Há uns tempos, esta empresa ofereceu-nos uma coisa destas para experimentar. Já que fazemos tanto alarde do ponto G pareceu-me uma boa oportunidade. Vai daí, toca de criar ambiente para a experiência.
O que posso dizer é que nestes dias de Inverno, e à falta de quem nos aqueça os pés, a temperatura sobe como se estivéssemos em Agosto às três da tarde e em Beja! Outra vantagem é a de que mesmo que a empregada nos vá à gaveta dos mistérios, dificilmente percebe do que se trata, uma vez que o luxo e a estética da coisa se assemelha a qualquer objecto de decoração. E quem diz empregada, diz sogras metediças ou crianças curiosas.
Tem on e off, coisa que não acontece com o tipo que temos em casa, várias intensidades - o que reitera o ponto anterior – está sempre disponível, é silencioso e bonito.
Como vêem, só vantagens!
Todos nós fazemos balanços das nossas vidas nestas alturas do ano. Olhamos para trás e arrependemo-nos do que fizemos e, principalmente, do que não fizemos. Olhamos para o presente e, para além de sentirmos a ressaca consequente do espumante marado da noite anterior, propomo-nos a objectivos mais ou menos concretizáveis.
Desejamos o Euromilhões, aumento de salário, coberturas em Manhattan e outras coisas que não dependem directamente de nós. Apenas porque são mais fáceis de pedir e não temos de nos esforçar para que a coisa aconteça. Um bocado como aquela história do tipo que se está a afogar e com a sua fé em deus recusa todos os recursos marítimos e aéreos para o salvar, uma vez que acredita que o criador há-de tratar do assunto. Acaba por se afogar e quando chega à presença de deus pergunta-lhe porque é que ele não o salvou. Deus responde: Estás parvo? Até helicópteros te mandei!
Proponho que façamos um exercício sincero no que respeita às nossas relações. Será que temos a relação que queremos? Será que podemos fazer algo para a melhorar? Será que realmente fazemos aquilo que está ao nosso alcance para atingirmos o que queremos?
Muitas vezes, deixamos que o orgulho, a preguiça, a rotina ou as pressões sociais/familiares nos prendam a algo que não queremos. Autorizamos a que dominem e controlem a nossa vida. E habituamo-nos... até ao dia! Até ao dia em que percebemos que não se aguenta mais viver assim.
Vamos lá pensar... Somos mesmo felizes? O que é que queremos verdadeiramente? E, acima de tudo, o que podemos fazer para sermos felizes?
Quando uma relação parece já não ter recuperação e já estamos fartos de lutar e só apetece ir noutra direcção qualquer mais simples e simpática, a maior tentação é acabar da forma rápida e, tanto quanto possível, indolor. Dizer algo que nos permita fugir rapidamente, como "não és tu, sou eu", "gosto muito de ti, mas não aguento a pressão" ou "esta relação não nos está a fazer bem e eu não aguento", e tentar escapar a todas e quaisquer perguntas que impliquem conversas chatas.
Acontece que, para além de haver a hipótese do outro não compreender a verdadeira razão do fim e, por isso, ter maior dificuldade em ultrapassar, não se podem esquecer que aquela pessoa já vos foi especial. Abriu-vos a alma e, à sua maneira, dedicou-vos tempo, carinho e atenção. Por muito enfadonho e imbecil que vos pareça naquele momento, merece uma segunda oportunidade.
Sejam sinceros. Digam de forma inequívoca que não se sentem bem na relação e porquê. Expliquem tudo o que vai na alma: como certos factores são essenciais para a continuação ou não da relação. Depois, tentem chegar à derradeira estratégia.
Podem optar pela estratégia da lista, em que cada um escreve tudo o que está mal e espera ver resolvido; por um contrato, onde a outra pessoa promete nunca mais fazer uma determinada coisa, quando o problema é fácil de identificar; ou por outra qualquer estratégia mais inteligente. (Aliás, aceitam-se sugestões). O mais importante é que o outro tenha um pré-aviso do fim e a hipótese de se redimir.
