TNT @ 11:16

Ter, 29/08/06

Fico passada com o facto de as pessoas encararem o fenómeno raríssimo e genial da procriação como uma proeza só comparável a alguns Nobel. E não é daqueles Nobel light, tipo paz e literatura. Não... é assim uma coisa mais puxadota, tipo Física.
 
Noutro dia ao ver o Conan O’Brien, reparei que após uma entrevista a um reputadíssimo jornalista que passava a vida em cenários de guerra e cartéis colombianos, arriscando a vida para informar o mundo do que por aí passa, este só foi aplaudido quando o comediante lhe pergunta, “Então e foste pai recentemente...?”. A ovação foi impressionante. Fiquei atónita. Mas pensei que este aplauso se devia à reputadíssima ignorância do povo americano. Mas a verdade é bem mais cruel. Parece que é um fenómeno universal e transversal, que não olha a idade, sexo, classe social ou credo. Pelos vistos, procriar é uma proeza magnificiente para quase todos. Mesmo a ínfima parte da população mundial que não consegue esta admirável proeza, tem várias equipas disponíveis a trabalhar na fertilização, não vá o planeta correr o risco de se esvaziar de gente.
 
Será que todos se acham assim tão bons que não suportam a ideia de não deixar descendência dos seus genes geniais?
 
Ó meus amigos... alguém tem que dizer que procriar não é assim nada do outro mundo. Não é uma façanha da qual se possam gabar. Aliás, na maioria dos casos são descuidos. E será que os descuidos são dignos de ovação? E mesmo quando são planeados? Qual a verdadeira importância, que eu não consigo atingir? E não, não pretendo respostas daqueles iluminados dos movimentos pró-vida, cuja maioria, é gente mal comida e que já fez trinta abortos em Espanha.
 
Se as agarradas do Casal Ventoso passam a vida grávidas, não deverá ser com certeza uma grande façanha. Para os homens, compreendo que seja de enorme importância o facto de espalhar a semente. Eles veneram-se mesmo, por isso é um comportamento coerente com a animalidade adjacente. Agora as mulheres? E não me venham com a conversa do relógio biológico, que eu também sou gaja...
 
A verdade é que a esmagadora maioria das pessoas tem filhos por razões egoístas. Ou porque não querem ficar sozinhas, ou porque acham que assim salvam o casamento, ou porque querem fazer perdurar o nome e outras propriedades, ou porque precisam de ajuda para o negócio da mercearia ou para trabalhar no campo, ou para sacar um gajo, ou porque a amiga teve e nós não queremos ficar atrás... Enfim, mil e uma razões de índole absolutamente egoísta. 
 
E agora, ainda merecem ser aplaudidas, congratuladas ou presenteadas?

TNT



tsetse @ 10:51

Seg, 21/08/06

Há um grande número de pessoas que fazem jogos para conquistar e manter o seu amado (ou simples desejado). Ele é fingir que não gosta, é ser mau, é amuar, é aparecer com alguém do sexo oposto, etc. Tudo vale!

Confesso que prefiro não alinhar por esse caminho e tendo a achar ridículo quem por aí vai. Mas a verdade é que os jogos muitas vezes funcionam. E a receita é simples: Engolir os sentimentos, adicionar algum calculismo e uma pitada de falsidade e... voilá! Teremos o que queremos.

É mas é só para quem pode.
(...engolir sapos, entenda-se)

Tsetse



TNT @ 00:18

Seg, 14/08/06

Fazem observações recorrentes dos meus comportamentos, barra, atitudes, barra, feitio, barra, whatever...

Que sou insensível, que sou directa, que sou bruta, que não percebo nada de sentimentos e tal e tal...

É um facto que não sou lamechas, que me rio em filmes pategos para chorar, que me dão seca os dramas da tanga, que não tenho pachorra para queixas, queixinhas e queixumes, que não me derreto com bebés, que prefiro tectos de hotéis de luxo a paisagens idílicas, que gosto de guitarras a rasgar ao invés de sons maçadores de elevador, que prefiro o monóxido de carbono das grandes cidades ao ar puro e silêncio telúricos que, confesso, me causam um stress desgraçado. Larguem-me com um passaporte e um cartão de crédito na cidade mais complicada do mundo e eu safo-me bem. Deixem-me junto a uma trepadeira na Estufa Fria com um GPS e eu entro em pânico... Confesso! É verdade! Mea culpa!

