TNT @ 10:42

Qua, 28/01/09

Confidenciava-me uma amiga que tinha decidido fazer uma surpresa ao tipo que andava a engatar. Tudo muito giro pelo telefone, ânimos e outros apêndices perfeitamente levantados. E quem diz telefone, diz Messenger, Facebook e afins. É então que ela decide chegar-se à frente e marca um daqueles motéis cheios de surpresas agradáveis para as mulheres, mas, pelos vistos, problemáticas para o cromossoma Y.

Depois de feitas as apresentações ao local, vamos lá ao que interessa que já se faz tarde. E eis que senão quando… power off! Power off??? Não é possível! Depois de tanta conversa do “Ah e tal, nem consigo estar” e do “não vejo a hora”, eis que a hora se apresentou como uma grande carga de trabalhos. Desculpa para aqui, desculpa para ali, mas o que é certo é que a coisa não se concretizou.

Ela, cheia de problemas de consciência tipicamente femininos – estarei gorda, será da depilação e outros mimos que nos damos quando há problemas de funcionalidade – entrou numa espiral por ali abaixo a achar que era a culpada de tudo e mais alguma coisa, incluindo a crise financeira mundial e o empate do SLB com o Belém.

O que se passa é muito simples: há homens que gostam imenso de música, mas que nunca vão aos concertos por acharem que há muita confusão! Ouvem os disquinhos em casa, apreciam a coisa, fazem as suas críticas, mas vê-los nos concertos? É o vês!

Há gente que só funciona com o audiovisual e quando o presencial é exigido, vão-se as virtudes.

 

TNT
 




TNT @ 18:05

Seg, 26/01/09

Vou eu muito bem num centro comercial, quando avisto um casalinho de vinte e muitos anos. Ele, bastante mais alto que ela, abraçava-a quase que a espreguiçar-se. Quando passo por eles oiço o macho do casal comentar o seguinte: “… aquilo ficava mesmo bem era com a minha camisa azul-bebé…”. Saí dali rapidamente antes que começasse a distribuir tabefe pelos dois.

Meus amigos… um homem não fala de roupa. E um homem, muito menos fala de conjugações de cores de roupa. Aliás, um homem à séria até devia ser daltónico. E o que é mais deprimente é ter de ouvir um homem dizer “azul-bebé”. Um homem não diz azul-bebé, não pode. Diz azul-claro, azul-escuro e até consigo admitir que diga azul forte. Mais do que isto e temos claramente um piquinho a azedo. E uma mulher que aceite mais do que isto, também deixa muito a desejar!

Que um tipo ligado às artes chame às cores de magenta e cyen, até aceito. Agora se me falam em rosa choque e azul-turquesa, tenham lá paciência! Já foram ultrapassados os limites da boa convivência heterossexual!

Eu já acho mal que homens heterossexuais falem de roupa, sapatos e coisinhas a condizer e mais não sei o quê. Quando a coisa chega às cores só consigo ter pensamentos violentos do estilo de lhes mandar com a cabeça à parede várias vezes ao dia, até aprenderem. Ou, pelo menos, um par de bofetadas todos os dias ao acordar. Pelo sim, pelo não. Só para garantir…
 

TNT




TNT @ 13:30

Ter, 20/01/09

Parto da presunção de que os ilustres leitores deste blog já viram um filme porno. Se não viram, toca a alugar porque isso é uma grave lacuna curricular de qualquer pessoa que se preze. Baseando-me nos complicadíssimos argumentos dos filmes porno (daqueles mais soft, sem animais, etc.) verifico que o tipo das pizzas, o canalizador, o limpa-piscinas e afins, têm sempre imensa sorte, assim que tocam à porta.

Invariavelmente, a dona da casa é uma senhora cheia de silicone, por todo o lado que convenha encher, de farta cabeleira com extensões e cheia de amor para dar.

A aula que proponho para hoje tem que ver com estas coisas do role-play. E esta aula, como de costume, é direccionada aos leitores do sexo masculino. Então é assim, meus caros: as mulheres precisam de emoção. E quando não a têm em casa, vão buscar fora. Normalmente ao dentista, ao pediatra dos miúdos ou mesmo ao médico de clínica geral. São figuras de alguma confiança que funcionam em paralelo com os handymen dos filmes.

Tentem variar um bocadinho. Não sejam sempre o Pedro, o Paulo ou o João. Tentem ser, de vez em quando, o Dr. Morais, o Sr. Simões ou o Carlos bombeiro. Sempre apagam uns fogos e tratam da saúde a quem precisa.

Tenho uns amigos que, às vezes, decidem encontrar-se num bar, fingindo que não se conhecem. Pelo que consta, o sexo é fantástico e estão juntos há mais de 20 anos. Para eles, a coisa funciona muito bem assim e fazem jogos de personagem, amiúde.

