tsetse @ 13:10

Seg, 31/08/09

Enquanto é passada aos homens (pelos amigos, familiares, media e sociedade em geral), desde muito cedo, a ideia de que o sexo é algo que dá prazer e que eles devem desejar ter, às mulheres é passada uma mensagem ligeiramente diferente.

 

Desde a adolescência que ouvimos comentários poucos simpáticos sobre as meninas mais libertinas, conselhos sobre como devemos guardar a virgindade ou que a intimidade sexual tem que ser um presente dado só a pessoas extremamente especiais na nossa vida, mais a educação católica, para quem a teve, que nos ensina que só podemos ter sexo para procriar com o nosso marido e que ter sexo só por prazer, usando contraceptivos, é um pecado.

 

As mulheres recebem uma série de mensagens directas e subliminares não para valorizarem o prazer, mas sim para usarem o sexo como um meio para atingir um fim, seja ele um filho, uma relação estável, um estatuto, admiração, carinho, entrada no paraíso, entrada na empresa de sonho, ou outro qualquer. Não é de admirar que o sexo deixe, para muitas delas, de ser uma fonte de prazer, equilíbrio e intimidade, mesmo quando estão na tal relação que a sociedade aprova, e passe a ser um frete, com ou sem teatro, conforme o objectivo.

 

As que têm o azar ou falta de jeito e acabam por ficar com um homem interessado só no seu próprio prazer, ainda ficam com mais dificuldades para descobrirem que o sexo pode ser mais do que esse frete. E, segundo o que tenho ouvido, mesmo os menos egoístas esforçam-se pouco em descobrir o que elas gostam ou em pesquisar o que podem vir a gostar. Eles definem e tratam de esclarecer os seus prazeres e esperam que elas façam o mesmo. O problema é que elas, às vezes, nem têm conhecimentos sobre o assunto ou sentem-se como umas pecadoras ou fúteis por perder tempo a tentar encontrar um santo graal, que o mais provável é nem existir

 

De quem é a culpa? Eu acho que é de todos: da sociedade, da religião e da falta de bom senso da maioria da população, principalmente da masculina. Depois, lá aparecem os terapeutas sexuais, para dizer o que vocês já deveriam saber, e lá se cria uma nova ciência e uma nova forma de gastar dinheiro à volta do que deveria ser senso comum.

 




TNT @ 00:47

Qua, 26/08/09

O Verão é tramado para as relações. É muito calor, muita pele exposta, muita música que se dá e que se recebe. E, por vezes, é mais difícil resistir às tentações.

Os mais precavidos tendem a terminar as relações de longa data antes da Silly Season, não vá o diabo tecê-las. Mas ainda há os crédulos que se arrastam pelos areais da nossa costa julgando que vão conseguir esgueirar-se e talvez a onda de calor não os apanhe. E pimba! Em pleno Agosto lá vem ela lançada e apanha-os quando pensavam que já estavam livres da hecatombe.

Há pouco tempo soube de uma relação que foi crescendo no trabalho em directa proporção da roupa que se vai sumindo. Decresce o tamanho da roupa, crescem outras coisas. O rapazote, que por acaso até tinha uma relação oficial e duradoura não resistiu. Também a marcação era cerrada. Acreditem… eu estava lá e vi!

Como fugir a este flagelo? Não se foge! Emigra-se para a Suécia? Nah… mesmo com frio há muita gaja boa!

Há também a outra face da moeda. Aqueles que passam o resto do ano a prevaricar e no Verão passam a respeitáveis chefes de família… sejam ou não do Glorioso! Têm de o ser, quer queiram quer não, e depois também acabam por se habituar. Assim como assim, é apenas um mês por ano e mais uns diazitos ali pelo Natal. Nada que um gajo não aguente!

