorosas e, coincidência ou não, com uma grande ingenuidade e uma terrível auto-estima. E, só por causa destas características, posso ver a luz sobre a cegueira das mesmas.

 

Mas como é que se pode achar normal começar uma vida a dois num lar gerido por outros, quando não têm necessidade de o fazer? Como é que uma mulher pode dizer ao seu companheiro que ele tem de a ajudar a fazer o jantar, quando a mãe deixou um bacalhauzinho à Brás no congelador, para o caso de o menino ter fome? E como é que ele pode ser tão egoísta ao ponto de querer manter o seu conforto, na sua casa de sempre, mas que a mulher saia do conforto dela, só pelo privilégio da sua companhia, mesmo que para isso tenha que se sentir uma pessoa "de fora" no seu próprio lar? Só pode ser um louco egocêntrico, egoísta, sem o mínimo bom senso ou consideração pelos outros.


Às meninas que alinham, só posso dar um conselho: se eles, com um bom ordenado, não querem sair da casa dos papás, então não interessam a ninguém. Se o vosso problema é auto-estima, melhorem-na e depois escolham alguém com mais carácter. E boa sorte. Bem precisam.



TNT @ 22:23

Qua, 02/09/09

Num episódio da Oprah constata-se que a beleza está nos olhos de quem a vê. A beleza é, por isso, completamente subjectiva dependendo de questões culturais ou de género. Fico a saber que na Mauritânia as mulheres mais belas são as mais gordinhas tipo leitão da Bairrada e se tiverem estrias ainda melhor! Já os homens, devem ser magros que nem pauzinhos de virar tripas.

Na nossa cultura ocidental, o cânone de beleza feminino é ser-se magra, elegante, com pernas até ao pescoço e preferencialmente com uns ‘enoooormes seios’ como dizia o Markl. ‘Bora para a Mauritânia?

Após exaustiva pesquisa – como de resto é nosso apanágio e aproveito para agradecer mais uma vez aos nossos preciosos e indispensáveis consultores masculinos – fico a saber que os homens, de uma forma geral, estão-se literalmente nas tintas para aqueles 5 kg que temos a mais e que, pelos vistos, só nós é que damos por eles.

Aparentemente, os homens focam-se nuns quantos pormenores – que ignoramos por completo, e eu cá confesso-me uma anémona nestes assuntos – como a curvatura do pé quando estamos de saltos altos, na curva lateral desde a axila à cintura – vejam só ao que chega! – o cair das calças de seda ou cetim (já não me lembro bem) por cima do pé, a curva da nuca/pescoço – eles até vão à cervical, imagine-se! – e outros detalhes que tais que, honestamente, ignorava por completo. Isto já para não falar daqueles que são tarados pelo cheiro do cabelo, por pés e rabos-de-cavalo... E eu que pensava que eles só queriam rabos, mamas e pernas esguias!

Mas afinal o que é que se passa na cabeça dos homens, pá? Isto é mesmo assim?

Claro que para nos sentirmos bem gostamos de ter o peso ideal ou muito aproximado. E, já agora, se não for pedir muito, prezamos a ausência de celulite e de estrias. Gastamos pipas de massa em cremes adelgaçantes que são uma treta completa. Passamos fome até à imoralidade. Fazemos dietas de sopas, toranjas, queijo fresco e alface. Passamos tempos de infelicidade para sermos felizes quando nos vemos ao espelho ou quando conseguimos enfiar-nos naquelas calças fantásticas de cabedal dos anos 80.

Mas afinal o que é que se passa na cabeça das mulheres? Tem de ser mesmo assim?

Pois é... algumas de nós já não têm 20 anos. Não podemos passar a vida a suspirar pela firmeza e formas de outros tempos. Temos de nos sentir bem connosco próprias e tentar não cair em exageros que, muitas vezes, só se passam na nossa cabeça. Não digo com isto que nos deixemos engordar que nem umas lontrinhas – até porque põe em sérios riscos a nossa saúde -, mas apenas que temos de saber estabelecer os limites da boa convivência. Connosco e com os outros.

E, meninas, não passem a vida a encher os ouvidos do vosso mais-que-tudo com as tretas dos 5 kg e que as calças não vos servem. Eles não repararam, estão entretidos com as curvaturas de não sei o quê... mas vão passar a reparar se não se calarem com o raio da conversa!



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