A verdade é que a maior parte das vezes nada disto funciona e normalmente por uma das seguintes razões:
- A outra pessoa está confortável naquela relação que nos parece um inferno, porque esta foi feita à sua imagem e medida, e por isso não está interessada em ceder um milímetro;
- A outra pessoa não reage bem ao fracasso e, ao perceber que o outro já não está assim tão interessado na vida a dois, em vez de lutar, fica deprimida ou amuada e à espera de receber a atenção que deveria estar a dar;
- A outra pessoa não quer estar a ter trabalho por uma relação que nem valoriza assim tanto;
- A outra pessoa já está viciada num certo comportamento e não o consegue largar;
- O casalinho não tem nada em comum; etc.
Mas, mesmo sabendo que a hipótese de sucesso é mínima, o importante é sermos justos, dando uma segunda oportunidade. E isto aplica-se a todo o tipo de relações intensas e duradouras: amorosas, de amizade ou profissionais.
Há uns anos fui para uma reunião com um administrador bancário. Dirigi-me às instalações do dito cliente e esperei durante uns minutos enquanto ele se despedia das pessoas da reunião anterior. O dito senhor mandava umas larachas à laia de despedida enquanto jogava bilhar de bolso. Eu achei aquilo de uma falta de gosto tremenda. Ainda íamos nas primeiras horas da manhã e o circo já estava instalado só não sei se a tenda estava armada.
Ele dirige-se a mim para me receber e cumprimentar. Eu, que sempre tinha cumprimentado o senhor de bacalhoada, lanço-me intempestivamente para ele e prego-lhe dois beijinhos. Assim como assim, sempre era um cumprimento mais formal do que se lhe desse um aperto de mão depois de ele ter estado a arrumar o material durante largos minutos.
E agora pergunto: porque é que os homens estão sempre a arrumar, ajeitar, coçar, remexer o material de guerra?
É algo completamente transversal. Não olha a idades, classe social, política ou cultural. Todos mexem com afinco, várias vezes ao dia em privado ou em público.
O que me faz confusão é que se aquilo está agarrado ao corpo desde que nasceram porque é que ainda não se habituaram? Continuam a ajeitar, arrumar e sei lá mais o quê… O que é que se passa? Os elementos separam-se, querem fugir e vocês andam sempre a certificar-se que lá permanecem?
Se eles fossem tão cuidadosos com a casinha como o são com o armazém, os lares deste mundo andavam todos num brinquinho!
Ontem estava a ouvir algumas histórias sobre homens que planeiam ao mais pequeno pormenor vinganças, quando são trocados ou abandonados ou até quando são simplesmente criticados em público. Todas tinham quatro coisas em comum: requintes de malvadez, planeamento cuidado, dispêndio de muita energia nas acções e um protagonista masculino.
Não estou a dizer que não haja mulheres que se vinguem ou que embirrem com alguém até à exaustão. Não retiram é o mesmo prazer com o sofrimentos dos outros, são mais impulsivas e sinceras (vai, quase sempre, tudo à frente logo ali, quando as irritam) e não colocam tanta dedicação e requinte no cálculo da vingança. E eu até valorizo a dedicação e o requinte. Só não os aceito quando aplicados à maldade, em lugar de outras coisas mais produtivas, e muito menos quando estamos a falar de vinganças desnecessárias.
Alguém não querer passar o resto da vida convosco, não implica que vos queira prejudicar. Simplesmente, para o seu gosto, não são o que mais lhe convém. Se não vão lutar por mudar isso, então aceitem e sigam em frente. Por uma mulher vos trair, não têm que a humilhar. Decidam se querem melhorar a relação e diminuir a probabilidade de o mesmo voltar a acontecer ou se consideram o acto imperdoável e, portanto, querem terminar a relação. Se ela vos contrariou de outra forma qualquer ou vos humilhou em frente a alguém e acham isso condenável, expliquem-lhe o facto. Não precisam de despender tanta energia numa vingança maquiavélica, quando uma explicaçãozinha de cinco minutos tem um melhor efeito.
O que mais me faz confusão é o prazer que dá a estes homens fazer sofrer o outro. Como se isso fosse, de alguma forma, compensar o seu próprio sofrimento. No caminho, não aprendem nada com os erros que cometeram e que provocaram a tal situação e, por isso, vão continuar a cometê-los, e não usam a energia em algo muito mais importante: melhorar a sua vida para que os problemas diminuam ou, pelo menos, diminuam de importância.
Esse prazer que sentem na preparação da vingança é agridoce e só atrasa a vossa evolução. Para além de que não abona nada a vosso favor nem a favor do vosso futuro, que pode depender da pessoa em questão ou de alguém que lhe é próximo. E, como diz a nossa amiga TNT: "Portugal é uma varandinha".