O que quero dizer é que as pessoas tendem a transformar-se no Verão. São outros e outras que aparecem por ali. Elas desinibem-se, eles entram em frenzy. Anda tudo doido, é muita caipirinha, muita sangria e muita festa no Sasha. Muito bronze, muita camisa estrategicamente aberta, muito top e sandalucha.

Se já é difícil acreditar em relações, imaginem uma que começa no Verão?
Como é que é aquele ditado popular?
“Amores de Verão enterram-se na areia” ou algo assim…

Se perderam a vossa relação em época estival esperem por Setembro para retomar a vida amorosa. Se arranjaram uma relação no Verão esperem pelo Outono e depois venham cá explicar-se. Se a vossa relação ganhou um novo fulgor durante as férias, não se macem nem se entusiasmem. Isso acaba depressa e o urso que costumam ter lá em casa, vai voltar ao seu melhor. Hibernar para a vida…
 




TNT @ 19:16

Seg, 10/08/09

Caríssimos,

 

As coisas por aqui têm andado mais lentas e os posts mais espaçados... a culpa é do Agosto!

A minha sócia está de férias e eu estou lesionada do braço direito - escrever é mais bolos - e praia nem vê-la ainda!

Esperamos, em breve, retomar o ritmo normal.

Divirtam-se e boas férias a todos.

 

Actualização a 24/08/09: Voltamos dia 26 de Agosto!




TNT @ 15:55

Ter, 04/08/09

Já por várias vezes amigas me confidenciaram que os filhos adolescentes mantêm grande parte das suas relações por sms. Trocam mimos por sms, começam namoros por sms, desenvolvem as relações por sms e acabam-nas por sms.

Na era pré-sms era tudo muito diferente. Mais vagaroso. Mais pausado. Melhor? Não sei…

Lembro-me que quando tínhamos um arrufo com o namorado, tínhamos de esperar pelo dia seguinte da escola para pôr as coisas em pratos limpos. Assim como assim, já tínhamos dormido uma noite inteira – não havia cabo nem fibra, não havia Internet e poucos teriam vídeos no quarto. A malta tinha mesmo de dormir! Lia-se uma ou duas páginas e destilava-se a raiva ao sabor dos Patinhas ou de Mário de Sá Carneiro. E a coisa morria ali. E se não morria, sofria graves danos com efeitos identificados como fraqueza, realidade e preguiça. No dia seguinte lá íamos para a escola, depois de uma refastelada noite, e quando lá chegávamos, o gigantesco problema do dia anterior tinha encolhido como lã a 60 graus.

Hoje em dia a coisa é diferente. Bem diferente. Mais intensa. Mais rápida.

Tudo se passa de forma mais precipitada. Não se espera. Não há o tempo necessário para reflexão. A resposta é imediata. E tudo se precipita: tanto o bom como o mau. Claro que perdem menos tempo a começar as coisas o que é deveras simpático. Quando se é teenager não há cá as tretas da conquista que só provocam mais borbulhas. Salta-se essa parte que é uma verdadeira seca aos 16. Só que as relações são tão vividas em todo o horário escolar que um namorico de três meses esgota-se em três dias. Enquanto que os primitivos da era pré-sms apenas poderiam falar durante os 10 minutos de intervalo entre aulas, os actuais pós-sms passam as aulas todas a trocar epítetos de ordem vária. Quando chegam à hora do almoço já se apaixonaram, namoraram, ficaram noivos, casaram, separaram-se, discutiram a partilha dos bens, divorciaram-se e apaixonaram-se novamente. E tudo isto entre as 8H10 e as 13H00!

E agora pergunto eu: entre tanta comunicação quando têm tempo para comunicar? Para trocar olhares, corar de emoção? Até para trocar fluidos… quando?

Cheira-me que a geração pós-sms vai ter grandes dificuldades em largar os aparelhómetros e o vício dos polegares. E preocupa-me mais uma geração de mal comidos. O que lhes vale é que nunca vão saber como foi…

 

TNT
 



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