TNT @ 08:43

Ter, 20/05/08

Há quem diga que é fácil, mas a coisa esconde mais segredos do que poderia parecer à partida. A técnica da sarapitola, esgalhar o pessegueiro, espancar o palhacinho ou outras expressões elegantes do género, não é assim tão simples. Dependerá muito da sensibilidade do interlocutor.

Se os moçoilos começam a mexer na dita desde que têm movimentos coordenados, as meninas só iniciam a convivência com o assunto bastantes anos mais tarde. Não nascemos com o brinquedo e andamos sempre com um atraso técnico significativo. Tipo Portugal e a Europa civilizada: de vez em quando chegamos lá, mas a maior parte das vezes andamos aos papéis...

Se há uns que apreciam a velocidade, outros há que preferem a calma e a reflexão. Se há uns que apreciam a suavidade, outros há que preferem a loucura instantânea. Há quem tenha ideais de esquerda, quem os tenha de direita, e ainda quem simpatize com o centro. E depois isto é como tudo: há quem goste de usar alguns tamanhos acima e de se sentir à larga e há quem prefira sentir-se mais aconchegado.

Ora perante tanta variável, como é que uma mulher se pode safar e mostrar-se competente nesta arte?

Até podemos começar bem, mas dificilmente nos conseguimos manter à altura do acontecimento. A minha sugestão é que os homens se cheguem à frente, percam as vergonhas e nos guiem. Conduzam a situação. Afinal o veículo é vosso, nasceram com ele! Conhecem-lhe as taras e as manhas. Quem somos nós para liderar um movimento que desconhecemos?

E como sabem, nem todas as mulheres têm jeito para tricot, crochet e ponto-de-cruz. E já que ninguém nasce ensinado...

 

TNT




tsetse @ 15:42

Qui, 15/05/08

Um dia destes, estive a ver um programa sobre o O. J. Simpson e sobre o livro que ele escreveu ("If I did it: Confessions of the Killer"), em que descrevia como teria procedido se realmente tivesse assassinado a ex-mulher e um amigo dela, crime pelo qual foi realmente acusado e absolvido no fim.

Para além de terem discutido como este livro representa um óbvio desrespeito pela justiça e pelas pessoas falecidas, os convidados falaram sobre a forma como o autor do livro se referia à ex-mulher no texto e como era comum as pessoas que têm um "perfil de abusador" acharem sempre que são umas óptimas pessoas e que a abusada tem imensos defeitos e, por isso, merece os abusos.

Pelo que eu percebi do programa, este traço é reconhecido em quase todos os abusadores. Ora estive a pensar sobre o assunto e, efectivamente, pensando em casos de abusos que tenho presenciado (sejam eles físicos, psicológicos ou financeiros), reparo que todos os abusadores seguem este padrão. Todos acham sempre que a outra pessoa merece o que está a passar, nenhum respeita a pessoa que está a abusar e todos têm uma visão muito egocêntrica da situação.

O que é realmente assustador. Já não basta serem abusadores e ainda acham realmente que têm razão? Sendo assim, não há argumentação possível.

Uma vez abusador, para sempre abusador?

 

Tsetse




TNT @ 11:53

Qui, 08/05/08

Leio uma reportagem numa revista de actualidade sobre uma comunidade matriarcal – Mosuo - lá para os lados da China. Confesso que, embora não seja propriamente uma feminista acérrima, a coisa me agradou. Tirando ali uma ou duas situações mais ridículas, no cômputo geral, a coisa agradou-me, pronto.

Ponto primordial e que me suscitou mais interesse: não existir casamento. Parece que, por ali, as relações duram enquanto houver amor. Já não há amor?... Next! O que me parece assaz curioso... Com a fama que as mulheres têm de sedentas pelo casamento, estranho o facto de não existir o dito laço, logo num sistema matriarcal! Ou será que andamos todos enganados e afinal as mulheres, no fundo, estão-se nas tintas para o casamento e só querem os gajos para dar umas quecas? Será possível???

Enlevada por esta nova realidade decidi investigar as características das restantes três sociedades matriarcais conhecidas. Conclusões? Poligamia com fartura; o ciúme não existe; os homens servem “pró que é” e pouco mais; ‘céu’ e ‘inferno’ também são conceitos desconhecidos ou propositadamente ignorados; e o único ‘pecado’ é tratar-se mal as crianças...

Oh inclemência! Oh martírio! Estarão os valores todos trocados? Querem lá ver que quando são as gajas a mandar não há casamento e há sexo com fartura?
Logo as mulheres que, segundo os homens, só querem é casar, e assim que casam perdem a vontade de ter sexo... Ou será que os gajos assim que casam, desleixam-se e elas perdem o desejo sexual... por eles? Não deixa de ser uma hipótese legítima, não me lixem!

Todas estas comunidades matriarcais situam-se do outro lado do mundo... o que me fez pensar... Com a sede instituída pelo casório, será que no Ocidente as mulheres gostam menos de sexo e mais de copos-de-água?

Devo ter uma costela oriental e não sei! Para que conste, nunca me casei... nem pretendo!

TNT



TNT @ 21:57

Dom, 04/05/08

Quando já estamos completamente fartas dos marmanjos que decidimos que nos acompanhariam durante uns tempos, o melhor é usar uma estratégia que nos possa poupar tempo, trabalho e chatices, para acabar com a coisa.
 
Os homens, do alto do seu imenso ego não suportam ser ofendidos. Ou seja, não dá para dizer que estamos a acabar a relação por eles serem uns inúteis, uns fracos, uma merda na cama, uns preguiçosos, etc. Embora, na maioria das vezes, estes sejam os verdadeiros motivos pelos quais decidimos terminar...
 
Posto isto, existe uma fórmula ideal que consiste em poucas palavras, mas que funciona às mil maravilhas: "não és tu... sou eu!". Isto é que eles gostam de ouvir! Que a culpa não é deles, que é nossa... que eles até se esforçaram, nós é que somos muito exigentes... que eles até fizeram muito mais do que podiam, nós é que não soubemos compreender... que temos objectivos diferentes e que não lhes queremos prejudicar a vida... e que o problema está connosco e nunca com eles. Ficamos com fama de megeras, eles com ar de vítimas esforçadas. Até agora, nada de contra-indicações... Eles ficam a achar que até são bons rapazes e embora não consigam agradar a todas, alguns ainda se poderão interrogar se não conseguiriam ser melhores para atingir o cumprimento dos desígnios das mais exigentes.
 
Meninas, quando as relações já acabaram há que tempos, mas ainda ninguém se chegou à frente para finalizar o trabalhinho, não pode haver melhor opção do que a não-és-tu-sou-eu! Eles ficam todos contentes por se acharem os maiorais, nós ficamos todas contentes porque finalmente a seca terminou. É uma situação win-win.
 
Ficamos todos muito amiguinhos, sem represálias, vinganças baratas ou vendettas da treta.

TNT


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