TNT @ 15:37

Sex, 30/11/07

Ontem num jantar de amigos, vem à baila uma conversa curiosa sobre os códigos de engate e demonstração de interesse entre sexos. Até aqui nada de novo, não fosse o local escolhido assaz curioso e um tanto sui generis para o desenvolvimento da dita actividade: o supermercado!

À partida, uma ida ao supermercado poderia significar uma fonte de stress e de grande seca. Desenganem-se! Uma ida ao supermercado pode valer umas noites bem passadas de pés quentinhos ou quem sabe até, um relacionamento sério como dizem aqueles anúncios manhosos dos jornais de distribuição gratuita.

Existe uma série de códigos de entrosamento que nem me passavam pela cabeça, mas que os meus amigos homens amavelmente me informaram e não poderia deixar de partilhar, uma vez que, como sabem, nós aqui prestamos serviço público, sem recebermos qualquer subsídio do Estado. Sinais de fumo a saber:

Um homem sozinho nas compras é um alvo a abater. Depois de se ver se não tem aliança, fico a saber que é essencial reparar se leva lista de compras. Se andar com um papelinho escrevinhado com as necessidades para o lar, é sinal que ou é comprometido ou gay. Em qualquer dos casos, deixou de ter interesse. Há que seguir para outro...

A zona de refeições congeladas para um, é preferencial no que respeita ao engate. Há quem passe infinidades de tempo a passear-se por essas zonas, uma vez que, à partida, são frequentadas por solteiros/divorciados que vivem sozinhos e andam tristinhos com a vida, à caça de algo que os anime... Parece que ali no meio dos armários frigoríficos anda tudo ao mesmo. À procura de algum calor...

A zona das frutas e legumes frescos: um homem neste local é um alvo preferencial! Para além de se preocupar com a saúde e bem-estar, não percebe um boi do que está a fazer. Faz aquele arzinho do “ajudem-me que me sinto tão perdido entre as courgettes e as papaias...” e obviamente que há sempre alguém disponível, uma mão amiga para a verificação do grau de maturidade dos perecíveis. Entre uma ‘snifadela’ no abacate e o apertão na beringela, a conversa e os sorrisos desenvolvem-se à mesma velocidade dos convites para ajuda na confecção da sopinha ou do guacamole.

E tudo se faz entre os aromas da natureza...

Por isso deixem-se de engates nos bares onde está toda a gente aos berros, entre cheiros nauseabundos de fumo e transpiração, e onde não se vê a quantidade de base usada! Nos supermercados, é tudo muito mais realista e genuíno debaixo da luz fluorescente, que feliz ou infelizmente, não dá azo a quaisquer camuflagens. What you get is what you see! E pode depreender-se imenso acerca do interlocutor através do conteúdo do carrinho de compras.

Se calhar, depois disto, a próxima ida ao supermercado já não vai ser propriamente uma seca... e quem sabe se as zonas indicadas não começam a ficar inesperadamente engarrafadas. Cá para mim têm de começar a alargar os corredores, para darem vazão ao corrupio!

TNT



TNT @ 23:34

Seg, 26/11/07

Não sei se já falei nisto, mas se não falei já devia ter falado.

Não é à toa que cabe às mulheres o ingrato papel de parir. Julgo ser apenas por exclusão de partes, pura e simplesmente porque os homens não aguentariam as dores, e a humanidade tal como a conhecemos desapareceria, restando apenas as baratas e familiares. 

Enquanto que as mulheres têm uma dor de garganta, os homens têm faringite. Uma coisa muito pior e que normalmente requer cuidados médicos e antibiótico. As mulheres chupam uma pastilha de mentol e está feito... As mulheres vão fazer análises ao sangue, os homens quase que fazem hemodiálise. As agulhas são as mesmas, as experiências vividas é que são completamente diferentes. Têm sempre veias camufladas, a enfermeira era sempre uma bruta sanguinária, em suma, acontece sempre algo que só acontece aos homens e nunca às mulheres... Uma mulher vai à fisioterapia, um homem vai a um carniceiro impiedoso, cujo único objectico na vida é infligir dor com requintes de malvadez. Uma mulher com febre fica meia tonta, um homem com febre torna-se subitamente religioso e encomenda a alma ao criador... As mulheres vão ao dentista, os homens pura e simplesmente não vão! Preferem ter colónias e ecossistemas na boca a serem torturados por um membro da inquisição disfarçado de estomatologista... As mulheres com gripe tomam paracetamol e vitamina C, os homens tomam soluções analgésicas, anti-inflamatórias, anti-piréticas, anti-mariquícicas, xaropes vários porque nunca se sabe se a pneumonia não anda à espreita, e daí à tuberculose já se sabe que é um passinho...