Quando o tema é pénis, o tamanho (comprimento, leia-se) é a questão mais debatida. E nós não queremos fugir disso! Queremos escrever, debater, comentar, retorquir, analisar... o tema!
Qual é o tamanho ideal? Se perguntarmos aos donos do dito cujo, o tamanho ideal é sempre um “bocadinho” maior do que aquilo que têm (mesmo que não o admitam). Salvo raras excepções, mesmo quando dizem que aquele que têm “nunca os deixou ficar mal”, quase todos os homens gostariam de ter mais alguns centímetros, sabe-se lá porquê! Mas o tamanho ideal, como em tudo na sexualidade, depende! Depende dos envolvidos, dos gostos de cada um e daquilo que se consegue fazer com os centímetros que se tem! “Não importa o tamanho da varinha, mas sim a magia que se faz com ela”, já dizia Allen Gomes. Mas as correlações que se fazem entre tamanho e prazer sexual ou, pior, entre tamanho e competências sexuais, além de não serem correctas, podem ter efeitos devastadores ao nível da auto-estima dos homens (sim, porque este blog também se preocupa com a vossa auto-estima!) e, consequentemente, ao nível da performance sexual. Ou seja, aquilo que depois pode mesmo fazer com que a sua performance não seja tão boa, não são os centímetros, mas a inibição causada por acharem que têm um pénis mais pequeno do que deviam e que a pessoa com quem estão se sente frustrada com essa questão (já pensaram o que é tentar ser um bom “amante” com estas ideias na cabeça?). E tudo em nome de uma ideia que veio sabe-se lá de onde, sabe-se lá porquê e que, bem vistas as coisas, não é, de perto nem de longe, o factor mais importante!
Esmiucemos, então, o factor tamanho:
Antes de mais, a maior parte de vós, caros leitores masculinos, mede mal o vosso pénis! E depois queixam-se... ou seja, medem o pénis por cima dos testículos até à glande e depois ficam deprimidos porque lêem que o pénis português médio tem 13 a 17 cm em erecção e acham que estão abaixo da média. O pénis deve ser medido desde onde REALMENTE começa (no osso do púbis) até à ponta da glande (cabeça do pénis). Ora espreitem lá atrás (sim, afastem os testículos) e vejam lá se eu não tenho razão e não há, mais coisa menos coisa, 2 ou 3 cm de pénis aí escondidos! O pénis está “agarrado” ao corpo, não nasce dos testículos! Não sabendo exactamente a idade dos leitores, devo ressalvar que o crescimento só termina por volta dos 20 anos, por isso, se ainda têm 17,18, 19 aninhos, ainda não acabou (mas também já não deve crescer muito, ok?).
Um estudo feito em Portugal sobre esta matéria (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied
Ainda sobre o tamanho, reparem numa coisa: a vagina tem fim! Não é um buraco que não vai dar a lado nenhum. A profundidade de uma vagina ronda os 7 a 10 cm e apesar de se expandir quando excitada, não ultrapassa, em média, os 12 cm. Além disso, a maior parte das terminações nervosas e onde a maior parte das mulheres sente mais prazer, é no primeiro terço da vagina (aqueles primeiros 3 - 4 cm). Por isso, um órgão sexual masculino grande não é necessário para ter prazer nem sequer é garantia de coisa nenhuma (até porque um grande número de mulheres nem sequer atinge o orgasmo com a penetração, mas isso fica para outra vez)! Resumindo, alguém me explica qual a vantagem de ter um pénis grande que depois fica cá fora a apanhar ar?!?! Já sei que vão dizer coisas como:
- “O pénis também serve para outras coisas, não é só para ‘fazer o amor’ com as vaginas”. Pode estar a faltar-me a imaginação, mas mesmo pensando nas outras práticas sexuais, e sem entrar em grandes pormenores, não estou a ver nenhum buraco que beneficie de um pénis grande... pensem nisso.
- “Mas as mulheres ficam mais excitadas com pénis grandes”. Também não é verdade, pois muitos inquéritos revelam que a maior parte das mulheres quer um pénis normal. Aliás, até consideram que os pénis muito grandes podem ser assustadores ou provocar dores.
- Entre outras coisas que depois escreverão nos comentários...
