tsetse @ 01:50

Ter, 31/10/06

Muitas pessoas acreditam que o homem é mais eficiente do que a mulher. Ora bem, uma vez que tenho um acesso privilegiado ao inimigo (sempre trabalhei maioritariamente com homens), sinto-me obrigada a desmistificar esta questão.

Grosso modo e correndo o risco de ser injusta com as excepções, os mitos que existem são:

Mito 1: o homem sabe mais do que a mulher
Situação real: o homem é teimoso e pouco eficaz e não gosta de perguntar o que não sabe. Por isso, prefere perder duas horas a estudar um assunto, do que perguntar a solução a quem a sabe. Vai daí, parece saber mais do que realmente sabe.

Mito 2: o homem trabalha mais do que a mulher
Situação real: o homem tem menos actividades extra-curriculares (por exemplo, menos filhos para ir buscar à escola, menos idas obrigatórias ao supermercado, etc) e por isso pode ficar mais horas a trabalhar.

Mito 3: o homem é mais ponderado do que a mulher
Situação real: a mulher é mais apaixonada pelo que faz e fica mais desesperada com a incompetência dos outros. Além disso, a maioria das mulheres é mais transparente. Mostra mais os sentimentos. (Não confundir ponderação com desinteresse ou calculismo...)

Como dizia o outro: Efectivamente gosto de aparências, aparentemente sem (des)moralizar!

Tsetse



TNT @ 12:11

Sex, 27/10/06

Creio que vou tocar na questão mais delicada até agora. A erecção masculina. Ou no caso, a falta da dita.

Trouxeram-me este tema de bandeja e eu decidi aproveitar, até porque me parece que toda a gente já passou por esta situação menos agradável. Uns sentiram na pele, as outras sentiram na alma e outros locais.

A maioria das mulheres, porque são generosas e inseguras, desatam logo a pensar que a culpa é delas. Que estão feias, que estão mais gordas, que ele viu aquele bocadinho de celulite e apagou, que a depilação não está impecável, que... O raio que os parta!

Como sabem (têm de saber!) nenhuma destas explicações é plausível, até porque eles, muitas vezes com uma brisa um pouco mais forte, conseguem uma erecção. Temos de deixar de nos culpabilizar por uma coisa que é única e exclusivamente da responsabilidade deles. 

Chiça! Se já têm de fazer tão pouco pelas relações, pelo menos que correspondam seriamente na horizontal!

E reparem, se nem para isso servem, o melhor é irem andando, que as mulheres não são nenhuma instituição de caridade, tipo Mão Amiga... (quer dizer, tem dias...)

Rapazes: vão às lojas da especialidade. Ele há pílulas, há cremes, há líquidos, há aparelhos electrónicos. Façam-se à vida! 

Não se esqueçam que as mulheres estão a ficar cada vez menos dependentes! E que em vez de ouvirem “não faz mal, querido, são coisas que acontecem...” podem começar a ouvir “agora põe-te a andar, porque já que me deixaste agarrada, vou ter de usar aqui o meu amigo a pilhas (risos)...”

TNT



tsetse @ 11:50

Qua, 25/10/06

Uma das nossas leitoras, de nacionalidade brasileira, deixou um comentário neste blog, onde nos colocava um desafio: dar a nossa opinião sobre as mulheres da mesma nacionalidade e explicar o preconceito e a visão estereotipada que existe em relação a elas.

Antes de mais nada, gostava de contar uma história:
Há alguns anos fui a França, num intercâmbio universitário, e fui presenteada com o seguinte comentário de um estudante local: "As portuguesas são todas empregadas domésticas, com rabo gordo". Todos sabemos que, lá porque as portuguesas que ele conheceu terem essa profissão e essa característica física, não quer dizer que se possa generalizar.