O que me parece é que o sofrimento dos homens face à doença é incomparavelmente superior ao das mulheres. Eles TÊM mesmo de sofrer mais. Não é possível sofrerem o mesmo que nós, se atendermos às queixas...

É imperativo que assim seja, senão, de outra forma, seríamos todos obrigados a achar que os homens são mais fracos e menos resistentes que as mulheres e resumindo, uns grandes mariconços. E aqui ninguém quer pensar assim, pois não?

TNT



TNT @ 23:12

Ter, 20/11/07

Numa saída à noite é-me apresentado um personagem de 23 tenros aninhos que ao saber a minha idade, e perante tal choque, reage da seguinte maneira: “Eu já comi uma gaja de 41 anos...! Tinha eu 18 anos...”

 

O auditório em redor entreolhou-se em silêncio, uns benzeram-se já a pensar no que viria ali, outros riam-se para dentro a bandeiras despregadas, com a tamanha desfaçatez do imberbe. Calmamente e com um sorriso nos lábios respondo-lhe: “Tu tens noção que não comeste uma gaja de 41 anos, não tens? Ela é que te comeu a ti...”

 

O rapaz lá foi dar uma volta e quando regressa, vira-se para mim e diz que realmente nunca tinha pensado nisso, mas que de facto eu tinha razão. Que ele não tinha comido nada, mas sim que tinha sido comido. E subitamente, o brilho nos olhos desvaneceu-se e eu fiquei hesitante entre o interrogativo – como é que ele em cinco anos nunca tinha percebido –, e o culpado – por lhe ter destruído a ideia de uma caçada triunfante.

 

A conquista e todos os sentimentos de vitória que acarreta é provavelmente um dos elementos primordiais para a construção da segurança e auto-estima dos rapazes. E quando se vêem numa situação passiva de presa, em vez de caçador, começam a ver a vida a andar para trás. Parece que ser caçado por uma mulher mais velha lhes tira de alguma forma a virilidade e de repente vêem-se como miúdos abusados por uma doida por carne tenra... Mas não poderiam pensar de forma alguma, que são eles que tratam destes assuntos! Duh?! Elas até podem fazer as coisas de modo a que eles pensem que estão no controlo da situação, mas a verdade é que eles são o novo brinquedo, acabadinho de sair da prateleira da mais recente colecção do Toys’R’Us.

 

E obviamente que esta história também se aplica ao sexo oposto. Um homem mais velho faz tudo o que quer de uma miúda.

 

A diferença nestas coisas, é que as miúdas acham sempre que eles as amam.

Os miúdos acham sempre que sacaram uma cota experiente.

E os mais madurinhos destas histórias, os verdadeiros caçadores, curtem que nem uns loucos com a carninha tenrinha, os disparates próprios da idade e sim, com o prazer de mais uma conquista, que irão com certeza partilhar com pormenores e requintes de malvadez, no próximo jantar de amizades.


TNT

Nota: Avisei o petiz que tinha um blog e que ele me estava a fornecer material para um post. Depois, não se venha queixar...




tsetse @ 21:11

Sex, 16/11/07

Já há muito tempo que não divagava aqui sobre os defeitos que encontramos mais frequentemente no universo masculino do que no feminino. Como sei que têm saudades, aqui vai mais um:
É mais fácil encontrar um homem que decida insistir no absurdo do que uma mulher.

Deve haver algum influência dos cromossomas na vontade de defender uma ideia inicial até ao extremo, bloqueando o processamento dos argumentos contrários e mantendo a atitude de expert, a ver se cola.

Alguns homens são capazes de insistir nas coisas mais idiotas e inventar os argumentos mais obscuros só para não admitirem que erraram. No meio do espectáculo é recorrente ouvi-los citar leis que desafiam a física e o bom senso. São capazes de jurar que dois mais dois não são quatro e que os matemáticos são todos uns malandros fascistas, para provarem o que querem.

Em contrapartida, as mulheres têm mais bom senso e lidam melhor com os seus erros. "O que eu achava estava errado? Ok, next."

