tsetse @ 14:56

Sex, 31/10/08

Como já devem ter reparado, a TNT não tem escrito. Ela estará temporariamente ausente do blog, por razões alheias à sua vontade. Não se preocupem, que ela está bem de saúde. Entretanto, têm que aturar os meus textos e os textos dos convidados. Espero que não seja por muito tempo, senão, vamos à falência.

 

Tsetse


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convidado @ 23:27

Dom, 26/10/08

Tenho andado a ler uns artigos interessantes, para ajudar os leitores do Interno Feminino a desmistificar alguns dos mitos urbanos que se espalham por aí sobre o sexo. Que isto de gente mal informada não interessa a ninguém.

1. Ostras são afrodisíacas
Não. Não há nenhuma prova científica de que as ostras aumentem a libido. Se houver efeito, é mais do tipo psicológico, o que também não é nada mau. Por isso, não invistam muito nas ostras, mas também não contem o segredo ao vosso parceiro. Podem sempre ter uma surpresa "placebo" depois de um jantar com as ditas...

2. Sémen é baixo em calorias
Não, parece não. Deve ter sido uma mentira inventada por algum homem desesperado - provavelmente, o parceiro de alguma anoréctica. Li que tem frutose e tudo. E, frutose por frutose, mais vale um belo figo.

3. O pico sexual do homem é aos 18 e o das mulheres é aos 28
Parece que sim. Pelo menos o pico das hormonas. O pico da testosterona é aos dezoito anos. O pico do estrogénio é atingido aos vinte e muito. Já a performance, é outra conversa...

4. Quando se faz sexo na banheira, não é preciso usar contraceptivos
Errado. Parte dos "nadadores" morrem, principalmente com o efeito da água quente nas "pequenas fábricas", mas há uns que sobrevivem para contar a história.

5. Usar dois preservativos é mais seguro
Não. Só vai aumentar a fricção e a probabilidade de os romper. Só usar esta técnica em caso de golpe do baú.

Quando desmistificar mais alguns mitos, volto a dar notícias.

 

Bee




tsetse @ 16:17

Qui, 23/10/08

Eu não tenho nada contra as pessoas que deixam de trabalhar para criar os filhos, dedicar-se ao marido ou ajudá-lo nos seus negócios. É uma opção e acredito que seja até uma experiência muito enriquecedora, visto que, na sua maioria, as mulheres sentem um grande prazer em ajudar. Desde que (e esta é a questão essencial) o marido tenha capacidade de lhe proporcionar uma situação económica e um futuro semelhante ao que ela teria se não estivesse a dedicar-se a ele.

Quando o meu avô se casou com a minha avó, ela era professora primária. Ela deixou de trabalhar para se dedicar à família, mas o meu avô sempre fez questão de descontar a sua segurança social, de lhe fazer um plano de poupança reforma e de criar uma conta poupança só em nome dela. Hoje, que o meu avô já não está cá, a minha avó tem o privilégio de ter duas boas reformas e viver bem. As viúvas, mesmo que não tenham descontado, também podem receber uma reforma de viuvez. Mas e aquelas que se dedicaram anos ao marido e, de repente, o vêem fugir, não para o céu, mas para outras paragens? Ficam sem nada.

Ainda noutro dia li que uma grande parte da população que vive abaixo do limiar da pobreza é constituída por mulheres idosas que nunca descontaram e que foram abandonadas.