O mesmo se passa com as brasileiras. Não é por haver cá várias doidivanas e interesseiras dessa nacionalidade, que se possa concluir que todas o sejam. Eu, pessoalmente, trabalhei com dois brasileiros e não gostei da experiência. Conheço mais pessoas que também trabalharam e que tiveram experiências semelhantes à minha: que eles não olhavam a meios para conseguir o que queriam, que eram mentirosos, que tentavam ficar com a autoria dos trabalhos dos outros, que subiam deitados, etc. Mas não é por isso que vou acreditar que todos sejam assim. Só posso concluir que grande parte dos que vêm para cá trabalhar são assim. Como grande parte das portuguesas que foram para França na década de 80 trabalhavam como empregadas domésticas.

Na realidade, todas as generalizações são injustas. Mas, na verdade, todos somos tentados a cair nelas. E, quanto menos conhecermos do assunto, mais probabilidade temos de cair. Por isso, cara leitora, não desista! Venha cá e mostre-se! Espere até a conhecerem melhor. E, se puder, escolha as companhias... Opte pelas mentes abertas.

Tsetse



TNT @ 14:37

Ter, 24/10/06

Por artes do destino vim a saber que ainda existem pessoas que só tiveram um parceiro sexual na vida. E não, não estou a falar das nossas avós... Trintonas e trintões como nós!
 
E agora pergunto: Como sabem o que é bom?
 
Vamos a um bom restaurante e pedimos arroz de pato. Uma delícia! Realmente é do melhor que há! Na semana seguinte alguém se lembra de ir a um novo restaurante (um doidivanas com certeza!). Tornamos a pedir arroz de pato para ver como é ali. “Oh diabo! Este arroz de pato é muito melhor! É mais soltinho, tem mais pato, é mais saboroso... Quem diria? Olha se eu nunca tivesse cá vindo, nunca experimentava estes sabores...”
 
Meus amigos, o arroz de pato tem artes diferentes para diferentes paladares. O que me apraz dizer é que temos de experimentar vários pratos para decidirmos qual o restaurante da nossa eleição.
 
Havia um amigo meu que dizia que o dia mais infeliz da vida dele tinha sido o dia em que experimentou sexo pela primeira vez com outra pessoa (excluindo mãos dormentes). Porque deste modo, começou a ter exigências que até lá desconhecia.
 
Faz parte do ser humano. A sede de conhecimento. O prazer da descoberta. 
 
O meu conselho é: experimentar vários restaurantes e vários pratos dentro do mesmo restaurante. 
 
Avaliem, façam gráficos, folhas de cáculo se for preciso. E depois decidam. Não se deixem ficar pela primeira tasca. Quem sabe se não há um restaurante com estrelas Michelin, ali mesmo ao virar da esquina...

TNT



tsetse @ 23:09

Seg, 23/10/06

O aparecimento de casais de nacionalidades diferentes é um fenómeno em crescimento na nossa sociedade. Dentro do meu grupo de conhecidos, já conheci vários casais que seguem o seguinte padrão:
  • homem português + mulher sul americana ou do leste europeu;
  • mulher portuguesa + homem da Europa central ou arredores (Alemanha, Áustria, França, etc).
A questão que eu coloco hoje é: porque é que, tipicamente, as mulheres e os homens portugueses escolhem nacionalidades diferentes?

Será por causa de conceitos estéticos?
Sem dúvida que há várias mulheres brasileiras e de leste com corpos interessantes... As primeiras, principalmente devido aos seus belos traseiros (parte do corpo muito apreciada pelos portugueses), as últimas, provavelmente pelas suas longas pernas (outra característica muito apreciada). E, como já foi constatado noutro post deste blog, a maioria dos homens valoriza muito o aspecto físico.
Em relação às mulheres, parece-me que este factor pesa menos. Ou talvez não e elas prefiram um visual mais requintado ou mais típico europeu, não sei.