Tsetse



tsetse @ 15:02

Seg, 12/11/07

Como os nossos queridos leitores sabem, somos umas raparigas muito inovadoras e muito à frente do nosso tempo! Depois de termos já mudado algumas mentalidades, depois de termos aberto alguns espíritos mais obscuros, depois de termos dado voz aos inimigos, lançámo-nos numa nova aventura: o SAPO Spot!

O SAPO Spot permite a cada utilizador criar um perfil completo e grupos. Nós não quisemos estar de fora e criámos um Clube de Leitores do Interno Feminino, para conhecermos melhor quem por cá passa e para enquadrarmos os  comentários com os perfis.

Nós (Tsetse e TNT) já lá temos o perfil e o nosso clube já tem mais 12 leitores. Quando chegarmos aos 50 utilizadores, prometemos activar o fórum do grupo. E aí é que vão ser elas!

Por isso, do que estão à espera? Inscrevam-se já!

Tsetse & TNT



o_inimigo @ 00:01

Sex, 09/11/07

As mulheres... Ah! As mulheres.

A cabecinha caprichosa (nem sempre) o corpinho tentador (às vezes)...
As mulheres são um enigma, lá isso é verdade.
Podemos ficar horas a desafiar lugares-comuns, a atirar acusações, fazer queixas ou justificar diferenças. Que somos diferentes, elas e nós, está bem de ver. Se isso é bom ou mau...

Bem, não vou entrar aqui naquelas comparações parvas nem filosofias baratas. É melhor atirar-me logo aos grandes princípios, às afirmações arrasantes.
Cá vai: na longa história das relações entre homens e mulheres, há dois períodos: antes da pílula e depois da pílula. O resto é opinião.

Antes da pílula estavam tramadas. Tinham de se submeter e eram tratadas como cadelas.
Depois da pílula ganharam direito de cidade, e agora são elas que não querem casar.
Como são mais inteligentes, persistentes e competentes, em breve tomarão conta do mundo. (Está bem, nos países árabes vai levar mais tempo, mas o que são um ou dois séculos nesta ordem de magnitude?)

E depois? Estamos tramados? De facto. Mas podemos sempre fazer uma vasectomia. Ou cortar a pila.

(enviado por José Couto Nogueira)



tsetse @ 00:03

Qua, 07/11/07

Sempre achei que, quando se tem filhos, perde-se o direito a uma série de coisas. Para o bem e para o mal, as crianças repetem o que vêem e o seu futuro depende dos exemplos que têm. Por isso, sempre tive curiosidade em saber como é que uma mãe sozinha consegue conciliar o seu papel de mãe com o papel de mulher disponível para o romance.

Se, por um lado, ouço falar de mulheres que jamais apresentariam um namorado aos filhos, por outro, ouço histórias de mulheres que não se importam de expor os filhos a tudo: levam homens casados para casa, aparecem com desconhecidos a meio da noite, são apanhadas pelos filhos em flagrante, etc.

Entre a escrava dos filhos do primeiro exemplo e a doidivanas do segundo, deve haver um meio caminho que permita manter algum romance, sem dar um mau exemplo às crianças.

Reflectindo sobre o assunto, penso que a solução deve passar por aproveitar a 100% o tempo em que os filhos ficam com o outro progenitor ou arranjar uma relação saudável e estável. O mais importante é nunca perder o respeito dos filhos e dar um exemplo de decência equilibrada, sem se deixar de ter uma vida privada estimulante.

Tsetse



TNT @ 17:00

Seg, 05/11/07

Se a Primavera é época de acasalamento e o Verão de declínio – dada a desmesurada oferta! – assumo que o Outono seja a de game over... Não só pela evolução natural das coisas, mas acima de tudo, pelas histórias que me têm vindo a contar e algumas outras que tenho presenciado. E desculpem que vos diga, por parecer demasiado tendenciosa, mas a verdade é que todas as histórias têm um elo comum: homens made in taiwan...

E perguntarão vocês, o que são homens made in taiwan?

São homens que não prestam para nada, que são de durabilidade e consistência a prazo, e têm a etiqueta tão escondida, minúscula até, que só passados uns tempos é que se consegue perceber a bela aquisição.

São cheios de bom aspecto mas depois é tudo de plástico. Muito bem intencionados mas depois o reservatório fica vazio num instante. Não há peças de substituição porque é tudo tão rasca que como se sabe, o melhor é sempre adquirir outro. Até as pilhas são made in taiwan, ou seja, não há recarregamento de energias.