Admito que haja algumas pessoas que acham mais excitante ver ou segurar um pénis maior, mas, mesmo assim, ter um pénis grande não dá, à partida, nenhuma vantagem a nível sexual. É preciso saber o que fazer com ele! Além disso, os mega pénis (aqueles que têm mais de 19,5 cm em erecção) têm a desvantagem de poder levar à disfunção eréctil... Agora que pensam nisso, ter um pénis muito grande já não tão divertido pois não?
Ou seja, um pénis muito grande tem vantagens nos balneários (porque os outros homens ficam com inveja!), perante um pequeno número de mulheres (pronto, temos que admitir que elas existem) ou se querem seguir uma carreira de actores pornográficos!
Não quero aqui dizer que não existem pénis pequenos! Existem e alguns podem até ser tão pequenos que não são funcionais, mas o mesmo se pode dizer de pénis que são muito grandes! Conclusão: É bom estar na média!
Aproveito para dizer que não há relação nenhuma entre outras partes do corpo e o tamanho do pénis (um homem pode ser muito narigudo ou ter um pé muito grande ou vice-versa e isso não quer dizer nada, ok? Não tirem conclusões precipitadas!).
Mas o pénis não é só comprimento, certo? Na equação do prazer sexual, o perímetro parece importar mais do que o comprimento! É aquela fricção, estão a ver? Mas disso, pouco se fala! Mais uma vez, não é necessário ter-se um perímetro muito grande, a média é suficiente, até porque a vagina é bastante elástica e adapta-se à maioria das formas, tamanhos e feitios de pénis que existem. O estudo referido atrás, afirma que, em Portugal, o perímetro médio do pénis em erecção, está entre 8,5 e 10,5 cm (medidos na base do pénis). Lá estão vocês outra vez de fita métrica em punho. Compreendo!
E agora... a história das inclinações, curvas e afins:
O pénis não é exactamente direito. Na realidade todos os homens têm uma curvatura no pénis – uns mais do que outros, claro! Mas a verdade é que ter uma curvatura no pénis e ele “apontar” para direita ou para a esquerda é normal e comum, embora seja de realçar que, nalgumas situações, a curvatura do pénis em erecção possa ser mais acentuada e possa dificultar as relações sexuais e estas situações precisam de aconselhamento e intervenção especializada (médico Urologista). Ainda recentemente uma colega me falava de um rapaz da sua terra conhecido como “bengalinha” (entre as meninas, diga-se) e isso não pode ser bom!
Ainda antes de me despedir, “cumpre-me” avisar: cuidado com as comparações!
- uma ilusão de óptica faz com que o pénis pareça mais pequeno visto de cima do que de frente (”por isso é que nos balneários os dos outros me parecem sempre maiores!”, respiram alguns de vós de alívio);
- quando flácidos, as diferenças entre os pénis notam-se mais;
- não se comparem com actores pornográficos, porque alguns deles foram escolhidos porque pertencem àquela pequena percentagem da população que tem o pénis maior, não porque representem o homem médio, que isso não vende!
Sei que nunca fui, nem nunca vou ser, dona de um pénis e, por isso, por mais que leia ou pergunte nunca vou entender, na sua profundidade total, a razão pela qual o pénis é tão importante para os homens, mas posso dizer-vos que o conselho feminino geral é o de que devem passar menos tempo focados em coisas como o tamanho (sim, eu sei que este post faz exactamente o contrário!) e mais tempo a aprender coisas novas, a conhecer o/a(s) vosso/a(s) parceiro/a(s) e a desfrutar daquilo que têm com quem quiserem! Have fun!
Muita gente diz que este é um blog de sexo. Nós nem por isso partilhamos dessa opinião. Lá inventamos uma aula de sexo de vez em quando mas nada que justifique tal rótulo.
Achando nós que faltava esta vertente um pouco mais aprofundada – uma vez que abordamos o tema baseadas em experiências empíricas como manda o figurino! – achámos que podíamos trazer mais conhecimento aos nossos leitores e, já agora, a nós também!
E é assim, meus caros… a partir de agora vamos ter mais uma convidada que escreve sobre sexo. Puro e duro! É técnica especializada em aconselhamento sexual e poderá esclarecer muitas dúvidas.
Recebam-na bem porque ela é menina para trazer a luz onde as coisas andam escuras.
TNT & Tsetse