Para além destes casos mais drásticos, protagonizados por mal agradecidos imbecis, há ainda outros mais camuflados como, por exemplo:

1. Os que conseguem que as mulheres que trabalham dentro e fora de casa paguem as despesas da casa e o supermercado com o seu ordenado e vão amealhando (ou divertindo-se com) o seu ordenado. Dentro deste grupo, ainda há aqueles que têm a lata de, no dia do divórcio, passar todas as poupanças para a conta do irmão;

2. Os que que não ajudam nada em casa, por trabalharem horas a mais, e por isso conseguem ter um ordenado muito superior ao dela (que tem que sair do trabalho às 17h para ir buscar o miúdo à creche e tratar da vida dos dois) e que dividem as despesas a meio e usam o seu chorudo ordenado para fazer uma conta poupança ordenado só para eles;

3. Os que pedem às mulheres para trabalharem em negócios deles (às vezes, sem lhes pagar) e depois desaparecem; etc.

Por estes e outros casos que tenho ouvido ultimamente, só tenho a dizer:
O amor é muito lindo, dar sabe muito bem, mas o futuro é incerto. Não tenham vergonha de exigir o que merecem e não se esqueçam de fazer uma poupança só em vosso nome.

Porque, cada vez mais, é raro ouvir um caso como o do meu avô. Parece que o agradecimento e a compaixão estão fora de moda. O futuro está nas vossas mãos.

 

Tsetse




TNT @ 13:51

Qui, 02/10/08

Ao passear pela blogosfera, leio um post do "inimigo" onde se justificava a procura dos homens por prostitutas, devido ao facto de as mulheres deixarem de "fazer pressão para o sexo" depois do casamento, uma vez que, segundo aquelas mentes brilhantes, já não precisavam de o fazer.
 
Como não sou dona da verdade e da razão, tento sempre informar-me junto de outras pessoas e saber se sou caso único ou não. Depois de lhes deixar lá um comentário em conformidade e após alguma reflexão e conversas com elementos do sexo feminino, confirmo o que já sabia. Como sempre, não vou falar de excepções, mas sim da maioria!
E a maioria das mulheres diz que não está satisfeita com a sua vida sexual com os maridos/viventes etc., por eles terem perdido o interesse. Todas dizem que a frequência se vai espaçando cada vez mais e algumas até deixaram de tomar a pílula por acharem que não vale a pena, dada a raridade do evento. Que gostam muito deles, mas que se começam a interrogar se existe outra pessoa ou se, de repente, eles as deixaram de achar atraentes.
 
Quando o homem que nós gostamos se recusa a fazer sexo connosco ou foge a sete pés da coisa, a mulher acha sempre que a culpa é dela própria! Quando o inverso se verifica, o resultado é o mesmo. O homem também acha que a culpa é dela! Parece que estamos de acordo numa coisa: a culpa de não haver sexo em casa é da mulher... Ironias à parte, creio que os homens andam perdidos com o seu novo papel na vida. Se dantes, eram o principal sustento da casa, há muito que esse domínio se foi atenuando. Se dantes, só as mulheres se embonecavam, hoje em dia, basta ir jantar fora para se perceber que os papéis quase se inverteram.
 
Não será que os homens estão inseguros quanto ao seu papel e já não sabem o que fazer?
 
Na semana passada, numa revista de actualidade, o tema de capa era sobre as infidelidades femininas, como se processam e por que acontecem. Aconselho vivamente a leitura do artigo. Quanto mais não seja para reflectir. Porque justificar a busca de prostitutas com a ausência de interesse por parte da mulher, cheira-me a cobardia e de que maneira! Não será, antes, por as prostitutas fingirem que estão a gostar – por serem pagas para isso – e as mulheres com quem eles vivem já não precisarem de o fazer?
 
Na maioria das vezes, são as mulheres que se lembram de ir para o motel x, são elas que compram a lingerie sexy, são elas que procuram nas sex-shops algo que apimente a relação. Os homens vão às sex-shops para mais uma sarapitola com as revistas e filmes que compraram. Nós vamos à sex-shop para comprar afrodisíacos, óleos e objectos de prazer. (Isto são factos estatísticos dos proprietários das ditas lojas).
 
Por isso, meus caros, pensem bem no que andam a fazer. E, principalmente, pensem no que não andam a fazer. Porque há sempre, mais tarde ou mais cedo, quem o faça por vocês...

 

TNT
 



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