Creio que para os homens também deve ser atractivo chegarem a casa e darem de caras com a Enfª Matilde, a D. Beatriz ou a Menina Clarinha em fato colegial a lembrar os bons tempos do colégio.

A minha proposta é que estudem personagens e que apliquem esse estudo na cama. Vão por mim, que nunca vos enganei. Se precisarem de alguma ajudinha da construção da coisa é só dizer que nós temos inúmeras sugestões.

Como TPC é aplicar os conhecimentos adquiridos e depois fazer o relatório de avaliação. Basta uma pontuação de 0 a 20 porque não temos grande interesse nos pormenores.

Divirtam-se e reportem.

Para quem não assistiu às aulas anteriores, toca a tirar apontamentos:

Sexo no Feminino - Aula #1

A anatomia do Bico - Aula #2

Na cama com... Gräfenberg - Aula #3

Trabalhos Manuais - Aula #4

TNT




tsetse @ 12:54

Sab, 17/01/09

Tenho lido alguns textos masculinos onde os seus autores admitem não gostar especialmente de ver a mulher de lingerie (e vamos considerar, no âmbito deste texto, lingerie como a cuequinha e o soutien - e não os corpetes, ligas e outros acessórios mais, que a mulher quase só usa como fantasia), mas apenas do facto de elas se sentirem mais sexys quando a usam.

 

Esta revelação deixou-me perplexa pois eu (e a maioria das mulheres com quem falo) pensava que eles valorizavam as peças, por favorecer o corpo feminino, por ser uma roupa secreta, requintada ou juvenil, conforme os gostos, e por adicionar a vertente "algo quase à vista e que poderá estar, se eu me portar bem". Ingenuidade a nossa: esperar tão complexos sentimentos dos homens.

 

Na dúvida e para desmistificar esta questão, decidi perguntar a alguns amigos a sua opinião. Metade admitiu que realmente não liga muito à coisa ou que a única coisa que valoriza é o facto de elas ficarem mais animadas com essa roupa; a outra metade ainda dissertou um pouco sobre qual o tipo de lingerie que preferia, mas sem conseguir esconder o pouco entusiasmo pela coisa. Na realidade o que eles gostam é das fantasias (sejam elas de corpete e ligas, babydoll, colegial ou enfermeira) e não da roupa interior que usamos na maioria dos dias, mesmo a que é paga a peso de ouro nas Las Perlas deste mundo.

 

No meio do caminho, em relação à roupa interior propriamente dita, ainda consegui descobrir que havia quem preferisse o singelo algodão branco e outros a preferir o preto ou o vermelho, noutros materiais. Curiosamente, a renda branca (que eu acho tão linda) não causa emoção a nenhum deles e são unânimes em relação à roupa interior bege: não gostam. Há ainda alguns que também não gostam do cor-de-rosinha, nem do azul-bebé, mas aqui a opinião já diverge mais. As rendas também parecem ser sobrevalorizadas pelas mulheres e irritar alguns homens, pelo que só posso dizer: meninas, poupem nestas peças e invistam no teatro.

 

Agora mais uma questão: será que eles não valorizam a lingerie só em casa? Não os vejo queixar, quando olham para as fotos da Maxmen e outras que tais. Será que sobre essas já gostam de imaginar o que está por baixo?

 

Tsetse




TNT @ 13:43

Qui, 15/01/09

Situação:
A é solteiro.
B é comprometida com C (casada, vivente, algo assim).
A e B embrulham-se.
O resto do abecedário culpa o A… que é um malandro, que se fez à rapariga, que o C está todo lixado e que isso não se faz. Pois, eu até acredito que não se faça. Mas continuo a achar que quem é comprometido é que tem de ter juízo. Contra mim falo, que já fui uma sem juízo. Sim, porque, hoje em dia, sou uma rapariga cheia de pergaminhos e boas intenções. Yeah right!

Noutro dia, uma amiga confidenciava-me que andava meio enrolada com um tipo casado. Ah e tal, o casamento é só de fachada, a mulher dele também tem outras pessoas e só não se separam por causa dos miúdos. Pois, pois…

Vamos lá ver aqui uma coisa. Grande parte da população solteira já trocou fluidos (ou algo mais) com a população comprometida. O que é fundamental saber, nestas coisas, é que não se deve acalentar esperanças. Pessoas comprometidas – na sua grande maioria – são para o que é que é, e nada mais. No caso específico a que me referi (A e B) são das poucas excepções que conheço. Acabaram por ficar juntos. Mas nem todas as pessoas são excepcionais… a maior parte são perfeitamente comuns com todas as coisas boas e más que isso acarreta. A impaciência (esta para mim é fatal!), a espera (olha outra que é letal para mim!), as impossibilidades, a comunicação combinada, a falta de espontaneidade… enfim, mais tarde ou mais cedo, tudo isto se transforma numa enorme trabalheira sem retorno, quando há emoção envolvida.