Será uma questão social e/ou cultural?
Uma vez, uma brasileira contou-me que, no seu país, era mais usual uma mulher "paquerar" o homem, pelo que ela estranhou em Portugal não acontecer o mesmo. Será que é por isso que os portugueses vão ao Brasil à procura de mulheres?  Por serem tímidos, com pouco jeito para iniciativas? Ou por terem pouca paciência para grandes conquistas? Ou, ainda, por terem pouco sucesso entre nós e se deslumbrem quando vêem alguém interessado neles?
Outra coisa que outra brasileira me explicou, é que há várias mulheres por lá que pretendem andar com estrangeiros e que estão dispostas a aceitar qualquer um para ter uma vida melhor. E, para isso, mostram-se submissas, bem dispostas e prontas para tudo.
Outra vez, numa conversa com um ilustre cônsul de um país de leste, foi-me explicado porque tantas mulheres do seu país vinham para a Península Ibérica casar: porque elas procuravam estabilidade financeira e, muitas vezes, estavam dispostas a aceitar quase tudo para garantir a estadia, não ligando a pormenores como a paixão e o amor.
Por outro lado, a maioria dos europeus que as portuguesas escolhem são pessoas cultas, que foram ensinadas a ajudar em casa, que valorizam as mulheres que trabalham, etc.

Estarão, então, estes homens portugueses a tentar voltar ao tempo dos seus avós, em que as mulheres eram submissas e procuravam a estabilidade financeira? E estas portuguesas à procura de homens mais sofisticados e desenvolvidos, por terem dificuldade em encontrá-los por cá?

Tsetse



TNT @ 23:16

Qui, 19/10/06

Numa revista de actualidade semanal, leio um artigo sobre “Amantes – Mulheres que não se importam de ser a outra”.

Oh meus amigos... é evidente que não se importam! Têm o melhor dos dois mundos. Têm sexo fabuloso, um homem divertido, adrenalina e nada de problemas, contas para pagar ou filhos para criar.

É do melhor que há! E aquele conceito à antiga então?... O estar por conta, o ter casa montada, no fundo, o ser amantizada!

Ser amante é ter um homem disponível quando temos vontade, sem estar a levar com as peúgas espalhadas pela casa, sem os putos aos berros, sem as chatices domésticas do dia-a-dia.

Para as amantes, os homens estão sempre bem-dispostos, prontos para o que devem, generosos, divertidos e acima de tudo, deixam as maçadas à porta do hotel.

Acham o máximo termos fantasias, vestirmos umas coisas giras, experimentarmos utensílios vários, etc. Enquanto que os oficiais (na sua grande maioria) já se sabe o que é que a casa gasta...

Esta coisa do ilegal, imoral, clandestino, rebelde, é muito mais atraente e sexy que o papel passado, temos de convir!

Vamos ser amantes! Com tudo a que temos direito!

TNT



TNT @ 15:34

Ter, 17/10/06

As férias são normalmente um bálsamo para a alma e uma desgraça para o corpo. Gosto de encarar as férias como um lifting à disposição, um peeling nas preocupações e um botox nas falhas.
 
Para este total tratamento dar frutos considero um erro crasso fazer-se férias com os nossos mais-que-tudo. Já passamos a maior parte do tempo livre com eles. Férias são férias. E são férias de tudo. Do trabalho, dos lugares, das confusões, dos problemas, e já agora, da origem de alguns problemas, ou seja, deles!
 
Um fim-de-semana prolongado, ainda vá! Mas férias? Nah...
 
Férias são para se passar com amigos divertidos, descontraídos, discretos e preferencialmente tão ou mais prevaricadores que nós, para não virem a ter acessos repentinos de moralismo.
 
Seja qual for o destino escolhido, tentem arranjar sempre maneira de eles não irem. Vão ver que se divertem muito mais e terão doces recordações das férias ao invés de amargas lembranças a dois.

TNT



tsetse @ 13:24

Qui, 12/10/06

Se há uma característica mais comum às mulheres do que aos homens é a capacidade de acreditar que são as tais que vão mudar o parceiro. O homem pode ter tido dez namoradas e ter traído as dez, que a décima primeira vai ser tentada a achar que com ela vai ser diferente.

Mesmo que a mudança pretendida seja menos radical (tipo, "eu vou fazer com que ele tenha vontade de ficar mais em casa") e o resultado seja positivo, coloca-se outra questão: será que ela vai gostar dele, depois? Porque, na realidade, ela apaixonou-se por ele quando ele tinha, por exemplo, uma atitude confiante e umas conversas divertidas. E isso pode não se manter depois da metamorfose.