E o que me entristece é que até os nossos amigos mais chegados, falham redondamente e ficamos completamente incapazes e impotentes de os defendermos, perante tamanhas alarvidades. Conseguem deitar fora relações aparentemente fantásticas por causa do par de pernas – fechadas ou abertas, não sei bem... – da recepcionista.

De facto, há coisas que não consigo perceber... como se pode trocar uma relação – aparentemente fantástica - por uma promessa velada? Alguém me pode elucidar? Só porque alguém se insinuou e fez alguns afagos no ego... Só um homem made in taiwan é que se mete numa destas e depois se fica pelos cantos a chorar! As mulheres hoje em dia põem-lhes as malas à porta ou fazem as delas. Eles que não esperem que as mulheres fiquem eternamente a achar que não merecem melhor!

Queremos homens made in EU! E não nos contentamos com imitações baratas, a não ser para uma aventurazeca de umas noites.

Pensem nisto e façam o upgrade se quiserem....

TNT



o_inimigo @ 00:01

Sex, 02/11/07

O Inferno Feminino

Curioso… as meninas do Interno Feminino abrirem este pequeno espaço para que nós, homens sensíveis, possamos contribuir neste nosso Inferno Feminino. Sim, que por estas bandas somos nós que vivemos um verdadeiro inferno! Ufa!

E, naturalmente, deixaram claro que apenas teríamos direito a um cantinho!... (quem sabe se não será o cantinho onde usaremos as orelhas de burro que nos têm distribuído ao longo deste ano e meio…algumas delas com razão e com os nossos sinceros agradecimentos)

Diabólicas, portanto, como sempre, no que respeita a tratarem-nos como seres inferiores…

Poderia, então, usar este espaço para incendiar os ânimos com críticas e comentários próprios de um inimigo. Mas não o farei. Por não ser inimigo e porque na realidade gosto de o fazer, quando estamos só homens. Quando não são elas que nos ouvem… Quando vamos, por exemplo, juntos à casa de banho. (O que no universo masculino é mera coincidência, não confundir com as razões universalmente conhecidas pelas quais as mulheres o fazem).
As conversas onde o intuito é claramente incendiar as hostes e cavar o fosso entre os homens e as mulheres, que servirão de trincheiras nesta velha disputa, e em que ambas as partes falham, por continuamente manterem uma postura competitiva num relacionamento social que não tem na sua essência o Princípio de Contribuição, devem
ser dirigidas a eles e não a elas.

Esta é a 1ª lição que já deveríamos ter aprendido há muito com as nossas inimigas:
- Iludir o companheiro e camuflar a verdade, desarmando a concorrência interna para que possamos usar as nossas armas.

ex.: “Ai, estou tão gorda…”
       “Não, querida, estás óptima… Eles é que são todos uns estúpidos!”

Objectivo conseguido: Eles mais estúpidos; nós mais unidas; eu mais magra.

ATENÇÃO HOMENS!
Dica Importante: Sejamos inteligentes!

Existe um perigo escondido no que respeita a evoluir a nossa espécie e generalizar esta mudança de comportamento a todos os homens. Se assim fosse deixaríamos de sobressair entre os Velhos do Restelo e estaríamos novamente na mira da expressão “não vale a pena…os homens são todos iguais!...”. Por isto, não abdiquemos, naqueles momentos em que estamos só nós, homens, para, inteligentemente, encorajar o coçar da coisa; de reconhecer e valorizar as capacidades dos outros na bela arte do piropo inconveniente; e, acima de tudo, promover que manter e mostrar a postura de macho é o caminho, porque: “afinal de contas elas gostam!”
Vale a pena! É que, afinal de contas, alguns deles até acreditam!...

Lembremo-nos de um grande ensinamento de Confúcio:
“A diversão do Inteligente é bancar o idiota, perante o idiota a bancar o inteligente”

Melhor ainda é descobrir como manter um idiota motivado…

Na realidade, as mulheres querem ser importantes num mundo que insiste que têm um papel secundário na sociedade.
Nada mais simples! Nada mais justo!

The Woman in Bed

E tu? Cruela…
Serás a Maldade,
Ou o Mal serei eu?

Diz, Cinderella…
És tu, de verdade,
o Inferno do Céu?

Oh, que Inferno…
É que não consigo
Deixar de ser teu!

(enviado por Monge)


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