E aqui é que mora o perigo. No raio das emoções. No desatino do envolvimento. E a parte difícil da coisa é evitar que estes elementos venham ao de cima. Já alguém conseguiu? Duvido…

Encarar a troca de fluidos (ou algo mais) como um negócio, não é para todos. Bem sei que é a profissão mais velha do mundo, porém, ainda não é a mais comum ou transversal. Então vejamos: se não considerarmos a coisa de forma meramente mercantilista, como fazer?

Alvíssaras a uma resposta convincente!

 

TNT
 




TNT @ 20:52

Sab, 10/01/09

Há alturas da vida em que fazemos balanços. Olhamos para trás e pensamos como seria a nossa vida se tivéssemos enveredado por outro caminho que não aquele. Seríamos necessariamente diferentes, com certeza. Há cerca de uns 14 ou 15 anos tive uma relação com um tipo que vivia em Los Angeles. Ah e tal, ‘bora lá, vamos viver para Beverly Hills. Não fui. Provavelmente, se tivesse ido, estaria cheia de silicone, loura platinada e, obviamente, já me teria separado do personagem em questão, até porque ele conseguia ser mais doido do que eu.

Os caminhos e escolhas que fazemos ao longo da vida são absolutamente decisivos na construção da pessoa que somos.

Noutro dia fomos ver o Yes, Man! e à saída, a minha sócia aqui do blog diz-me: “devias ser mais assim. Devias dizer que sim mais vezes”. Ao que eu lhe respondi: “por dizer que sim algumas vezes é que me lixo e bem!”

Não devemos ir contra a nossa natureza. Quando não estamos completamente convictos e há ali uma vozinha que não cessa, uma incerteza que não nos larga, o melhor é fazermos de conta que nada aconteceu e prosseguirmos com a nossa vida. Ir contra a nossa natureza dá sempre mau resultado. Porque estamos sempre em esforço. A coisa não é completamente espontânea. Há sempre ali uma espinha atravessada.

Há uns tempos tive a minha primeira relação em que fui completamente dedicada e bem-comportada. Fui imensamente feliz. Mas a verdade é que estava a ir contra a minha natureza. Todos os dias sentia um sussurro que teimava em avisar-me que algo não estava bem. E não estava!

Quando olhamos para a nossa vida e pensamos “mas o que é que passa comigo que eu nunca fui assim?” é porque alguma coisa não está onde deveria estar. São sempre estados doentios. Mesmo que sejam agradáveis!

Proponho que nos oiçamos com atenção e que dêmos razão à nossa voz. Não embarquemos em missões impossíveis. Não temos os gadgets necessários e heróis só há nos filmes!
 

TNT




TNT @ 12:22

Ter, 06/01/09

Fui ver o Mulheres!, um filme onde só entram mulheres, à excepção de um bebé do sexo masculino mesmo no fim. É feito maioritariamente por mulheres, interpretado apenas por mulheres e tenho a certeza que todas as que estavam a assistir se identificaram com uma ou outra situação, se não com todas.

O tema central do filme é uma situação que aparentemente acontece na vida de toda a gente, principalmente na das mulheres: a traição.

E, pelos vistos, a traição é transversal. Não olha a idades, a níveis sociais ou culturais. Deve ser dos factores mais democráticos da vida e acontece a todos. Porém, existem diversas formas de lidar com ela, o que também é altamente anárquico. Não existem regras nem guias, não existem fórmulas correctas.

Há quem prefira enfiar a cabeça na areia, esperar que passe, e fingir que nunca aconteceu. Há quem faça uma escandaleira e ache que o mundo acabou logo ali. Há quem recuse liminarmente que isso acontece, mesmo quando exposto/a a todas as provas e evidências. Há quem, numa de vingança, se enrole com alguém, só para sentir as contas saldadas. Há de tudo. Mas o que é comum a todas as situações é o sofrimento que isso causa e a inevitável transformação para o resto da vida. Uma vez que se trai ou se é traído, a vida muda. Funciona ali um bocado como a puberdade, a entrada na faculdade, o nascimento de um rebento. Nunca mais nada é igual.

Há que aprender a lidar com este factor que, mais tarde ou mais cedo, nos bate à porta. Penso que o segredo para ultrapassar a coisa deve residir em não nos esquecermos de quem somos e não vivermos em função da outra pessoa. Amarmo-nos mais a nós do que ao outro. Porque, seja qual for a nossa postura e reacção ao choque, temos de nos pôr sempre em primeiro lugar.

Para quem começou cedo a trair ou a ser traído, dificilmente haverá remédio ou panaceia que valha. Para quem achar que ainda não se estreou nestas lides, prepare-se. Não é fácil. E não é por vermos os outros passarem pela experiência que aprendemos a lidar melhor com as coisas. Cada pessoa sofre à sua maneira e a nossa própria dor é sempre diferente e, quase sempre, maior.
 

TNT



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