Isto levanta duas questões:
1. O que nos leva a achar que podemos ser melhores (ou mais sortudas) que as outras todas?
2. Porque queremos melhorar o que já gostamos?

A resposta à primeira só pode ser fé.
(Ou, em alguns casos, demasiada confiança nas suas capacidades.)

A segunda questão é mais complicada...
Na realidade, mudar uma pessoas em certos pontos, tem implicações noutras áreas e é de facto muito arriscado. Mas o problema começa no facto de nem sempre nos apaixonarmos pela pessoa certa ("o amor tem razões que a própria razão desconhece"). E continua com o facto de alguns homens não quererem ceder por iniciativa própria. Enquanto a mulher é capaz de mudar de bom grado uma série de coisas, para se aproximar do homem, o homem é mais distraído (ou, pelo menos, finge ser). Ou seja, nós queremos mudar o homem porque ele não tem o bom senso de o fazer.

Tsetse



TNT @ 12:23

Ter, 10/10/06

Acho que todas as mulheres já tiveram os seus desgostos de amor. Daqueles que nos tiram o sono, a fome, a alma, a vida, a vontade. Que nos atiram para um abismo, um túnel sem saída e outras tragédias que de momento (felizmente) não me ocorrem.
 
E os nossos amiguinhos machos? Como funciona um desgosto de amor no masculino?
 
Pode ser igualmente intenso, não demora é tanto. Afinal há jogos todas as semanas e um gajo não pode ficar preso a um desgosto para sempre. Há outras coisas para fazer e para ver. Há outras mulheres a quem dar atenção. Há automóveis novos para conhecer. Enfim, uma infindável panóplia de actividades em que se empenham rapidamente e nem mais se lembram da gaja que lhes partiu o coração na semana anterior.
 
O coração dos homens deve ser de algum material estranho que se reconstrói com a ajuda de imagens desportivas, de gajas despidas ou semi-despidas, carros e afins. Por um jogo, reconstrói-se uma válvula, por uma vitória do clube, reconstói-se uma aurícula, por uma revista de gajas, reconstrói-se um ventrículo e assim sucessivamente. Até que, dependendo da animação, o coração fica novinho em folha num período de tempo que pode oscilar entre um fim-de-semana e uma semana (no máximo). Garantido! 
 
Como é que se pode obter um coração desses? A quem é que devemos reclamar? Não me parece nada justo que soframos horrores durante tempos sem fim e que eles se recomponham num instante. As crentes, peçam ao Criador, as não crentes peçam ao Estado. Afinal pagamos impostos para quê?
 
Quero um coração de homem, pronto! Desses tipo Lego...

TNT



tsetse @ 17:33

Ter, 03/10/06

É muito raro ouvir uma mulher dizer sinceramente que gosta de acampar. No entanto, conheço vários homens que acham esta actividade uma experiência quase mística.

Quando se fala de higiene (ou da falta dela), eles ficam quase admirados, como se nunca tivessem pensado nisso (ou, pior, como se não se importassem com isso). E, quando se fala sobre a perda dos pequenos luxos, como ter que levar o papel-higiénico atrás, de cada vez que se vai à casa de banho, ou de ter que dormir no chão, também lhes parece coisa de pouca importância. Só lhes interessa a comunhão com a natureza (se é que se pode chamar natureza a um parque de campismo - local onde normalmente acampam).

Ora bem, olhando para esta diferença de adesão (que obviamente não é de 0 para 100%, há felizmente excepções), o que podemos concluir? Que os homens parecem ser, em média, menos preocupados com questões de asseio? e que se adaptam melhor a um ambiente menos civilizado? (Mais básicos, portanto?)

Andaram os nossos antepassados a inventar coisas fantásticas, a construir uma civilização, para agora quererem que eu vá dormir numa tenda mínima? É só darem-me uns incensos, umas velas e uma ou outra coisa mais, que eu faço uma experiência mística, mas lá em casa (com acesso a aquecimento central).

Tsetse


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