O Natal é cada vez mais uma fonte de stress. As compras que se têm de fazer, os centros comerciais à pinha, o calor que não se aguenta no interior das lojas. E os gajos… Os gajos que andam por ali porque são obrigados pelas respectivas. Com um ar de sofrimento e de seca desgraçados e elas a perguntarem-lhes a opinião “O que achas deste cor de champagne para a minha irmã?” enquanto manuseiam um soutien entre os expositores de lingerie.
Eles, coitados, sem saber o que dizer, lá esboçam um ‘hum-hum’, enquanto uma gota de suor lhes escorre pela têmpora.
Minhas meninas e senhoras, os homens não sabem movimentar-se em lojas cheias de gente. Desconhecem por completo os códigos de desenvoltura por entre os charriots. Ficam firmes e hirtos nas áreas de lingerie – e não é no sentido desejado – num misto de excitação, vergonha e vontade de fugir.
Uma vez que os obrigaram a ir às compras de Natal para vos fazerem companhia, por favor, tenham pena das criaturas – e, já agora, das outras mulheres que andam nas compras – e liguem-lhes só na hora de carregar com os sacos quando forem fazer as trocas típicas desta quadra.
Vamos ajudar a criar um mundo melhor e livre de homens nas lojas!
A conclusão a que podemos chegar depois de um evento como este, é que a maioria dos geeks apesar de primar pela inteligência, não prima propriamente pelo sentido de humor. Que, como é sabido, é uma das características mais apreciadas pelo género feminino. E, por isso, toca a rir e a fazer rir porque o sexo virtual até é giro, mas sempre, sempre é que não.
O geek típico é simpático, educado, tímido, a roçar o aflitinho quando uma mulher lhe dirige a palavra. E estas coisas até têm graça para uma mulher, convenhamos. Parecem precisar de colinho, estão a ver o género?
Parabéns a todos os que passaram pelo Codebits e principalmente à organização que me deu liberdade de circulação e expressão para poder cascar forte e feio neste enorme grupo de pessoas – 800 participantes dos cinco continentes. É obra!
E aqui ficam 'três homens muito brasa' para a despedida!
As provas de virilidade sempre me encanitaram. Fazer fila para sofrer é coisa que a mente feminina não entende.
Existem três níveis de picante e a verdade é que a maioria dos moçoilos arrisca o nível mais perigoso. Segundo soube, na edição Codebits 2010, os alarmes de incêndio dispararam enquanto confeccionavam os tacos. Só para terem uma noção do calibre do picante! Fiquei apenas uns 10 minutos na sala, equipada com máscara e ainda estou a pigarrear enquanto escrevo.
Os ‘Nuclear Tacos’ já tradicionais no Codebits são apenas, e só, provas de virilidade, quase um ritual de passagem. Eu diria que isto é um bocado aquela afirmação infantil de ‘o meu carrinho é melhor que o teu’ ou numa versão mais púbere ‘a minha pilinha é maior do que a tua e até já tenho algum buço’. É, no fundo, o grito do Neandertal na sua mais pura essência.
Ora, geek que se preze equipa-se para qualquer prova. E para suportar melhor este aperto há que estar prevenido com bebidas lácteas mesmo à mão. Ou, no caso, mesmo à boca!
E os desgraçados que confeccionaram e serviram os doidos por picantes não devem conseguir procriar nos próximos dois anos...
As filas para a casa de banho é que vão ser de chorar daqui a umas horas...
Segundo dia de SAPO Codebits. Muitos dos geeks pernoitaram por aqui. Dormiram por cima dos pufs ou por cima uns dos outros. Há coisas que prefiro não saber. Quem ainda tem pulseirinha de identificação é porque não tomou o belo do banho matinal. São fáceis de identificar e são claramente a maioria.
Percorrem os monitores de fundo preto com umas letras e símbolos às corzinhas – deve ser uma réstia de cromossoma X…
Bem sei que não costumo propriamente falar de moda nestas linhas, mas não posso deixar de assinalar que existe claramente um geek style. As t-shirts são do mais imaginativo que há, mas obviamente não dava para apresentar estes meninos à avó. Não queremos que a senhora tenha um chilique!
O cansaço já começa a instalar-se e há até quem tenha decidido passear-se de roupão e pantufinhas. Basicamente, os geeks sentem-se mesmo em casa e este deve ser um sonho tornado realidade e algo que anseiam durante o ano inteiro.