Mas será assim tão condenável não chorar com palermices? Será heréctico não ter instinto materno? Será assim tão grave ficar com urticária só de pensar no (meu) casamento? Será assim tão fútil gostar mais de betão do que de relva?

Nasci no século XX, vivo no século XXI. Não tenho pachorra, barra, tempo, barra, paciência, barra, whatever para estar com quem não gosto, para aturar quem não quero, para conviver com quem me dá sono. Por isso, so long suckers!

TNT



TNT @ 11:34

Qua, 09/08/06

Não sou romântica. Não tenho jeito para seduzir, nem para ser seduzida. Não tenho a menor paciência para conversas de engate e muito menos para a canção do bandido.
 
Com um briefing destes não é fácil. Porém, há sempre formas de encantar uma mulher por mais picky que ela seja.
 
Há coisas muito simples mas que consideramos fundamentais. Não falo por todas as mulheres, obviamente, mas sei que falo por uma grande maioria. Há aquelas com ar de camionista que coçam o que não têm, etc, e estas podem considerar-se excluídas deste rol, com o devido respeito.
 
Vamos então ao que interessa!
 
Gostamos de cavalheiros. Gostamos que nos abram as portas, incluindo a do carro. E meus meninos, lá por terem fecho centralizado de portas, não basta accionar o dito. Há que dar a voltinha e abrir a portinha para a menina entrar. À saída não é completamente necessário, fiquem desde já sabendo... Gostamos que nos dêem os melhores lugares, que nos vão buscar as bebidas, que nos acompanhem à porta, que nos dêem presentes inesperados (quase tiro e queda... tradução: queca na certa!)
 
Gostamos de pacientes. Gostamos que oiçam as nossas queixas por mais absurdas que pareçam, que nos mimem e nos apapariquem. Gostamos que nos encham o copo ao jantar, mil vezes se necessário.
 
Gostamos de originais. Gostamos de homens engraçados, com ideias e convicções próprias. Gostamos que nos façam rir. Gostamos que tenham um estilo próprio e que não sejam iguais aos outros todos.
 
E finalmente gostamos de civilizados. Daqueles que podemos levar a qualquer lado e que não nos deixam ficar mal.
 
Vá lá... tentem lá... Vá lá... faço anos para o mês que vem...

TNT



TNT @ 11:17

Seg, 07/08/06

Sou viciada em televisão. Papo tudo. De notícias a anúncios, de séries a documentários. 
Tenho armazenados mananciais de informação inútil nesta cabecinha loira que não servem para rigorosamente nada, a não ser para fazer um ou outro brilharete junto a mentes mais distraídas e incautas.
 
Há porém, programas que não consigo digerir. Dão-me azia! Novelas... Não suporto. Não papo genéricos nem fichas técnicas. Não papo músicas nem personagens. Nunca sei quem anda com quem, quem encornou quem, quem anda a comer quem. Nada, rien! E o mesmo se aplica à vida real... Podem começar a imaginar as gaffes que já cometi por não saber quem está com quem... Por vezes digo o que não devo. Outras vezes meto-me com quem não devo.
 
Expliquem-se todos por favor. E denunciem-se sem mais delongas. E se o que as pessoas gostam mesmo é de fazer novelas, o melhor é ganharem qualquer coisa com isso. Aconselho-os vivamente a contactar a NBP e deixem de chatear os poucos sobreviventes que não têm pachorra para lidar com dramas mexicanos...

TNT



TNT @ 11:44

Qui, 03/08/06

Num jantar com um ilustre especímen do sexo masculino, falou-se dos medos que os homens têm em relação às mulheres. O homem à minha frente, experiente, convivente permanente e creio que saudável com o seu orgão, confessa-me que o que os homens têm mesmo, é medo de perder a rigidez. Pelos vistos, é um problema que os assola desde sempre: a possibilidade de um dia, eventualmente, por desígnios inesperados e injustos, não conseguirem levantá-Lo.

Atento a estudos feitos entre adolescentes e adultos e fico a saber que as criaturas do sexo masculino pensam em sexo de 12 em 12 segundos. Já tinha ouvido falar várias vezes destes estudos com maior ou menor espaçamento de tempos. Mas achei que quando pensavam em sexo, se referiam à execução do mesmo. Nunca me passou pela cabeça que os homens pensassem no Seu próprio sexo de 12 em 12 segundos.

Ainda bem que nasci mulher. Entristecia-me bastante passar a maior parte da minha vida a pensar num penduricalho. Assim só penso em penduricalhos quando faço a árvore de Natal.

TNT


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